Sábado, 28 de março de 2026
A HISTÓRIA DO GENOCIDA ISRAEL E DO ASSASSINO EUA CONTADA POR SEU CRIADOR INGLÊS PARA INVERTER A RESPONSABILIDADE DA AGRESSÃO AO IRÃ
Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.
Era uma vez um bando de malfeitores que vivia nas florestas de uma ilha, assaltando os que passavam. Eles eram muito toscos e acreditavam nas mágicas que um espertalhão fazia para comer de graça o que eles caçavam.
Nada estou inventando, estou simplesmente dando redação menos elaborada do que um deles, David Hume, nascido há 315 anos no norte da ilha, onde também morreu, escreveu dando o título “História da Inglaterra”. Confira:
“Os autores antigos são unânimes em representar os primeiros habitantes da Britânia como uma tribo de gauleses ou celtas oriunda do continente, que ao migrar para essa ilha teria trazido consigo língua, maneiras, governo e superstição, com pequenas variações introduzidas pelo tempo ou pelo contato com nações vizinhas”.
Esta questão do contato vem da crença de Hume que todo conhecimento provém da experiência sensorial, que os intelectuais denominam empirismo clássico.
Prosseguindo com a História de Hume.
“Vestiam-se com peles de animais, viviam em cabanas erguidas nas florestas e pântanos e não hesitavam em abandonar suas habitações se os incitasse a perspectiva de saque”. “Como ignoravam todos refinamentos da vida, suas necessidades eram escassas”.
“A religião respondia por uma das partes mais consideráveis de seu governo e seus sacerdotes tinham grande autoridade”. “Os laços de governo, naturalmente frouxos entre esse povo rude e turbulento, eram corroborados pelos terrores de sua superstição”.
E, assim, assaltando e sendo assaltados passaram-se os séculos. Outros povos invadiram a ilha e trouxeram conhecimentos e sofisticações, mas, principalmente, fizeram estes ilhotas abrirem seus universos para conquistar outros locais, ampliando suas áreas de saque.
O saque, obviamente adaptado às evoluções tecnológicas, sempre foi o modo de vida deste povo. Seus amigos procuram justificar pelos recursos escassos da ilha e do seu clima verdadeiramente desconfortável. Parece que até o Sol procura a neblina para que seus raios não cheguem ao solo inglês.
Vamos tratar de suas crias, que infundem terror, passados muitos séculos, como herdeiros que são da selvageria inglesa.
ISRAEL
Os que tomaram o nome de israelitas tinham algum tipo de coceira que não lhes permitia ficarem quietos num lugar. Estavam sempre fugindo, nem eles mesmos sabem de que, mas se espalharam pelo mundo, onde usavam da malícia para viver. Logo viram que dominando os objetos usados para as trocas de bens, eles garantiriam uma vida menos exaustiva e mais rica.
Mas procuraram fazer desta competência uma exclusividade sua. Denominaram-se então judeus, descendentes de Judá, o quarto filho de Jacó, que só teria importância para eles. Assim os hebreus, que significa “os que atravessaram o rio”, ou seja, não ficam quietos em casa, ficaram conhecidos como as pessoas que guardavam moedas, davam-lhes valor e faziam com que, além de instrumento de troca, fosse igualmente uma aplicação que multiplicava sua quantidade.
Não lhes parece, caros leitores, curioso que as primeiras moedas no mundo surgiram onde hoje é denominado Turquia e os judeus, povos semitas nômades, conhecidos como hebreus, originariamente habitavam a região vizinha, a Mesopotâmia, atualmente a Síria e o Iraque?
Mas a moeda teve que se adaptar às necessidades de proteção e dos deslocamentos, teve reduzido seu tamanho e passou a ser aceitas na forma de papel. Na medida em que aumentava o comércio entre os povos, a moeda teve que ir se ajustando. Atribui-se ao polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), o ponto histórico fundamental na definição da moeda com dois trabalhos: “Dissertatio de optima monetae cudendae ratione” (1526) e, posteriormente refinado no “Monetae cudendae ratio” (1528), resumido por Sir Thomas Gresham na frase: “a moeda má expulsa a moeda boa". Quando duas moedas com o mesmo valor nominal, mas diferentes valores intrínsecos (metálicos), circulam juntas, a moeda de menor valor (má) domina o mercado enquanto a de maior valor (boa) é entesourada ou exportada.
Ah! como estes descendentes de Jacó souberam tirar proveito das moedas. Inicialmente nas cidades italianas – Gênova, Veneza, Florença, Pisa –, no século XV saindo até a China comprando e vendendo, e logo abrindo e se apossando de minas de ouro e de prata e, ao fim, criando o Banco de Amsterdã (1609), na Suécia o Banco de Palmstruch (1661) e voltando ao lar avoengo, em 1694, fundando o Banco da Inglaterra.
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA (EUA)
Os EUA são verdadeira criação inglesa. Para William McKinley, presidente dos EUA entre 4/3/1897 e 14/9/1901, o último presidente a ter lutado na Guerra de Secessão, assassinado no Temple of Music, na Exposição Panamericana em Buffalo, Nova Iorque, o objetivo de governo se concentrava no livre comércio e no império no exterior.
O jornalista Heródoto Barbeiro, prefaciando a edição brasileira de “A História Secreta do Império Americano”, de John Perkins (original de 2007), escreve: “Não importa quem seja o presidente dos Estados Unidos, a sua missão principal é manter o país na condição hegemônica que ostenta hoje”.
Lendo sua história, contada por franceses como Pierre Melandri, estadunidenses como Oliver Stone, Peter Kuznick, Allan Nevins, Henry Steele Commager e Ray Raphael, ou do russo, naturalizado estadunidense, Isaac Asimov, tudo o que se vê são farsas, construídas conforme as necessidades de justificar ou ocultar um episódio que não corresponda à maior democracia do mundo, o exemplo de administração e interesse na relação pacífica com os povos do mundo.
Buscando apresentar o quadro mais fiel dos acontecimentos que levaram à Constituição das Treze Colônias, Charles L. Mee, Jr. escreveu “The Genius os the People” (1987), que, no Brasil, sob a tradução de Octávio A. Velho, tomou por título “A História da Constituição Americana” (1993).
Esta Constituição foi concluída em 17 de setembro de 1787 e entrou em vigor em 4 de março de 1789. Nestes 237 anos recebeu 27 emendas, sendo que as dez primeiras, de 1791, constituem a denominada “Declaração de Direitos” (“Bill of Rights”).
Porém uma das colônias não quis participar, Rhode Island, dos 55 convencionais16 não assinaram; assim a Constituição que vigora para 50 Estados e um Distrito Federal, em janeiro de 2026, para 349 milhões de pessoas, teve a assinatura de 39 constituintes, representando 12 estados, há 237 anos.
Do Prólogo de Charles Mee Jr: “Há duzentos anos, em maio de 1787, algumas dezenas de delegados – todos homens, todos brancos, todos membros de boa reputação da instituição política americana, todos homens de posses – donos de escravos e de plantações, fazendeiros, negociantes, advogados, banqueiros e armadores – reuniram-se na Assembleia Legislativa, em Filadélfia, onde, nos vários meses subsequentes, redigiram a Constituição dos Estados Unidos, que serviu desde então como alicerce do país”.
E prossegue: “Foram imediatamente atacados, e continuam a sê-lo, por serem contrarrevolucionários que tomaram uma revolução democrática radical e transformaram-na em uma sociedade dominada pelos ricos e poderosos; que tomaram treze admiráveis estados soberanos, com bons governos locais, e converteram-nos em uma grande nação governada por um remoto e dominador governo central”. Antes o fosse! A realidade é ainda muito pior.
Os EUA mantiveram-se como estado plutocrático, mas o poder hoje reside por todo mundo, exercido por empresas gestoras de ativos, que buscam as facilidades de fluidez das moedas, que são até virtuais, a ausência de tributos e ações ao abrigo da justiça local. E são estes os agentes da guerra e da paz, o que melhor lhes convier e mais lucro proporcionar para distribuir entre seus acionistas-investidores.
UM CASO: A GUERRA CONTRA O IRÃ
O Irã tem uma especificidade: é um estado religioso. Mas não é o único. O Vaticano, encravado em Roma (Itália), também o é. E são considerados estados teocráticos o Afeganistão, sob o governo do Talibã, a Arábia Saudita, onde a Constituição é o Alcorão e a Sunnah, a Mauritânia e o Sudão, sendo a lei islâmica a base do sistema jurídico, e Israel, devido ao seu sistema de casamentos e a leis de status pessoal serem geridas por tribunais rabínicos.
O Afeganistão já foi invadido pelos EUA que lhes expulsou. A Arábia Saudita é parceira de negócios e aliada na maioria das questões internacionais. Mauritânia e Sudão não tem grande expressão na comunidade internacional, mas a primeira mantém bom relacionamento com os EUA.
O Irã além de se opor aos EUA, ocupa um espaço desejado por Israel para construir o Estado Judeu, proposto em 1896 por Theodor Herzl.
Mas este não é o verdadeiro motivo. Vejamos os países que detêm as maiores reservas de petróleo do mundo e suas relações com os EUA.
As maiores reservas de petróleo estão na Venezuela (303,8 bilhões de barris) recentemente invadida e seu presidente e esposa levados para os EUA. Segue-se a Arábia Saudita (297,5 bilhões de barris) parceira dos EUA. Os dois seguintes Irã (157,8 bilhões de barris) está sob ataque e o Iraque (145 bilhões de barris) foi ocupado pela insustentável acusação de possuir armas químicas de destruição. A seguir vem a Rússia (107,6 bilhões de barris) que sofre inúmeras sanções e dois países que passam por diversas agressões por acolherem tropas estadunidenses em seus territórios: Kuwait (101,5 bilhões de barris) e Emirados Árabes Unidos (97,8 bilhões de barris). Segue outro país ocupado pelos EUA, a Líbia (48,1 bilhões de barris) e um recentemente bombardeado, a Nigéria (38,5 bilhões de barris). O décimo país, o Cazaquistão (30 bilhões de barris) procura, nas alianças com a China e a Rússia, manter equilíbrio com os EUA.
Mais recentemente, voltado principalmente para a América Latina, o presidente Donald Trump decidiu classificar como terroristas, logo suscetíveis de combate pelos EUA, traficantes de drogas e outros bandidos que atuem em mais de um país.
Toda a região do Oriente Médio, Egito, Sudão e Somália era, até a II Grande Guerra, de algum modo, subordinada ao Reino Unido. As empresas inglesas, anglo-holandesas e estadunidenses de petróleo auferiam grandes lucros com a exploração dos países desta área. Os diversos acordos, as lutas pela independência, a ação de organismos internacionais foram dando voz e autonomia aos países que ali surgiram. O Reino Unido quis vingança, era genético.
Assim obteve um inimigo de árabes e palestinos, os judeus receberem parte do território da então Palestina, como local para constituírem seu Estado de Israel. Desde 1949, por guerras de conquista e ocupação de seus vizinhos, Israel adicionou mais de 10% ao que foi autorizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e sua antecessora Liga das Nações.
A Faixa de Gaza, como se vê neste momento, e as Colinas de Golan (1967), por ação unilateral do exército do Estado de Israel, levaram milhões de árabes e palestinos a abandonarem seus lares, onde viveram também seus ancestrais, ficando vagando sem rumo pelas estradas. Vingança britânica.
Unem-se agora dois filhos da Inglaterra, ambos com armas atômicas, para destruir a milenar Pérsia, hoje, Irã.
O maior genocídio do século XXI, ao qual o Brasil, covardemente, se omite. Só falta alegar ser um direito de Israel se defender do Irã, quando se dá exatamente o contrário, e com muito menos recursos pois o Irã não tem armas atômicas. Mas o que é a história da Inglaterra, dos EUA e de Israel senão fábulas que mudam conforme alteram seus interesses?

