Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Pai, perdoai aos que votaram na PEC-55, pois não sabem o que fazem!

Sexta, 16 de dezembro de 2016
Da Tribuna da Imprensa Sindical
JOSÉ CARLOS DE ASSIS


Como a natureza profunda de nossa crise é econômica, conhecer o básico de economia é fundamental para enfrentá-la. Entretanto, a maioria de deputados e senadores nada sabe de economia. E também nada sabe de economia a maior parte de seus assessores. Foi por absoluta ignorância em economia que muitos senadores votaram a favor da PEC-55, a PEC da Morte. Eles foram no canto de sereia de um corrupto de carteirinha, como Henrique Meirelles, no embalo de suas afirmativas de que o Brasil está quebrado e o setor público, inchado, tem que ser reduzido ao Estado mínimo.

É verdade que também Meirelles nada entende de economia. Ele entende de agiotagem e manipulação financeira. Para isso não é preciso saber economia da mesma forma que não é preciso ser arquiteto para assaltar um banco. Contudo, como não podemos ter um Congresso só de economistas, ou de médicos, ou de engenheiros, o jogo político de alianças em torno de interesses, alguns legítimos, é que acaba conduzindo todo mundo. Com base nesse jogo se organiza a situação e a oposição, e aqueles que não são especialistas nas áreas em discussão votam segundo seu líder, não com base em conhecimentos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Juízes recorrem ao Supremo para suspender Emenda do Teto de Gastos

Quinta, 15 de dezembro de 2016

André Richter - Repórter da Agência Brasil

Entidades de classe que representam juízes de todo o país entraram hoje (15) com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a Emenda à Constituição do Teto de Gastos (originária da Proposta de Emenda à Constituição 55/2016), que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, a partir de 2017. A emenda foi promulgada na manhã desta quinta-feira.

Emenda do Teto dos Gastos Públicos (a que só favorece os banqueiros e grandes empresários) é promulgada e entra em vigor

Quinta, 15 de dezembro de 2016

A emenda impõe teto para todos os gastos do governo, menos para os gastos com juros que, hoje, consomem mais de 42 por cento de toda a arrecadação da união. São DIARIAMENTE cerca de 2 BILHÕES, SEISCENTOS MILHÕES E MAIS 30 MIL REAIS. POR DIA! POR DIA!

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Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos foi promulgada em sessão solene do Congresso Nacional na manhã de hoje (15) com a presença dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A proposta foi debatida e aprovada em dois turnos nas duas casas legislativas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Brasil: Teto de 20 anos para o gasto publico violará direitos humanos, alerta relator da ONU

Sexta, 9 de dezembro de 2016
Da Abrasco — Associação Brasileira de Saúde Coletiva

Relator Especial da ONU, Philip Alson, recomendou ao Governo Brasileiro que garanta um debate público apropriado sobre a PEC 55, que estime seu impacto sobre os setores mais pobres da sociedade e que identifique outras alternativas para atingir os objetivos de austeridade

O apelo do Sr. Alston às autoridades brasileiras foi endossado também pelos da Relatora Especial sobre o Direito à Educação, Sra. Koumbou Boly Barry - Reprodução ONU

Conselho de Direitos Humanos da ONU divulgou nesta sexta-feira para imprensa mundial uma nota oficial sobre os impactos da austeridade no Brasil. Confira o texto na íntegra:

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A falácia do déficit da previdência e a necessidade do ajuste fiscal

Quarta, 7 de dezembro de 2016
Da Tribuna da Imprensa Sindical
José Carlos de Assis

A reforma da Previdência e a PEC-55, ou PEC do Teto, são irmãs siamesas. Fazem parte do pacote de empulhação pelo qual o Governo de Temer quer transferir de forma permanente ao sistema financeiro especulativo centenas de bilhões de reais dos recursos do Estado oriundos de tributos. Não há gastos excessivos nem na Previdência, nem no orçamento geral da União. Há, sim, uma queda de receita pública devida a anos de recessão e, nestes dois últimos anos, de depressão. Só há uma forma de inverter isso: ampliar o déficit público.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Organizações de direitos humanos entregam documento à OEA contra a PEC do Teto

Sábado, 3 de novembro de 2016
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
Um grupo de 16 organizações de direitos humanos apresentará à Organização dos Estados Americanos (OEA) um documento com denúncias de ações do governo brasileiro que, segundo as entidades, ferem princípios do setor.

O documento será apresentado na terça-feira (6), em audiência temática da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, na Cidade do Panamá. Entre outras entidades, assinam o documento a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a Ação Educativa, o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, a Artigo 19, o Instituto Alana, a Andi Comunicação e Direitos e o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Nota do MST-DF sobre prisão do companheiro Bruno Maciel

Quarta, 30 de novembro de 2016
O militante Bruno declarou que o capuz só foi retirado quando chegou à sala da Polícia Legislativa do Senado. Ele não  teve o direito de fazer uma ligação e chamar um advogado, logo depois foi transferido para o DPE, do governo distrital.

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Leia a nota: 

O único manifestante que participou do protesto contra a PEC 55, realizado na tarde de terça-feira (29/11), que continua preso é Bruno Leandro de Oliveira Maciel, coordenador regional do MST-DFE. 

Bruno sofre a acusação de "incitação à violência" e de ter se recusado a assinar o TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência). 

O setor de Direitos Humanos do MST teve acesso a Bruno na sede do DPE (Departamento de Polícia Especializada) apenas no final da manhã desta quarta-feira. 

Ele disse que foi detido quando retirava algumas pessoas machucadas do meio da confusão, que começou com o aparato repressivo passou a jogar bombas contra os manifestantes.

Capturado pela Polícia Legislativa do Senado, ele relatou que foi encapuzado, levado para algum lugar que não sabe onde, agredido fisicamente e psicologicamente. Afirmou também que não se recusou a assinar o TCO, até mesmo, porque a polícia não pediu para que assinasse. 

O militante Bruno declarou que o capuz só foi retirado quando chegou à sala da Polícia Legislativa do Senado. Ele não  teve o direito de fazer uma ligação e chamar um advogado, logo depois foi transferido para o DPE, do governo distrital. 

Diante desse quadro de arbitrariedade, uma comissão formada pelo bispo da CNBB Dom Leonardo, representantes de movimentos populares, entidades de direitos humanos, da Comissão Brasileira de Justiça e Paz e parlamentares federais e distritais vai ao DPE visitar o Bruno às 16h. Já a audiência de custódia, que definirá se o militante ficará solto ou preso, está marcada para as 19h30.

Repudiamos a prisão do militante da reforma agrária Bruno, a violência do aparato policial contra a manifestação contra a PEC 55, a operação de guerra montada pela parceria PMDF/Polícia Legislativa/Ministério da Justiça e a escalada repressiva que avança no nosso país contra a luta popular.

COORDENAÇÃO ESTADUAL DO MST-DFE

Sapateando na Santa Ceia - Por Manoel Pretto

Quarta, 30 de novembro de 2016
Do Blog do Arretadinho
Foto WhatsApp
Por Manoel Pretto
O mesmo filme sangrento retorna após 46 anos, lembro-me que por volta da copa do mundo em 70, quando todos estavam voltados para o grande espetáculo da terra o Medici, sabidamente, desenvolveu o maior extermínio de militantes de esquerda, aproveitando o momento de alegria do povo brasileiro e retiraram do cenário quem lhe perturbava, jogando-os ao mar ou dando fim mesmo aqui na terra, com requinte de crueldade(torturas). 

Agora, coincidentemente, através desse momento triste quando todo povo brasileiro está comovido com a mortes desses jogadores nessa tragédia, estão tirando todos nossos direitos conquistados em pleno exercício da "democracia"  com requinte de crueldade também(agressões físicas, bombas de efeito moral, balas de borrachas)  e justamente neste momento que a imprensa e o povo estão voltados para essa triste alegria dos golpistas. 

Tal comoção facilita na introdução dos seus objetivos. 

Assim fez o ditador general  Presidente Emílio Garrastazu Médici. 

Dizem, que Deus é brasileiro, eu tenho minhas dúvidas!
                        
O natal está ai! 

Não duvide não, eles farão horas extras na semana de devoção e de  alegria pela grande celebração do menino Deus,  nasceu!! Eles sapatearão nas nossas mesas da santa ceia, e nós comendo o pão que o diabo amassou! 

E nós falando Deus seja louvado!!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Texto na íntegra de: "LI A PEC n. 241/2016 (n. 55/2016 NO SENADO), SUA EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS E …"

Terça, 22 de novembro de 2016
Lei aqui a íntegra do texto de Adelmario Araujo Castro, Advogado, Procurador da Fazenda Nacional, Professor da Universidade Católica de Brasília - UCB, Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília - UCB.

domingo, 13 de novembro de 2016

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Nota Pública - Manifestação contrária à PEC 55/2016 (PEC 241)

Quinta, 10 de novembro de 2016
Fonte: site da Ajufe
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A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (FRENTAS) composta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM), Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (Amagis-DF), Associação dos Membros do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), em parceria com a Auditoria Cidadã da Dívida, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal no Brasil (ANFIP), a União dos Auditores Federais de Controle Externo (AUDITAR), a Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE), vêm a público manifestar-se contra a PEC 55/2016, atualmente em tramitação no Senado Federal.

1 – A PEC 55 (PEC 241) COMPROMETE OS DIREITOS SOCIAIS previstos no art. 6º da Constituição ao congelar as despesas primárias, tendo como base o ano de 2016, já marcado por graves cortes orçamentários, atualizando apenas pelo IPCA. Isso prejudicará a prestação dos serviços públicos no país;
2 - A PEC 55 (PEC 241) pretende inserir no texto constitucional um teto para as despesas primárias. Dessa forma, será gerada uma sobra de recursos, que se destinarão às despesas financeiras, cujo maior beneficiado é o setor financeiro. A PEC também viola o art. 167, III, pois limita exclusivamente “a despesa primária total”, destinando todo o restante dos recursos para a dívida pública, sem qualquer teto, limite ou restrição;

3 – A PEC 55 (PEC 241) NÃO CONTROLA OS GASTOS MAIS ABUSIVOS DO BRASIL, pois exclui do congelamento os gastos com a chamada dívida pública, que nunca foi auditada, como determina a Constituição (art. 26 ADCT), e sobre a qual recaem graves indícios de ilegalidade, ilegitimidade e até fraudes. Os gastos com a dívida pública já consomem, anualmente, quase metade do orçamento federal e sequer sabe-se quem são os sigilosos beneficiários desses gastos; 

4 - A PEC 55/2016 PRIVILEGIA OS BANQUEIROS, que lucram extraordinariamente no Brasil. Os juros abusivos, a remuneração da sobra de caixa dos bancos, as operações de swap cambial, os prejuízos do Banco Central e todos os demais privilégios que utilizam o Sistema da Dívida serão beneficiados, enquanto que os investimentos sociais ficarão congelados;

5 - A PEC 55 (PEC 241) COMPROMETE OS DIREITOS SOCIAIS previstos no art. 6º da Constituição ao congelar as despesas primárias, tendo como base o ano de 2016, já marcado por graves cortes orçamentários, atualizando apenas pelo IPCA. A PEC também viola o art. 167, III, pois limita exclusivamente “a despesa primária total”, destinando todo o restante dos recursos para a dívida pública, sem qualquer teto, limite ou restrição;

6 - A PEC 55 (PEC 241) AFRONTA OS OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA constantes do art. 3º da Constituição, inviabilizando o direito ao desenvolvimento socioeconômico do país, a erradicação da pobreza, da marginalização e das desigualdades flagrantes que colocam o Brasil na vergonhosa 75ª posição no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), medido pela ONU!;

7 – A PEC 55 (PEC 241) É INCONSTITUCIONAL, pois contraria o art. 2º da Constituição Federal (Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário), já que, ao impor um teto fixado unicamente aos interesses do Poder Executivo, viola a independência dos demais Poderes, que terão suas atividades prejudicadas;

8 – A PEC 55 (PEC 241) É INCONSTITUCIONAL, porque viola as cláusulas pétreas estabelecidas no art. 60, § 4º da CF de 88 (§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I – (...); II – (...); III - a separação dos Poderes; IV - os direitos e garantias individuais. Não pode o Poder Constituinte Derivado suprimir direitos fundamentais consagrados pelo Constituinte Originário, havendo assim limites fixados no próprio texto constitucional;

9 -  A PEC 55 (PEC 241) É INCONSTITUCIONAL, porque pretende retirar do Poder Legislativo sua prerrogativa de legislar acerca do orçamento, o que deve ser realizado por meio de lei, não sendo a Emenda Constitucional a forma escolhida pelo Constituinte originário;

10 - A PEC 55 (PEC 241) É INCONSTITUCIONAL, porque pretende reduzir a capacidade do Poder Legislativo de legislar acerca do orçamento por cinco legislaturas (vinte anos);

11 – As entidades que assinam este documento contestam a forma escolhida pelo Governo para equilibrar as contas públicas, já que pretende amputar direitos, penalizando uma população numerosa e necessitada;

12 - A PEC 55 (PEC 241) é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública;

13 - A PEC 55 (PEC 241) não enfrenta o cerne do problema econômico, instalado no modelo tributário injusto e regressivo, e baseia-se em falso diagnóstico, identificando uma suposta e inexistente gastança do setor público, em particular em relação às despesas com saúde, educação, previdência e assistência social, responsabilizando-as pelo aumento do déficit público, omitindo-se as efetivas razões, que são os gastos com juros da dívida pública (responsáveis por 80% do déficit nominal), as excessivas renúncias fiscais, o baixo nível de combate à sonegação fiscal, a frustração da receita e o elevado grau de corrupção;

14 – Por fim, deve o Estado Brasileiro cumprir o disposto no art. 3º da Constituição Federal de 1988: Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

“Com a PEC 241, é possível prever a maior crise do SUS em 28 anos, desde a Constituição de 1988”

Quinta, 10 de novembro de 2016
Da Abrasco
Associação Brasileira de Saúde Coletiva

Mário Scheffer: “Com a PEC 241, é possível prever a maior crise do SUS em 28 anos, desde a Constituição de 1988”

Em entrevista exclusiva à ABIA, vice-presidente da Abrasco desmonta, ponto a ponto, a armadilha apresentada pelo governo e convoca a resistência: "Juntemos nossas forças, o momento histórico é de provação"
Especialista em planejamento e gestão em saúde e professor da Faculdade de Medicina da USP, Mário Scheffer, faz um grave alerta: “Com a PEC 241, é possível prever a maior crise do SUS nesses 28 anos de existência, desde que foi criado na Constituição de 1988”. Nesta entrevista exclusiva à ABIA, Scheffer faz um balanço sobre a situação da saúde pública no país e avalia os estragos que a população irá enfrentar na saúde (incluindo as pessoas que vivem com HIV e AIDS) caso a Proposta de Emenda à Constituição se torne uma realidade. A PEC 241 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em análise no Senado. Confira a seguir:

domingo, 6 de novembro de 2016

PEC 55/2016 —a do teto de despesas primárias, mas que deixa liberado os gasto com a dívida pública— é inconstitucional, diz a Consultoria Legislativa do Senado

Domingo, 6 de novembro de 2016

Consultoria Legislativa do Senado diz que a PEC 55 é inconstitucional:

AS INCONSTITUCIONALIDADES DO “NOVO REGIME FISCAL” INSTITUÍDO PELA PEC No 55, DE 2016 (PEC Nº 241, DE 2016, NA CÂMARA DOS DEPUTADOS) 

O que se espera da PEC-55 (a PEC 241 da Câmara) segundo Merelles e Requião

Domingo, 6 de novembro de 2016
Da Tribuna da Imprensa Sindical
José Carlos de Assis



O ministro Henrique Meirelles mandou para o Congresso uma peça de ficção de 26 páginas artisticamente encadernadas e com um longo anexo de perguntas e respostas a fim de justificar a PEC-55 (ex-241). O senador Roberto Requião demoliu cada vírgula do papelório, assinalando que qualquer pessoa de bom senso percebe a falácia da proposta já na página 21, sob o título “Como o reequilíbrio das contas ajudará na retomada do crescimento econômico”.

Vejamos, uma a uma, cada efeito que Meirelles anuncia em relação à nova PEC. No total são seis. Trata-se da essência do que o governo espera da aprovação da medida. É claro que se algum deles não funcionar, mas os outros funcionarem, teremos um resultado razoável. A economia, todos sabemos, não é uma ciência exata. Entretanto, que tal se todos os resultados são a mais acabada falácia, produto exclusivo da imaginação de Meirelles? Veja-se uma a uma.

sábado, 5 de novembro de 2016

Li a PEC nº 241/2016 (nº 55/2016 no Senado), sua exposição de motivos e … (partes 1 e 2)

Sábado, 5 de novembro de 2016

Aldemario Araujo Castro — Advogado, Procurador
da Fazenda Nacional, Professor da Universidade Católica de Brasília - UCB, Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília - UCB, Diretor da ANAFE – Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais

Brasília, 5 de novembro de 2016

Em relação à PEC n. 241/2016 (n. 55/2016 no Senado Federal), o Senhor Michel Temer, ocupante do posto de Presidente da República, afirmou em recente entrevista: "Eu vejo que muita gente não leu [a proposta]." (Disponível em:

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/11/05/nao-assumi-poder-para-perseguir-trabalhador-diz-temer-sobre-pec-241.htm.

Eu li: a) a proposta original; b) a exposição de motivos subscrita pelo banqueiro Henrique Meirelles; c) o substitutivo apresentado pelo relator na Câmara dos Deputados e d) cerca de 20 (vinte) textos sobre o assunto (contrários e favoráveis). Pesquisei uma série de dados sobre as contas públicas e algumas das principais variáveis econômicas, notadamente em sites de instituições oficiais (Banco Central, Tesouro Nacional, IBGE, Portal da Transparência, etc). Escrevi 5 (cinco) textos acerca da proposta apresentada pelo Governo Meirelles-Temer.

A conclusão desse esforço indica que a PEC n. 241/206 (n. 55/2016 no Senado Federal) pretende realizar a maior mudança na ordem econômico-financeira brasileira desde a edição da Constituição de 1988. Trata-se de uma medida de arrocho seletivo. Ignora solenemente as possibilidades de aumento das receitas com justiça social e as várias despesas financeiras trilionárias. Atinge exclusivamente as despesas primárias (responsáveis direta e indiretamente pela manutenção e ampliação dos direitos sociais, incluídas a educação, saúde, aposentadorias, assistência social, habitação, transporte, segurança, etc).

Na sequência, de forma cumulativa, serão destacados alguns dos principais aspectos relacionados com o debate em torno da PEC em questão.

I. O LIMITE DE GASTOS PROPOSTO É PARCIAL

A grande imprensa repete à exaustão que se trata de uma medida voltada para limitar o gasto público, evitando gastanças e desperdícios. As abordagens são genéricas. Diante da falta de detalhamento ou especificação, imagina-se a tentativa de implementar um limite total ou global para as despesas públicas.

Ocorre que o limite será parcial. Somente as despesas primárias serão submetidas, em conjunto, a um teto (valor máximo). O limite, nos próximos 20 (vinte) anos, corresponderá ao gasto do exercício anterior corrigido pela inflação verificada no período de um ano (art. 102 a ser inserido no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT).

As despesas primárias, não financeiras, são justamente aquelas responsáveis, direta ou indiretamente, pela manutenção e ampliação dos direitos sociais. Compreende: a) gastos previdenciários (aposentadorias, por exemplo); b) remunerações de servidores públicos ativos e inativos e c) despesas com educação, saúde, assistência social, moradia, segurança, esporte, cultura, pesquisa científica e e tecnológica, política agrícola, reforma agrária, comunicação social, proteção do meio ambiente, entre outros.


Clique na imagem para ampliá-la.

 II. AS DESPESAS FINANCEIRAS NÃO SERÃO LIMITADAS (esta parte II foi incluída nesta postagem às 9h43 de 6 de novembro)

A PEC n. 241/2016 (n. 55/2016 no Senado) estabelece um limite para as despesas primárias (direta e indiretamente relacionadas com os direitos sociais). As despesas financeiras não são limitadas, sequer mencionadas, pela PEC em questão.

Essas despesas financeiras correspondem basicamente ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública existente. Em 2015, alcançaram 387 bilhões de reais segundo dados governamentais (desconsiderada a rolagem) e 962 bilhões de reais segundo levantamento da Auditoria Cidadã da Dívida. Importa destacar que essa importante organização da sociedade civil identificou, com clara violação da “regra de ouro” (art. 167, inciso III, da Constituição), uma redução na contabilização oficial do pagamento de juros (parte deles são registrados como amortização/refinanciamento).

Os mecanismos monetários e cambiais responsáveis pelo vertiginoso aumento da dívida pública e de seu serviço foram “esquecidos” pelas autoridades governamentais e, por via de consequência, pela PEC em tela. Nenhuma palavra, nenhum controle, nenhum limite para: a) a fixação da taxa de juros SELIC; b) o nível e administração das reservas monetárias internacionais; c) o tamanho da base monetária; d) a realização de operações compromissadas (segundo dados do BACEN, representavam R$ 1,11 trilhões da dívida pública em agosto de 2016) e todas as formas de “ajuste de liquidez”; e) o câmbio; f) o fluxo de capitais e g) as operações de swap cambial (calcula-se em quase R$ 170 bilhões os prejuízos nesse campo nos últimos meses).

Como bem registrou Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho do DIAP: “a primeira consequência [da PEC n. 241/2016 transformada em norma constitucional] será a limitação ou o direcionamento do papel do Estado apenas para garantir o direito de propriedade, assegurar o cumprimento de acordos e honrar os compromissos com os credores das dívidas interna e externa” (http://www.diap.org.br/index.php/noticias/artigos/26284-a-pec-241-e-o-papel-do-estado-brasileiro).


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Ocupação do CEM 2 do Gama: tudo tranquilo no front nesta tarde de quinta (3/11)

Quinta, 3 de novembro de 2016
Três postagem desta tarde de quinta (3/11) no grupo de WhatsApp do Forum Comunitário do Gama (FComGama). As coisas agora estão tranquilas para os alunos que ocupam  desde a noite de ontem o Centro de Ensino Médio 2 do Gama (CEM 2).

Comentário de Don Juan Ricthelly:

Acabo de visitar a ocupação do CEM 02 do Gama e saí de lá otimista e esperançoso, fiquei impressionado com a organização do estudantes preocupados com cada detalhe, tomando decisões de forma democrática com a participação de todos os envolvidos. Visitei como cidadão que apoia as reivindicações, como ex aluno que se orgulha de haver se formado naquela escola e como advogado me colocando à disposição. 

Aos que vez ou outra se sentem açoitados pela dureza do momento de retrocessos que vivemos, digo que há esperança, apesar dos pesares, há esperança sim, aqueles jovens estão se insurgindo contra algo que consideram injusto e se insurgir contra injustiças é uma das mais belas características da juventude.

Eles e elas precisam do nosso apoio, ocupemos as escolas também, doando uma aula, tempo, conhecimento, música, poesia e principalmente cidadania.

#OcupaTudo


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Áudio postado por Luís Maurício, assessor da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da CLDF:



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Postagem de Ingrid Soares:

Ocupa CEM 2

Três escolas são desocupadas hoje em Brasília

Quinta, 3 de novembro de 2016
Mariana Tokarnia - da Agência Brasil
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) cumpre, hoje (3) pelo menos três mandados de reintegração de posse de escolas. O Centro Educacional Gisno, na Asa Norte, foi desocupado na manhã de hoje. Os policiais realizam ações semelhantes no Centro Educacional 01 de Planaltina, o Centrão, e no Centro de Ensino Médio Elefante Branco, na Asa Sul. Os estudantes ocuparam uma nova escola, o Centro de Ensino Médio 02, do Gama. [veja aqui]

Com as três desocupações, apenas o CEM 02 do Gama permanecerá ocupado, segundo balanço da Secretaria de Educação do DF. A PM afirma que já tem mandado de reintegração de posse da escola.

PEC 241 passa a tramitar no Senado como PEC 55. Veja vídeo explicativo

Quinta, 3 de novembro de 2016

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Bancada do PT na CLDF pede audiência pública sobre operações policiais contra ocupações de estudantes no DF

Terça, 1 de novembro de 2016

NOTA

A Bancada do PT na Câmara Legislativa do Distrito Federal deu entrada, em sessão plenária realizada nesta terça-feira (01º/11), com requerimento de realização de  audiência pública para discutir as operações policiais empreendidas contra estudantes que, democraticamente, ocupam estabelecimentos públicos de ensino do Distrito Federal para reivindicar garantia de educação pública de qualidade, bem como em resistência a medidas governamentais danosas ao Plano Nacional de Educação.

Com fundamento nos artigos 85, 239, 240 e 241 do Regimento da CLDF, os integrantes da Bancada do PT requerem que a audiência seja realizada no próximo dia 07 de novembro de 2016, convocando a participação das seguintes autoridades: 

- Secretária de Estado de Segurança Pública e da Paz Social do DF;

- Comandante-Geral da Polícia Militar do DF;

- Representação dos Estudantes Secundaristas;

- Representante da UNE; e

- Presidente da CUT/DF.

Estudantes secundaristas e universitários da rede pública de ensino do DF estão lutando pela manutenção de verbas para a educação pública e contra a famigerada PEC 241/16 (agora, no Senado Federal, PEC 55), que, se aprovada, reduzirá recursos para as áreas sociais, como saúde e educação, num período de 20 anos.

É uma luta legítima, travada nos limites democráticos de direito, que, no entanto, tem provocado ataques de toda ordem contra os estudantes, especialmente da PM/DF, quer pela repressão agressiva de suas operações, quer pela sua leniência com um grupo denominado MBL, que se vale de métodos violentos e fascistas contra os estudantes.

A qualquer momento pode ocorrer um desfecho trágico, cumprindo às autoridades públicas evitar com medidas de persuasão, não de repressão.

O Estado de Direito Democrático não coaduna com a truculência e a intolerância, exigindo de todos agentes públicos capacidade ao diálogo e ao entendimento, respeitando-se as divergências de opinião e de luta.

BANCADA DO PT

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