Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sábado, 28 de abril de 2018

Ataque a tiros em acampamento pró-Lula deixa dois feridos

Sábado, 28 de abril de 2018
Por Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil  Brasília

Um ataque a tiros na madrugada de hoje (28) ao acampamento onde apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazem vigília desde sua prisão, em Curitiba, deixou duas pessoas feridas, de acordo com a coordenação do movimento. A Polícia Militar de Curitiba confirma a ocorrência de tiros na região e informou que o caso está em investigação. Ainda não há informações sobre a autoria dos disparos.

Revisitando o assassinato do Lula

Sábado, 28 de abril de 2018
Pedro Augusto Pinho
Jamais imaginei, nestas tão pequenas análises de nossa triste realidade, ver agentes estrangeiros e corrompidas figuras no governo, com tamanho desprezo pelas leis e pela humanidade, tratando outro brasileiro.

Nem se completou um mês, quando escrevi sobre o que me parecia ser mais ficção do que realidade, e estas poderosas forças do sistema financeiro internacional, da banca como o denomino, por seus capitães do mato, seus agentes e prepostos no País, transformarem em odiosa efetividade aquelas considerações imaginadas. Nem mesmo esperaram o envolvimento nacional, como a copa do mundo de futebol.

Vamos analisar este caso pelo maior aprofundamento de seus componentes, que meus atilados e cultos leitores, com certeza, exigem.

Tratemos primeiro da lei, do direito, pois reside, atualmente, no poder judiciário a mais ativa ação da banca. Aquela que outrora, pelo anteriores colonizadores, era entregue às Forças Armadas (FFAA), e que a banca, mais sutil, evita empoderar.
Quem faz a lei?

Delegados da PF manifestam "preocupação" com declarações de Temer

Sábado, 28 de abril de 2018
Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil

A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) divulgou nota no início da noite de hoje (27) em que afirma que não protege ou persegue qualquer autoridade pública. De acordo com a entidade, os policiais cumprem "seu dever legal de investigar fatos e condutas tipificadas como crime”.

Este inseguro mundo

Abril
28
Este inseguro mundo
Hoje, Dia da Segurança no Trabalho, vale a pena lembrar muito bem que hoje em dia não há nada mais inseguro que o trabalho. Cada vez são mais e mais os trabalhadores que despertam, cada dia, perguntando:
— Quantos sobraremos? Quem vai me comprar?
Muitos perdem o trabalho e muitos perdem, trabalhando, a vida: a cada quinze segundos morre um operário, assassinado por isso que chamam de acidente de trabalho.
A falta de segurança pública é o tema preferido dos políticos que desatam a histeria coletiva para ganhar eleições. Perigo, perigo, proclamam: em cada esquina um ladrão ameaça, ou um violador, ou um assassino. Mas esses políticos jamais denunciam que trabalhar é perigoso,
e que é perigoso atravessar a rua, porque a cada vinte e cinco segundos um pedestre morre, assassinado por isso que chamam de acidente de trânsito;
e que é perigoso comer, porque quem está a salvo da fome pode sucumbir envenenado por comida química;
e que é perigoso respirar, porque nas cidades o ar puro é, como o silêncio, um artigo de luxo;
e que também é perigoso nascer, porque a cada três segundos morre uma criança que não chegou viva aos cinco anos de idade. 

Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias (Um calendário histórico sobre a humanidade), Editora L&PM, 2012, página 142.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Intervenção militar não melhorou segurança no Rio, diz estudo

Sexta, 27 de abril de 2018
“Neste momento, a intervenção não tem programa. Utilizaram 40 mil homens para apreender 140 armas. Algo está errado. Nenhuma política de  segurança pode funcionar no Rio sem inteligência."


Do
IHU — Instituto Hunitas Unisinos
Relatório aponta que, nos dois meses de ocupação militar, estado teve mais tiroteios e mais chacinas. Cerca de 40 mil homens foram postos nas ruas, mas apenas 140 armas foram aprendidas.
A reportagem é de João Soares, publicada por Deustche Welle, 26-04-2018.
intervenção federal tem amplo apoio da população, mas, nos dois meses desde seu início, falhou em conter a violência no Rio de Janeiro: houve mais tiroteios e chacinas no estado, segundo revela um relatório independente divulgado nesta quinta-feira (26/04), sob o título À deriva: sem programa, sem resultado, sem rumo.
O título do relatório produzido pelo Observatório da Intervenção sintetiza a análise das instituições que integram a iniciativa criada para monitorar a intervenção. Coordenadora do projeto, a pesquisadora Sílvia Ramos define o que os dados ilustram: “A intervenção não resolveu os problemas da segurança pública do Rio e trouxe outros novos”.

Emenda Constitucional 95 de 2016 (Teto dos gastos sociais): Em audiência pública na Câmara dos Deputados, Deborah Duprat, procuradora federal dos Direitos do Cidadão, critica políticas de austeridade adotadas pelo Estado brasileiro

Sexta, 27 de abril de 2018
Especialistas apontam aumento da violência e das desigualdades como as principais consequências da Emenda Constitucional 95.

“A falta de investimento em políticas públicas já fez retornar 11% da população que tinha saído da pobreza extrema para essa situação”

Do MPF
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
“O maior desafio que nós enfrentamos na área de direitos humanos, sem dúvida alguma, é a Emenda Constitucional 95”, destacou a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (25). Promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), o evento contou com a participação de representantes da sociedade civil, movimentos sociais e agentes públicos para subsidiar a elaboração de um plano de trabalho da Comissão.

A procuradora lembrou que a Constituição Federal de 1988 foi o primeiro documento político do Brasil a inaugurar um regime de direitos, visando combater o quadro de exclusão por meio do reconhecimento de novos sujeitos, como indígenas, quilombolas, grupos tradicionais, trabalhadores rurais, população LGBT e pessoas com deficiência, entre outros, estratégia que exigiu robusto investimento no orçamento público para a promoção da igualdade e da não-discriminação.

“A Emenda Constitucional 95 acaba com tudo isso. E acaba pelos próximos 20 anos porque bloqueia um investimento que teria que crescer. Ela faz isso contra todas as orientações de órgãos nacionais e internacionais de direitos humanos”, frisou Deborah Duprat ao citar experiências semelhantes nos Estados Unidos e na Europa que se mostraram ineficazes ao desenvolvimento ao mesmo tempo em que ampliaram as desigualdades e a pobreza de suas populações. “O Brasil adotou essa política sem consulta, sem participação social e sem transparência. E esses são os primeiros requisitos para implementar uma política dessa magnitude”, denunciou a procuradora criticando o longo período de duração da Emenda.

Mordida do leão poupa lucros de super-ricos e mira nos salários

Sexta, 27 de abril de 2018
Da
https://apublica.org




27 de Abril de 2018

Na parcela mais rica da população brasileira, para cada R$ 1 de rendimento taxado pelo Imposto de Renda (IR), outros R$ 2 ficam isentos. Já entre quem ganha entre um e dois salários mínimos, o cálculo é inverso – para cada R$ 1 de renda isenta, outros R$ 7,60 são tributáveis pelo Imposto, seja direto na fonte ou posteriormente, através da declaração ao fisco. Os dados são resultado de um levantamento da Pública feito a partir da base de dados da Receita sobre as declarações do IR do ano passado.
O grupo mais rico, segundo as categorias de renda da Receita, é de pessoas que recebem mais de 320 salários mínimos mensais. Em 2016, ano de apuração da última declaração do Imposto de Renda, isso representou um rendimento de ao menos R$ 281 mil por mês (salário mínimo de R$ 880).
Estão nesse grupo cerca de 25 mil pessoas que, juntas, concentraram mais de R$ 28 bilhões de rendimentos em 2016. Cada pessoa nessa faixa recebeu, em média, mais de R$ 11 milhões em rendimentos e possui cerca de R$ 52 milhões em bens e direitos.
Já a média de bens de quem ganha entre um e dois salários mínimos é de R$ 106 mil por pessoa. Esse grupo é 52 vezes mais numeroso que o dos mais ricos: são mais de 1,3 milhão de brasileiros ganhando até dois salários. O levantamento desconsiderou quem ganha menos de um salário mínimo, segmento isento do Imposto de Renda.
[Clique na imagem para ampliá-la]
O Imposto de Renda atinge proporcionalmente menos rendimentos dos mais ricos porque os rendimentos desse grupo vêm de fontes não tributáveis pelo IR, como lucros e dividendos distribuídos aos sócios de empresas.

El País: Indígenas articulam eleger bancada para fazer frente a ruralista

Sexta, 27 de abril de 2018
Meta é ter um representante por Estado no Congresso para defender terras ameaçadas por pressão de fazendeiros e empresários, denunciar assassinatos e desmonte da Funai

Índios durante protesto em Brasília nesta quinta-feira. ERALDO PERES AP

Do El País
AFONSO BENITES
Brasília 27 ABR 2018
A bancada ruralista no Congresso cresceu desde 2014, e ganhou fôlego com a entrada do Governo Michel Temer, que passou a usar as terras indígenas como instrumento de barganha para manter o apoio desses parlamentares. Para reagir a esse quadro, representantes de cerca de cem povos indígenas brasileiros se comprometeram nesta quinta-feira a apoiar candidaturas de índios e índias para o parlamento e para a vice-presidência da República. De simples espectadores da política, eles agora querem se tornar protagonistas. A meta é ousada: eleger ao menos um índio por Estado que lançar candidatura. Um levantamento prévio feito pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), constatou que há ao menos 36 pré-candidatos aos cargos de deputado estadual, deputado federal e senador que se declaram índios de diversas etnias e buscam o apoio de seus “parentes”, como eles se chamam. Hoje há mais de 800.000 indígenas no país, uma força importante que quer ver-se melhor representada no Congresso para defender sua cultura e suas terras, constantemente ameaçadas pela invasão do homem branco, e para denunciar os assassinatos.

Sem limites para quem?

Sexta, 27 de abril de 2018
Importa destacar que as profundas diferenças verificadas na sociedade brasileira não são obras do acaso, defeitos de funcionamento das engrenagens sociais ou puramente consequências da corrupção endêmica que assola as instituições públicas e privadas.
Clique na imagem acima para ampliá-la.
Por
Aldemario Araujo Castro
Professor, Advogado, Mestre em Direito, Procurador da Fazenda Nacional

O Brasil figura entre as nações com maior grau de desigualdade socioeconômica do planeta. Entre 188 países avaliados pela ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil aparece, na última divulgação do ranking, em 79o lugar em termos de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Entretanto, o país alcançou o oitavo posto entre as maiores economias do mundo em 2017.

Não é sem razão, portanto, que constam entre os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, nos termos do artigo terceiro da Constituição: a) construir uma sociedade livre, justa e solidária; b) erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais e c) promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Para o alcance dos fins aludidos são necessárias vigorosas políticas públicas e o manejo de importantes instrumentos econômico-financeiros. É sempre bom lembrar que o indefectível mercado, cada vez mais idolatrado na sociedade brasileira (estranhamente), não possui a mínima “vocação” para o combate à desigualdade socioeconômica.

Importa destacar que as profundas diferenças verificadas na sociedade brasileira não são obras do acaso, defeitos de funcionamento das engrenagens sociais ou puramente consequências da corrupção endêmica que assola as instituições públicas e privadas. Existem poderosos mecanismos, cuidadosamente construídos e ancorados na institucionalidade jurídica, voltados para viabilizar a transferência de bilhões e bilhões de reais da grande maioria da população para um punhado de setores minoritários extremamente privilegiados.

Documento final do Acampamento Terra Livre 2018

Sexta, 27 de abril de 2018

DOCUMENTO FINAL DO ACAMPAMENTO TERRA LIVRE 2018

O NOSSO CLAMOR CONTRA O GENOCÍDIO DOS NOSSOS POVOS
Depois de 518 anos, as hordas do esbu-lho, da acumulação e do lucro continuam massacrando e exterminando os nossos povos para tomar conta de nossas terras e territórios, dos bens comuns e de todas as formas de vida que, milenarmente, soubemos proteger e preservar.
Completados 30 anos da Constituição Federal de 1988, que consagrou a natureza pluriétnica do Estado brasileiro, os povos indígenas do Brasil vivem o cenário mais grave de ataques aos seus direitos desde a redemocratização do país. Condenamos veementemente a falência da política indigenista, efetivada mediante o desmonte deliberado e a instrumentalização política das instituições e das ações que o Poder Público tem o dever de garantir.
O direito originário sobre nossas terras, assegurado como cláusula pétrea pelo Artigo 231 da Constituição, vem sendo sistematicamente violado pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, não apenas com a completa paralisação das demarcações das terras indígenas, mas também mediante a revisão e a anulação dos processos de reconhecimento dos nossos direitos territoriais.
Ao negociar nossos direitos com bancadas parlamentares anti-indígenas, especialmente a ruralista, o governo ilegítimo de Michel Temer publicou o Parecer AGU nº 001/2017, que, de forma inconstitucional e contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), tenta impor a tese do marco temporal, uma das mais graves violações contra os nossos povos. Sua condenável utilização tem servido para o retardamento dos já morosos processos de demarcação e, em determinados casos, para a anulação de demarcações já efetivadas e consolidadas. A tese desconsidera o histórico de expropriação territorial e de violência a que muitos dos nossos povos foram submetidos, durante séculos, inclusive na ditadura militar, como denuncia o relatório da Comissão Nacional da Verdade.
No âmbito do Poder Judiciário, tramitam milhares de ações propostas pelos nossos inimigos, estimuladas nos últimos tempos pela tese do marco temporal, e que tem o objetivo de suprimir o nosso direito territorial sem que possamos exercer o direito de acesso à justiça para a defesa dos nossos direitos.
Não aceitamos o loteamento político da FUNAI, especialmente para atender interesses da bancada ruralista e demais setores anti-indígenas, como as últimas nomeações de presidentes, incluindo a do Sr. Wallace Moreira Bastos, cujo currículo denota completa ignorância das questões indígenas. Igualmente, condenamos o intencional desmantelamento do órgão indigenista, com reduções drásticas de orçamento, que inviabiliza o cumprimento das suas atribuições legais, especialmente no que toca a demarcações, fiscalização, licenciamento ambiental e proteção de povos isolados e de recente contato. Na mesma toada, foram extintos espaços importantes de participação e controle social, principalmente o Conselho Nacional da Política Indigenista (CNPI).
Não bastasse isso, denunciamos o fisiologismo entre o governo federal e o Congresso Nacional e o desmonte deliberado do Estado brasileiro provocado pela Emenda Constitucional 95, que congela o orçamento por 20 anos. Destacamos a absoluta falta de implementação da PNGATI nos territórios, a extinção do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e da Assistência Técnica Rural (Ater Indígena). Tais omissões impedem as imprescindíveis ações de etnodesenvolvimento, gestão ambiental e proteção das terras indígenas, resultando na intensificação da presença de atividades ilegais e danosas, como garimpo, exploração madeireira, arrendamento, loteamento, comercialização e apossamento de terras já demarcadas por não indígenas; tráfico de conhecimentos tradicionais e outras ameaças.
Denunciamos, ainda, a situação de calamidade da saúde indígena, fruto da precariedade do atendimento básico, do desrespeito às particularidades de cada povo indígena, da desvalorização da medicina tradicional, da falta de acesso a medicamentos e ao transporte para a realização de tratamentos, situação agravada pela utilização político-partidária da política e das instâncias responsáveis pela gestão da saúde indígena. Da mesma forma, denunciamos o descaso com a educação escolar indígena, manifesta na falta de respeito ao projeto pedagógico de cada povo, no não reconhecimento da categoria de professores indígenas, na falta de apoio à formação continuada desses professores, incluindo as licenciaturas interculturais, e na má qualidade das estruturas das escolas, ou na falta destas nas comunidades, bem como a falta de material didático compatível com as especificidades.
A atual conjuntura ainda impõe sérios riscos de retrocesso na legislação de proteção aos direitos dos povos indígenas. Para além do sempre presente fantasma da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, os esforços da bancada ruralista voltam-se no momento para uma tentativa de legalizar o arrendamento das terras indígenas, afrontando o direito constitucional ao usufruto exclusivo dos povos indígenas sobre suas terras. Recorrem para isso a estratégias de desinformação e tentativas de divisão de povos e comunidades. Também está nessa agenda uma série de propostas de flexibilização do licenciamento ambiental voltadas a liberar empreendimentos em nossos territórios, como o PLS 654/2015, o PLS 168/2018 (ambos no Senado) e o Projeto de Lei (PL) 3729/2004 (Câmara dos Deputados). Não admitiremos a desconsideração de povos indígenas isolados, a restrição de avaliação de impactos ambientais apenas para terras indígenas homologadas, o caráter não vinculante da manifestação da FUNAI e a concessão automática de licença quando superado o prazo para manifestação do órgão indigenista, entre outras.
É esse contexto de hegemonia dos ruralistas e outros inimigos dos povos indígenas, em todos os poderes do Estado, que provoca o acirramento sem precedentes da violência contra os nossos povos e a criminalização das nossas lideranças que estão na frente das lutas de defesa dos nossos direitos, situação agravada pelo desmonte das instituições que tem o dever constitucional de proteger e promover os direitos indígenas.
Diante desse quadro sombrio de extermínio dos nossos direitos, nós, cerca de 3.500 lideranças indígenas, representantes dos mais de 305 povos indígenas de todas as regiões do país, reunidos no Acampamento Terra Livre 2018, exigimos das instâncias de poder do Estado o atendimento das seguintes reivindicações:
  1. Revogação imediata do Parecer 001/2017 da AGU / Temer;
  2. Revogação imediata da Emenda Constitucional 95, que congela para os próximos 20 anos o orçamento público;
  3. Realização urgente de operações para a retirada de invasores de terras indígenas já demarcadas e a efetiva proteção das mesmas;
  4. Demarcação e proteção de todas as terras indígenas, com especial atenção às terras dos povos isolados e de recente contato, assegurando o fortalecimento institucional da FUNAI;
  5. Dotação orçamentária, com recursos públicos, para a implementação da PNGATI e outros programas sociais voltados a garantir a soberania alimentar, a sustentabilidade econômica e o bem viver dos nossos povos e comunidades;
  6. Garantia da continuidade do atendimento básico à saúde dos nossos povos por meio da SESAI, considerando o controle social efetivo e autônomo por parte dos nossos povos;
  7. Efetivação da política de educação escolar indígena diferenciada e com qualidade, assegurando a implementação das 25 propostas da segunda conferência nacional e dos territórios etnoeducacionais;
  8. Arquivamento de todas as iniciativas legislativas que atentam contra os nossos povos e territórios;
  9. Garantia por parte das distintas instâncias do poder Judiciário da defesa dos direitos fundamentais dos nossos povos assegurados pela Constituição Federal e os tratados internacionais assinados pelo Brasil;
  10. Fim da violência, da criminalização e discriminação contra os nossos povos e lideranças, assegurando a punição dos responsáveis por essas práticas, a reparação dos danos causados inclusive por agentes do Estado e comprometimento das instancias de governo (Ministério de Direitos Humanos, Ministério da Justiça, Defensoria Pública) na proteção das nossas vidas;
  11. Aplicabilidade dos tratados internacionais assinados pelo Brasil, de modo especial a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) incorporada ao arcabouço jurídico do país e que estabelece o direito dos povos indígenas à consulta livre, prévia e informada sobre quaisquer medidas administrativas ou legislativas que os afetem.
Brasília – DF, 26 de abril de 2018

Articulação dos Povos Indígenas  do Brasil –APIB
Mobilização Nacional Indígena

quinta-feira, 26 de abril de 2018

O Bom Pastor

Quinta, 26 de abril de 2018
Por
Siro Darlan de Oliveira, desembargador do Tribunal de Justiça e membro da Associação Juízes para a Democracia.

Domingo foi dia do Bom Pastor e o padre Frei Jesus, diretor do Colégio Santo Agostinho começou sua reflexão trazendo um tema muito preocupante. Indagava porque países antes celeiros de vocações religiosas, como Itália, Espanha e Portugal estava reduzindo tão drasticamente o número de fiéis católicos? Esse fenômeno está ocorrendo em todo mundo. Quais seriam as razões? Frequento essa mesma Paróquia há mais de 60 anos, fui aluno bolsista do Colégio Santo Agostinho numa época em que havia mis de duas dezenas de padres espanhóis administrando o colégio e a Igreja. Hoje são pouco mais que meia dúzia.

Há 54 anos . . . A mais longeva ditadura de nossa história

Quinta, 26 de abril de 2018

Por


O clima de hoje lembra o vivido nas vésperas do golpe de 1964, que dividiu o país e abriu espaço para a violência. Antes da ruptura, a conflagração

Completaram-se, no último 1º de abril, 54 anos da implantação da mais longeva ditadura de nossa história, com todo o seu acervo de tragédias sociais e individuais, e profundo atraso político. Suas consequências ainda se fazem sentir, pois estão na raiz dos dramas de nossos dias, cujo desfecho  não podemos divisar: em alguns momentos a ‘luz no fim do túnel’ nos enche de esperanças; noutros sugere um trem na contramão.

Lamentavelmente, os regimes autoritários e as ditaduras não são fenômenos estranhos à República, marcada por insurreições militares e golpes de Estado, manifestações exacerbadas de um autoritarismo larvar cujas fontes remontam à Colônia e ao escravismo de séculos, construtor da ideologia da casa-grande, profundamente presente em nossa vida política e em nossa vida social, e mesmo nas relações interpessoais.

ANAFE externa preocupação com os rumos que a AGU vem tomando

Quinta, 26 de abril de 2016
Especialmente em relação ao visível distanciamento da sua estatura constitucional de Instituição de Estado

Blog ContextoExato, com Assessoria De Comunicação Da Anafe

NOTA PÚBLICA

1. A Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais (ANAFE) vem a público externar sua extrema preocupação com os rumos que a Advocacia-Geral da União vem tomando, especialmente em relação ao visível distanciamento da sua estatura constitucional de Instituição de Estado.

As lutas atuais contra a dívida ilegítima numa perspetiva histórica

Quinta, 26 de abril de 2018
A diminuição da prestação pública de serviços associada à era neoliberal, da qual a financeirização tem sido uma característica fundamental, levou à mercantilização dos serviços básicos e submergiu as pessoas em níveis crescentes de dívida privada. Os indivíduos ficaram cada vez mais dependentes de empréstimos para terem acesso a serviços básicos, como habitação, educação e saúde.


por 
Eric Toussaint , Christina Laskaridis , Nathan Legrand
12 de abril de 2018


Foto de Paulete Matos - Esquerda.net

CONTEÚDOS:
1. Introdução 
2. Estudos de caso 
- 2.1. Estudo de caso anglo-irlandês “Not Our Debt” que analisa a responsabilidade pela crise
- 2.2. Estudo de caso “15MpaRato” que analisa a transparência das dívidas contraídas
- 2.3. Estudo de caso “Debt Resistance UK” que analisa as instituições financeiras que ludibriam as autoridades locais
- 2.4. Estudo de caso “Rolling Jubilee” que mostra que é possível anular a dívida se houver vontade política
3. Auditorias à dívida: um movimento abrangente para denunciar dívidas
- 3.1. Objetivos das auditorias
- 3.2. Reflexões sobre a experiência da auditoria grega
4. Precedentes históricos do repúdio da dívida
- 4.1. Equador e Islândia
- 4.2. O repúdio da dívida nos EUA nos anos trinta do séc. XVIII
- 4.3. México: A luta bem sucedida contra a dívida nos séc. XIX e XX
- 4.4. O repúdio da dívida na Rússia Soviética
- 4.5. O repúdio da dívida na Costa Rica
- 4.6. A longa lista de anulações ou repúdios de dívida entre os séculos XIX e XXI
5. A doutrina da dívida odiosa
6. Conclusão

1. Introdução

A presença crescente de credores e de detentores de ativos na esfera do poder é uma característica generalizada da financeirização. Convém destacar dois aspetos da financeirização, que servem para compreender o contexto em que surgiram várias lutas recentes contra a dívida. O primeiro diz respeito à financeirização da vida quotidiana com o consequente aumento das dívidas privadas. O segundo aspeto diz respeito ao modo como a crise financeira foi gerida. A diminuição da prestação pública de serviços associada à era neoliberal, da qual a financeirização tem sido uma característica fundamental, levou à mercantilização dos serviços básicos e submergiu as pessoas em níveis crescentes de dívida privada. Os indivíduos ficaram cada vez mais dependentes de empréstimos para terem acesso a serviços básicos, como habitação, educação e saúde. Vários autores desta publicação analisam os detalhes e as variações nacionais desses processos.
Os fracassos do sistema financeiro que vieram à tona durante a crise financeira global foram encobertos pelo Estado e o custo avassalador do resgate do setor financeiro, por sua vez, criou dificuldades às finanças públicas. Os países foram apanhados por esquemas que convertem dívida privada em pública, fazendo aumentar o pagamento da dívida em detrimento de outras despesas. A adoção generalizada de medidas de austeridade empurrou esses custos para o setor público, que cobriu os prejuízos e as insolvências do setor bancário. Em certos casos, o setor financeiro chegou mesmo a morder a mão a quem lhe deu de comer, levando os Estados à bancarrota (Cutillas, 2014). A situação fez com que vários países da zona do euro pedissem ajuda oficial à Troika (BCE, FMI e Comissão Europeia) e foi particularmente nesses casos que o poder dos credores sobre os países se fez notar. Utilizando meios de retenção do crédito e retirando qualquer capacidade de manobra aos países endividados, foi-lhes imposta a austeridade e os grandes condicionalismos estruturais (Roos, 2016). Os métodos bola de neve, os negociantes de crédito, os agiotas, os oficiais de justiça e os credores multilaterais e internacionais trabalharam no sentido de manter a convicção de que é imperativo pagar. Mesmo quando se demonstra que a acumulação de dívida não foi usada para beneficiar os objetivos coletivos de uma população, o poder da alta finança permite que sejam exercidas pressões sobre Estados e indivíduos financeiramente dependentes.

Carta de repúdio à remoção do Jardim Medicinal do Bloco H da SQN 216

Quinta, 26 de abril de 2018

Vivemos tempos difíceis onde até mesmo os representantes de condomínios não representam seus moradores. Após dois meses de manifestos coletivos e diversas publicações na imprensa e redes sociais, o administrador do condomínio do bloco H da SQN 216 resolveu derrubar arbitrariamente a horta comunitária construída pelos moradores. Alguns desses moradores aflitos, em seus horários de trabalho, tentaram ontem e hoje, 25/04/2018, salvar e remover algumas das dezenas de espécies aromáticas, medicinais e comestíveis que cultivavam no pequeno canteiro.

Não bastasse a ação antidemocrática, desrespeitosa e antiética, o Sr. Administrador do condomínio, Jader Luciano Santos Almeida, conseguiu driblar sua jornada de 40 horas semanais como servidor público para comandar suas atividades de reforma do paisagismo de um edifício, onde sequer tem competência, sequer é morador ou proprietário. Num condomínio onde a convenção prevê que o síndico seja morador.

Truculência do governo, hoje (26/4), contra estudante da UnB que protestavam contra o caos financeiro da Universidade

Quinta, 26 de abril de 2018


No MEC, Esplanada dos Ministérios, estudantes são vítima da truculência do Governo.





E a política pública para a juventude. Política  vista de dentro de um ônibus, próximo ao Serpro, na Avenida L2 Norte, em Brasília, DF, hoje 26/4/2018, contra jovens da UnB.

O "sangue" do povo indígena no asfalto da Esplanada dos Ministério em Brasília. Trânsito completamente parado

Quinta, 26 de abril de 2018

No chão de Brasília, a representação do "sangue" dos nosso irmãos índios. Sangue que jorra há mais de 500 anos. Sangue  para saciar as fortunas de madeireiros, latifundiários, mineradores, banqueiros. Sangue de guerreiros, sejam eles homens, mulheres, jovens, crianças. O sangue dos bons, derramado pela "civilização" (entre aspas, entre aspas).





Abaixo, imagens do trânsito parado nas proximidades do Museu da República (que República, Meu Deus!), em razão das manifestações indígenas.



'Eu sou pataxó!' Eu sou todos os índios do Brasil! Vibrante marcha indígena na Esplanada dos Ministérios na manhã desta quinta (26/4); veja vídeos

Quinta, 26 de abril de 2018



Marcha de várias etnias índias. Brasília, Esplanada dos Ministérios, em 26/4/2018. A luta pela terra e pela qualidade da assistência à saúde aos índios brasileiros. Os líderes indígenas protocolaram no Ministério da Justiça documento reivindicando a demarcação de suas terras.



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Demarcação JÁ - Música dedicada aos povos Indígenas

Vídeo publicado pelo canal Ibuí Pataxó






Candidato à Eternidade

Quinta, 26 de abril de 2018
Por
Fernando Tolentino*

Quem foi mesmo o fulano que condenou Nelson Mandela? Quem aí sabe o nome de quem deu o tiro fatal em Che Guevara? Alguém sabe o nome do algoz de Tiradentes? Ou do assassino de Antônio Conselheiro?
Os nomes dos carrascos não merecem mais que o lixo. São meros serviçais.
Muitos sequer conseguem identificar os interesses que defendem. Menos ainda é possível entender o que anima as suas vítimas.
Aos 7 anos, talvez tudo o que Lula poderia ambicionar seria o dia seguinte, a estação seguinte, o ano seguinte. Afinal, na região em que vivia, já havia sido uma exceção por completar um ano, quando as estatísticas mostravam que isso só era possível para uma em cada dez crianças. Com 14 anos, não havia como sonhar mais do que com o dia em que se tornaria um torneiro mecânico. Quando ingressou no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, dez anos depois, dificilmente imaginava chegar à presidência da entidade. Liderando as históricas greves a partir de 1978, ainda relutava em participar de partido político, o que veio a ocorrer em 1979, com a fundação do PT.

Texto do distrital Chico Leite sobre o escorchante aumento desejado pela Caesb na conta de água


Quinta, 26 de abril de 208
Do Distrital Chico Leite (Rede) no Facebook:

SOBRE O AUMENTO NA CONTA DE ÁGUA PROPOSTO PELA Caesb

Nossos reservatórios estão se recuperando. A sociedade fez a sua parte, economizou água, respeitou o racionamento e tem adotado novas práticas sustentáveis. Agora, a Caesb pleiteia um aumento de 9,69% na conta de água, mais de três vezes o reajuste do ano passado (3,1%), alegando que houve queda de receita devido à diminuição no consumo. Isso confunde e desmotiva a população. Entendo que a Caesb tem custos elevados, e a atualização periódica das suas tarifas faz parte do processo. O que não podemos aceitar é o poder público mobilizar os cidadãos para que economizassem água, impor o racionamento e, agora, penalizá-los com um reajuste na conta muito acima da inflação. A decisão final sobre o percentual cabe agora à Adasa, mas, na condição de coordenador do grupo técnico da crise hídrica aqui na Câmara Legislava, tenho o dever de me posicionar quanto a isso. Oficiamos à Agência Reguladora manifestando nossa preocupação quanto ao impacto desse reajuste, caso aprovado, tanto no orçamento familiar quanto na motivação a seguir contribuindo com o uso sustentável dos nossos recursos hídricos. A sociedade fez e continua fazendo a sua parte. Está na hora de o poder público fazer a parte dele e não penalizar a população por ter economizado.
Obs.: A foto que ilustra essa nota foi tirada na manhã de hoje na Escola Classe 17, em Taguatinga, durante uma visita que fiz ao corpo de servidores. “Água, se souber usar não vai faltar.” A sociedade precisa seguir acreditando nisso.

Família do Gama procura desesperadamente pelo garoto Pedro Henrique Santos Leite, de apenas 12 anos. Informação checada pelo Gama Livre

Quarta, 26 de abril de 2018
Pedro Henrique desapareceu ontem, quarta (25/4/2018). A veracidade das informações acima foram atestadas por uma amiga do Gama Livre.