Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador une. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador une. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

STF desobriga filiação à UNE e à Ubes para emissão de carteira de estudante

Terça, 29 de dezembro de 2015
Da Agência Brasil
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar (decisão provisória) desobrigando a filiação de entidades municipais e estaduais a associações estudantis nacionais para emissão de carteira de estudante, documento que permite o pagamento de meia-entrada em eventos culturais e esportivos. 
Pela Lei da Meia-Entrada, o documento só pode ser emitido por associações filiadas à União Nacional dos Estudantes (UNE), à União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e à Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

quarta-feira, 11 de março de 2015

Rompam com o governo

Quarta, 11 de março de 2015
Do site do PSTU
Um chamado às direções da CUT, MST e UNE: É necessária uma ampla unidade de ação das centrais e dos movimentos populares para derrotar essa politica econômica perversa


Na próxima sexta-feira, 13 de março, a CUT, o MST e a UNE estão convocando uma manifestação que, em seus materiais de divulgação, se colocam contra o ajuste fiscal do Governo Federal, em defesa da Petrobras e pela reforma política.

Diante da evidente polarização com a manifestação pelo impeachment de Dilma, convocada por setores de direita e apoiadas pelo PSDB e o DEM e marcadas para o próximo domingo, essas entidades denunciam que está a caminho um golpe dos conservadores contra um governo eleito.

O pronunciamento de Dilma, exibido na noite de domingo em cadeia nacional de rádio e televisão, mostrou a presidente petista defendendo firmemente o ajuste fiscal de seu governo. Ajuste este que, como sabemos, ataca direitos trabalhistas e busca jogar nas costas do povo trabalhador todo o peso da péssima situação da economia capitalista, enquanto as grandes empresas, bancos e o agronegócio seguem lucrando como nunca.

sábado, 5 de outubro de 2013

Cadê a Une?

Sábado, 5 de outubro de 2013
Professores em greve recebem porrada da PM no Rio, estudantes invadem reitoria da USP e clamam por escolha direta do reitor e por aí vai. Enquanto isso, a UNE, comprada a preço de ouro pelo governo desde o primeiro mandato de Lula, segue calada, escondida e emitindo certeirinhas de meia entrada. Um horror! (Jornalista Alex Ferraz na Coluna Em Tempo, no jornal Tribuna da Bahia)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

domingo, 23 de junho de 2013

Onde estão?

Domingo, 23 de junho de 2013
Por Gilvan Rocha*
            Depois de um longo tempo de calmaria, eis que segmentos da sociedade se insurgem. Jovens estudantes e trabalhadores, levantam suas vozes de insatisfação. Em São Paulo, sob o pretexto de protestar contra o aumento das tarifas nos transportes coletivos, outras insatisfações reprimidas, motivam os insurgentes a enfrentarem a dura repressão do Estado burguês. Nesse momento, cabe fazer uma pergunta: onde estão as centrais dos trabalhadores e dos estudantes? Mais especificamente, onde está a Central Única dos Trabalhadores – CUT? Essa central, nasceu em oposição a uma geração de dirigentes sindicais, acusados com justiça, de pelegos, mas o que se viu foi o engessamento dos sindicatos e o surgimento de um “neopeleguismo” agregado a partidos como o PT e o PCdoB cuja prática é o deslavado bloqueio das lutas operárias. Por sua vez, a tradicional União Nacional dos Estudantes – UNE, sob a direção do PCdoB, perdeu qualquer caráter contestador para se converter em uma instituição chapa branca, a serviço dos governos petistas.
 
            Segmentos populares vão à rua rompendo as amarras de partidos e movimentos que se rotulam de esquerda, mas que praticam um deslavado fisiologismo. À guisa de exemplo, basta que se diga que a UNE recebeu a polpuda verba de 30 milhões de reais para construir a sua nova sede e em troca disso, tem concedido o apoio incondicional ao governo de plantão.
 
            CUT e UNE são centrais que não se colocam a serviço das causas populares e muito menos dos interesses históricos dos trabalhadores. UNE e CUT transformaram-se em instituições que cumprem o papel de manter sufocado os anseios populares. UNE e CUT prestam-se, em última instância, a servir como muleta de sustentação da ordem capitalista.
 
            Em troca dos serviços prestados, elas tem merecido o reconhecimento da burguesia que, através do seu Estado, aufere-lhes algumas e tantas benesses. Os movimentos populares que ganham às ruas das principais cidades do Brasil, tem o condão de desnudar a natureza “neopelega” tanto da UNE quanto da CUT, assim como o caráter nefasto de partidos como PT e PCdoB que hoje ostentam a condição de partidos fisiológicos, para o pesar de tantos e quantos que acreditaram nessas organizações políticas.  Cai a fantasia e a luta recomeça!

Fonte: http://gilvanrocha.blogspot.com.br/

domingo, 5 de maio de 2013

Triste história essa que UNE gente assim

Domingo, 5 de maio de 2013
Quem te viu e quem te vê.
Dê um clique sobre a imagem para abri-la em tamanho maior.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Um dos principais líderes da União Nacional dos Estudantes (Une) rompe com o PC do B e vai para o Psol

Segunda, 11 de março de 2013
 Pedro Fonteles, um dos principais dirigentes da Une (União dos Estudantes), acaba de divulgar carta em que rompe com o PC do B e anuncia seu ingresso no Psol, onde militará no MES (Movimento Esquerda Socialista). Tomou essa decisão “porque o PCdoB já saiu de si mesmo”.

A transformação do PC do B “em partido da ordem foi uma traição de classe”, segundo o líder da Une. Fonteles ressalta em sua carta, então, que: “não posso e não quero e não é justo com meus princípios conviver”.


Leia a seguir a íntegra da carta.


Desfiliação do PCdoB

Um espectro ronda, o espectro do comunismo – A celebre frase de Marx no manifesto do partido comunista é cada dia mais atual está na ordem do dia e por isso mais perene.

Vivenciamos uma profunda crise politica e ideológica do capitalismo, que nesses momentos atacam de maneira ainda mais feroz os mais belos e generosos sonhos da classe trabalhadora e da juventude no mundo inteiro. Guerras, ataques as liberdades democráticas, recessão dos direitos conquistados, o rebaixamento das relações humanas, a profunda depredação da natureza pelo homem – todas essas características fazem do capitalismo um sistema ainda que poderoso, mas com uma necessidade civilizacional de ser derrotado.

Todas essas contradições nos impõem uma agenda de profundo acirramento da luta de classes no mundo – essa é a dinâmica que se apresenta. E nos é cobrado uma resposta altiva, de reafirmação de valores, dos princípios e de prática coerente. Nunca coube e agora mais do que nunca, não cabe, a conciliação de classes, a humanização do capitalismo ou mesmo a naturalização das relações puramente pragmáticas em referencia a um status quo que ainda está posto.

Acabo saindo do PCdoB, porque o PCdoB já saiu de si mesmo. Não enxergo mais nas fileiras do partido, a materialização da politica acertada, autônoma e de vanguarda da luta politica que fez com que tantos companheiros entregassem suas vidas pela redenção do povo Brasileiro e sobrevivessem, por exemplo, as noites mais silenciosas e sombrias da mais feroz repressão politica que o Brasil já conheceu. Penso que o partido não tem mais condições para dar a resposta da organização de classes que os trabalhadores necessitam. Sua transformação em partido da ordem foi uma traição de classe que não posso e não quero e não é justo com meus princípios conviver.

Mas a história não acaba, pelo contrario – ela só esta começando - e novos caminhos se abrem aos que sonham e lutam por um mundo justo e fraterno. Aqueles que são os companheiros de Che – os que se indignam com qualquer injustiça no mundo – se levantam contra a opressão e cada vez mais radicalizam no enfrentamento, seja no Chile, no Egito, em Portugal, na Grécia ou mesmo no Brasil. São todos aqueles que não deixam a história passar.

Por isso é com muita convicção e clareza que também passo a ingressar nas fileiras do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL e da corrente Movimento Esquerda Socialista – MES, para me somar aos que constroem uma alternativa da esquerda revolucionária de poder politico aos trabalhadores, dialogando e enfrentando as contradições e as peculiaridades da formação do povo brasileiro, mas, sem rebaixamento de programa, moderação na intervenção ou concessões ao capital financeiro internacional, que seja sempre internacionalista e atue em solidariedade a todas as lutas dos povos e que incentive e contribua para o fortalecimento das organizações de esquerda no mundo. Que faça da luta institucional e de seus mandatos no parlamento porta vozes dos movimentos sociais, que sejam ferramentas e instrumentos de aceleração das mobilizações e da transformação de um novo Brasil.

Carrego em meu nome e em meu DNA uma história enorme de busca incondicional da utopia. Continuarei a caminhar sempre em busca dela...

Seguiremos assim, então, carregando por aí a rosa vermelha da esperança.

Vamos Juntos!

“O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
Sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem”

                                    Guimaraes Rosa

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Une não é mais aquela, comeram a história dela

Quinta, 22 de novemvro de 2012
Pendurada nas tetas do governo e de governantes, a Une –União Nacional dos Estudantes–, hoje cheia de pelegos, deixou há muito de ser aquela aguerrida instituição que os mais velhos conheceram e apoiaram nos antigos tempos de chumbo.

Agora, sem a menor cerimônia ou vergonha, sua direção parte para organizar um ato de apoio àquele que o STF provou que foi o chefe da “sofisticada organização criminosa” que assaltou os cofres públicos para comprar deputados e aprovar reformas conservadoras, melhor, reacionárias, como foi a da Previdência. O ato, que deverá acontecer em dezembro, é de apoio a Zé Dirceu.

Ato de poio ao que ele fez quando Ministro Chefe da Casa Civil da Presidência da República?  Pode? Nos tempos de hoje da Une, pode.

De revolucionária à reacionária. De séria à defensora de responsáveis por corrupção ativa.

Triste fim de uma heroica  organização de estudantes.

domingo, 4 de setembro de 2011

UNE está inadimplente no Cadin

Domingo, 4 de setembro de 2011
Do Contas Abertas

Dyelle Menezes
A par da polêmica sobre ser ou não chapa branca, por conta dos recursos que recebe do governo federal e dos cargos públicos ocupados por ex-dirigentes, a União Nacional dos Estudantes (UNE) enfrenta outro problema. No último dia 06 de agosto, a Procuradoria-Geral do Ministério da Fazenda lançou a entidade estudantil como inadimplente no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). A consulta foi feita pelo Contas Abertas, ontem (1), às 14h45.

Na consulta não consta o valor do débito com o órgão federal, considerado informação sigilosa. Contudo, somente podem ser inscritos no Cadin devedores com valores acima de R$ 999,99. As entidades com dívidas entre R$ 1 mil e R$ 9.999,99 são inscritas conforme decisão dos credores. A inscrição para débitos de montante superior a R$ 10 mil é obrigatória. O Contas Abertas entrou em contato com a assessoria da UNE para esclarecer os motivos da inadimplência, mas até o fechamento da matéria não obteve nenhuma resposta.

Leia mais.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Silêncio comprometedor

Terça, 30 de agosto de 2011
Volto ao tema, abordado aqui na “era” Lula: onde estão UNE e CUT, que não proferem uma palavra sequer em relação aos últimos escândalos, claríssimos, de corrupção no governo? Respondo: continuam pelegando, atrelados aos milhões que recebem e aos empregos (milhares) para seus correligionários. Lamentável falta de caráter. (Alex Ferraz, em postagem na sua coluna "Em Tempo", na Tribuna da Bahia desta terça)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Atenção! Senta! Deita! Rola! Morto!

Sexta, 26 de maio de 2011
Lideradas pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e por entidades representativas dos estudantes milhares de pessoas  tomaram ontem (25/8) as ruas das principais cidades do país no segundo dia de greve geral contra políticas neoliberais do governo. Ao final do dia foram registrados muitos confrontos entre manifestantes e policiais.

O presidente da Une (União Nacional dos Estudantes), entidade que se diz representante dos estudantes universitários brasileiros, esteve presente nas manifestações contra o governo. Também participaram do movimento os partidos políticos, especialmente os de esquerda.

As manifestações populares desta semana foram as mais fortes dos últimos 20 ou 30 anos no país, segundo opiniões de analistas.


Os organizadores da greve geral, que teve o apoio integral dos estudantes e de pais de alunos, reivindicam mudanças nos sistemas de aposentadoria, e também na saúde pública e impostos, exigindo ainda uma reforma constitucional. A série de manifestações teve início há três meses com as passeatas de milhares de estudantes e professores que pressionam o governo por uma reforma educacional.


Os estudantes querem mudança na educação, com maior investimento no setor e um ensino superior gratuito. Alguns estudantes, dentre os quais líderes de entidades estudantis, se encontram em greve de fome há mais de 30 dias, num esforço para sensibilizar o governo e a opinião pública para as mudanças necessárias na educação.


Se a greve geral dos trabalhadores e as manifestações dos estudantes foram tão fortes, por que nós brasileiros não tomamos conhecimento de toda a sua extensão? 


Por um simples detalhe. Triste detalhe. É que toda essa manifestação de trabalhadores, pais e estudantes, não acontece no Brasil. Está ocorrendo aqui perto, no Chile.


A CUT que não se deixou domesticar, que não permitiu ser adestrada, é a Central Única dos Trabalhadores do Chile. Os centros e grêmios acadêmicos que são inquietos, contestadores, não são os brasileiros, mas as agremiações estudantis desse país irmão da América do Sul.


O presidente da Une (União Nacional dos Estudantes) que está no Chilia é sim o brasileiro. A entidade é aquela que nas ruas contestou e enfrentou a ditadura no Brasil. Mas hoje o seu presidente encontra-se nas manifestações dos estudantes do Chile, enquanto que aqui no Brasil ele se cala contra as mazelas dos governos. Protesto, só contra governos de outros países. No Brasil? O partido que controla a Une não deixa. Mesmo que a nossa seja uma educação bem pior do que a do Chile. Temos uma educação em que o aluno sai oito anos depois de estudar e não consegue fazer uma simples regra de três. Mas também até os livros do MEC (Ministério da Educação) estão sendo publicados com erros grosseiros de matemática! O que esperar?

No Brasil as principais centrais sindicais foram domesticadas com os milhões de reais que o governo passou a distribuir para elas, com muitos de seus líderes agarrados nas tetas do Estado. Sindicatos inteiros foram cooptados pelo agrado dos governantes. Partidos de esquerda (há exceções, ainda bem) se confundem com a mais tradicional direita do país, e mais do que isso, passaram a apresentar as mesmas práticas deletéreas de seus antigos adversários.

Esta semana mesmo foi aprovado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 1992 de 2007, de iniciativa do Poder Executivo e que privatiza a previdência dos servidores públicos. Contra esse projeto, enviado em 2007 por Lula ao Congresso, não houve um pio das centrais de trabalhadores do Brasil, apesar de altamente prejudicial ao brasileiro, beneficiando apenas o sistema financeiro. CUT, Força Sindical, e outros penduricalhos dessas duas primeiras, nada falaram. Nem um pio. Caladas. Fingem-se de mortas para continuarem a ter as benesses do governo.

Enquanto no Chile a coisa está esquentando e a explosão cívica se espalha, no Brasil o governante trata as entidades sindicais e de estudantes como fazem os adestradores de cães:

- Senta!

- Deita!

- Rola!

- Morto!

E as centrais sindicais, os sindicatos e a Une, o que fazem? Sentam, deitam, rolam e se fingem de mortos para terem direito a uma raçãozinha como recompensa.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A UNE morreu e não sabe

Quinta, 28 de julho de 2011
*Por Claudio Carneiro
 
Manifestação “Fora Collor” dirigida pela UNE
A União Nacional dos Estudantes (UNE) experimenta hoje a patética e confortável situação de uma repartição com ares de chapa branca, mantida como um inquilino do poder.
Entidade que já representou os legítimos anseios de milhões de integrantes da classe estudantil e que teve importante papel na história recente do país – até mesmo e principalmente na oposição a governos e à ditadura militar – a União Nacional dos Estudantes (UNE) experimenta hoje a patética e confortável situação de uma repartição com ares de chapa branca, mantida como um inquilino do poder.

Cooptar a representatividade estudantil e deitá-la eternamente em berço esplêndido constava do decálogo elaborado pelos pensadores do Partido dos Trabalhadores quando da confecção de um projeto de poder de longo prazo – que tem em José Dirceu um de seus ideólogos. A féria destinada ao projeto atraiu e silenciou também sindicatos, ONGs e movimentos tidos e ditos sociais, como o MST. Tão apáticos que ninguém sequer se lembra deles.

Nascida em 1937, a UNE parece ter perdido a ousadia de uma juventude preocupada com os rumos políticos do Brasil. Nunca antes na história desse país se neutralizaram de tal forma as vozes que um dia, por exemplo, lutaram pelo fim da ditadura Vargas em 1940, que ajudaram o país a escolher o lado certo na Segunda Guerra – uma vez que Getulio simpatizava com o jeito Mussolini de governar.

Paralisia e decadência
A organização — que pintou a cara pelas Diretas e pelo impeachment de Collor — observa impassível tantos episódios de corrupção na política. Nem mesmo diante dos escândalos envolvendo as provas do Enem – que interessa diretamente aos estudantes – a entidade sequer se mexeu. O preço da inércia fica ali entre os R$ 3 milhões e R$ 4 milhões anuais – a UNE jamais fala sobre o valor exato de sua mudez.
Um dos maiores parceiros da instituição, ao lado do ex-presidente Lula, é justamente o ministro da Educação Fernando Haddad – patrocinador da UNE ao lado da Petrobras. Candidato de Lula ao governo de São Paulo – ao contrário do que deseja Dilma — o ministro é aquele mesmo que não viu nada de mais nos erros de português do livro Por uma vida melhor – celebrizado pela frase “nós pega o peixe”. Passou também por baixo de seu nariz – e aprovado por seu ministério — o livro de matemática com erros em contas de somar e subtrair, bem como as recorrentes trapalhadas e fraudes do Enem. E o que fez a UNE diante disso? O mesmo que Cesar Cielo nas piscinas: nada!

É certo também que a UNE serviu de trampolim político pra muita gente. Mas é fato que José Frejat, José Serra, Aldo Rebelo, Lindbergh Farias e Orlando Silva Junior estão longe de apresentarem a participação pífia dos dirigentes estudantis desta década. O governador de São Paulo, por exemplo, foi presidente da entidade quando explodiu o golpe militar de ’64. O hoje senador Lindbergh fez a garotada pintar a cara pelo impeachment de Fernando Collor. Hoje é visto trocando afagos com José Sarney e seu antigo inimigo alagoano – seja em festas ou enterros.

Ex-presidente da entidade, Augusto Chagas passou todo o seu mandato até 2009 – aos 27 anos de idade – fazendo uma única coisa: negar a rendição da UNE. Chagas foi fotografado, diversas vezes, reunido com Lula e Haddad. Outro ex-presidente, Fernando Gusmão (PCdoB) denuncia o marasmo do movimento: “Eu não sei o que a UNE está fazendo. Não vejo quais são as bandeiras, não vejo mais passeatas”, reclama.
 
A UNE na mão do Governo.

Para quem não sabe, a UNE tem suas bandeiras: ela defende a destinação de 10% do PIB para a educação além de 50% do Fundo do Pré-sal. O site da instituição lembra o de um partido político: a palavra “gestão” é das mais frequentes. A UNE de hoje lembra a Arena Jovem – criada durante a ditadura para fingir o apoio da juventude ao regime militar. Uma pena.

A propósito, alguém saberia dizer o nome do atual presidente da UNE? Diante da certeza de que não saberá, segue aqui uma “cola”: trata-se de Daniel Illiescu. Vai que perguntam num quiz e o leitor faz um bonito?
*Claudio Carneiro é jornalista e publicitário.
*Fonte: Sítio do PSOL Serramar