“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Defensoria Pública da União (DPU) recomenda que INSS suspenda programa de revisão de benefícios por invalidez

Sexta, 14 de outubro de 2016
Da DPU
A Defensoria Pública da União (DPU), por meio dos defensores regionais de direitos humanos da instituição, enviou recomendação ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nesta sexta-feira (14) para que a autarquia suspenda o Programa de Revisão dos Benefícios por Incapacidade (PRBI), iniciado em setembro, até que as perícias para concessão de novos benefícios, atualmente com atrasos que vão até 197 dias, sejam realizadas no prazo máximo de 45 dias. As agências regionais do instituto também receberão cópia do documento.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

MPF/DF pede que o INSS explique regras, já do governo Temer, para revisão de aposentadorias por invalidez e auxílio-doença

Terça, 6 de setembro de 2016
Do MPF no Distrito Federal
Ministério Público solicita esclarecimentos sobre portaria publicada pelo instituto

Com o objetivo de evitar que trabalhadores que se aposentaram por invalidez e aqueles que recebem auxílio-doença sejam prejudicados por uma portaria do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), o Ministério Público Federal em Brasília (MPF/DF) enviou, nesta terça-feira, 6 de setembro, um pedido de explicações ao órgão. Publicada em 19 de agosto, a norma determina regras para a revisão e a suspensão dos benefícios por incapacidade concedidos a partir de decisões judiciais definitivas ou não. Segundo a portaria, o cancelamento pode ser feito se, durante a perícia médica, ficar constatado que o beneficiário não está mais incapaz e, consequentemente, pode voltar ao trabalho.

domingo, 31 de julho de 2016

Denúncia: INSS não fornece cálculo para regularização de contribuinte

Domingo, 31 de julho de 2016
do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
Previdência impede pagamento retroativo de contribuições para dificultar novas aposentadorias.

Por José Carlos Sigmaringa Seixas

A Previdência Social proibiu, de forma velada, o pagamento retroativo de contribuições previdenciárias. A opção sempre foi oferecida pelo INSS, mas, repentinamente e sem algum tipo de esclarecimento à população, o serviço classificado como “Acerto de Recolhimento” foi retirado do elenco de opções oferecidas para agendamento eletrônico na página da Previdência Social na internet.

Diante da impossibilidade de realizar o agendamento, fomos a algumas agências do Distrito Federal tentar realizar o serviço. Nas agências do INSS de atendimento ao segurado, nas cidades de Sobradinho e Planaltina, não havia nenhum servidor capacitado para realizar o serviço. Na agência central do Plano Piloto existia apenas um servidor habilitado para efetuar os cálculos e emitir o formulário necessário à realização do pagamento retroativo. Esse servidor, no entanto, alegou não poder receber novos processos por estar com uma “pilha de pedidos para calcular”.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Direitos do cidadão: Justiça flexibiliza requisitos para concessão de benefício a pessoa com deficiência ou idoso em situação de miserabilidade

Quinta, 11 de fevereiro de 2016
Do MPF
Decisão do TRF4, que acolheu pedido do MPF, deve ser cumprida pelo INSS em todo o todo território nacional

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) acolheu recurso do Ministério Público Federal (MPF) e flexibilizou os requisitos para concessão do benefício de prestação continuada a pessoa com deficiência ou idoso que não possua meios de prover a própria subsistência nem de tê-la provida por sua família. Decisões semelhantes já haviam sido tomadas pelo TRF4, mas, desta vez, a eficácia não se restringe apenas a uma localidade específica. Vale para todo o país. Com isso, mais pessoas podem ter direito ao benefício.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

PSOL repudia alterações nos direitos trabalhistas e reafirma disposição de luta em 2015

Terça, 6 de janeiro de 2015
Leia nota do Psol:
 
Fortaleceremos as iniciativas desatadas pelos movimentos sociais para lutar por mais direitos e barrar qualquer ofensiva contra os trabalhadores
Dois dias antes da posse para seu segundo mandato, a presidenta Dilma Roussef anunciou, através do Ministro-Chefe da Casa Civil, alterações nas regras para a concessão de cinco benefícios previdenciários: seguro-desemprego, auxílio defeso, pensão por morte, abono salarial e seguro-doença. As mudanças fazem parte do chamado “ajuste fiscal” que o governo tem feito com o objetivo de enxugar os investimentos públicos e, assim, economizar o suficiente para seguir bancando a farra dos especuladores que lucram com as altas taxas de juros praticadas pelo governo brasileiro. A estimativa do governo é que estas medidas "economizem" até R$ 18 bilhões de reais.
 
Esse ataque aos direitos dos trabalhadores visa dificultar o acesso a esses benefícios. Um pescador artesanal, por exemplo, agora terá que trabalhar três anos sem qualquer amparo antes de requerer o auxílio-defeso, benefício pago pelo governo no período em que a pesca é proibida devido à reprodução dos peixes. A pensão por morte, por sua vez, só será paga ao dependente se quem morrer tiver contribuído por, pelo menos, 24 meses. Assim o governo institui uma espécie de “carência” aos moldes dos planos de saúde privados, impedindo que este benefício seja concedido a milhões de pessoas que dele necessitarão a partir de agora. Quanto ao seguro-desemprego, essencial para garantir uma recolocação no mercado de trabalho, só será concedido caso o trabalhador tenha tido ao menos 18 meses de carteira assinada, triplicando o tempo exigido atualmente. Um absurdo num mercado de trabalho com alto índice de rotatividade!
 
Tudo isso serve a um propósito: ajustar as contas para agradar o mercado e o grande capital. Ao invés de cobrar a conta da crise econômica dos bilionários que seguem lucrando como nunca, o governo opta por dividir a fatura da crise com quem mais precisa: os desempregados, os dependentes que perdem seus companheiros ou companheiras, os pequenos pescadores, os trabalhadores que se afastam do trabalho por doenças que o impeçam de continuar com suas atividades laborais.
 
E tudo feito no apagar das luzes de 2014 com o beneplácito de centrais sindicais vendidas ao governo, sem qualquer autonomia para opor-se a este ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários! Com isso, Dilma demonstra que seu governo, longe do que foi proclamado por ela no segundo turno das eleições, será marcado por mais arrocho e menos direitos para os mais pobres e aqueles que vivem do seu trabalho.
 
O PSOL repudia as medidas anunciadas pelo governo e reafirma seu compromisso com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Teremos um 2015 de muitas lutas, enfrentando desde já todos aqueles que atacarem os direitos do povo brasileiro. Para isso, fortaleceremos as iniciativas desatadas pelos movimentos sociais para lutar por mais direitos e barrar qualquer ofensiva contra os trabalhadores. Se o governo e os patrões terminarão 2014 atacando os direitos trabalhistas e previdenciários, começaremos 2015 de pé, lutando contra este e outros retrocessos que as elites tentarão impor.
 
Venceremos!
 
Executiva Nacional do PSOL
30 de Dezembro de 2014

Fonte: PSOL Nacional

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

"Coração Valente" tomou posse?

Sexta, 2 de janeiro de 2015

Por Aldemario Araujo Castro*
Fonte: http://www.aldemario.adv.br

 

Afirmei, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial de 2014: “Portanto, no essencial, Aécio e Dilma são 'iguais' (representam os mesmos interesses). Meu voto será nulo. Não me sinto minimamente representado pelos dois projetos políticos postos. Insisto que Aécio e Dilma são faces da mesma moeda, embora as imagens e os coloridos sejam aparentemente diversos. Não creio que o voto nulo deve ser evitado a todo custo. Pode ser a alternativa de quem adota um critério 'mais rígido' entre duas opções (substancialmente iguais e ruins)” (1).

No site de campanha da Presidente Dilma Rousseff, meticulosamente apelidada de “coração valente”, podem ser encontradas as seguintes afirmações da candidata (2):

“Brasil, mais uma vez, essa filha é tua, não fugirá da luta”.

“Nós, que lutamos tanto para você melhorar de vida, não vamos permitir que nada, nem ninguém, nem crise, nem pessimismo tire de você o que você conquistou”.

“Férias, Décimo Terceiro, Horas Extras, Fundo de Garantia: todas são conquistas que o povo brasileiro não vai deixar isso ser ameaçado ou combatido. É algo que nós conquistamos ao longo de uma história de luta por várias gerações. Não tem flexibilização, isso é conquista, e conquista se defende”.

“Nem que a vaca tussa nós vamos mexer nos direitos trabalhistas!”

No dia 29 de dezembro de 2014, várias autoridades do primeiro governo Dilma Rousseff, sintomaticamente sem a presença da própria, anunciaram “ajustes” nas despesas relacionadas com o(a): a) abono salarial; b) seguro-desemprego; c) seguro-desemprego do pescador artesanal; d) pensão por morte e e) auxílio-doença. Pretende-se, com as medidas restritivas de direitos trabalhistas e previdenciários, uma “economia” de cerca de 18 (dezoito) bilhões de reais (3). As manchetes nos meios de comunicação e as primeiras avaliações apontam o “alvo” das “maldades valentes”:

“Governo arrocha trabalhador” (Correio Braziliense).

“Essas medidas são um chute no joelho do trabalhador” (Rodolfo Peres Torelly).

“Governo torna mais rigoroso acesso a benefícios previdenciários” (Portal G1)

“Governo torna mais rígidas regras de pagamento de benefícios sociais” (Portal da Folha de São Paulo)

“Mudanças em benefícios deixam milhões ao deus-dará, diz Força Sindical” (Portal UOL)

“Governo torna mais rígido acesso a pensão e seguro-desemprego” (Portal Estadão)

“Governo ataca direitos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas para privilegiar o pagamento de juros da dívida” (Auditoria Cidadã da Dívida)

Notícias nos meios de comunicação apontam que estão sendo preparadas várias medidas voltadas para o aumento da tributação sobre o consumo, com o “conveniente esquecimento” da oneração tributária do capital e da propriedade. “A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que incide sobre o diesel e a gasolina, atualmente zerada, poderá subir, assim como o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos” (4).

Se o propósito das medidas já anunciadas e daquelas ainda gestadas é o fortalecimento do caixa do Poder Público (para garantia de serviços públicos e direitos sociais adequados, espera-se), algumas (entre outras) importantes e valentes alternativas podem ser cogitadas:

a) supressão da isenção de imposto de renda sobre lucros e dividendos distribuídos aos sócios, abrangidas as remessas para o exterior, obra do governo Fernando Henrique Cardoso, mantida pelos governos Lula e Dilma;

b) adoção de patamares adequados para o imposto de renda nas operações financeiras em bolsa de valores;

c) eliminação da isenção do imposto de renda nas aplicações de títulos da dívida pública brasileira, implementadas no governo Lula;

d) extinção da esdrúxula figura dos “juros sobre o capital próprio”, outra obra do governo Fernando Henrique Cardoso, mantida pelos governos Lula e Dilma;

e) fim da tributação exclusiva na fonte sobre os ganhos e rendimentos de capital;

f) implementação da auditoria da dívida pública e anulação de sua parte ilegítima. “Interessante observar que o governo defende o ajuste alegando que ele permitirá uma redução de R$ 18 bilhões nos gastos com seguro-desemprego, pensões e outros benefícios durante todo o ano de 2015. Tal valor corresponde a apenas 5 dias de pagamento da dívida pública no ano que vem [este ano de 2015]” (5);

g) redução drástica do “bolsa empresário” em operação no âmbito do BNDES;

h) instituição do imposto sobre grandes fortunas (em atenção a expressa determinação constitucional nesse sentido).

A formação do ministério do novo governo parece um filme de terror cuidadosamente montado e encenado contra os interesses e os anseios mais legítimos da maioria da população brasileira (os 99%, como insistia Luciana Genro durante a campanha eleitoral em 2014). Temos uma equipe econômica completamente alinhada com as posições dos maiores grupos financeiros nacionais e internacionais, a participação significativa do agronegócio mais refratário a democratização do campo brasileiro, um punhado de políticos clientelistas bastante conhecido no cenário político nacional e um repugnante “toma-lá-da-cá” voltado para assegurar a mais vil e torpe maioria parlamentar (em nome da tal “governabilidade”). Alguém, em sã consciência e com honestidade de propósitos, pode acreditar que esses nomes estão comprometidos com um Brasil mais justo, menos desigual, com menor e decrescente corrupção: Gilberto Kassab, Helder Barbalho, Eliseu Padilha, Kátia Abreu, George Hilton, Antonio Carlos Rodrigues, Luís Inácio Adams, Armando Monteiro, Cid Gomes, Joaquim Levy e Cia.

Respondo a indagação do título deste escrito. “Coração valente” não tomou posse neste dia 1o de janeiro de 2015. A razão é muito simples. “Coração valente” não existe, não corresponde a alguém que atende pelo nome de Dilma Vana Rousseff. “Coração valente” é simplesmente uma imagem de marketing eleitoral utilizada para iludir e enganar. A candidata, eleita e empossada, é, só e somente só, a gestora maior de um sistema socioeconômico, com todos os mecanismos e instrumentos institucionais postos e azeitados, responsável pela construção e manutenção de uma das sociedades mais selvagens e desiguais existentes no planeta. Se há alguma valentia, algum traço residual de valentia, é utilizado seletivamente contra os mais necessitados e em favor dos privilegiados de sempre (6).

NOTAS:

(2) Disponível em: http://www.dilma.com.br.
(3) Medidas Provisórias ns. 664 e 665, ambas de 30 de dezembro de 2014. Disponíveis em: http://www4.planalto.gov.br/legislacao/legislacao-1/medidas-provisorias/2014-posteriores-a-emenda-constitucional-no32.
(6) “Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do país em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária”. Disponível em:

*Aldemario Araujo Castro
Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacional
Professor da Universidade Católica de Brasília
Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (pela OAB/DF)
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Objetivo do governo com pacote é reduzir os benefícios sociais para destinar ainda mais recursos da Seguridade Social para o pagamento da questionável dívida pública


Quarta, 31 de dezembro de 2014
Boletim extraordinário da Auditoria Cidadã da Dívida – 31/12/2014

GOVERNO ATACA DIREITOS DOS TRABALHADORES, APOSENTADOS E PENSIONISTAS PARA PRIVILEGIAR O PAGAMENTO DE JUROS DA DÍVIDA

 


Conforme alertado pela Auditoria Cidadã da Dívida em seu manifesto de 22/12/2014, o governo prepara um pesado pacote de medidas que tira direitos dos trabalhadores e aposentados. Anteontem, o governo anunciou algumas medidas, que serão implementadas imediatamente, por meio de Medidas Provisórias publicadas em edição extraordinária do Diário Oficial de ontem.
Em vez de atacar o maior gasto público caracterizado por injustificáveis e elevadíssimos juros incidentes sobre uma dívida que nunca foi auditada, e sobre a qual recaem diversos indícios de ilegalidades e ilegitimidades, o governo faz justamente o contrário: promove mais uma contra reforma da previdência e trabalhista, que afeta tanto os trabalhadores/aposentados do Regime Geral da Previdência (INSS) como também os servidores públicos, para que sobre mais recursos para o pagamento dos juros da dívida.
Repetindo a mesma estratégia utilizada em outras contra reformas, o governo divulga dados com o objetivo de transmitir à opinião pública que os trabalhadores e aposentados é que seriam os responsáveis pelo “rombo” nas contas públicas, e que por isso deveriam ser feitos cortes nos benefícios como seguro desemprego, pensões por morte, abono salarial e auxílio-doença.
Como sempre, o governo caracteriza tais ajustes como a “eliminação de excessos e distorções”, como se os trabalhadores/aposentados fossem “privilegiados”. Porém, os verdadeiros privilegiados do orçamento público são, na realidade, os rentistas da dívida pública, que devem ficar com R$ 1,356 trilhão, ou 47% do orçamento de 2015, conforme o Projetode Lei Orçamentária para 2015 aprovado recentemente na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.
Interessante observar que o governo defende o ajuste alegando que ele permitirá uma redução de R$ 18 bilhões nos gastos com seguro-desemprego, pensões e outros benefícios durante todo o ano de 2015. Tal valor corresponde a apenas 5 dias de pagamento da dívida pública no ano que vem. (clique aqui para saber mais sobre os dados orçamentários utilizados pela AuditoriaCidadã da Dívida)
Aliás, sempre é bom lembrar que a Seguridade Social (na qual estão incluídos os gastos com abono salarial, pensões, seguro desemprego e auxílio-doença ora atacados) é altamente superavitária, conforme mostra estudo da ANFIP (Associação Nacional dos Auditores-fiscais da Receita Federal do Brasil), págs 35 e 36. Em 2013, o superávit (diferença entre receitas e despesas) foi de R$ 76 bilhões, mas o governo insiste em dizer que tais benefícios seriam a causa do rombo nas contas públicas. Na realidade, o objetivo do governo é reduzir os benefícios sociais para destinar ainda mais recursos da Seguridade Social para o pagamento da questionável dívida pública, que possui diversos indícios de ilegalidades e deveria ser auditada, conforme manda a Constituição de 1988, jamais cumprida.
Conforme a apresentaçãofeita anteontem pela Casa Civil da Presidência da República, deverão ser feitos cortes no Abono Salarial (que beneficia os trabalhadores que ganham até 2 salários mínimos), no Seguro-desemprego (inclusive do pescador artesanal), na Pensão por Morte, e Auxílio Doença.
Um item que chama a atenção é o drástico corte no valor das novas pensões por morte, que serão reduzidas à metade (!) , com um acréscimo de 10% por dependente. Sob a justificativa de “acabar com excessos e distorções”, os novos pensionistas sofrerão uma drástica queda no seu padrão de vida, independentemente da idade.
Para justificar tais medidas, o governo mostra um gráfico com valores nominais dos gastos do INSS com pensões por morte, que subiram de R$ 39 bilhões em 2006 para R$ 86,5 bilhões em 2013, dando a entender que tais gastos teriam mais que dobrado. Porém, quando se compara tais valores como o PIB (conforme o governo costuma fazer com o estoque da dívida pública, por exemplo), verifica-se que tal gasto subiu apenas de 1,65% do PIB em 2006 para 1,79% do PIB em 2013. Ou seja: quando o governo quer dizer que tal variável está alta, ele divulga valores nominais (sem sequer descontar a inflação), e quando o mesmo governo quer divulgar que tal variável está baixa, ele a divide pelo PIB. Puro jogo estatístico.
Para finalizar, o governo anunciou anteontem que irá publicar na internet o nome de todos que recebem tais benefícios sociais, como medida de “transparência”. Porém, quando se trata dos rentistas da dívida pública, que recebem a maior parte do orçamento, a divulgação dos beneficiários é considerada “sigilosa”, e tal“transparência” não existe.
Antes de qualquer corte de direitos de trabalhadores e aposentados, é preciso investigar o verdadeiro privilégio deste país: a questionável dívida pública.
AUDITORIA JÁ!!!

As máscaras no chão

Quarta, 30 de dezembro de 2014
Da Tribuna da Imprensa
Carlos Chagas

As máscaras não caíram porque já estavam no chão faz muito tempo. No caso, máscaras da presidente Dilma, do PT, do Lula e até de parte da mídia. No crepúsculo do ano, o governo dos trabalhadores aproveitou para suprimir mais algumas fatias dos direitos trabalhistas. Claro que na recente campanha presidencial, foram eles que acusaram Aécio Neves e o PSDB de, se eleitos, dilapidarem o que restou da herança social um dia estabelecida por Getúlio Vargas. Pois garantido o segundo mandato, partiram para demonstrar sua desfaçatez e falta de vergonha. Com o adendo de aguardarem o recesso do Congresso para anunciar as maldades, evitando críticas.

Perderiam a eleição se tivessem afirmado durante a campanha que cortariam pela metade o abono salarial a que todo trabalhador faz jus, quando recebe até no máximo dois salários mínimos. A partir da entrada em vigência da nova Medida Provisória, ontem, não basta ao miserável haver no ano anterior trabalhado um mês em determinada empresa. Exige-se, agora, seis meses.

Destroçaram, também, o seguro-desemprego, que ampara quem foi mandado embora sem motivo justo depois de seis meses com carteira assinada. De agora em diante só recebe o seguro-desemprego quem trabalhou no mínimo 18 meses.

O auxílio-doença terá fixado um teto para quem dele precisar valer-se, não mais pela média dos oitenta últimos salários, mas algo bem menor.

As pensões por morte do cônjuge até hoje eram integrais e vitalícias, mas passam a ser cortadas pela metade, acrescendo que para recebê-las a viúva ou o viúvo precisarão provar que o ente falecido contribuiu no mínimo por dois anos para a Previdência Social. Isso se tiverem dois anos de casamento ou união estável. E mais de 35 anos. A nova regra vale para os funcionários públicos.

Mas tem mais, nesse saco de maldades: o pescador artesanal deixará de receber automaticamente um salário mínimo no período em que a pesca é proibida. Perderá o benefício se não provar três anos de profissão anteriores e se não estiver contribuindo para a Previdência Social há um ano.

É bom nem fazer as contas sobre quantos milhares de trabalhadores serão atingidos nesse patamar que a dignidade humana deixou para trás. Legisla-se para pior em torno da mentira do salário mínimo. Como Dilma, Lula, Mercadante e todo o bando jamais souberam o que é viver com o salário mínimo, lavam as mãos e dão de ombros.

O grave em mais essa investida contra os direitos do trabalhador é que a CUT não protestou. Assim como a chamada grande imprensa até aplaudiu. Sem tirar nem pôr, desde o governo Lula que o PT segue a cartilha neoliberal, ou seja, dificuldades econômicas se enfrentam às custas dos mais humildes. Estes que paguem a conta através da supressão de direitos, cortes nos projetos sociais, aumento de juros e desemprego. O perfil do segundo mandato vai-se desenhando e é horrível.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Governo publica MPs com regras sobre pensão, auxílio-doença e seguro-desemprego

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Terça, 30 de dezembro de 2014
Leia também:  
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Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
O governo federal publicou na noite desta terça-feira (30), em edição extraordinária do Diário Oficial da União, as medidas provisórias (MPs) 664 e 665, que alteram as regras da concessão de benefícios previdenciários e trabalhistas, entre eles a concessão do seguro-desemprego.
Anunciadas ontem (29) pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, as medidas alteram regras do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e da Previdência Social, aumentando o rigor para a concessão do abono salarial, do seguro-desemprego, do seguro-defeso dos pescadores artesanais, a pensão por morte e o auxílio-doença. Segundo o governo, as mudanças vão acarretar uma economia de R$ 18 bilhões ao ano a partir de 2015.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Justiça homologa acordo para pagamento de revisão de aposentadoria por invalidez e auxílio-doença

Terça, 11 de setembro de 2012
Do MPF
Pagamentos começam a ser feitos em 2013; valores de até R$ 6 mil e segurados com mais de 60 anos receberão em março

O juiz federal substituto da 2ª Vara Federal Cível de São Paulo, Leonardo Estevam de Assis Zanini, homologou, no último dia 5 de setembro, o acordo firmado entre a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo (PRDC), o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em que ficou estabelecido o cronograma e condições da revisão de todas as aposentadorias por invalidez, auxílio-doença e pensões por morte concedidas a partir de 16 de abril de 2002 que foram calculadas com base em 100% dos salários de contribuição.

O acordo, assinado no último dia 3 na sede da Advocacia-Geral da União (AGU), definiu que entre março de 2013 e abril de 2018 será feita a revisão dos benefícios ativos não corrigidos administrativamente e que não tenham sido atingidos pela decadência (ou seja, que tenham sido concedidos a partir de 16/04/2002 – no prazo de 10 anos antes da citação, que ocorreu em 17/04/2012).

O pagamento dos atrasados inclui as parcelas vencidas não prescritas, os abonos anuais correspondentes e as parcelas vencidas entre a citação judicial feita ao INSS pela Justiça Federal em 17/04/12 e 31/12/12, que é a véspera do início da competência de janeiro de 2013. (clique aqui para ver a tabela).

terça-feira, 3 de abril de 2012

Justiça determina a revisão de benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez

Terça, 3 de abril de 2012
Do MPF
Pensões decorrentes desses benefícios também deverão ser revisadas pelo INSS; medida deve beneficiar 600 mil pessoas

A juíza federal Katia Herminia Martins Lazarano Roncada, da 2ª Vara Federal Previdenciária de São Paulo, concedeu liminar em ação civil pública movida em conjunto pelo Ministério Público Federal em São Paulo e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical, determinando ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revisar os benefícios de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e as pensões deles decorrentes que foram calculados com base em 100% dos salários de contribuição.

A decisão foi concedida hoje e fixa em 90 dias, a partir do momento que o INSS for intimado da liminar, o prazo para que sejam implementadas as medidas necessárias para que a ordem judicial seja cumprida. Caso a decisão não seja cumprida no prazo, foi estipulada multa diária de R$ 10 mil. Cabe recurso.

Segundo alegado pelos autores da ação, proposta no último dia 22 de março, as aposentadorias por invalidez, auxílio doença e pensões por morte concedidas a partir de 29 de novembro de 1999, calculadas com base em 100% dos salários de contribuição, devem ser todas revisadas de ofício pelo INSS, ou seja, sem a necessidade de que o cidadão se dirija a uma agência do INSS.

Desde 19 de novembro de 1999, quando foi publicada a Lei nº 9.876/99, a concessão do auxílio doença, aposentadoria por invalidez e pensões por morte decorrentes desses benefícios deveriam ser calculadas levando em conta apenas 80% dos maiores salários de contribuição, o que garantiria um benefício maior aos segurados, mas o INSS cometeu um erro de cálculo e levou em conta 100% dos salários de contribuição, o que prejudicou cerca de 600 mil segurados.

Este erro já foi reconhecido pelo INSS que, em abril de 2010, editou uma circular onde orientou suas agências a realizar a revisão dos benefícios. O problema é que a autarquia só aceita realizar a revisão se houver pedido formal do beneficiado. “Os sistemas de benefícios foram implementados para permitir a revisão dos benefícios mediante requerimento do interessado ou quando for processada revisão do benefício por qualquer outro motivo”, informou o INSS em ofício endereçado à PRDC.

“A postura assumida pelo INSS traz consequências perversas. A maior parte dos segurados são incapazes física ou mentalmente. Exigir que essas pessoas, em situação de vulnerabilidade, compareçam às agências previdenciárias para solicitarem a revisão mostra-se desarrazoado, desproporcional e atentatório à boa fé”, avalia o procurador regional dos direitos do cidadão Jefferson Aparecido Dias, um dos autores da ação, assinada também pelas representantes legais do Sindicato Nacional dos Aposentados, Andrea Angerami, Tonia Galetti e Flavia Pedro.

Os beneficiados que não conseguem a revisão administrativamente, estão recorrendo à Justiça Federal. Entre 27 de outubro de 2011 e 10 de fevereiro de 2012 foram distribuídos 1.295 processos contra o INSS apenas no Juizado Especial Federal de São Paulo.  “No total já foram ajuizadas 6.650 ações”, informou o procurador.

Na decisão, a juíza afirma que se o INSS já reconheceu o direito à revisão, é dever da autarquia “corrigir a ilegalidade que vinha sendo praticada para todos que sofreram seus efeitos, não podendo restringir essa revisão somente aos segurados que a pleitearem administrativamente ou quando for processada revisão no benefício por qualquer outro motivo (…) mormente se considerarmos que, na maioria dos casos, o segurado tem pouco conhecimento de seus direitos ou tem até dificuldades físicas para buscar sua implementação”.

Leia a íntegra da decisão na ACP nº 0002320-59.2012.4.03.6183, que tramita na 2ª Vara Previdenciária da JF de São Paulo

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Leia ainda: PMF/SP move ação para garantir revisão de aposentadoria por invalidez e auxílio-doença

quinta-feira, 22 de março de 2012

MPF/SP move ação para garantir revisão de aposentadoria por invalidez e auxílio-doença

Quinta, 22 de março de 2012
Do MPF em São Paulo
INSS realizou cálculos incorretamente, mas recusa-se a realizar a revisão de ofício; estima-se que mais de 600 mil pessoas possam ser beneficiadas

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical protocolaram hoje uma ação civil pública, com pedido de liminar, para que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seja obrigado a realizar, de ofício, no prazo máximo de 90 dias, a revisão de todas as aposentadorias por invalidez, auxílio doença e pensões por morte concedidas a partir de 29 de novembro de 1999, calculadas com base em 100% dos salários de contribuição. 

Desde 19 de novembro de 1999, quando foi publicada a Lei nº 9.876/99, a concessão do auxílio doença, aposentadoria por invalidez e pensões por morte decorrentes desses benefícios deveriam ser calculadas levando em conta apenas 80% dos maiores salários de contribuição, o que garantiria um benefício maior aos segurados, mas o INSS cometeu um erro de cálculo que prejudicou cerca de 600 mil segurados.

sábado, 7 de novembro de 2009

Justiça determina que o INSS mantenha auxílio-doença

Sábado, 7 de novembro de 2009
De A Tarde
Uma sentença judicial determinou que o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) mantenha o pagamento do auxílio-doença ao trabalhador até a realização de uma nova perícia, em casos de prorrogação do benefício ou de acidente de trabalho. Válida para todo o Brasil, a decisão da 14ª Vara da Justiça na Bahia foi publicada no dia 27 de outubro, mas apenas nesta sexta-feira, 6, foi divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Desde 2005, os médicos peritos do INSS determinavam previamente a data de suspensão do auxílio-doença, por meio do programa de Cobertura Previdenciária Estimada (Copes). Também conhecido como Data de Cessação do Benefício (DCB), o programa determinava o retorno do trabalhador ao seu posto, mesmo que seus problemas de saúde ainda não tivessem sido sanados. Leia mais no jornal A Tarde