Quinta, 13 de setembro de 2012
De janeiro a julho deste ano, aumentou o número de mortes cometidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. Foram 271 assassinatos, 15% a mais do que no mesmo período em 2011. Os dados são do Instituto Sou da Paz e da Ouvidoria da Polícia.
| ||||||
| ||||||
O mês em que a Polícia mais matou foi em maio: 52 mortes, 13% a mais do que na mesma época do ano anterior. O mês de julho ocupa o segundo lugar. De acordo com os dados divulgados no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o mês de julho registrou 42 assassinatos somente na capital, três vezes a mais do que em julho de 2011.
Segundo o Instituto Sou da Paz, os números são “injustificáveis” pois “nenhum crime aumentou 300% neste período”. Desde 2009, as Polícias, Militar e Civil, respondem por uma a cada cinco mortes que são cometidas na cidade de São Paulo.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar confirmou os números à reportagem do jornal Brasil de Fato. Entretanto, ressaltou que em 83% das ocorrências de gravidade os criminosos, rendidos, são detidos ilesos. Informou também que o objetivo da corporação é sempre “restabelecer a normalidade, prendendo os criminosos e preservando todas as vidas”.
Na última terça-feira (11) nove rapazes foram mortos pela Ronda Ostensiva Tobias Aguiar (Rota) em Várzea Paulista, região de Jundiaí (SP). Esse é o maior número de mortos em uma ação da polícia paulista desde junho de 2006.
Após suposta troca de tiros, em que nenhum dos 40 policiais envolvidos na operação ficou ferido, os suspeitos foram assassinados. O comandante-geral da PM, coronel Roberval França, legitimou a ação e disse que as 10 viaturas que chegaram à chácara onde os suspeitos se encontravam foram recebidas a tiros. (pulsar/brasildefato)
| ||||||
