Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

No Dia Mundial Sem Carro, o desafio da bicicleta ganha cada vez mais adeptos

Sexta, 22 de setembro de 2017
Adriana Franzin - Repórter da Agência Brasil
"A decisão de estacioná-lo para sempre não foi de repente. Eu estava ensaiando há algum tempo. Fui algumas vezes para o trabalho de bicicleta, mas acabava usando o carro para todo o resto. Ele precisou dar os últimos suspiros para me alertar que não aguentava mais e que uma nova vida nos esperava. Fiquei por alguns segundos segurando o volante, olhos umedecidos tentando organizar os sentimentos. No início, senti raiva, logo depois tristeza, gratidão e por fim a aceitação. Fiz um carinho nele, uma lágrima caiu, saí de dentro, tranquei a porta e parti”.

Foi assim que a artista Carol Oliveira, 31 anos, decidiu mudar sua forma de deslocamento na cidade. O depoimento, postado em rede social, ganhou visibilidade, apoio e uma rede de adeptos.

domingo, 25 de setembro de 2016

Maioria dos brasileiros quer menos espaço para carro particular nas ruas

Domingo, 25 de setembro de 2016
Camila Boehm – da Agência Brasil

A maioria dos brasileiros (74%) é a favor de ações que reduzam o espaço do veículo particular nas ruas se o motivo for dedicar esse espaço para ciclovias, corredores de ônibus e calçadas, apontou pesquisa sobre mobilidade urbana encomendada pelo Greenpeace ao Instituto Datafolha. A pesquisa foi realizada com 2.098 entrevistados de 16 anos ou mais, em 132 municípios de todas as regiões do país.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Trevo de Triagem Norte (TTN): solução ou cilada?

Segunda, 19 de setembro de 2016
Da




Desde o final de 2015 o GDF vem anunciando a retomada da obra do Trevo de Triagem Norte (TTN), que inclui a Ponte do Bragueto, como uma de suas grandes realizações no campo da mobilidade urbana. A obra vem sendo apresentada como uma medida que vai diminuir o congestionamento na saída norte de Brasília, supostamente beneficiando quase 200 mil pessoas. Será mesmo que oferecer mais espaço para carros resolve algum problema?

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Começa nesse sábado a Semana da Mobilidade 2016! Experimente a cidade a pé, de bike ou transporte coletivo

Sexta, 16 de setembro de 2016
De


 

Experimente a cidade a pé, de bike ou transporte coletivo

 

A semana da mobilidade de 2016 promete ser das mais movimentadas que Brasília já viu! A programação está recheada de atividades, ocupando as cidades do DF e valorizando as pessoas e os espaços públicos. Confira a agenda e nos encontre nas ruas nos próximos dias! Tem Pimp My Bike na Estrutural, Cine Pedal no Museu Nacional, ocupação do Setor Comercial Sul, papo cabeça com holandeses e muito mais!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Mobilidade: brasiliense é quem menos bicicleta usa no Brasil

Segunda, 4 de junho de 2016
Catador em bicicleta (2)
A pesquisa revelou que o uso de bicicleta no Brasil é uma opção que se faz mais presente entre os mais pobres. Foto de Chico Sant’Anna.

Na comparação com outras regiões metropolitanas, o DF possui a menor proporção de deslocamento em bicicleta, tanto entre os mais ricos quanto entre os mais pobres em ambos os sexos.
Por Chico Sant’Anna

O velho adágio de que Lúcio Costa projetou Brasília para um ser humano formado por cabeça tronco e rodas parece persistir no cotidiano da Capital Federal. O Distrito Federal é a região metropolitana do Brasil onde existe a menor frequência de deslocamentos a pé ou de bicicleta, tanto por homens, quanto por mulheres. Os dados são da pesquisa Diferenças socioeconômicas e regionais na prática do deslocamento ativo no Brasil, de autoria de Thiago Hérick de Sá, Rafael Henrique Moraes Pereira, Ana Clara Duran e Carlos Augusto Monteiro, recém-publicada na Revista de Saúde Pública, editada pela Universidade de São Paulo.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Uber. Compartilhamento de veículos. Lançada Frente Parlamentar em defesa de aplicativos de transporte

Terça, 14 de junho de 2016
A Frente Parlamentar em Defesa da Utilização de Aplicativos para Transporte Individual de Passageiros, a exemplo do Uber, foi lançada nesta terça-feira (14), na Faculdade de Tecnologia da UnB, tendo como presidente o deputado Professor Israel, tendo como membros a presidente da Câmara Legislativa do DF, deputada Celina Leão, e ainda os parlamentares Professor Reginaldo Veras, Chico Leite, Sandra Faraj, Cláudio Abrantes, Luzia de Paula e Roosevelt Vilela.

sábado, 11 de junho de 2016

Olha o poste, Jatobá! Aperto em passeio do Setor Central do Gama. Que desrespeito às pessoas!!!

Sábado, 11 de junho de 2016
No centro do Gama se vê de tudo. E há muito tempo. Inclusive essa 'coisa' mostrada nas imagens abaixo, isto é, avanço de hotel e loja sobre a área pública. E o poste também atrapalhando, revela mais ainda o quanto os órgãos de fiscalização deixam correr solto certas irregularidades que trazem dificuldades aos pedestres. 

Como um poste e um 'corredor' revelam mais do que um milhão de palavras, aí vão as fotos.

A seta indica a imagem capturada do Google, o local de desrespeito aos transeuntes do local.


As fotos abaixo foram tiradas hoje, sábado (11/6) por volta das 11h20. Clique nas imagens para ampliá-las. Talvez assim o espaço apertado fique maior.
Loja e hotel avançam em quase todo o passeio.

Tem que ser igual a corda de caranguejo. Um de cada vez. Ou coluna de formiga.


Opa! Mãe e filha não passam se ficarem lado a lado.
Segura na mão da filha e puxa!




Olha o poste, Jatobá!!

Isso! Desviando, desviando, escapando pela brechinha do passeio.

Meu rei! Isso aí abaixo, no meio do passeio, será uma obra de arte do saudoso escultor baiano Mário Cravo.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Inauguração do Terminal de Ônibus do Guará II será neste sábado (11/6)

Sexta, 10 de junho de 2016
A Secretaria de Mobilidade inaugura neste sábado (11), às 9h30, o terminal de ônibus do Guará II, localizado na Área Especial 10, lote B. A ação faz parte do programa Circula Brasília, que, até o fim do ano, entregará oito terminais rodoviários reformados e quatro novos.

O Terminal do Guará II contará com sistema de combate a incêndio, banheiros masculino e feminino adaptados para a acessibilidade, oito salas administrativas, uma lanchonete, quatro paraciclos com capacidade para 20 bicicletas no total, além de plataforma com seis boxes para ônibus adaptada e estocagem com capacidade para até 20 ônibus.

A reforma visa oferecer melhores condições de conforto e segurança ao usuário do transporte coletivo, bem como aos operadores do sistema. Ao todo, 56 ônibus e 13 linhas passarão pelo terminal. Serão feitas, em média, 286 viagens durante dias úteis, 171 aos sábados e 127 aos domingos.

Fonte: Ascom da Secretaria de Mobilidade do DF

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A irracionalidade por trás do aumento das passagens

Quarta, 20 de janeiro de 2016
Do Correio da Cidadania

Escrito por Lúcio Gregori*   
Final de ano, festas, presentes, fogos e aumento das tarifas de transportes coletivos. Faz muitos anos que assisto a esse mesmo filme, que parece de horror ou farsa, ou até, de modo mais atual, o mesmo capítulo já visto dessa interminável novela em série. Os gestores de hoje, antes chamados governantes, repetem um enredo que tem algo de patético e farsesco. Ou, como antigamente se dizia e palavra hoje na moda, parecem dar um “golpe”.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Defensoria cobra do GDF acessibilidade para deficientes na rodoviária do Gama

Segunda, 24 de agosto de 2015
Da Defensoria Pública do Distrito Federal
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Governo tem até 18 de setembro para apresentar esclarecimentos

Em conjunto com a Promotoria de Justiça da Pessoa com Deficiência (PROPED) e o Ministério Público de Contas do DF (MPC-DF), a Defensoria Pública do DF recomendou ao Governo do Distrito Federal (GDF), na última terça-feira (18/08), que readeque a estrutura da rodoviária do Gama (DF) para tornar o local acessível às pessoas com deficiência. O governo tem agora um prazo 30 dias para se posicionar sobre as recomendações.

O documento foi elaborado a partir de vistoria feita por técnicos do Ministério Público do DF, depois que o Núcleo da Defensoria Pública no Gama recebeu reclamações da Associação de Deficientes do Gama e Entorno. No local, os profissionais identificaram a falta de rampas de acesso para cadeirantes, piso tátil para deficientes visuais e de banheiros adaptados.

Para o defensor público do Núcleo da Defensoria na cidade, Wemer Hesbom, em nada adianta o estado fornecer às pessoas com dificuldade de locomoção acesso a direitos, como hospitais e escolas, sem assegurar a eles meios adequados de transporte. “Sem calçadas, ciclovias, vias públicas e sistema de transporte coletivo, de nada adiantará construir hospitais, escolas ou centros comerciais e de lazer para todos, se cada cidadão não tiver à sua disposição meios de se locomover”, comentou.

Caso as recomendações não sejam cumpridas, o governo poderá ser obrigado pela Justiça a seguir as normas de acessibilidade.

Interdição da Avenida JK
No mês passado, uma decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que acolheu representação do Ministério Público, decorrente de denúncia apresentada pela Defensoria Pública do DF, paralisou as obras de duplicação da Avenida JK, no Gama (DF), após constatar irregularidades que dificultariam a acessibilidade de deficientes no local. Na época, o Núcleo da Defensoria Pública no Gama constatou irregularidades que iam desde a não instalação de piso tátil para deficientes visuais até a falta de espaço nos recuos das paradas de ônibus. As obras de duplicação da pista seguem paralisadas até hoje, aguardando perícia pelo Tribunal de Contas do DF.

Fonte: Tainan Pimentel
da Assessoria de Comunicação 
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Leia também: Obra da Avenida JK, no Gama, parou de novo

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Piratas assumem o transporte coletivo no Park Way

Segunda, 22 de junho de 2015
Com estações fechadas, quem mora ou trabalha no Park Way não pode usar o BRT. Foto nde Chico Sant'Anna.
Com estações fechadas, quem mora ou trabalha no Park
Way não pode usar o BRT.  Foto de Chico Sant’Anna.

Por Chico Sant’Anna
Desde o início do governo Rodrigo Rollemberg, os moradores das quadras 14 a 25 do Park Way deixaram de contar com os serviços de transportes coletivos. Os moradores das quadras 6 a 13 e 26 a 29 que contavam com a promessa do governo Agnelo da criação de uma linha de ônibus para atender as suas quadras, perderam as esperanças. Para piorar, as estações do BRT que liga o Plano Piloto ao Gama, ao longo do trecho da Via EPIA que corta o Park Way estão inoperantes desde a inauguração do sistema (na verdade três inaugurações), ainda no governo Agnelo. A falta de transporte público oficial não passou despercebida dos piratas, que passaram a operar tranquilamente no trecho das quadras 14 a 25 do bairro.
Rodoviária Plano
Quem mora ou trabalha no Park Way já estava desprovido de transporte coletivo que o levasse direto ao Plano Piloto. Agora, nem no interior do bairro há ônibus circulando. Foto de Chico Sant’Anna

A falta de transporte coletivo no bairro agrava ainda mais o já caótico trânsito nas localidades, que nos horários de picos sofrem ainda mais com o volume de veículos provenientes do Gama, Santa Maria e cidades do Entorno, tais como Valparaíso e Novo Gama.

Até o início deste ano, no Park Way, existiam tradicionalmente três linhas de ônibus: a de número 0.119, interligando o Núcleo Bandeirante à Vargem Bonita e à quadra 25; a de número 119.1 (interligando a passarela sobre a EPIA, próxima à Floricultura do Núcleo Bandeirante às SMPW quadras 14/25) e a 119.2, interligando a SMPW quadra 14 à Vargem Bonita.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Simpósio amplia debate sobre mobilidade urbana sustentável

Sexta, 12 de junho de 2015
Do MPDF
“O entorno vem ao centro de ônibus e não de carro. Quem mora mais longe tem renda inferior e depende mais do transporte coletivo. Com isso, desmistificamos que é o movimento periférico que impacta no trânsito”

domingo, 24 de maio de 2015

Apagão do planejamento de mobilidade: um retrato do Rio e do Brasil

Domingo, 24 de maio de 2015

A realidade descrita pelo Jornal do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro no texto abaixo, retrata erros básicos no planejamento dos projetos de mobilidade urbana que não são privativos da Cidade Maravilhosa. Ela se espalha pelo Brasil.

Na Capital Federal, duas vias expressas, a EPTG e a EPIA, que deveriam abrigar linhas de transportes rápido, o BRT, não operam como o previsto. Na EPTG, embora inaugurada em 2010, nem começou. A adaptação da EPIA ficou inacabada e o que está pronto, como as paradas ao longo do Park Way, não operam.

BRT Rio
Três anos após a inauguração do primeiro corredor, o TransOeste, mais de 40 acidentes foram registrados, incluindo pelo menos oito óbitos. O conforto também deixou de existir: projetado para transportar 15 mil pessoas por hora, o sistema já carrega 17 mil pessoas/hora. Foto de Chico Sant’Anna.

Barcas não cabem no estaleiro, bondinhos não circulam porque a obra desconsiderou o espaço para o freio, trens param no meio do caminho e os BRTs têm lotação absurda no horário do rush. Estão mais do que evidentes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro os efeitos da falta de planejamento na execução de obras e serviços

Publicado originalmente no Jornal do Clube de Engenharia

Um dos setores que mais chama atenção – e mais traz prejuízos para a população –, o setor dos transportes, tem se transformado em um símbolo da má gestão dos serviços e incompetência no Estado do Rio de Janeiro. Alguns desses problemas não são novos e, ainda que bem conhecidos pelos gestores públicos, não há solução à vista. A Supervia é, há muito tempo, palco de tristes cenas. Em algumas estações, o desnível entre o trem e a plataforma causa quedas frequentes. Andar pelos trilhos após uma pane também é problema recorrente: há ocasiões em que, por dias seguidos, passageiros precisam caminhar nos trilhos até as estações.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Ministério Público promove simpósio sobre mobilidade urbana no DF

Quinta, 21 de maio de 2015
Do MPDF
Foto materia mobilidade urbana
No Brasil, as políticas de mobilidade não acompanharam o desenvolvimento das cidades. Marcadas pelo baixo investimento em transporte público de massa e pelo aumento da motorização individual, essas políticas determinaram como nos deslocamos atualmente. Para contribuir com o debate sobre a elaboração, a implementação e a fiscalização da política de mobilidade urbana no DF, a Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) promoverá, de 10 a 12 de junho, o simpósio A Concepção Modernista de Brasília e a Perspectiva da Mobilidade Urbana.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Justiça determina que DF promova obras de acessibilidade no Centro de Convenções Ulysses Guimarães


Segunda, 19 de maio de 2015
Do TJDF
O juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública do DF deu prazo de 6 meses para que o DF e a Novacap promovam as obras de acessibilidade exigidas em lei no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A decisão se deu na Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do DF e dos Territórios – MPDFT. Caso haja descumprimento da ordem judicial, o magistrado, em sede de execução de sentença, poderá arbitrar multa diária em favor do Fundo de Direitos Difusos.
O autor afirmou que, após receber reclamações do Instituto Cultural e Profissionalizante de Pessoas com Deficiências do DF - ICEP/BRASIL, realizou investigação no local e constatou vários problemas de acessibilidade.  Pediu a condenação do DF na obrigação de tomar as providências cabíveis e no pagamento de danos morais coletivos pela omissão constatada.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Mais algumas imagens da incompetência e desprezo do GDF pela população do Gama. Obras da Avenida JK se arrastam por quase dois anos

Segunda, 1º de dezembro de 2014
Mais algumas imagens que demonstram o sofrimento dos moradores do Gama que usam a Avenida JK. Exemplo de desprezo, e incompetência, das autoridades do GDF. As fotos foram tiradas pelo Gama Livre na manhã desta segunda (1º/12/2014). Dê um clique sobre as imagens para ampliá-las.
Mesmo no trecho da avenida em que a calçada foi construída os dois pontos de ônibus existentes não possui abrigo para passageiros. Dê um clique para ampliar a imagem.
Trecho sem calçada, sem abrigo e com muito barro.

Muita lama no ponto de ônibus da Avenida JK. Abrigo não há. O jeito é usar guarda-chuva ou se molhar.


Lama e água em um dos pontos de ônibus da Avenida JK, no Gama. Abrigo contra chuva ou sol, nem pensar. Foto desta segunda-feira, 1º/12/2014.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Propostas para a mobilidade urbana no Distrito Federal

Segunda, 15 de setembro de 2014
"A situação de Brasília no ranking de mobilidade urbana é uma das piores dentre as capitais brasileiras. O morador de Brasília gasta hoje mais tempo no trânsito do que em 2008. Com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – Ipea constatou que, em 2012, o trabalhador brasiliense gastava, em média, 35 minutos para fazer o percurso casa-trabalho, sendo que 11, em cada 100 trabalhadores, gastavam mais de uma hora no trânsito para cada viagem entre o domicílio e o local do emprego. Ou seja, a cada dia, duas horas são perdidas no trânsito da Capital Federal."

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Conheça as propostas dos candidatos à Presidência para mobilidade urbana

Terça, 9 de setembro de 2014
Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil
passe livre e uso de combustíveis limpos dominam as propostas de presidenciáveis para solucionar os problemas de mobilidade nas cidades brasileiras. Enquanto algumas propostas priorizam investimentos para ampliação de trens e metrôs e em programas de financiamento da renovação da frota de ônibus, outras estão direcionadas a estímulos aos transportes alternativos e a medidas que desafoguem o tráfego, como o rodízio nas jornadas de trabalhadores.
Conheça as propostas dos candidatos à Presidência para mobilidade urbana:

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Gastos de 761 milhões foram insuficientes para esconder a incompetência no BRT; e bota incompetência nisso; gastos de R$761 milhões até agora, até agora

Segunda, 18 de agosto de 2014
Fonte: Gama Cidadão 
Gastos de 761 milhões foram insuficiente para esconder a incompetência no BRT
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Passageiros criticam a demora e pedem as linhas de volta.

Na manhã deste sábado (16), tivemos a 2ª Audiência Pública sobre o transporte coletivo do Gama. A reunião aconteceu no Centro Interescolar de Línguas (CILG). Estiveram presentes na reunião o diretor-geral do DFTrans e gestor do Expresso DF Jair Tedeschi, representante do BRT Lucio, diretor de obras da administração da cidade Sr Roque Lane, o procurador dos direitos dos cidadãos Dr. José Valdenor Queiroz Júnior, Ministério Público do Distrito Federal e Territórios  (MPDFT) e vários passageiros de transporte público.

Na 1ª Audiência Pública sobre o tema, ocorrida no dia 19 julho, 115 pessoas participaram do evento. Destas, 50 puderam manifestar seus descontentamentos sobre as mudanças realizadas no transporte. Os moradores cobram a volta de algumas linhas que foram retiradas, a renovação da frota das linhas que não fazem parte do percurso do BRT, como Taguatinga, W3 Norte/Sul, SIA/SAAN, Setor O e Corujão. Jair Tedeschi ouviu os questionamentos, as reclamações, sugestões e opiniões da população, ficando incumbido de trazer resposta para os usuários do transporte coletivo do gama.

Nesta 2ª Audiência Pública sobre o transporte coletivo do Gama, para surpresa dos passageiros, muitas das respostas colocaram a culpa na fiscalização que é responsabilidade da Secretaria de Transporte do GDF.

O tempo, na opinião do Jair Tedeschi, vai fazer com que tanto passageiros quanto operadores do sistema se acostumem com a operação, aumentando a eficiência.“É tudo novo, substituído um sistema de 50 anos. Por isso o período de testes tem sido tão longo”, justifica.

Taguatinga

Estamos fazendo um acordo com a empresa Marechal para que assuma essa linha.

Demais linhas

Enquanto a segunda etapa da obra não estiver pronta, ainda deverão circular as linhas para SIA/ SAAN e W3 Sul e Norte. E vamos trabalhar para reativar a linha L2 Sul/ Norte/ UnB.

E seguem os problemas

A realidade é que os problemas ainda devem continuar. É o caso da Ana Tavares que pegava um ônibus para W3 Sul para chegar no trabalho. “Agora, pego três ônibus na ida e na volta. Ela precisa pegar um circular, o BRT e outro até o ponto final. Segundo relata Ana, o tempo médio gasto no trajeto é de uma hora e meia, ou mais. Apesar de tudo Ana Tavares elogia a qualidade dos veículos. “São confortáveis, têm ar condicionado e são confiáveis. Mas a demora ainda é um problema.” Relata.

Apesar de reconhecerem que o conforto aumentou com o BRT, usuários se queixam das baldeações necessárias para completar a viagem, atrasos das linhas e velocidade permitida de 55 km/h. O fato é que os 761 milhões foram insuficientes para esconder a incompetência do governo, esqueceram de ouvir a população antes do grandioso projeto alterando toda uma rotina do transporte coletivo da cidade.

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Comentário do Gama Livre: É de corar qualquer frade as desculpas esfarrapadas que o governo dá para tentar justificar a incompetência na área dos transportes públicos. Sistema obsoleto para lá dos 17 anos, isso quando se trata de distâncias acima dos 20 e 30 quilômetros, a implantação do VLP, ou BRT como queiram chamar, é uma obra da incompetência (ou esperteza?) dos governos. Ruim, inadequado, lento, com veículos com pequena capacidade de passageiros (muito diferente do prometido) e motor na frente, movido ao mais poluente óleo diesel, com integração pior ainda. Um horror. 

A construção do BRT Sul foi o triunfo dos grupos que exploram ônibus pelo Brasil a fora. Triunfaram sobre o moderno metrô, o transporte sobre trilhos, o mais eficiente para a população e o meio ambiente. A derrota maior, contudo, foi da população.

Há muito projetadas, e prometidas por esses nossos (cruz credo) políticos que prometem o melhor em época de eleições mas fazem sempre o pior quando eleitos, as linhas 2 e 3 do metrô, e que serviriam modernamente ao Gama e Santa Maria, foram logo esquecidas.

O BRT (Buzão Ronceiro e Tardio) é uma geringonça frente a qualquer metrô.

É verdade que nós brasilienses até agora não tivemos muita sorte (ou sorte alguma) com os governos. É geringonça atrás de geringonça. E cada dia que passa pior fica a mobilidade no DF. O método usado pelo governo do DF no que diz respeito à mobilidade pode ser definido como de 'tentativa de erros'. Só tenta, e somente erros.

Acesse aqui e veja no Blog Gama Cidadão vídeos e fotos da audiência realizada no último dia 16, sábado, no Gama.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Eleições 2014: Movimentos sociais clamam por mobilidade sustentável

Sexta, 8 de agosto de 2014
Foto de Jonas Pereira

Para mudar o cenário da mobilidade no DF, entidades da sociedade civil do Distrito Federal, dentre elas a Rodas da Paz, Movimento Nossa Brasília e a União dos Ciclistas do Brasil, elaboraram uma pauta-compromisso apontando propostas prioritárias que deverão ser assumidas como compromissos pelos candidatos que pretendam se posicionar verdadeiramente a favor da mobilidade sustentável na Capital Federal.

Segundo o diagnóstico elaborado pelas entidades e cidadãos envolvidos no projeto, tendo como base o Plano Diretor de Transporte Urbano do DF de 2011, a continuidade de investimentos no modelo rodoviarista de cidade, fará com que o Distrito Federal pare de vez em 2020. “Esse modelo, baseado na construção de túneis, viadutos e ampliações viárias, resulta no uso excessivo de automóvel, estimulado ainda mais pelo transporte público precário do DF” – alertam os líderes do movimento.

Uma Carta Compromisso, a ser submetida a todos os candidatos,independentemente de cargos disputados, foi elaborada com a participação de diversos movimentos, entidades e cidadãos, como uma contribuição para qualificar o debate eleitoral.

No texto há três propostas prioritárias para os candidatos ao Palácio do Buriti, e há também propostas endereçadas aos candidatos ao Legislativo Federal (Senado e Câmara dos Deputados) e aos candidatos a Deputados Distritais.

As três propostas prioritárias para os candidatos ao Palácio do Buriti são:

1. Inverter a atual prioridade dada aos meios de locomoção, estabelecendo metas de redução do percentual das viagens diárias feitas de carro ou moto, assegurando a fluidez preferencial aos pedestres, às bicicletas e ao transporte coletivo, reduzindo os espaços destinados ao uso individual do carro, vetando iniciativas como o projeto do estacionamento subterrâneo da Esplanada dos Ministérios. Tais medidas contribuem também para a redução da emissão de poluentes atmosféricos, que prejudicam a qualidade do ar, bem como de gases de efeitos estufa.

2. Reestruturar o modelo de gestão da política de mobilidade da área metropolitana, criando órgão gestor que coordene as instâncias e órgãos pertinentes para evitar a fragmentação das ações governamentais. Assegurar, ainda, o controle social das políticas públicas por meio de Conselho deliberativo com participação paritária da sociedade civil, que trate da formulação e avaliação de políticas e da transparência sobre sua gestão.

3. Desonerar gradativamente o usuário do transporte público coletivo do custeio do sistema de transporte, por meio da integração universal e irrestrita com financiamento não-tarifário do sistema, visando a futura implementação da tarifa zero.

Para conhecer a carta compromissos, clique aqui.

Fonte: Brasília por Chico Sant'Anna