Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Na USP, Luciana Genro diz que pobres são expulsos de regiões com infraestrutura

Quarta, 17 de setembro de 2014
Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil
A candidata à Presidência pelo PSOL, Luciana Genro, voltou a criticar o modelo adotado atualmente para a distribuição de unidades habitacionais por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida. A socialista disse que as empreiteiras escolhem os locais mais distantes para construir as casas, sendo necessária a transferência do controle da política a entidades ligadas a movimentos populares.
Segundo Luciana, há muitos anos ocorre no Brasil uma situação em que os pobres vão sendo expulsos das regiões que passam a receber mais infraestrutura. "Quando chega ônibus, metrô, eles acabam indo para mais longe. Isso precisa mudar", defendeu a candidata, repetindo sua proposta de cumprir o Estatuto das Cidades, que prevê a desapropriação de um imóvel que não cumpre sua função social.

domingo, 27 de julho de 2014

Xinga o movimento sem-teto, mas acha bonito doar cobertor na rua

Domingo, 27 de julho de 2014
Do IHU
"Você acha que apenas doar agasalhos e cobertores resolve o problema de quem está passando frio do lado de fora e que a vida vai mudar com a somatória de pequenas ações de caridade coloridas e cintilantes? Pede mais educação, mais saúde, mais segurança e, ao mesmo tempo, quer menos impostos e menos Estado? Desculpe, você é muito desinformado. Ou, pior: patético". O comentário é de Leonardo Sakamoto, jornalista, em artigo no seu blog, 26-07-2014.
Eis o artigo.
Toda vez que o frio chega com força à capital paulista, lembro a quantidade de imóveis que têm como inquilinos ratos e baratas, visando à especulação imobiliária, enquanto tem gente virando picolé do lado de fora. Ou pessoas que dormem – sob temperaturas de conservar sorvete napolitano – em barracos, cortiços e habitações frias e precárias.
“Tá com dó? Leva para casa!'' é uma frase clássica utilizada por quem tem apenas dois neurônios – o Tico e o Teco. É proferida ad nauseam quando o tema é a dura barra enfrentada pela gente parda, fedida, drogada e prostituída que habita o burgo paulistano – locomotiva da nação, vitrine do país, orgulho bandeirante que não segue, mas é seguida e demais bobagens que floreiam discursos ufanistas caindo de velhos e me dão um enjôo pré-vômito. É só falar da necessidade de políticas específicas para evitar que o direito à propriedade oprima os outros direitos fundamentais, que reacionários vociferando abobrinhas saem babando, querendo morder.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Casa própria de quem, cara pálida

 Quinta, 27 de setembro de 2012
 Por Raquel Rolnik
Na semana passada, alguns veículos de comunicação estamparam em suas manchetes a informação de que 75% dos domicílios brasileiros são próprios. O dado foi retirado da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada recentemente pelo IBGE.

Os dados da PNAD mostram que 75% das pessoas entrevistadas responderam que compraram ou herdaram as casas ou apartamentos onde moram. Essa é a única conclusão que podemos tirar. Isto porque o fato de as pessoas dizerem que compraram ou herdaram as casas onde moram não significa que estes imóveis são “propriedade” destes moradores e que eles tenham legalmente assegurada sua posse.

O universo das moradias “próprias” em nosso país inclui um número X, desconhecido das estatísticas brasileiras, de moradores em favelas, loteamentos irregulares ou clandestinos. Além disso, este universo inclui também um sem número de situações de posse, muitas delas, por décadas e gerações, não formalmente tituladas no nome da pessoa, família ou comunidade que ali vivem. Muitas vezes, no conjunto dessas situações, estas pessoas pagaram para morar nestes locais e por isso respondem que a casa é “própria”.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Audiência com movimento dos sem-teto de Ceilândia será nesta terça-feira (15/5)

Terça, 15 de maio de 2012
Do TJDF

A imprensa não terá acesso ao interior da sala de audiência

A audiência não será aberta à imprensa por falta de espaço físico na sla de audiências, mas a Assessoria de Comunicação Social do TJDFT acompanhará a sessão e repassará as informações e imagens da sessão após o seu término

O juiz da Vara do Meio Ambiente do Distrito Federal vai presidir a audiência de conciliação, nesta terça-feira (15/5), a partir das 15h30, entre os representantes do GDF e do movimento dos sem-teto de Ceilândia - MTST. A área invadida equivale a 35 lotes de terrenos urbanos, localizados na QNR 01.

O Juiz ampliou, até o próximo dia 20 de maio, o prazo para desocupação voluntária da área pública ocupada em Ceilândia. A área foi invadida por integrantes do Movimento dos Sem-Teto de Ceilândia - MTST, no dia 21/4, por volta da meia-noite, data do aniversário de Brasília e se instalaram cerca de 200 pessoas.


A ação de reintegração de posse da área foi ajuizada pela Terracap - Companhia Imobiliária de Brasília, no último dia 26. Na mesma data, o magistrado determinou a expedição de mandado de reintegração. Na decisão pela reintegração, o juiz considerou as provas apresentadas pela Terracap suficientes em relação à posse da área e ao esbulho dos invasores.