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(Millôr Fernandes)

sexta-feira, 27 de março de 2026

Agressão —Secundaristas são agredidos por policiais militares durante ato em Brasília

Sexta, 27 de março de 2026

Agressão
Secundaristas são agredidos por policiais militares durante ato em Brasília

Adolescentes faziam manifestação pacífica em frente a secretaria de educação do DF na tarde desta quinta feira (26)

Brasil de Fato — Brasília (DF)
Postado pelo BdF em 26.mar.2026 - 18:28

PMs agrediram estudantes menores de idade que homenageavam Edson Luis. | Crédito: Divulgação/Beatriz Nobre

Na tarde desta quinta feira (26), estudantes secundaristas foram agredidos por policiais militares da gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB) durante manifestação pacífica, em frente a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), localizada no shopping ID, no Setor Comercial Norte (SCN).

Os estudantes vítimas da agressão estavam em um ato organizado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e pela União dos Estudantes Secundaristas do Distrito Federal (UESDF) que fazia uma homenagem a Edson Luiz, estudante assassinado durante a ditadura militar brasileira, por reivindicar melhores condições em sua escola. O ato pedia o fim das escolas cívico-militares, e a retomada de recursos desviados da educação.

O ato começou com uma marcha da Torre de TV até a Secretaria de Educação, localizada dentro do shopping no SCN, um detalhe que, segundo os estudantes, evidencia as prioridades do governo do Distrito Federal. Ao chegar ao local, a segurança do shopping fechou o espaço, impedindo a entrada e saída de pessoas.

Representantes da UBES e da UESDF foram autorizados a dialogar com o subsecretário, enquanto os demais estudantes permaneciam do lado de fora, mas foram surpreendidos pela repressão policial.

A confusão se intensificou no momento em que os estudantes começaram a se organizar para deixar o local, após a demora no retorno da comissão. Segundo relatos, a orientação era aguardar do lado de fora e seguir juntos, mas a movimentação foi interrompida por uma ação brusca das forças de segurança.

“A gente já estava organizando a saída, tentando encaminhar os meninos, quando começaram a agir com agressividade, sem necessidade nenhuma”, contou Beatriz Nobre, destacando que não havia confronto nem resistência por parte dos manifestantes.

Ela também apontou que a forma como a ação foi conduzida colocou os próprios estudantes em risco. “Eles começaram a fazer um cordão para empurrar todo mundo, mas ao mesmo tempo não deixavam espaço para sair. Tinha corrimão, escada, e os meninos ficaram sem ter para onde ir”, relatou.

Para a estudante, a situação revela despreparo e uso excessivo da força contra jovens que, segundo ela, estavam apenas tentando exercer o direito de manifestação e se reorganizar após a tentativa de diálogo frustrada.

Segundo os secundaristas, a repressão evidenciou um padrão de hostilidade contra manifestações estudantis no Distrito Federal, sob a administração do governo Ibaneis e Celina.

O Brasil de Fato DF, entrou em contato com a Polícia Militar do Distrito Federal e com a Secretaria de Educação do DF, solicitando um posicionamento sobre o ocorrido, mas até o momento não houve retorno.

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Editado por: Clivia Mesquita