Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 10 de março de 2017

Bomba! Bomba! Bomba na Agefis!!! Trem da alegria de 1992 descarrilha no STF. GDF tem só 45 dias para anular a transposição ilegal de servidores para o cargo de Inspetor de Obras da carreira de Fiscalização e Inspeção. Entre os passageiros do trem, o hoje deputado federal Roney Nemer e a ex-secretária de Estado Ivelise Longhi

Sexta, 10 de março de 2017
"Findo o prazo, incidirá multa mensal no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) por servidor cuja situação funcional não tenha regularizado, com base no art. 536, § 1º, do NCPC.    Brasília - DF, segunda-feira, 06/02/2017 às 14h47."

Deputado federal Roney Nemer. Foto da internet


Multa ao GDF será de R$2 mil mensais por servidor cuja situação funcional não tenha regularizado.

Os passageiros do trem da alegria são, atualmente, auditores fiscais. Com a decisão transitada em julgado, voltarão a ser inspetores fiscais, que é outra carreira, com salário  bem abaixo do que eles estavam ganhando até agora.

Quem paga o prejuízo causado aos cofres públicos durante esse tempo todo?

Entre os passageiros do trem da alegria, o deputado federal Roney Nemer e Ivelise Longhi, que foi administradora da Região Administrada de Brasília durante o governo Arruda (aquele!), vice-governadora no governo interino de Rogério Rosso. Foi suplente de distrital.

Demorou 15 anos, mas a Justiça descarrilhou o trem da alegria do artigo 4° da lei distrital N° 228/92.

A lei, aprovada pelos deputados distritais (sempre eles), promoveu um verdadeiro trem da alegria dentro da Agência de Fiscalização do DF (Agefis), permitindo a transposição de servidores com cargos menores para outros cargos superiores, com a remuneração bem maior, claro.

A lei foi considerada constitucional pelo Conselho Especial do TJDFT, mas o MPDF recorreu ao Supremo Tribunal Federal que, em 14 de dezembro de 2015, decidiu pela inconstitucionalidade do artigo 4º da lei 228/1992. Agora, cabe ao juízo da Quarta Vara da Fazenda Pública do DF fazer cumprir a decisão da Justiça. Isto é, anular as transposições fazendo com que aqueles passageiros do trem da alegria voltem aos seus cargos originais, com menores salários.

Veja na imagem abaixo, os passageiros do trem da alegria que retornarão aos seus cargos anteriores. Não há mais recursos no âmbito da Justiça, vez que a decisão transitou em julgado.

Clique na imagem para ampliá-la.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Conluio entre a Defensoria Pública e Câmara Legislativa: Trem da alegria pode descarrilhar

Quarta, 15 de junho de 2016 
Por via das dúvidas

Por Helio Doyle (Jornal de Brasília) //// Blog do Sombra
Um conluio entre a Defensoria Pública e a Câmara Legislativa, com troca de favores entre seus dirigentes, assegurou ao órgão benefícios absurdos. Felizmente o Ministério Público do DF agiu rápido para impedir um deles: o preenchimento de quadros da Defensoria sem concurso público.

O governador Rodrigo Rollemberg havia vetado o absurdo, mas a Câmara derrubou o veto depois do estranho acordo com o chefe da Defensoria, que envolveu até a nomeação de apadrinhados da presidente Celina Leão. ...
 
A ação de inconstitucionalidade do MP será apreciada pelo Tribunal de Justiça, que assim poderá impedir o trem da alegria.
 
Por via das dúvidas
 
O vice-governador Renato Santana foi um dos primeiros servidores do governo de Brasília que se apressou a se beneficiar da remoção de servidores para a Defensoria.
 
Pensando no futuro, como ele diz, e em seu salário, Santana não quer mais ser lotado na Administração Regional da Ceilândia.
 
O que sobrar é dele
 
O chefe de Santana, o deputado Rogério Rosso, do PSD, ainda não decidiu qual será o futuro político do vice-governador.
 
Rosso aguarda o desenrolar dos acontecimentos para decidir se vai se candidatar ao governo ou ao Senado. Também não decidiu se sua mulher, Karina, vai disputar a Câmara dos Deputados ou a Câmara Legislativa.
 
Renato, que na hipótese de o governador Rollemberg tentar a reeleição dificilmente voltará a ser o vice, pegará o que sobrar.

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Gama Livre:
Do site do TJDF
  
Orgão :
CONSELHO ESPECIAL (Palácio da Justiça - Térreo)
Processo :
ADI 2016 00 2 023978-4
0025778-44.2016.807.0000 (Res.65 - CNJ)
Classe :
Direta de Inconstitucionalidade
Assunto :
Controle de Constitucionalidade

Origem :
LEI DISTRITAL 5.658 DE 05/05/2016 - QUADRO DE PESSOAL PRÓPRIO DA DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL
Requerente(s) :
PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
Advogado :

Requerido(s) :
NÃO HÁ
Advogado :

Relator :
Desª. SIMONE LUCINDO

Andamentos
Data/Hora
Andamento


15/06/2016 13:00:42
CONCLUSÃO RELATOR

Magistrado : Desª SIMONE LUCINDO

Número / Ano / Remetente do Lote: 3681/2016 - CONSELHO ESPECIAL
14/06/2016 16:46:37
REMETIDOS OS AUTOS AO ÓRGÃO JULGADOR

Órgão: CONSELHO ESPECIAL

Número / Ano / Remetente do Lote: 6997/2016 - SERVICO DE DISTRIBUICAO DE PROCESSOS 2a INSTANCIA - SERDIP
14/06/2016 16:30:23
DISTRIBUIÇÃO

Relatora : Desª SIMONE LUCINDO

Tipo : DISTRIBUIÇÃO ALEATÓRIA

Órgão: CONSELHO ESPECIAL
14/06/2016 14:44:53
REMESSA A OUTRO ÓRGÃO

Destinatário: SERVICO DE DISTRIBUICAO DE PROCESSOS 2a INSTANCIA - SERDIP
14/06/2016 14:44:53
AUTUAÇÃO

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ministério Público Federal quer a demissão de 76 passageiros do trem da alegria do Senado

Segunda, 26 de março de 2012
Do MPF no Distrito Federal
Sem passar por concurso, 76 pessoas se tornaram servidores públicos federais efetivos por meio de ato secreto da casa legislativa

O Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) acionou a Justiça contra o Senado Federal e 76 pessoas que se tornaram servidores públicos sem passar por concurso. Em ação civil pública, o MPF pede a anulação do ato administrativo que autorizou a transformação irregular de estagiários em servidores efetivos e, ainda, a consequente demissão dos beneficiados pela medida.
O procedimento ocorreu de forma secreta em 1991 e foi mantido em sigilo até 2009, quando houve divulgação da imprensa sobre a irregularidade, por meio do episódio nacionalmente conhecido como “escândalo dos atos secretos”. Ao tomar conhecimento das denúncias, o MPF/DF iniciou imediatamente investigação para apurar os fatos.
A história secreta – Em 1991, a Comissão Diretora do Senado Federal reconheceu a existência de vínculo empregatício de 76 estagiários por meio de um ato sem número e sem publicação na imprensa oficial. Em seguida, enquadrou-os como ocupantes do cargo efetivo de assistente industrial gráfico, recém-criado através do mesmo documento. Na época, os acusados pelo MPF/DF participavam de programa de estágio no então Centro Gráfico do Senado Federal (Cegraf), hoje denominado Secretaria Especial de Editoração e Publicações (Seep).
O argumento utilizado pela Comissão Diretora foi de que os estagiários haviam sido contratados antes da Constituição Federal de 1988 e estariam, portanto, amparados por regras de transição que permitiriam efetivar trabalhadores sem concurso, quando comprovado o vínculo anterior com o serviço público por, ao, menos, cinco anos.
A interpretação adotada pelo Senado, porém, não considerou o prazo mínimo estipulado pelo Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Ao contrário do que prevê a norma, os estagiários beneficiados pelo ato ilegal da Comissão Diretora haviam ingressado no Senado apenas em 1984 e 1985, portanto a menos de cinco anos da promulgação da nova Constituição.
Oposição - A decisão de tornar estagiários servidores enfrentou, inclusive, resistências internas. Em 1990, o então senador Paulo Bisol, que atuou como relator do projeto de resolução apresentado acerca do tema, defendeu, em parecer, a existência de inconstitucionalidade na criação de cargos administrativos para reconhecimento de vínculo empregatício. Ele ressaltou, ainda, o não atendimento à exigência temporal de prestação continuada de serviço para o reconhecimento da estabilidade.
A ação civil pública foi ajuizada em 20 de março e será julgada pela 9ª Vara da Justiça Federal no DF.
Processo nº 13257-92.2012.4.01.3400
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Comentário do Gama Livre: Quando desse trem da alegria, o diretor-executivo do Centro Gráfico do Senado era o atual deputado distrital Agaciel Maia (PTC). Ele é ex-diretor-geral daquela Casa e foi acusado do escândalo dos atos secretos que “nomearam” várias centenas de servidores em gabinetes de senadores.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Trem da alegria continuará em 2012?

Quarta, 4 de janeiro de 2012
Eles aprovaram o Trem da Alegria. Portanto são contra o Concurso Público.
 
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o polêmico TREM DA ALEGRIA. O Projeto de Lei 559/2011, de autoria do Executivo, estabelece a unificação dos cargos da carreira de Auditoria Tributária no DF – agentes e fiscais passam a ser auditores, sem a necessária realização de concurso público. O projeto foi aprovado pela Casa com doze votos favoráveis.
 
O Governo do Distrito Federal não mediu esforços em manobras políticas para aprovação do inconstitucional projeto. Estes parlamentares votaram favoráveis ao Trem da Alegria: Chico Vigilante (PT), Wasny de Roure (PT), Rejane Pitanga (PT), Wellington Luiz (PPL), Dr. Michel (PSL), Washington Mesquita (PSD), Luzia de Paula (PPS), Benedito Domingos (PP), Raad Massouh (DEM), Evandro Garla (PRB), Dr. Charles (PTB) e Rôney Nemer (PMDB).
 
Eles foram contrários ao PL 559/2011
Apesar das constantes pressões do GDF, seis parlamentares demonstraram coragem em votar contrários à aprovação do Trem da Alegria. Outros cinco deputados (Agaciel Maia, Aylton Gomes, Benício Tavares, Eliana Pedrosa e Olair Francisco) não compareceram à sessão no momento da votação. O presidente da Casa, deputado Patrício (PT), absteve-se.
 
Esperamos que em 2012 os apelos da população sejam atendidos pelos deputados membros da Câmara Legislativa do DF. Com a aprovação do PL 559/2011, os representantes do Executivo e do Legislativo local mostraram-se contrários à Constituição Federal de 1988. Cabe agora ao Judiciário cumprir o papel de guardião da Lei Maior do País. 
 
O Sindicato dos Auditores da Receita do DF (Sindifisco-DF) e a Associação dos Auditores Tributários do DF (AAFIT) adotarão medidas judiciais cabíveis para tentar barrar o Trem da Alegria e garantir o respeito ao dispositivo constitucional da obrigatoriedade do concurso público.
Fonte: SINDIFISCODF
Blog do Sombra

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Psol tentará abortar, no STF, “acordão” noturno que recriou 300 cargos na Câmara

Sexta, 16 de dezembro de 2011
A Câmara dos Deputados aprovou na noite de 14 de dezembro a Resolução número 9 de 2011, que em seu primeiro artigo recriou 300 cargos na Casa. O Psol, Partido Socialismo e Liberdade, vai entrar na próxima semana com mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) requerendo a anulação do artigo 1º da resolução.  Assinada pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT), a resolução revogou uma decisão de 1995 que extinguia 865 cargos à medida que fossem ficando vagos. Com a manipulação da Casa, cerca de 300 cargos ficam abertos e serão livremente preenchidos.

A ação no STF será assinada pelos deputados Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP) e Jean Wyllys (RJ), todos do Psol.


Rádio e TV
Ontem (15/12) o Psol entrou no STF com uma Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental —PDPF— contra a outorga e renovação de concessões, permissões e autorizações de radiodifusão a empresas que possuam políticos titulares de mandato eletivo como sócios ou associados.

O controle de emissoras de rádio e TV por esses políticos é inconstitucional.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

PL 559/2011 - O custo da aventura legislativa do GDF

Quarta, 14 de dezembro de 2011 
O governo a favor da ilegalidade !!

Brasília, 14 de dezembro - O Projeto de Lei nº 559/2011, que unifica os cargos da carreira de auditoria tributária é um dos maiores promovedores do “Trem da Alegria” no fisco do Distrito Federal. Muito tem sido gasto em razão dessa medida totalmente descabida adotada pelo Governo do Distrito Federal.  A Secretaria de Fazenda está praticamente parada desde o envio do projeto, há mais de 02 (dois) meses, em face do acirramento de ânimos e da mobilização dos servidores contra ou a favor do referido projeto.

Apesar da informação falaciosa que vem sendo apresentada de que o PL trará união e solucionará os conflitos existentes, na verdade a matéria tem gerado desestruturação total na Subsecretaria da Receita, além de levar os servidores a um estado de verdadeira guerra no ambiente de trabalho. Obviamente a produtividade dos servidores e o desempenho da subsecretaria, sofreram um impacto negativo incalculável. E por quê? Simplesmente porque servidores não se conformam em permanecer nos cargos para os quais fizeram concurso, e o governo resolveu satisfazer o capricho de alguns protegidos, brindando-os com o cargo hierarquicamente superior da carreira.

Os beneficiários do Trem da Alegria não economizam esforços nem dinheiro para tentar empurrar o projeto, e, diante de sua fragilidade, especialmente no que se refere à gritante inconstitucionalidade, muito vem sendo gasto com a aquisição de pareceres que sejam favoráveis à causa espúria.

A Procuradoria Geral do DF, a Procuradoria Geral da CLDF e a Unidade de Constituição e Justiça da CLDF se manifestaram pela inconstitucionalidade. Os passageiros do trem adotaram a tese de que todos os órgãos jurídicos do GDF são suspeitos e resolveram encomendar pareceres a eminentes juristas, ex-ministros do STF, para que se manifestassem pela constitucionalidade. Imaginem a que preço foram contratados tais pareceres! Observem também a lógica única dos passageiros do trem: pareceres comprados são isentos, pareceres emitidos pelos órgãos jurídicos do GDF e da CLDF são parciais.

Além da compra de pareceres, os passageiros do trem tem gasto muito com a aquisição de espaço publicitário nas redes de televisão e de rádio, propagando uma mensagem favorável à criação da “Super-Receita do DF”, que fortaleceria a fiscalização e traria benefícios “a todos”. Evidentemente, os benefícios serão “a todos” os 350 (trezentos e cinquenta) beneficiários da transposição de cargos, porque é totalmente absurdo alegar benefício para a sociedade de uma das práticas mais nefastas banidas do nosso ordenamento jurídico, qual seja o provimento derivado de cargos públicos sem concurso.

Importante destacar, ainda, essa infame tentativa de analogia entre a “Super-Receita do DF” e a Super-Receita Federal do Brasil, dado que na esfera federal foram unificados os cargos de Auditor da Receita Federal e de Auditor do INSS, ou seja, cargos semelhantes no topo da carreira – originários de nível superior. Os Analistas da Receita Federal (antigos Técnicos do Tesouro Nacional) continuaram a ser Analistas, e, diferentemente do que se pretende fazer aqui, não foram transformados em Auditores sem a aprovação em concurso público.

Obviamente o GDF será obrigado a ressarcir à FUNDAÇÃO UNIVERSA, responsável pelo concurso, por um ano de trabalho investido na organização do certame. Além do prejuízo aos cofres públicos em decorrência da irresponsabilidade do governo, são inestimáveis os prejuízos pessoais dos inscritos no concurso, que perderam horas e horas de estudo, pagaram cursos preparatórios, adquiriram material didático, postergaram projetos pessoais e em muitos casos até deixaram o emprego para se dedicar à preparação.

Fonte: SINDIFISCODF
Blog do Sombra

domingo, 4 de dezembro de 2011

Trem da alegria de Agnelo na Secretaria da Fazenda é chamado de "absurdo" por Erika Kokay

Domingo, 4 de dezembro de 2011
Em entrevista exclusiva a Carlos Bafutto, do site "Congresso em Foco", a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) considerou "absurda" a decisão do governo do Distrito Federal de cancelar o concurso para auditor da Receita do Distrito Federal.

Apesar de Agnelo estar na função de maquinista do trem da alegria que consiste na transposição —sem concurso público— de fiscais de tributos, cargos de nível médio, para auditores tributários, cargos de nível superior, o trem é comandado mesmo pelo secretário de Governo Paulo Tadeu.

Ao tempo que a deputada critica o cancelamento do concurso, também faz carga pesada ao PL 559/2011 em discussão na CLDF. O Projeto de Lei é inconstitucional, imoral, ilegal e fere ainda o princípio da impessoalidade, princípio que deve ser obrigatoriamente observado por administradores públicos e parlamentares.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O trem da alegria de Agnelo

Terça, 29 de novembro de 2011

"Trem da Alegria" : Agora, só

resta pegar o dinheiro de volta

                       

Foto: Reprodução Diário Oficial e foto de Andressa Anholete / 247 - 06.10.2011

Governo confirmou nesta terça-feira (29) a suspensão do certame que previa 50 vagas para auditores tributários. Candidatos programam manifestação contra o que consideram “trem da alegria” 

Informações Naira Trindade_ Brasília247 – Dezoito dias após anunciar o cancelamento do concurso público para auditores tributários da Secretaria de Fazenda, o governo do Distrito Federal finalmente publicou a suspensão no Diário Oficial desta terça-feira (29). O ato assinado pelo secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, traz o cronograma com as datas de devolução da taxa de inscrição aos 8.101 candidatos. Revoltados com o que consideram trem da alegria, concurseiros programam levar rodos, vassouras e baldes para lavar com água e sabão a porta do Palácio do Buriti, às 18h, na segunda-feira (5).

Para reaver a taxa, os interessados terão que solicitar o ressarcimento de 8 a 23 de dezembro pelo endereço eletrônico www.universa.org.br ou na Central de Atendimento ao Candidato da Fundação Universa, no SGAN 609, Módulo A, Asa Norte, das 10h às 17h, de segunda a sexta-feira. Os valores variam de R$ 110 a R$ 170 (a diferença se dá pela época da inscrição, que teve o valor revisto). A fundação devolverá o dinheiro corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor do dia do pagamento da taxa até 31 de dezembro de 2011.

Aqueles que pedirem o ressarcimento dentro dos quinze dias previstos terão 60 dias corridos – de 2 de janeiro a 1º de março de 2012 – para retirar o valor nas agências do Banco Itaú por ordem de pagamento, que será emitida pela Fundação. Quem não conseguir pedir a restituição dentro do prazo poderá ainda fazê-la pelos mesmos meios, mas sacará o dinheiro nas agências do Banco Itaú após março de 2012, com a devida correção monetária. Se ainda assim o candidato não conseguir retirar o a taxa, terá de encaminhar e-mail para atendimento@universa.org.br solicitando novo prazo para o saque.

O cancelamento da seleção que previa 50 vagas para o cargo de auditor fiscal incomodou concurseiros, que entraram com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Em 21 de novembro, o tribunal determinou que o governo local apresente os motivos que levaram à suspensão. As Secretarias de Administração e de Planejamento e Orçamento têm 10 dias para apresentar as justificativas, a contar do dia da notificação.

O autor do mandado de segurança, o advogado Rudi Cassel, entrou com o pedido antes mesmo de o governo anunciar o cancelamento. A intenção era entender por que o Executivo não dava andamento ao processo, que estava sem impedimentos legais desde 26 de agosto, quando o TJDFT derrubou a liminar que suspendia a realização do processo seletivo. Até então, o edital era contestado por fiscais e agentes tributários em uma ação pública, entre outros motivos, pelo fato de a Fundação Universa ter sido escolhida, sem licitação, para fazer a prova.

A suspensão do certame foi comunicada oficialmente por meio de nota técnica pela Secretaria de Administração Pública em 11 de novembro. As justificativas apresentadas são os questionamentos judiciais e o Projeto de Lei nº 559, de autoria do Executivo, que tramita na Câmara Legislativa e une as carreiras de agente, fiscal e auditor tributário, além de criar mil novos cargos.

A secretaria diz que precisa aguardar a regularização da função de auditor já que, entre outras coisas, o salário inicial do cargo pode ser modificado. Além disso, o número de vagas da seleção, de acordo com a pasta, vai aumentar.

Na Câmara Legislativa, o PL 559 estava previsto para ser apreciado na Comissão de Constituição e Justiça na terça-feira (22), mas não entrou na pauta. No dia 10, o projeto chegou a ser colocado na ordem do dia de votações da Câmara Legislativa, mas não seguiu adiante. A polêmica proposta divide líderes de blocos partidários. De acordo com o parecer do procurador da Câmara Fernando Augusto Miranda Nazaré, o projeto é inconstitucional.

Fonte: Brasília247
Fonte: Blog do Odir

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Justiça quer explicações sobre concurso cancelado

Terça, 22 de novembro de 2011
Secretarias de Administração e de Planejamento têm 10 dias para justificar o congelamento da seleção para auditor tributário do DF, com 8.101candidatos inscritos  

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou nesta segunda-feira (21) que o governo local apresente os motivos que levaram ao cancelamento, no dia 14, do certame que previa o preenchimento de 50 vagas para auditores tributários e formação de cadastro de reserva para o cargo. A determinação judicial atende ao pedido feito pelos concurseiros, que impetraram um mandado de segurança no dia 11. Com a determinação, as secretarias de Administração e a de Planejamento e Orçamento têm até 10 dias para protocolar judicialmente as justificativas.

Na seleção suspensa, lançada em 11 de novembro de 2010, estão inscritos 8.101 candidatos. O autor do mandado de segurança, o advogado Rudi Cassel, entrou com o pedido antes mesmo de o governo anunciar o cancelamento. A intenção era entender por que o Executivo não dava andamento ao processo, que estava sem impedimentos legais desde 26 de agosto, quando o TJDFT derrubou a liminar que suspendia a realização do processo seletivo. Até então, o edital era contestado por fiscais e agentes tributários em uma ação pública, entre outros motivos, pelo fato de a Fundação Universa ter sido escolhida, sem licitação, para fazer a prova.

O cancelamento foi comunicado oficialmente por meio de nota técnica pela Secretaria de Administração. De acordo com a pasta, a justificativa apresentada à Justiça nos próximos dias será a mesma exposta no comunicado inicial. Os argumentos são os questionamentos judiciais e o Projeto de Lei nº 559, de autoria do Executivo, que tramita na Câmara Legislativa e une as carreiras de agente, fiscal e auditor tributário, além de criar mil novos cargos. A secretaria afirma que precisa aguardar a regularização da função de auditor já que, entre outras coisas, o salário inicial do cargo pode ser modificado. Além disso, o número de vagas da seleção, de acordo com a pasta, irá aumentar.

O advogado Rudi Cassel afirma que a explicação governamental é inválida. “Até porque parte de um projeto de lei que é inconstitucional, uma aberração”, avaliou. “Se eles apresentarem essa mesma justificativa caberá ao Judiciário analisar e tomar a decisão”, complementa. A Secretaria de Planejamento e Orçamento do DF informou que a responsabilidade sobre a seleção é da Secretaria de Administração. O governo garante o ressarcimento da taxa de inscrição aos candidatos inscritos. Os valores são de R$ 170 ou R$ 110, a depender da época em que o interessado se inscreveu.

Na Câmara Legislativa, o PL 559 estava previsto para ser apreciado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na manhã desta terça-feira (22), mas não entrou na pauta. No dia 10, o projeto chegou a ser colocado na ordem do dia de votações da Câmara Legislativa, mas não seguiu adiante. A polêmica proposta divide líderes de blocos partidários. De acordo com parecer do procurador da Câmara Legislativa Fernando Augusto Miranda Nazaré, o projeto é inconstitucional.   

Por Noelle Oliveira

Fonte: Brasília 247 / Blog do Sombra

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Erika Kokay quer descarrilhar trem da alegria de Agnelo

Sexta, 4 de novembro de 2011
A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) bate firme em trem da alegria do novo caminho. Veja a seguir o documento assinado pela deputada em 31 de outubro passado, e publicado no site do Sindafisco-DF.


CARTA ABERTA AO GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL
RESPEITAR A CONSTITUIÇÃO É PRECISO! TRANSPOSIÇÃO NÃO É PRECISO!
(EM DEFESA DO CONCURSO PÚBLICO PARA AUDITOR TRIBUTÁRIO)
Erika Kokay – Deputada  Federal PT/DF.
Brasília, 31 de outubro de 2011.
Companheiro Agnelo,
A Secretaria de Fazenda do Distrito Federal vem sendo dominada por um forte clima de instabilidade, com graves e irreparáveis prejuízos para a sociedade, desde o último dia 27 de setembro, quando foi lido, na Câmara Legislativa, o Projeto de Lei nº 559, de 2011, que, a pretexto de reestruturar a Carreira Auditoria Tributária, pretende passar os atuais ocupantes dos cargos de fiscal tributário e de agente fiscal tributário para o cargo de Auditor Tributário sem que precisem se submeter à exigência constitucional de prévia aprovação em concurso público. Esse projeto de lei, que, se aprovado, irá beneficiar cerca de 350 servidores, representa uma verdadeira afronta à Constituição e uma intolerável agressão a todos aqueles que defendem o Estado Democrático de Direito, regido por princípios republicanos, onde o interesse público esteja sempre acima dos interesses particulares de quem quer que seja.

Naturalmente, que ninguém na Secretaria de Fazenda é contrário às legítimas aspirações dos referidos servidores de ascenderem ao cargo de auditor tributário, haja vista que apenas os ocupantes desse cargo têm competência plena para exercer a fiscalização sobre o universo de contribuintes do Distrito Federal e para promover os levantamentos fiscais mais complexos e abrangentes, particularmente em relação aos contribuintes de maior porte econômico, que representam algo em torno de 40% do total e respondem por mais de 80% da arrecadação tributária local.   O que não se pode admitir, entretanto, é que esse objetivo seja alcançado por meio da transposição de cargos, como propõe o projeto de lei mencionado. É preciso resgatar a bravura, o desprendimento e o espírito público do velho general romano, Pompeu, que não teve medo de singrar os mares, mesmo sob o risco de ataques de piratas, para garantir alimentos para Roma, quando proferiu a célebre frase “ Navigare necesse, vivere non necesse”, imortalizada pelo grande poeta português Fernando Pessoa. Os fiscais e agentes tributários, portanto, precisam ter a coragem de enfrentar o concurso público e disputar as vagas disponíveis, se quiserem ser auditores tributários.

ceitar o caminho proposto da transposição representaria não apenas rasgar a Constituição Federal, mas também o retorno a um velho caminho de fazer política no Distrito Federal; o retorno à época da barbárie, a uma visão patrimonialista do Estado; onde os governantes se sentem os donos do Poder, do Estado e dos recursos públicos; como se tudo isso estivesse a serviço apenas de seus próprios interesses e pudesse ser livremente usado para a conquista de apoios políticos. Nesse sentido, não seria exagero dizer que mutatis mutandis esse modo de governar equivale e reproduz em sua essência a famigerada política de distribuição de lotes, que vigorou até há pouco tempo e que tantos danos causou à população do Distrito Federal.

Para evitar que esse retrocesso aconteça é importante que o Projeto de Lei 559/2011 seja retirado da Câmara Legislativa e que sejam adotadas as medidas cabíveis visando à necessária celeridade na realização do concurso público para o cargo de auditor tributário. É preciso lembrar que esse concurso já vem se arrastando há mais de um ano e que atualmente já existem cerca de 11.000 candidatos inscritos. É preciso lembrar também que o concurso público é o único processo legítimo e democrático para o provimento dos cargos públicos efetivos, onde todos os interessados têm a oportunidade de disputar as vagas oferecidas em igualdade de condições, sendo inaceitável qualquer forma de transposição de cargos.

Por fim, é preciso lembrar também que, até em defesa dos próprios servidores que hoje ocupam os cargos de fiscal tributário e de agente fiscal e que desejam um dia ocupar o cargo de auditor tributário, é indispensável que se submetam à prévia aprovação no concurso público, pois somente assim afastam o risco de, eventualmente, no curso de uma fiscalização em um estabelecimento qualquer, passar pelo constrangimento de ouvir de um contribuinte que esteja em situação irregular, incidindo, por exemplo, no crime de sonegação fiscal ou coisa que o valha, declarações ofensivas do tipo “…você não tem legitimidade para fiscalizar o meu estabelecimento ou para me autuar. Você também está fraudando a administração pública, pois está usurpando um cargo público.” O auditor tributário, para o bom exercício de suas atividades, além da indispensável qualificação técnica, precisa ter a liberdade de bater no peito e dizer: SOU AUDITOR TRIBUTÁRIO. FUI APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO! NÃO ROUBEI A VAGA DE NINGUÉM!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

TJDFT concede liminar contra decisão de Patrício

Sexta, 7 de outubro de 2011
Do Blog do Sombra
No que depender do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Patrício (PT), não poderá impedir mais que manifestantes tomem conta dos espaços vagos na galeria do plenário da Casa. Nesta quinta-feira (06), o desembargador Costa Carvalho concedeu liminar favorável aos cidadãos que foram “barrados” na entrada da galeria.
Vestidos com camisetas verdes, os “concurseiros” foram impedidos pelo presidente Patrício de acompanharem a Comissão Geral que debateu o PL 559/2011, que reestrutura a carreira de auditoria tributária do Distrito Federal. Os manifestantes ficaram do lado de fora gritando palavras de ordem e batendo nos vidros do plenário. Os seguranças da Casa acompanharam todo o protesto, mas não houve conflito.
De acordo o desembargador Costa Carvalho, Patrício descumpriu o exposto no Regimento Interno da Câmara Legislativa, em seu artigo 108, que possibilita ao público o acesso à Galeria do Plenário para assistir às sessões. “A discussão em torno da unificação é matéria que interessa parcela da população, não se justificando, a princípio, qualquer limitação quanto ao público”, relata o desembargador.
O PL 559/2011 é polêmico e pretende unificar carreiras na Secretaria de Fazenda. A Comissão Geral foi a primeira instância de debate no Parlamento sobre o tema. O projeto tramita na Casa e precisa ser votado em dois turnos no plenário para ir a sanção do governador Agnelo Queiroz.

Fonte: TJDFT / Blog do Sombra