Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Ministro do STJ decide que OAB não é parte legítima para propor ação contra políticos acusados no "mensalão do DEM"

Segunda, 2 de fevereiro de 2015
Do STJ
O ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que extinguiu a ação civil pública por improbidade administrativa proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e pela seccional da entidade no Distrito Federal contra políticos supostamente envolvidos em desvio de recursos públicos relacionado ao chamado “mensalão do DEM”.
O TRF1, aplicando entendimento do próprio STJ, concluiu que a OAB não tem legitimidade para a propositura da demanda por não envolver prerrogativas dos advogados nem disposições do Estatuto da Advocacia.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mensalão do DF: Juiz determina arquivamento de ação de Exceção de Suspeição contra promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado; Ação foi movida por Arruda, Paulo Octávio, Aylton Gomes (distrital), Luiz França e os ex-distritais Berinaldo Pontes, Pedro do Ovo e Rogério Ulysses

Terça, 29 de julho de 2014
Do TJDFT
O juiz da 7ª Vara Criminal de Brasília determinou o arquivamento do pedido de Exceção de Suspeição oposto pelos réus do processo oriundo da Operação Caixa de Pandora contra os promotores do NCOC, atual GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Os réus que propuseram a exceção foram: José Roberto Arruda, Paulo Octávio Pereira da Silva, Marcelo Toledo Watson, Luiz Paulo Costa Sampaio, Luiz Cláudio Freire de Souza França, Aylton Gomes Martins, Berinaldo Pontes, Pedro Marco Dias (Pedro do Ovo) e Rogério Ulysses Teles de Melo. 

Em maio passado, o magistrado já havia negado o pedido liminar, bem como rejeitado o pedido de suspeição. Confira aqui a matéria.
Inconformados, os excipientes embargaram a decisão, alegando que houve omissão por parte do juiz, que não teria, segundo eles, oficiado à Procuradoria de Justiça para obter os nomes dos promotores. Afirmaram ainda que não poderiam, de início, apresentar a individualização determinada na decisão de emenda à inicial, porque careciam de informações precisas a esse respeito.
Para o magistrado, no entanto, os argumentos não procedem. “Não está o Juiz obrigado a julgar a questão posta a seu exame nos termos pleiteados pelas partes, mas sim com o seu convencimento racional, utilizando-se dos fatos, provas, jurisprudência, aspectos pertinentes ao tema e da legislação que entender aplicável ao caso. Vê-se, ademais, que os embargantes valem-se dos embargos de declaração como meio para repisar seus argumentos e tentar obter o rejulgamento de sua pretensão. Ocorre que a estreita via aberta por este recurso não se presta a essa finalidade”, concluiu.
Cabe recurso da decisão de arquivamento.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Durval Barbosa confirma participação de mais um deputado distrital no Mensalão do Dem

Quarta, 12 de setembro de 2012
Do TJDF
Os depoimentos de Durval Barbosa nos processos oriundos da operação da Polícia Federal - Caixa de Pandora revelam pouco a pouco os bastidores das campanhas eleitorais no Distrito Federal. Foi o que aconteceu na audiência de Instrução de Julgamento da ação de improbidade contra Benedito Domingos, realizada pela 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, nos dias 11 e 12/9. Na ocasião, o juiz interrogou Benedito Domingos, mais um réu no suposto esquema de corrupção denominado “Mensalão do DEM”; Durval Barbosa, delator do esquema; e as testemunhas Flávio Couri e Rubens Tavares. 

Resumo dos depoimentos:
Benedito Domingos – negou qualquer tipo de envolvimento no esquema 

O primeiro a depor foi o ex-deputado distrital Benedito Domingos que afirmou desconhecer o teor das conversas gravadas pela polícia durante a operação Caixa de Pandora, com a autorização do STJ, nas quais seu nome é citado. Disse desconhecer os motivos que levaram Durval Barbosa a delatá-lo e ter tido conhecimento do esquema por meio da mídia. Negou ter recebido dinheiro das mãos de Durval, de Domingos Lamoglia ou de qualquer outra pessoa pertencente ao governo Arruda. Afirmou que não mantinha relações com Durval, tendo o encontrado apenas em 3 ocasiões. 

O réu fez um histórico de sua vida política: foi deputado distrital de 5/1/2007 a 15/12/2008, pelo Partido Progressista - PP. Antes disso, tentou eleger-se ao cargo de governador do DF, em 2002, ocasião em que rompeu com Joaquim Roriz. Do período de 2002 a janeiro de 2007 não exerceu nenhum cargo público, permanecendo apenas no cargo de presidente do PPS, o qual ocupa até hoje. 

Em relação às eleições de 2006, afirmou ter sido procurado por diversas pessoas que buscavam o apoio político do PP. No entanto, apenas 5 dias antes do fim do prazo para formalização das coligações, 30/6, decidiu apoiar o candidato Arruda, o qual as pesquisas apontavam como vencedor. Formalizou a coligação PP – PSC para disputa do pleito proporcional no ano de 2006 e o apoio à coligação do PFL para disputa do pleito majoritário. O PP passou então à base aliada do governo de Arruda. 

No início de 2007, foi convidado a exercer o cargo de Administrador de Taguatinga e ficou afastado do mandato parlamentar até 2008. Em relação ao PDOT, afirmou não ter participado de sua aprovação, pois na época da votação pela Câmara Legislativa estava na Administração de Taguatinga. Seu suplente, Berinaldo Pontes, votou pelo PP. 

Acusou o delator Durval Barbosa de ter dado dinheiro a vários pastores para apoiar a campanha do irmão dele, Milton Barbosa, para a eleição de deputado distrital de 2006. Afirmou que documento comprobatório dessa acusação foi protocolado à presidência da CLDF durante a CPI que apurou as denúncias da Caixa de Pandora. No entanto, segundo ele, o tal documento não foi apreciado pela comissão e está nos arquivos da Casa Legislativa. Por não ter apoiado a campanha de Milton Barbosa acredita que esse teria sido o motivo pelo qual Durval o delatou. 

Durval Barbosa – revelações bombásticas

O depoimento de Durval Barbosa, por sua vez, foi bombástico. De pronto, afirmou que mantinha relação de amizade com Benedito Domingos, a quem disse conhecer há pelo menos 40 anos, bem como com seus filhos Sérgio, César e Silas Domingos. Como testemunha do MP, reafirmou todas as acusações feitas até então. Afirmou que Benedito Domingos recebia recursos mensais para apoiar Arruda no governo, porém não soube precisar o quantum, já que o deputado, segundo ele, recebia de mais de uma fonte. 

Durval revelou os bastidores da campanha de José Roberto Arruda ao governo do DF, em 2006. Segundo ele, como então Presidente da Codeplan, já em 2003, começou a arrecadar junto às empresas de informática dinheiro para sedimentar a pré-campanha de Arruda.  Esses recursos serviam para comprar o apoio de vários políticos à campanha. Que no período de 2003 a 2006, Benedito Domingos não recebeu recurso em espécie, contudo, em 2005, foi procurado por ele para que atuasse junto à Codeplan para beneficiar as empresas dos filhos dele. Na ocasião, teria afirmado a Durval: “Favorecendo meus filhos você está me favorecendo”. 

Quanto ao apoio à candidatura de Arruda, Durval falou que Benedito foi escorregadio, “como de costume”, pois pretendia obter a melhor proposta. De início, Durval ofereceu R$ 3 milhões pelo apoio, valor que teria sido aceito. Porém, numa reunião no escritório de Renato Malcoti, no 2º andar do shopping Liberty Mall e que servia de bunker para o esquema corrupto, Márcio Machado (outro captador) afirmou que Benedito Domingos estava “jogando duro”. Pedia agora R$ 4 milhões, pois precisava destinar R$ 600 mil ao pastor Ronaldo Fonseca, presidente de outro partido nanico que também “fecharia” com Arruda.  

O pagamento do acordo político, selado em R$ 4 milhões, teria sido feito em três parcelas. A primeira foi entregue a Sérgio Domingos, no gabinete de Durval na Secretaria de Assuntos Sindicais, no SIA.  Cerca de U$1 milhão, cuja cotação não soube precisar, acondicionados dentro de uma maleta. Depois de receber o dinheiro, Sérgio deu carona a Durval num automóvel azul “confortável, no qual se encontrava Benedito.

Além dessa quantia, Benedito ainda teria apresentado a conta de R$ 2 milhões para patrocínio da própria campanha a distrital e para “fomento” da campanha de outros candidatos do PP. 

Após o episódio, Arruda pediu a Durval que “envidasse todos os esforços” para a candidatura de Berinaldo Pontes, também do PP, pois este era “mais barato” que Benedito, cuja estrutura era “muito cara”. 

Em relação à “ajuda mensal” ao então deputado distrital em troca de apoio ao governo, Durval afirmou que não era ele quem fazia o pagamento, por isso não saberia precisar o valor. Soube, porém, que Benedito recebia de mais de uma fonte, entre elas o conselheiro do TCDF Domingos Lamoglia, também arrecadador/pagador do esquema. Durval confirmou que Benedito recebeu R$ 420 mil para apoiar o PDOT, já que, apesar de afastado da CLDF, era o presidente do PP. 

A falta de controle dos pagamentos, que passaram a ser feitos por várias pessoas, passou a ser uma preocupação para Arruda, pois aumentava muito a despesa e saía do controle. Por conta disso, Arruda ligou para José Geraldo e pediu que ele unificasse tudo. 

Durval ainda listou o nome de outros arrecadadores/pagadores, além dele: Omésio Pontes; José Eustáquio (ex-presidente da Novacap); Márcio Machado (ex-secretário de Obras); Wellington Morais (ex-secretário de Comunicação); Renato Malcoti; Marcelo Calário; Paulo Roxo; Domingos Lamoglia; Fábio Simão; e o próprio Arruda. 

Depoimento da testemunha Fávio Couri 

Foi Secretário Geral do Diretório Regional do PFL no período compreendido entre o ano de 2000 a 2011. Afirmou que 15 dias antes do prazo final para composição das coligações são feitas reuniões; que o fechamento da composição para o pleito majoritário de 2006 foi procedido na reunião realizada na residência do Benedito Domingos. Que estavam presentes José Roberto Arruda, Paulo Otávio, o depoente, o pastor Ronaldo Fonseca, Rubens Tavares (então Presidente do PSC), e outras personalidades do PP que não conhecia. Que até onde presenciou, Benedito Domingos havia afirmado que oitenta por cento da executiva do partido apoiava uma chapa com os nomes de José Roberto Arruda e Paulo Otávio para a disputa do pleito para Governador do DF; que após constatar que houve composição entre os presentes em torno da formação dessa chapa, o depoente se retirou para o seu escritório onde foi confeccionar a ata respectiva. Afirmou não lembrar se Durval estava presente à reunião. Quanto ao “mensalão”, falou que à época tomou conhecimento dos fatos pela mídia e que não tem elementos para informar definitivamente se ocorreram desvios de conduta por parte de políticos no âmbito do Distrito Federal.  

Depoimento da testemunha Rubens Tavares 

Foi presidente do PSC no DF por mais de dois anos, de 2004 a 2006. Que nas eleições de 2006 figurava como Presidente Regional do PSC; que tomou conhecimento da Operação Caixa de Pandora por meio da imprensa; que ficou surpreso com os fatos que teriam desencadeado a Operação Caixa de Pandora; que nos dias de hoje a lei não funciona mais como deveria; que o depoente é do tempo em que a lei “valia o que estava escrito”. Em relação à coligação PSC/PP disse que ficou convencionado que os candidatos teriam direito a impressão dos “santinhos”, a gravação do programa eleitoral, no rádio e na TV e, eventualmente, a utilização de carro de som. Que esses recursos seriam financiados pelo Comitê do então candidato José Roberto Arruda. Que não sabe ao certo a origem dos recursos, mas pode dizer que cada candidato, seja de que nível fosse, recebera um talão para doações; que também cada candidato da coligação teria que abrir uma conta no BRB para depósito das doações; que não se recorda o nome da pessoa que geria administrativamente o Comitê Eleitoral do então candidato Arruda; que não sabe dizer se o Sr. Márcio Machado chegou a custear as despesas dos candidatos da coligação PSC/PP; que não se recorda se o Sr. Márcio Machado era o Tesoureiro do Comitê, afirmando que se tivesse sido ele o Tesoureiro certamente teria procedido aos pagamentos das despesas dos candidatos pertencentes à referida coligação nos últimos15 a 20 dias da campanha eleitoral; que o PSC não elegeu candidatos naquele pleito eleitoral (2006); que alguns dos candidatos do PSC conseguiram posteriormente empregos na Administração do Distrito Federal; que durante o governo Arruda o depoente chegou a ocupar o cargo de Conselheiro do BRB por aproximadamente dois anos; que no ano de 2010, “após a queda do Arruda”, o depoente chegou a ocupar o cargo de Administrador Regional de Taguatinga por 9 meses; que a indicação foi feita pelo Wilson Lima, tendo havido continuidade no Governo do Rogério Rosso. Que nunca participou de reuniões na Churrascaria Portal Gril com Arruda, mas já participou de reunião na mesma churrascaria com Tadeu Filipeli. 

Processo: 137176-3/2010

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pandora: relator atende MPF, arquiva denúncia por quadrilha contra o ex-governador Roriz e desmembra processo

Sexta, 10 de agosto de 2012
"A eventual prática de formação de quadrilha contra o ex-governador não será apurada. Conforme requerimento do MPF, a denúncia foi arquivada nessa parte, em vista da prescrição do crime. 

A pena máxima do crime de quadrilha é de três anos de prisão, prescrevendo, antes da condenação, em oito anos. No entanto, como o denunciado já possui mais de 70 anos de idade, esse prazo é contado pela metade. Não ocorreu nenhuma causa de interrupção da contagem do prazo. Como a conduta teria ocorrido até 2006, o suposto crime está prescrito." 
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Do STJ
Pandora: relator atende MPF, arquiva denúncia por quadrilha contra ex-governador e desmembra processo O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Arnaldo Esteves Lima atendeu requerimento do Ministério Público Federal (MPF) e determinou o arquivamento de denúncia por formação de quadrilha contra o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz. O relator da Ação Penal 707 também determinou o desmembramento do processo quanto aos crimes ainda em apuração. No total, são investigados 38 réus.

Com a decisão, permanecem em julgamento no STJ apenas os crimes já apurados no Inquérito 650 (Operação Caixa de Pandora), além de investigações em que figurem como suspeitos desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). As investigações contra suspeitos sem prerrogativa de foro, envolvendo supostos crimes nas áreas de obras, publicidade, esportes, BrasiliaTur e educação, serão distribuídas para juízes de primeira instância.

“Afinal, considerando o excessivo número de acusados (38) e de acusações já constantes da denúncia, aliado ao fato de que esses supostos crimes ainda dependem de apuração em inquérito judicial, resta imperativo o desmembramento, cingindo-se a presente ação penal aos supostos crimes já apurados nos autos do Inquérito 650/DF, sob pena de eternizar a apuração de fatos, comprometendo a instrução criminal”, afirmou o relator.

Arquivamento
A eventual prática de formação de quadrilha contra o ex-governador não será apurada. Conforme requerimento do MPF, a denúncia foi arquivada nessa parte, em vista da prescrição do crime.

A pena máxima do crime de quadrilha é de três anos de prisão, prescrevendo, antes da condenação, em oito anos. No entanto, como o denunciado já possui mais de 70 anos de idade, esse prazo é contado pela metade. Não ocorreu nenhuma causa de interrupção da contagem do prazo. Como a conduta teria ocorrido até 2006, o suposto crime está prescrito.

Transparência O relator ressalvou ainda a tramitação do processo com “plena publicidade, que é a regra constante na Constituição da República, podendo ser consultado em meio digital (para não atrapalhar o seu processamento), salvo os documentos ou provas protegidos por sigilo constitucional ou legal”.

Após serem notificados, os denunciados têm quinze dias para recorrer da decisão. 

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Dem: só falta Paulo Octávio

Quarta, 23 de dezembro de 2009
Com o pedido de desfiliação feito pelo distrital Leonardo Prudente nesta noite, resta agora ao Dem exigir a desfiliação do vice-governador Paulo Octávio. Arruda há alguns dias já havia se desligado da legenda.
Já o PMDB se finge de morto. Até agora não tomou qualquer providência efetiva para apurar a postura de seus parlamentares distritais: Eurides Brito e Benício Tavares, filmados por Durval, o cinegrafista do mensalão, e também Rôney Nemer que é citado no processo que corre no STJ como possível participante do esquema da propina. Já o PSC também está caladinho, sem apurar a possível participação de seu distrital Júnior Brunelli. Aliás, só o Dem e o PSB agiram com certa rapidez, e assim mesmo ainda tem gente do Dem que está fora de qualquer investigação do partido.
Para o PP e o PR, partidos que também tiveram seus parlamentares citados na Operação Caixa de Pandora, parece que não há crise. Benedito Domingos e Berinaldo Pontes, os dois do PP, além de Aylton Gomes e Pedro do Ovo (os dois do PR) continuam num mar de tranqüilidade dentro de seus partidos. Desconfia-se que esse mar de tranqüilidade não existe junto ao eleitorado.
Vale a pena ver de novo alguns vídeos da distribuição dos "panetones"