Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Incêndio no Museu Nacional só foi controlado por volta das 3 horas da manhã

Segunda,3 de setembro de 2018
Bombeiros estão no local para o trabalho de rescaldo

Por Renata Giraldi - Repórter da Agência Brasil

O incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, situado na Quinta da Boa Vista, na capital fluminense, foi controlado apenas por volta das 3h da manhã desta segunda-feira (3). Porém, os bombeiros continuam no local fazendo o trabalho de rescaldo e de combate a outros focos de fogo. As informações são do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

Até o momento, não há registros de focos de incêndio na mata que cerca o museu, localizado em um parque nacional.

Um incêndio de proporções ainda incalculáveis atingiu, no começo da noite deste domingo (2), o Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte da capital fluminense

Incêndio atinge Museu Nacional do Rio de Janeiro - Tânia Rego/Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros informou que a partir das primeiras horas desta manhã homens de 13 quartéis e 24 viaturas estavam no local. Integrantes da Polícia Federal, Polícia Militar e da Guarda Municipal, além de profissionais de saúde, também foram chamados para colaborar com os trabalhos.

Vários diretores, funcionários e pesquisadores do Museu Nacional passaram a noite no local acompanhando os trabalhos e tentando colaborar. Havia preocupação com as dificuldades em controlar as chamas, a ausência de água e o risco de desabamento.

Oficialmente, o Corpo de Bombeiros informou que não há ainda dados sobre as causas do incêndio. Ontem (2), funcionários do museu relataram problemas na obtenção de água, pois dois hidrantes não funcionaram no momento em que os bombeiros estavam no local.

Como o museu está em uma colina, no parque nacional, há uma série de limitações para o fornecimento de água. Os bombeiros confirmaram que o abastecimento de água foi feito por carros-pipa, cedidos pela companhia de água e esgoto do Rio de Janeiro.

Acervo

O Museu Nacional do Rio reunia um acervo de mais de 20 milhões de itens dos mais variados temas, coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. No local, estava a maior coleção de múmias egípcias das Américas.

No local, também estava Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas, que remete a 12 mil anos, e representa uma jovem de 20 a 24 anos. No museu, havia ainda o esqueleto do Maxakalisaurus topai, maior dinossauro encontrado no Brasil.

O museu é a mais antiga instituição histórica do país, pois foi fundado por dom João VI em 1818. É vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com perfil acadêmico e científico. Tem nota elevada nos institutos de pesquisa por reunir peças raras, como esqueletos de animais pré-históricos e múmias.

História

O local foi sede da primeira Assembleia Constituinte Republicana de 1889 a 1891, antes de ser destinado ao uso do museu, em 1892. O edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Museu Nacional do Rio oferece cursos de extensão e pós-graduação em várias áreas de conhecimento. Para esta semana, era esperado um debate sobre a independência do país. No próximo mês, estava previsto o IV Simpósio Brasileiro de Paleontoinvertebrados no local.

Saiba mais

Argentina: Macri responde à crise com mais austeridade

Segunda, 3 de setembro de 2018
Por entre imagens de saques de supermercados e rumores de nova remodelação governamental para responder ao colapso da moeda, o presidente argentino deverá anunciar mais cortes esta segunda-feira
Imagem da manifestação de maio contra o acordo com o FMI. Fotografías Emergentes/Flickr

O governo liberal do presidente milionário Mauricio Macri está cada vez mais encurralado por uma crise que viu o peso argentino desvalorizar mais de 50% face ao dólar desde o início do ano e ameaça o país com uma nova bancarrota.
Eleito com a promessa de pôr em ordem as contas públicas, as políticas liberais do governo empurraram o país para a crise. Esta semana, para tentar acalmar os mercados e garantir o cumprimento das obrigações com os credores, Macri anunciou na quarta-feira ter pedido ao FMI o adiantamento de parte do empréstimo que foi negociado em maio. Mas o resultado do anúncio foi a maior queda do peso face ao dólar registada num só dia. O anterior recorde pertenceu ao dia 8 de maio, quando Macri anunciou o regresso do FMI à Argentina.

Gente Agradecida


Setembro
3

Gente Agradecida

Um ano depois da invasão da Polônia, Hitler continuava se avanço desenfreado, e estava devorando meia Europa. Já tinham caído, ou estavam por cair, a Áustria, a Tchecoslováquia, a Finlândia, a Noruega, a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica e a França, e já tinham começado os bombardeios noturnos contra Londres e outras cidades britânicas.
Em sua edição de hoje de 1940, o jornal espanhol ABC Informava que haviam sido derrubados cento e dezesseis  aviões inimigos e não ocultava sua satisfação diante do grande êxito dos ataques do Reich.
Na capa do jornal sorria, triunfante, o generalíssimo Francisco Franco. A gratidão era uma de suas virtudes.

Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos dias’, 2ª edição, pág. 283, L&PM Editores
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domingo, 2 de setembro de 2018

Incêndio atinge Museu Nacional do Rio de Janeiro Prédio tem cerca de 20 milhões de peças

Domingo, 2 de setembro de 2018
Por Renata Giraldi - Repórter da Agência Brasil  
Um incêndio de proporções ainda incalculáveis atingiu, no começo da noite deste domingo (2), o Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona Norte da capital fluminense. O prédio histórico de dois séculos foi residência da família real brasileira e tem um dos acervos mais importantes do país – são cerca de 20 milhões de peças.

O Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado às 19h30. Homens de quatro quartéis trabalham no local, que fica dentro do parque nacional da Quinta da Boa Vista. O prédio tem três andares, é ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o fogo toma de conta de boa parte da construção.

Até o fechamento desta reportagem, os bombeiros não dispunham de informações sobre vítimas. O museu estava fechado para visitação no momento em que o incêndio começou. Por segurança, há homens também da Polícia Militar e profissionais de saúde em ambulâncias.

História
Mais antiga instituição histórica do país, o Museu Nacional do Rio foi fundado por D.João VI, em 1818. É vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com perfil acadêmico e científico. Tem nota elevada por reunir pesquisas raras, como esqueletos de animais pré-históricos e múmias.

O local foi sede da primeira Assembleia Constituinte Republicana de 1889 a 1891, antes de ser destinado ao uso de museu, em 1892. O edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

No acervo, com cerca de 20 milhões de itens, há diversificação nas peças, pois reúne coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. Há, ainda, uma biblioteca com livros com obras raras.

O Museu Nacional do Rio oferece cursos de extensão e pós-graduação em várias áreas de conhecimento. Para esta semana, era esperado um debate sobre a independência do país. No próximo mês, estava previsto o IV Simpósio Brasileiro de Paleontoinvertebrados no local.

'Campanha de Mulher'. Conheça um pouco da história de Mariana Rosa, candidata a deputada distrital

Domingo, 2 de setembro de 2018
Do Mídia Ninja
Clique na imagem acima para assistir o vídeo com Mariana Rosa

O inventor das guerras preventivas

Setembro
2

O inventor das guerras preventivas

Em 1939, Hitler invadiu a Polônia porque a Polônia ia invadir a Alemanha.
Enquanto um milhão e meio de soldados alemães se derramavam no mapa polaco e uma chuva de bombas caía dos aviões, Hitler expunha sua doutrina das guerras preventivas: é melhor prevenir que remediar, eu mato antes que me matem.
Hitler fez escola. A partir de então, todas as guerras digestivas, países que comem países, se dizem guerras preventivas.
 

Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos dias’, 2ª edição, pág. 282, L&PM Editores

Pesquisa do IPEA: Justiça falha no atendimento às mulheres vítimas de violência

Domingo, 2 de setembro de 2018
Do CNJ
As pesquisadoras do IPEA Joana Alencar, Natália Fontoura e Luseni de Aquino apresentaram andamento da pesquisa sobre violência doméstica. FOTO: G.Dettmar/Ag.CNJ

Ausência de juízes em audiências judiciais de violência doméstica; vítimas que não entendem nem recebem esclarecimento sobre seu próprio caso; atendimento psicossocial em número insuficiente; culpabilização da vítima, por vezes, até monetária – esses são apenas alguns dos problemas percebidos pelos profissionais do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), que investigam a qualidade do atendimento no Judiciário das mulheres vítimas de violência. Os resultados – ainda preliminares da pesquisa – foram apresentados na última semana ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O legado de Lula: Uma terra arrasada e uma esquerda mais arrasada ainda

Domingo, 2 de setembro de 2018
Do Blogue Náufrago do Utopia
Por Celso Lungaretti

A comédia dos erros terminou melancolicamente

Sem surpresa nenhuma o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, pois é isto que determina a Lei da Ficha Limpa. 

Se sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro foi justa ou injusta, é algo a ser resolvido na esfera da Justiça Criminal, cujas decisões o Tribunal Superior Eleitoral não tem poder para questionar.

Se sua exclusão do pleito deveria se dar após uma sentença de 2ª ou 3ª instância, é algo a ser resolvido pelo Supremo Tribunal Federal, cujas decisões o TSE não tem poder para questionar. O certo é que, desde 2010, a condenação em 2ª instância vem sendo considerada suficiente.

E todas as decisões do TRF-4, do STJ e do STF foram no sentido de que nem a sentença do Lula seria cancelada, nem a inelegibilidade após a 2ª instância revista neste momento. O que vimos nesta 6ª feira (31) foi apenas a confirmação da derrota anunciada – e pelo acachapante placar de 6x1!

Então, por que o PT insistiu tanto em manter um candidato a presidente ilusório até cinco semanas antes do 1º turno? Cabe aqui uma recapitulação.

De Gaulle teria dito que o PT não é um partido sério...


Mesmo tendo o partido sido gerado em plena ditadura militar, seus fundadores não deixaram de colocar no manifesto de fundação, aprovado em fevereiro de 1980, que teria como objetivos supremos o fim da exploração capitalista e a construção de uma sociedade igualitária e livre:

"...As riquezas naturais, que até hoje só têm servido aos interesses do grande capital nacional e internacional, deverão ser postas a serviço do bem-estar da coletividade.  

Para isso é preciso que as decisões sobre a economia se submetam aos interesses populares. Mas esses interesses não prevalecerão enquanto o poder político não expressar uma real representação popular, fundada nas organizações de base, para que se efetive o poder de decisão dos trabalhadores sobre a economia e os demais níveis da sociedade...

...É preciso que o Estado se torne a expressão da sociedade, o que só será possível quando se criarem condições de livre intervenção dos trabalhadores nas decisões dos seus rumos...  

...O PT buscará conquistar a liberdade para que o povo possa construir uma sociedade igualitária, onde não haja explorados nem exploradores..."

Mas, logo na sua primeira década de existência o PT já desistiu informalmente da meta revolucionária, expurgou as tendências internas que a priorizavam e passou a objetivar apenas a conquista de posições de poder dentro do capitalismo, não mais para construir uma sociedade igualitária, mas sim para proporcionar pequenas melhoras aos trabalhadores. 

Eis, enfim, o real candidato do PT: o ciclista Haddad. Terá ele... 

As eleições foram significando cada vez mais para o PT, enquanto a participação nas lutas sociais ia passando para segundo e até terceiro plano. 

As consequências de sua furtiva guinada ideológica não se tornaram tão evidentes no século passado (porque estava na oposição), nem durante os dois mandatos presidenciais de Lula (porque o bom desempenho das commodities brasileiras lhe permitia cumprir a promessa de botar um pouco mais de pão na mesa dos trabalhadores, embora sem retirá-lo da esbórnia dos privilegiados, tanto que nossa escandalosa desigualdade econômica não diminuiu em momento nenhum).

Quando a crise capitalista se aguçou sobremaneira na presente década, contudo, o cobertor foi ficando cada vez mais curto para cobrir tanto a cabeça de uns quanto os pés dos outros. A política de conciliação de classe foi colocada em xeque, pois numa fase de vacas magras já não era mais possível continuar mascarando a existência de uma contradição fundamental entre os interesses de explorados e exploradores. 

A presidente Dilma Rousseff, que há muito se desencantara com a luta de classes e passara a crer que contradições insolúveis pudessem ser resolvidas com soluções tecnoburocráticas (superestimando desmedida e alucinadamente seu próprio papel como gerentona), tentou uma jogada arriscada para impedir o castelo de cartas de desabar. Era preciso fazer a economia crescer o suficiente para os bancos continuarem comemorando recordes de faturamento a cada mês e para os pobres seguirem deslumbrados com o maravilhoso mundo do consumo ao qual haviam obtido limitado e endividado acesso!

Dilma retirou do baú de velharias as fórmulas desenvolvimentistas de seis décadas antes, com a esperança de fazer o carro da economia pegar no tranco graças aos investimentos estatais. Mas, como o relógio da História não anda para trás, o que ela conseguiu foi colocar a economia brasileira no rumo de uma formidável recessão.

...mais sorte do que a Dilma das pedaladas fiscais?

A hora da verdade chegou em 2014, quando fatalmente não conseguiria reeleger-se a partir dos resultados entregues por seu primeiro governo e de esperanças que ainda fosse capaz de despertar. E o quadro pioraria ainda mais caso o distinto público se desse conta da tempestade que se formava.

Então, como tábua de salvação, ocultou dos eleitores (por meio das famosas pedaladas fiscais) o estado calamitoso das finanças públicas; satanizou adversários exagerando verdades e espalhando as mais cabeludas mentiras; e praticou um ignóbil estelionato eleitoral ao prometer salvar os brasileiros das reformas neoliberais que seus rivais estariam tramando na calada da noite, ao passo que ela, a angelical, jamais cometeria tamanha maldade...

Desde então, o PT passou cada vez mais a sobreviver politicamente à custa de fantasias e embromações.

Depois de cumprir uma por uma todas as etapas do ritual do impeachment e ser derrotado em todas, passou a atribuir o defenestramento de Dilma a um diabólico golpe... que, na verdade, nada mais foi do que a secular prevalência, nos momentos críticos, das necessidades e interesses da classe dominante, pois está é a lógica do sistema. Só ingênuos esperavam que sucedesse o contrário. 

Com isto mais o Fora Temer, o PT conseguiu desviar a atenção dos terríveis erros por ele cometidos, que possibilitaram a derrubada de Dilma mediante um mero piparote parlamentar; e da óbvia constatação de que não adiantava mais eleger presidentes, já que eles seriam deseleitos pelo poder econômico quando este bem entendesse. 

Mas, conseguindo espertamente evitar  um processo de autocrítica do qual sairiam bem menores do que entraram, os dirigentes petistas ao mesmo tempo abortaram a definição de novas linhas mestras para a atuação partidária, já que as anteriores haviam implodido espetacularmente. A salvação dos ineptos se deu à custa de sacrificar-se o futuro: que mágica besta!  

Que dilúvio nos legará esse outro Luís?

O certo é que, para que se consumassem os desastres recentes do PT, concorreu mesmo a adoção de dois pesos e duas medidas: pecados idênticos, cometidos por outros partidos e políticos, foram tratados como venais e os petistas, como mortais. 

Mas as alegações de inocência, tanto no impeachment quanto nos processos por corrupção, nunca passaram de lorotas inverossímeis; o mar de lama existiu mesmo e as práticas que teoricamente ensejariam cassação de mandatos, idem.

Aos olhos dos cidadãos com um mínimo de espírito crítico, o PT, ao incidir nas mesmas práticas e recorrer às mesmas desculpas esfarrapadas quando apanhado com a boca na botija, igualou-se às agremiações convencionais, perdendo o status de partido diferenciado e confiável. Acreditar nele passou a ser um ato de fé; e não é com fanáticos que se constrói uma sociedade emancipada.

Para reforçar a narrativa do golpe e a narrativa do preso político, criou-se o roteiro de um espetáculo de mafuá: a farsa do candidato fantasma, que só serviu para travar a campanha eleitoral e oxigenar o representante do DOI-Codi no pleito presidencial (o truculento candidato que explora, da forma mais grotesca e obtusa, os filões do anticomunismo e do antipetismo) .

Quem disse depois de mim, o dilúvio foi o rei francês Luís XV, e a profecia se cumpriria com seu neto Luís XVI sendo guilhotinado na Grande Revolução Francesa.

Que dilúvio nos legará esse outro Luís? Uma coisa é certa: ele sai de cena deixando atrás de si uma terra arrasada e uma esquerda mais arrasada ainda.

Mansão e bens de Cabral serão leiloados esta semana e Lance mínimo para a casa é de R$ 8 milhões

Domingo, 2 de setembro de 2018
Por Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
A mansão do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), à beira-mar, em Mangaratiba, será leiloada na próxima terça-feira (4). O futuro proprietário de um dos endereços mais famosos do condomínio Portogallo, na Costa Verde fluminense, deverá pagar pelo menos R$ 8 milhões. É o valor mínimo estipulado pela Justiça.

27,6 milhões de provas de que a reforma trabalhista falhou

Domingo, 2 de setembro de 2018

Do 
IHU
Insituto Humanitas Unisinos


"É preciso trazer de volta ao debate (eleitoral inclusive) a necessidade de gerar emprego (de qualidade) e renda, debatendo com a sociedade os efeitos da reforma trabalhista e o papel dos gastos públicos no desenvolvimento e na redução das desigualdades", escreve Ana Luíza Oliveira, Mestre em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp e professora-visitante da Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (Flacso), em artigo publicado por INEEP, 23-08-2018.

Eis o artigo.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelam: a taxa de subutilização da força de trabalho, conceito que agrega os trabalhadores desocupados, os sub-ocupados por insuficiência de horas (trabalham menos de 40h semanais e gostariam de trabalhar mais) e a força de trabalho potencial, foi de 24,6% no segundo trimestre de 2018. Em números absolutos, são 27,6 milhões de pessoas na subutilização, 1,3 milhão de pessoas a mais nessa estatística desde o segundo trimestre de 2017. 27,6 milhões de provas de que a reforma trabalhista falhou.
Para chegar ao número de subutilizados, soma-se o recorde histórico de 4,8 milhões de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) aos 3,3 milhões que poderiam trabalhar mas não tem disponibilidade (formando a força de trabalho potencial), acrescido dos 13 milhões de desocupados e os 6,5 milhões de sub-ocupados por insuficiência de horas.

sábado, 1 de setembro de 2018

Vergonha, Oh! Que vergonha!

Sábado, 1º de setembro de 2018
Por
Pedro Augusto Pinho
VERGONHA, OH! QUE VERGONHA!

Este artigo mantém o título, pois o opróbrio, o constrangimento, a humilhação é o mesmo.

Trataria da analise que o Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), órgão não governamental, sem filiação ou ligação político partidária, formado por professores, doutores, pós graduados nas áreas de ensino, sociais e econômicas, realizou das propostas para educação de oito candidatos à presidência da República: Lula/Haddad, Ciro Gomes, Alckmin, Marina Silva, Bolsonaro, Cabo Daciolo, João Amoêdo e Guilherme Boulos.

Nem parece que educação, saúde e segurança encabeçam as listas de reivindicações de toda população, dos mais ricos aos mais pobres; nenhum jornal da grande imprensa, nenhum noticiário da televisão, nenhuma divulgação desta análise de especialistas, nem dos projetos e muito menos das críticas a eles.

Fui conhecer este precioso trabalho no Monitor Mercantil da sexta-feira, 31 de agosto de 2018. Que me pareceu mais um 31 de março de 1964. Dia do Golpe.

O INESP procurou observar “se as propostas apontam ou não para a garantia da qualidade do ensino, do acesso à educação infantil, do crescimento da oferta de vagas ao ensino superior, do financiamento da pesquisa e extensão, da Revisão das Bases Nacionais Comuns Curriculares e da Reforma do Ensino Médio”. Faz a ressalva que as soluções encontradas desde 2015, para enfrentar a crise econômica, “foram baseadas em medidas de austeridade que afetaram diversos serviços públicos essenciais”.

E, após descrever o cenário atual da educação no Brasil, passa a analisar os programas dos candidatos.
Apenas a proposta de Lula/Haddad confirma a qualificação de prioridade estratégica. O INEP conclui que “as propostas de Lula e Boulos são as mais eficientes, por se preocuparem com a redistribuição de recursos e competências entre os entes federados, reconhecerem a necessidade de maior financiamento, ampliação de vagas, democratização do acesso e condições de permanência” e que a de Ciro Gomes “centra-se muito em ações meritocráticas, usando como exemplo as escolas de Sobral”. Marina “não detalha propostas”, Cabo Daciolo também “não desenvolve propostas concretas”.

“Já os demais candidatos são excessivamente neoliberais ou até delirantes, como Bolsonaro. Não se comprometem com a educação pública, querem privatizar o ensino superior, além de estabelecerem critérios excessivamente meritocráticos”.

Como todos meus leitores sabem, meritocracia das elites é colocar a raposa no galinheiro e deixar que o melhor vença.

As propostas de cinco destes candidatos já seria motivo de vergonha.

Fizeram-me lembrar o poeta dos escravos:

“Auriverde pendão de minha terra, antes te houvessem roto na batalha

Que servires a um povo de mortalha!...” (Castro Alves, 18/04/1868)

Mas a tragédia se acentuaria na mesma sexta-feira da matéria jornalística.

Um dos poderes desta república, o minúsculo poder sem voto, numa implacável perseguição, que só aos tolos convence, resolve dirigir o resultado das urnas. Quer ser, mais do que sua farsa julgadora, o eleitor privilegiado no Brasil.

Como vamos, todos nós, enfrentar o mundo com um passaporte brasileiro?

Com a vergonha do país que ignora os direitos humanos e sociais.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

Golpista contra o servidor: Publicada Medida Provisória do governo Temer que adia reajuste dos servidores para 2020; eu falei PARA 2020

Sábado, 1º de setembro de 2018
Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil  

O Diário Oficial da União publica neste sábado (1º), em edição extra, a Medida Provisória (MP) nº 849, que adia para 2020 o reajuste de servidores públicos federais, até então programado para o ano que vem. A decisão foi comunicada ontem (31) pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, durante apresentação do Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) de 2019.

ARTIGO | Saúde não é mercadoria

Sábado, 1º de setembro de 2018
Estudos de meados da década de 1990 já demonstraram que nos países de renda média, como o Brasil, entre 20 a 30% das famílias tinham que tomar empréstimo para pagar as despesas médicas.
Foto: Abrasco 2018
31/08/2018
Do Saúde Popular
Por Nilson do Rosário Costa*
Muitos jornalistas econômicos brasileiros ficaram surpresos com a suspensão do copagamento nos novos planos privados de assistência à saúde proposto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Mais ainda pela justificativa usada pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, de que a assistência à saúde não é mercadoria.
A direção da ANS voltou atrás da resolução de introduzir copagamento e franquia no setor de planos de saúde do país. É preciso lembrar que a preocupação com a atividade mercantil no setor saúde tem frequentado a agenda pública brasileira há décadas. Existe um amplo reconhecimento de que a procura por assistência à saúde é complexa e nada racional, ao contrário da procura por mercadorias comuns, como comida, vestuário ou celular. De fato, face à imprevisibilidade do surgimento de alguma enfermidade, a procura individual por serviços médicos, com exceção de seus aspectos preventivos, vem junto com o risco real de perda da capacidade de trabalho e, no limite, da perda da própria vida, não podendo ser postergada.

DF: Sem conseguir cirurgia emergencial, família de Jhennyfer pede ajuda

Sábado, 1º de setembro de 2018
Apesar de decisão judicial, Saúde diz que não há vagas no ICDF e não pode transferir menina antes do término dos antibióticos

Por Luísa Guimarães - Metrópoles

Duas semanas após o Juizado Especial Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) mandar Jhennyfer Victoria Amorim de Souza, 1 mês de vida, ser transferida para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), a decisão ainda não foi cumprida. A criança segue internada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), à espera de uma cirurgia emergencial no coração.

Quanto mais escura é a sua pele, mais suspeito você se torna

Foto: Divulgação/Facebook

Sábado, 1º de setembro de 2018

Do
The Intercept Brasil
Ale Santos

BÁRBARA QUERINO, 20 ANOS, foi condenada a cinco anos e quatro meses de prisão por ter participado de uma série de assaltos na região de Santo Amaro, zona sul de São Paulo. A acusação, que levou a dançarina à penitenciária feminina de Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo, é baseada no depoimento de duas testemunhas. Uma delas afirmou estar de costas para a ação, e a outra disse que “o cabelo era parecido”.

Na sua defesa, os advogados de Bárbara – Babiy como é mais conhecida – apresentaram fotos e vídeos de um evento no Guarujá, litoral paulista, no qual ela participara no momento em que os assaltos ocorreram. Além das imagens, três testemunhas disseram ter viajado com Bárbara a Guarujá e participado do mesmo evento. O juiz Klaus Marouelli Arroyo, da 23ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, não reconheceu as provas e condenou Babiy.

        Uma das testemunhas afirmou estar de
    costas para a ação e outra disse que “o cabelo era parecido”.

O judiciário não concedeu a Babiy a presunção da inocência: um princípio jurídico básico presente na Constituição, mas não na cabeça dos homens da lei quando o alvo da acusação é uma pessoa negra.

Presidenciáveis no “JN”: Deus e o Diabo na TV; Âncoras do “JN” (William Bonner e Renata Vasconcelos) apertam presidenciáveis em entrevistas polêmicas no início da campanha eleitoral na TV e viralizam nas redes

Sábado, 1º de setembro de 2018
Uma entrevista 'Não é uma reunião para troca de amabilidades ou uma ação entre amigos, mas oportunidade de produzir informações, revelar contradições, desmascarar imposturas.'

Do Blog Bahia em Pauta
Resultado de imagem para Bonner e Renata Vasconcelos entrevistam presidenciáveis no JN Marina Silva
Presidenciáveis com Bonner e Renata no “JN”: polêmicas nas redes

ARTIGO DA SEMANA

Presidenciáveis no “JN”: Deus e o Diabo na TV


Vitor Hugo Soares 
Ateu que acredita em milagres – depois da entrevista do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Jornal Nacional e diante dos disparos barulhentos e raivosos de ofensas e ataques pessoais aos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos (além de rajadas contra a TV Globo e seus donos) nas redes sociais em chamas, – rogo a Santo Antonio da Glória e ao Senhor do Bonfim da Bahia, para que livrem o País de “um mal passo” nas eleições presidenciais que se aproximam.
Na véspera, fenômeno semelhante já se dera em relação à passagem do candidato do PDT, Ciro Gomes, pela bancada de âncoras do JN, os dois como o Diabo gosta (Deus também, creio) e o jornalismo vibra em prós e contras. Sem refresco também, na quarta e quinta, para Geraldo Alckmin (PSDB), e Marina Silva ( REDE). Produção ao vivo, de competência técnica, conteúdo informativo e polêmico, sem espaço para oba-oba. Falhas, exageros e equívocos também, por parte dos entrevistadores, sim. Mas Renata e Bonner, no balanço geral, fizeram o que se espera de profissionais de comunicação ao entrevistar candidatos em campanha eleitoral: perguntas sobre temas de interesse público, que cobram respostas cabais. Sem concessões a proselitismos vazios, gabolices intelectuais, arrogâncias explícitas ou mal disfarçadas, dubiedades, desculpas esfarrapadas ou valentias retóricas que cheiram a bravatas. 
Leia aqui a íntegra do artigo da semana de Vitor Hugo, editor do Blog Bahia em Pauta