Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 30 de julho de 2017

Oito anos depois, delator do DEM vive recluso

Domingo, 30 de julho de 2017
Oito anos depois, delator do DEM vive recluso
Vídeos gravados por Durval Barbosa levaram então governador do DF, José Roberto Arruda, para a cadeia
Por Dimitrius Dantas/O Globo Foto: Reprodução/Divulgação/Marcelo Ferreira/CB
e Blog do Sombra
Oito anos antes de Joesley Batista gravar o presidente da República e, com o apoio da Polícia Federal, filmar um dos principais assessores de Michel Temer, Durval Barbosa fez a mesma coisa com então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, deputados distritais e agentes públicos. Ao flagrar Arruda, em vídeo, Barbosa explodiu o escândalo do mensalão do DEM e forneceu o caminho para a Operação Caixa de Pandora, que prendeu o então governador do DF — foi a primeira prisão de um governador no exercício do mandato.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Arruda e Roriz são condenados por improbidade administrativa pela Justiça do DF; perdem os direitos políticos por dez anos, terão que devolver juntos R$ 250 mil aos cofres públicos e pagar multa no valor de R$ 2 milhões

Segunda, 22 de fevereiro de 2016
Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil
Os ex-governares do Distrito Federal José Roberto Arruda e Joaquim Roriz, além de mais quatro pessoas, entre elas o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do DF Domingos Lamoglia, foram condenados hoje (22), em primeira instância pela 2ª Vara de Fazenda Pública do DF, por improbidade administrativa. Eles eram réus no processo oriundo da Operação Caixa de Pandora, que também ficou conhecido como mensalão do DEM.

Com a condenação, que ainda cabe recurso, os envolvidos perdem os direitos políticos por dez anos, terão que devolver juntos R$ 250 mil aos cofres públicos e pagar multa no valor de R$ 2 milhões. Eles também ficam proibidos de ocupar cargos públicos ou firmar contratos com a administração pública por uma década. Eles terão ainda que devolver os bens adquiridos de forma ilegal.

Além de Arruda, Roriz e Lamoglia, também foram condenados hoje o delator do esquema, Durval Barbosa, o ex-assessor de imprensa do governo do DF Omésio Pontes e o ex-policial civil Marcelo Toledo.
As condenações foram expedidas pelo juiz Álvaro Ciarlini. O processo está em curso desde 2011, quando Durval Barbosa entregou à Justiça três vídeos que comprovariam a existência de um esquema de corrupção no governo do DF. De acordo com informações do processo, no primeiro vídeo, o delator entrega a Arruda um pacote com R$ 50 mil, segundo ele, provenientes de propina paga por empresas de informática.

No segundo vídeo, aparecem Omésio Pontes e Domingos Lamoglia, principais assessores de Roriz a época, recebendo de Durval vários pacotes de dinheiro para projetos de jornais alternativos, gráfica e o Jornal da Comunidade, com a finalidade de financiar a campanha de Arruda para o pleito de 2006. No terceiro vídeo, aparecem Omésio Pontes e Marcelo Toledo entregando a Durval a quantia de R$ 110 mil, arrecadados da empresa Logan, no ano de 2009. O montante serviria para pagar escritórios de campanha mantidos por Arruda em Samambaia, cidade do Distrito Federal, e na 502 Sul, região central da capital federal.

Defesa
O advogado do ex-governador José Roberto Arruda, Ticiano Figueiredo, disse que vai recorrer da sentença e criticou a atuação do juiz Álvaro Ciarlini. “Vamos recorrer. A defesa ficou perplexa com a decisão porque levou em consideração os vídeos e depoimentos do senhor Durval Barbosa. No entanto, por mais de uma vez, a defesa do Arruda e dos outros réus comprovaram inequivocamente as contradições nos depoimentos do Durval e a idoneidade dos vídeos”, disse Figueiredo à Agência Brasil.

Para Figueiredo, o juiz do caso age de forma “parcial” e “apaixonada” e, por isso, pretende questionar a parcialidade de Ciarlini.

A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos demais condenados.
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Chantagem: o uso das crianças para amordarçar o delator Durval

Segunda, 30 de julho de 2012
Da Revista Eletrônica QuidNovi
Blog do Mino

O delator Durnal Barbosa foi depor no último dia 11 de julho na Comissão Permanente de Disciplina da Polícía Civil do Distrito Federal. Sua ex-mulher Fabiani Christine Silva armou uma arapuca acusando-o  de praticar pedofilia com seus próprios filhos. O inquérito deve ter mais de 3000 páginas e ali constam os financiadores da farsa.

Seis funcionários do ex-casal prestaram depoimento dizendo terem sido procurados por Fabiani para incrimirarem Durval. A todos foi oferecido dinheiro e vantagens. Segundo Durval, quem está por tras da armação são seus algozes: o ex-governador José Roberto Arruda e o empresário José Celso Gontijo.

Até agora, Fabiani estava achando que derrubaria o ex-marido. Mas em breve a Justiça dará o veredicto. Ao que parece o juiz já está entendendo todo o jogo político, disfarçado de crime sexual, para trazer de volta  à cena o ex-governador Arruda derrubado pelas denúncias de Durval no esquema da Caixa de Pandora.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Surpresinha de Pandora

Quinta, 22 de março de 2012
Tem cada surpresa nesta política de Brasília! Reportagem postada ontem (21/3) no site do Correio Braziliense informa que o ex-distrital Júnior Brunelli, aquele do vídeo da “oração da propina”, em depoimento à Justiça nesta quarta-feira afirmou que a grana que ele recebeu do delator do Cerrado “foi surpresa de Durval”. Tem mais, ele disse que o termo “oração da propina” ataca a sua fé.

O que é isso? Fé de mais.

A grana...

E...a oração.



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Veja: Advogada liga Toffoli e Gilberto Carvalho a máfia do DF

Sábado, 11 de fevereiro de 2012
Do site da revista Veja, em 11/2/2012

Em oito horas de gravações em áudio e vídeo, Christiane Araújo de Oliveira revela que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República e que o governo federal usou de sua proximidade com a quadrilha de Durval Barbosa para conseguir material contra adversários políticos

Christiane Araújo de Oliveira (Fernando Cavalcante)
Nascida em Maceió, em uma família humilde, Christiane Araújo de Oliveira mudou-se para Brasília há pouco mais de dez anos com o objetivo de se formar em Direito. Em 2007, aceitou o convite para trabalhar no governo do Distrito Federal de um certo Durval Barbosa, delegado aposentado e corrupto contumaz que ficaria famoso, pouco depois, ao dar publicidade às cenas degradantes de recebimento de propina que levaram à cadeia o governador José Roberto Arruda e arrasaram com seu círculo de apoiadores. Sob as ordens de Durval, Christiane se transformou num instrumento de traficâncias políticas. No ano passado, depois de VEJA mostrar a relação promíscua entre o petismo e o delegado, Christiane foi orientada a sumir da capital federal. Relatos detalhados de suas aventuras com poderosos, no entanto, já estavam em poder do Ministério Público e da Polícia Federal. Na edição que chega às bancas neste sábado, VEJA revela o teor de dois depoimentos feitos pela jovem advogada no final de 2010.
Durval Barbosa
Durval Barbosa

Em oito horas de gravações em áudio e vídeo, Christiane revelou que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República. Ela participava de festas de embalo, viajava em aviões oficiais, aproveitava-se dos amigos e amantes influentes para obter favores em benefício da quadrilha chefiada por Durval, que desviou mais de 1 bilhão de reais dos cofres públicos. Ela também contou como o governo federal usou de sua proximidade com essa máfia para conseguir material que incriminaria adversários políticos.
Christiane em imagem de vídeo do depoimento colhido pela PF
Christiane em imagem de vídeo do depoimento colhido pela PF

A advogada relatou que manteve um relacionamento com o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli, quando ele ocupava cargo de advogado-geral da União no governo Lula. Os encontros, segundo ela, ocorriam em um apartamento onde Durval armazenava caixas de dinheiro usado para comprar políticos – e onde ele eventualmente registrava imagens dessas (e de outras) transações.

Christiane afirma que em um dos encontros entregou a Toffoli gravações do acervo de Durval Barbosa. A amostra, que Durval queria fazer chegar ao governo do PT, era uma forma de demonstrar sua capacidade de deflagrar um escândalo capaz de varrer a oposição em Brasília nas eleições de 2010. Ela também teria voado a bordo de um jato oficial do governo, por cortesia do atual ministro do STF, que na época era chefe da Advocacia Geral da União (AGU).

Por escrito, Dias Toffoli negou todas as acusações. “Nunca recebi da Dra. Christiane Araújo fitas gravadas relativas ao escândalo ocorrido no governo do Distrito Federal.” O ministro disse ainda que nunca frequentou o apartamento citado por ela ou solicitou avião oficial para servi-la. Como chefe da AGU, só a teria recebido uma única vez em seu gabinete, em audiência formal.
Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da Presidência
Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da Presidência
Nas gravações, Christiane relatou ainda que tem uma amizade íntima com Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República. No governo passado, quando Carvalho ocupava o cargo de chefe de gabinete de Lula, ela pediu a interferência do ministro para nomear o procurador Leonardo Bandarra como chefe do Ministério Público do Distrito Federal. O pedido foi atendido. Bandarra, descobriu-se depois, era também um ativo membro da máfia brasiliense – e hoje responde a cinco ações na Justiça, depois de ter sido exonerado.

Gilberto Carvalho também teria tentado obter do grupo de Durval material para alvejar os adversários políticos do PT. Ele nega todas as acusações, e disse a VEJA: “Eu não estava nesse circuito do submundo. Estou impressionado com a criatividade dessa moça.”
Dilma Rousseff na bancada de evangélicos com Christiane Araújo de Oliveira
Dilma Rousseff na bancada de evangélicos com Christiane Araújo de Oliveira

Há uma terceira ligação de Christiane com o petismo. Ela trabalhou no comitê central da campanha de Dilma Rousseff. Foi encarregada da relação com as igrejas evangélicas – porque é, ela mesma, evangélica e filha de Elói Freire de Oliveira, fundador da igreja Tabernáculo do Deus Vivo e figura que circula com desenvoltura entre os políticos de Brasília, sendo chamado de “profeta”. Com Dilma eleita, a advogada foi nomeada para integrar a equipe de transição. Mas foi exonerada quando veio à tona que ela teve participação na Máfia das Sanguessugas.

Segundo o procurador que tomou um dos depoimentos de Christiane, o material que ele coletou foi enviado à Polícia Federal para ser anexado aos autos da Operação Caixa de Pandora. Um segundo depoimento foi tomado pela própria PF. Mas nenhuma das revelações da advogada faz parte oficial dos autos da investigação. A reportagem de VEJA, que reproduz imagens das gravações em vídeo, conclui com uma indagação: “Por que será?”

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Justiça aceita denúncia contra Guerner e Bandarra, acusados de envolvimento em esquema de corrupção no DF

Quinta, 21 de julho de 2011
Da Agência Brasil

Débora Zampier - Repórter
A corte especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) aceitou hoje (21) denúncia para abrir ação penal contra o delator do mensalão do Distrito Federal (DF), Durval Barbosa, os membros do Ministério Público local Leonardo Bandarra e Deborah Guerner e outras três pessoas supostamente envolvidas em um esquema de extorsão contra o ex-governador José Roberto Arruda. De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, o grupo pediu R$ 2 milhões para não divulgar um vídeo em que Arruda aparece recebendo dinheiro de Durval Barbosa.

As outras pessoas que respondem à denúncia são o marido de Deborah, Jorge Guerner, o ex-presidente do grupo Paulo Otávio, Marcelo Cavalho, e a servidora pública Cláudia Marques. O casal Guerner chegou a aparecer no julgamento pela manhã, mas deixou o tribunal após Deborah se sentir mal. O único que acompanhou o julgamento até o final foi Bandarra.

“O que está demonstrado com a denúncia traz no mínimo a certeza de que explicações são necessárias. Há elementos nos autos que embasam a denúncia”, disse a relatora Mônica Sifuentes. Os desembargadores concordaram que há indícios contra os envolvidos e que apenas uma investigação mais detalhada pode esclarecer se houve crime ou não.

Fatos apurados até agora indicam que Deborah e Jorge Guerner participaram diretamente da chantagem a Arruda com o vídeo cedido por Durval Barbosa. Bandarra é acusado de planejar a extorsão com o casal Guerner. A servidora Cláudia Marques é acusada de ser a intermediária entre Barbosa e o casal Guerner. Já Marcelo Carvalho, segundo a denúncia, participou da reunião em que Guerner tentou extorquir Arruda. Os fatos ocorreram em meados de 2009.

O único magistrado que não acompanhou integralmente o voto da relatora foi o desembargador Jirair Meguerian. Para ele, não ficou comprovado o envolvimento direto Bandarra e Marcelo Carvalho na extorsão a Arruda.

Ficou marcado para o dia 18 de agosto o julgamento da ação na qual Deborah e Jorge Guerner, Leonardo Bandarra e Cláudia Marques são acusados de cobrar propina para passar informações sobre a Operação Megabyte, da Polícia Federal, para Durval Barbosa.

De acordo com a denúncia, isso permitiu que o ex-secretário de Relações Institucionais do DF destruísse documentos comprometedores antes da ação ocorrer. Na ação, o quarteto responde por concussão (exigir vantagem em razão da função), formação de quadrilha e violação do sigilo funcional.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Durval Barbosa vai depor no Conselho de Ética na próxima quarta-feira sobre Jaqueline Roriz

Quarta, 27 de abril de 2011

Da Agência Brasil
Iolando Lourenço - Repórter

O operador e delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, vai comparecer ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados na quarta-feira (4), a partir das 14h30, para prestar esclarecimentos sobre o processo que tramita naquele colegiado contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). A confirmação do comparecimento de Durval foi feita há pouco pelo presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA).

Araújo, juntamente com o relator do processo contra Jaqueline Roriz, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), mantiveram contatos com os advogados de Durval e conseguiram convencê-los da importância do comparecimento de Durval para o depoimento no conselho. Como o convite para o depoimento havia sido aprovado pelo colegiado na semana passada, o deputado José Carlos Araújo o encaminhou a Durval que o assinou e já o devolveu ao conselho confirmando sua presença.

Segundo o deputado Carlos Sampaio, Durval se ofereceu inicialmente para prestar o depoimento na sede da Polícia Federal, mas depois de várias conversas com seus advogados, Durval aceitou depor no próprio conselho. Sampaio informou, também, que para o depoimento foram firmados acordos que prevêem que as perguntas ao depoente só poderão ser feitas sobre o processo contra Jaqueline Roriz, o depoente poderá se recusar a responder as perguntas que quiser e também que será montado um forte esquema de segurança para sua proteção.

A segurança a Durval será feita, segundo o presidente do conselho, por agentes da Polícia Federal e pela Polícia Legislativa da Câmara. A reunião será aberta aos parlamentares e à imprensa. Também foi acertado que Durval não irá responder a perguntas dos jornalistas. Sampaio informou que as perguntas dos deputados do conselho a Durval serão dirigidas ao presidente do colegiado que analisará se elas são ou não pertinentes ao processo em discussão para depois repassá-las ao depoente.

Carlos Sampaio disse que por recomendação do Ministério Público o depoente não falará nada sobre outros casos envolvendo o chamado mensalão do DEM, que correm em segredo de justiça. Ele também informou que os advogados da deputada Jaqueline Roriz poderão assistir ao depoimento, assim como a própria deputada.

A deputada Jaqueline Roriz responde a processo de cassação no Conselho de Ética por suposta quebra de decoro parlamentar. O processo foi aberto após a divulgação de fitas de vídeo onde ela aparece ao lado do seu marido, Manuel Neto, recebendo dinheiro de Durval em 2006, quando ela era candidata à deputada distrital.
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terça-feira, 19 de abril de 2011

Conselho de Ética convoca Durval Barbosa para falar sobre repasse de dinheiro a Jaqueline Roriz

Terça, 19 de abrila de 2011
Da Agência Brasil
Iolando Lourenço - Repórter
Brasília - O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara aprovou hoje (19) um requerimento que convida o operador e delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, para prestar esclarecimentos sobre o repasse de dinheiro para a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), durante a campanha eleitoral de 2006.

O requerimento foi apresentado pelo relator do processo contra Jaqueline Roriz, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). “O depoimento dele é importante para esclarecer os fatos aqui no conselho. A informação do Durval é que Jaqueline sabia da origem ilícita do dinheiro”, disse Sampaio.

O presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), disse que ainda hoje vai procurar Durval Barbosa para que ele compareça ao conselho na quarta-feira da próxima semana.

O inquérito sobre o depoimento de Durval Barbosa no caso da deputada Jaqueline Roriz chegou hoje ao colegiado. Ele narra que além dos R$ 50 mil mostrados em vídeo, teriam sido feitos outros repasses de R$ 30 mil a R$ 50 mil a deputada e entregues ao marido dela, Manoel Neto.

Segundo o depoimento do delator, os pagamentos a Jaqueline Roriz foram  “determinados pelo então candidato José Roberto Arruda, tendo em conta o compromisso de Jaqueline não pedir votos a favor da coligação da candidata Maria de Lourdes Abadia, companheira de partido”.

Durval Barbosa cita também no seu depoimento que além do dinheiro, o acordo foi a garantia de que ela teria direito a indicar um administrador de cidade satélite. O que foi cumprindo com a indicação do administrador de Samambaia.
O Conselho de Ética analisa processo de cassação do mandato da deputada Jaqueline Roriz que foi acusada pelo P-SOL de quebra de decoro parlamentar.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tremedeira geral

Sexta, 8 de abril de 2011
Durval Barbosa, o participante e delator da corrupção na capital federal, terá de volta a proteção da Polícia Federal.  Não mais será protegido pela Polícia Civil do DF. É o que determinou o STJ —Superior Tribunal de Justiça— diante do pleito do governo de Brasília, que tem 16 homens por conta da proteção do homem-bomba.
 

Ainda quanto a Durval, continua o movimento tentando pressionar a Justiça para que lhe seja tirada o benefício da delação premiada. O argumento é que ele não estaria cumprindo o compromisso de entregar todo mundo de uma só vez, mas a conta-gotas.
 

Durval diz que já falou tudo. E talvez já tenha realmente entregue todos os corruptos (os que ele tem provas ou conhecimento de que são corruptos, claro, pois indicar todos os ladrões de dinheiro público em Brasília é tarefa para uma geração e batalhão de delatores). Rumores há de que o movimento contra a delação premiada tem uma oculta razão de ser.
 

Sem delação premiada Durval possivelmente não entregaria muito gente, e, especialmente, não confirmaria perante tribunais muitas de suas denúncias. Seria a glória para muitos corruptos.
 

Muita gente ligada à mídia e à propaganda já estaria era preparando possível defesa futura contra depoimentos de Durval. Já notaram que tirando um ou outro pequeno empresário ou veículo de mídia, ninguém mais desse setor apareceu nas denúncias vazadas? E algumas das áreas mais vulneráveis à corrupção são exatamente as áreas da propaganda e da mídia, uma vinculada à outra. Lembram-se do Marcos Valério e do Mensalão do governo Lula?

Se Durval cala...o problema está resolvido.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Justiça manda PF proteger Durval Barbosa

Quinta, 7 de abril de 2011
Da Época
As confissões de Barbosa resultaram em seqüestro judicial de avião, helicóptero, lancha e imóveis no valor de R$ 100 milhões
ANDREI MEIRELES

O Superior Tribunal de Justiça acaba de determinar a Polícia Federal que volte a se responsabilizar pela segurança do delegado Durval Barbosa, delator do mensalão de Brasília. Durval entregou aos investigadores uma coletânea de vídeos com cenas de políticos recebendo dinheiro de propina, entre eles o ex-governador de Brasília José Roberto Arruda. Em cerca de uma centena de depoimentos, Durval Barbosa detalhou como funcionava o esquema de corrupção no governo de Brasília, na Câmara Legislativa e no Ministério Público do Distrito Federal.

Há 20 dias, a Secretaria de Segurança do DF informou ao ministério público que não mais cuidaria da segurança de Durval Barbosa. Desde o ano passado, 16 agentes da polícia civil cuidavam da segurança de Durval por decisão do ex-governador Rogério Rosso. A polícia de Brasília assumiu a tarefa depois que Durval se recusou a sair de Brasília para morar incógnito em outra cidade. Ele não quis ficar longe dos dois filhos, depois da tumultuada separação com sua ex-mulher, Fabiani Silva. A volta da PF foi pedida pela subprocuradora-geral da República Raquel Dodge, que comanda o inquérito sobre o escândalo Caixa de Pandora.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Durval consegue redução de penas. Ele continua com a delação premiada

Quinta, 31 de março de 2011
Por estar colaborando com apuração da corrupção do Mensalão do Arruda, delatando outros criminosos, Durval Barbosa obteve redução de penas em dois processos nos quais foi condenado. O benefício foi concedido hoje (31/3) pelo Tribunal de Justiça do DF (TJDF), que reavaliou as condenações ocorridas em primeira instância.

O delator do Mensalão do Distrito Federal havia requerido o perdão judicial, tendo em vista sua colaboração com as investigações. O TJDF não concedeu o perdão, mas diminuiu suas penas.

Uma das penas passou de dois anos e meio de prisão para apenas um ano e meio. Ele, Durval, se safou da prisão, pois o juiz da primeira instância vai determinar penas alternativas. Nesse processo ele havia sido condenado a pagar multa de mais de R$400 mil, que hoje foi reduzida para menos da metade. Serão R$200 mil, que devem sofrer correção.

A condenação nesse processo foi em razão de contrato realizado sem licitação pública com a Evidência Pesquisa de Opinião e Mercado LTDA. Esta empresa, na época do contrato, era de propriedade de Sandra Louise Dantas, ex-tesoureira do PT-DF e mulher do ex-deputado distrital Chico Floresta, que chegou a ser vice-presidente da Câmara Legislativa do DF.

Num segundo processo reavaliado hoje pelo TJDF, houve o reconhecimento de que a pena prescreveu. O Ministério Público se quiser recuperar cerca de R$10 milhões terá que entrar com outra ação contra Durval Barbosa.

Leia ainda "Delação Premiada e proteção policial, por que querem tirá-las de Durval?"

Delação Premiada e proteção policial, por que querem tirá-las de Durval?

Quinta, 31 de março de 2011
De uma hora para a outra tem gente achando que Durval Barbosa deve ficar na linha de tiro daqueles que foram por ele acusados, perder a proteção policial que hoje recebe por ser delator —e parte— de um dos esquemas mais imundos da política de Brasília, o Mensalão do Arruda.

Bastou que vazassem algumas denúncias contra pessoas que não estavam anteriormente —pelo menos no noticiário —no centro da Operação Caixa de Pandora e começaram a surgir insistentes comentários de que Durval deveria ser excluído da delação premiada. Algumas das denúncias já haviam ocorrido em termos de declarações de Durval a jornais, em especial à Folha de São Paulo. Figuras de proa da política nacional, pertencentes a partidos da base parlamentar do governo federal —e não só da base— foram acusadas. Mas nada se sabia de depoimentos oficiais acusando esses figurões. Uma declaração à imprensa tem um peso. Um depoimento ao Ministério Público ou à Justiça, outro. E um peso muito mais significativo.

Não sei, mas temos que levantar a hipótese, plausível sim, da existência de uma estratégia de alguns daqueles que sabemos que já foram denunciados e também de outros tantos que estão apavorados quando pensam que podem ter sido dedurados por Durval, uma vez que muitos depoimentos do ex-secretário de Arruda ainda não são do conhecimento da mídia.

Integrantes desses dois grupos (os já publicamente acusados e os ainda sem a certeza da deduragem) defendem que Durval precisa perder o direito a delação premiada. Sem premiação, sem a redução das penas que devem vir e das que já vieram, Durval poderia se calar. Ou até mesmo negar o que já declarou, essa seria a esperança de muitos.

Além do mais, sem a proteção policial poderia ocorrer o pior. O assassinato de Durval Barbosa. Coisa que, segundo se fala por aí, chegou a ser tramada para acontecer numa fazenda. E aqui não estou falando apenas em coisa pior para o indivíduo Durval, mas principalmente para a elucidação dos crimes e a condenação daqueles que integraram essa teia de corrupção que foi tecida e sevada no Distrito Federal.

sábado, 26 de março de 2011

IstoÉ: O vírus da corrupção

Sábado, 26 de março de 2011
"Distribuidora exclusiva da Microsoft no Brasil, a TBA pode estar muito mais envolvida com a máfia do Mensalão do DEM do que Bill Gates poderia imaginar"

"O diálogo entre Cristina Boner [proprietária da TBA] e Durval Barbosa mostra a montagem de um contrato de R$ 9,8 milhões sem licitação em troca de R$ 1 milhão para o esquema do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. A conversa da empresária com o ex-secretário indica que o contrato poderia sofrer aditivos e chegar a mais de R$ 15 milhões."

terça-feira, 22 de março de 2011

Justiça bloqueia bens de Jaqueline Roriz, Arruda e Durval Neto

Terça, 22 de março de 2011
Do TJDF
Juiz determina bloqueio de bens de filha de ex-governador e outros
O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF determinou o imediato bloqueio dos bens de Jaqueline Maria Roriz, Manoel Batista de Oliveira Neto, Durval Barbosa Rodrigues e José Roberto Arruda. Serão bloqueados os bens e direitos dos demandados até o valor de R$ 300 mil reais, conforme solicitado pelo MPDFT na Ação Cautelar conexa com a Ação de Improbidade Administrativa ajuizada contra os acusados. Banco Central e Receita Federal serão intimados da decisão para as medidas cabíveis.

O autor da ação alega que Jaqueline Roriz e seu marido, Manoel Batista de Oliveira Neto, receberam dinheiro de Durval Barbosa em troca de apoio político ao então candidato ao governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Apesar de participar da coligação contrária à candidatura de Arruda, Jaqueline, além de apoiar o "oponente", não poderia pedir votos a favor da sua coligação. Segundo o MPDFT, a lógica do sistema de corrupção consistia no pagamento dessas vantagens ilícitas oriundas do desvio de dinheiro "por meio de contratações públicas viciadas, através das quais os empresários do esquema criminoso repassavam parte do dinheiro público recebido a integrantes da organização criminosa que, por sua vez, enriqueciam-se ilicitamente e retroalimentavam o esquema criminoso".

Em depoimento prestado ao órgão ministerial, Durval Barbosa descreveu como se davam as negociações: "(...) que, em setembro de 2006, em seu Gabinete localizado nas dependências da Secretaria de Estado de Assuntos Sindicais, o depoente recebeu as pessoas de Jaqueline Roriz e seu marido Manoel Neto, para que fossem repassados valores recolhidos a título de propina junto aos prestadores de serviços de informática ao complexo administrativo do Distrito Federal; que, naquela oportunidade, repassou cerca de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) em espécie ao casal; que nessa oportunidade o casal solicitou ao depoente o fornecimento de 3 a 5 rádios NEXTEL, para serem utilizados na camapanha eleitoral; que é possível conferir no vídeo gravado que o depoente determina a um funcionário de nome Francinei que prepare os rádios NEXTEL; que esses rádios eram alugados pelo Governo junto à empresa LINKNET; que as contas decorrentes da utilização dos rádios também eram pagas pelo Governo; que em outras oportunidades, em data que não se recorda, Manoel Neto, representando Jaqueline Roriz, compareceu ao gabinete do depoente, oportunidade em que recebeu entre R$ 30 mil reais e R$ 50 mil reais das mãos do depoente, valores que também haviam sido recolhidos junto aos prestadores de serviços de informática ao Governo; que nessa oportunidade, Manoel Neto ainda recebeu os rádios NEXTEL que havia sido solicitado em data anterior, quando foi gravado o vídeo; que esses valores e os equipamentos repassados a Jaqueline Roriz foram uma retribuição determinada pelo então candidato José Roberto Arruda, tendo em conta o compromisso de que Jaqueline Roriz não pediria votos em favor da coligação da candidata Maria de Lourdes Abadia; que Jaqueline Roriz era do mesmo partido da candidata Maria de Lourdes Abadia; que essa tratativa foi ajustada entre Arruda e Manoel Neto, marido de Jaqueline Roriz; que, além disso, Jaqueline ainda foi contemplada com a possibilidade de indicação de um Administrador Regional ao tempo do Governo Arruda; que isso acabou sendo concretizado com a nomeação de José Luiz Vieira Naves para a Administração Regional de Samambaia, cidade satélite de influência da família Roriz".

Ao decidir pelo bloqueio dos bens dos acusados, o juiz afirma: "Os elementos de prova e os indícios colacionados aos autos são suficientemente claros no sentido de que os réus teriam participado de esquema criminoso, com o pagamento e recebimento de vultosas quantias em dinheiro, advindas de conhecida prática de corrupção perpetrada em nossa capital".

De acordo com o magistrado, é fundado o receio do MPDFT de que os réus venham a dispor de seu patrimônio, notadamente adquirido de forma ilícita. O juiz esclareceu na decisão, que no caso em questão, apesar de Jaqueline Roriz, como deputada federal, fazer jus a foro privilegiado, não há restrição para o julgamento da presente Ação Cautelar, conexa com Ação de Improbidade, pois como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal "inexiste foro por prerrogativa de função nas ações de improbidade administrativa" (cf. STF - Ag. Reg. no Agravo de Instrumento 554.398 - Goiás - Rel. Min. Ricardo Lewandowski).

A decisão é de 1ª Instância e cabe recurso.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O óbvio

Quinta, 17 de marçoPor Ivan de Carvalho
Durval Barbosa declara em entrevista publicada hoje (17/3) no jornal “O Estado de São Paulo” que o dinheiro entregue à Jaqueline Roriz era dinheiro sujo. Obviedades são as palavras do delator e produtor de DVDs sobre corrupção no DF.

Qual o dinheiro, qual o centavo, que alimenta mensalões, seja o mensalão candango, mineiro ou o descoberto no governo Lula, que não é sujo, que não é dinheiro criminoso? Todos. decorrem do crime. Esse dinheiro é fruto de crimes e serve para que outros crimes ocorram, como a compra de parlamentares e servidores públicos. Ou alguém ainda acredita nessa história da carochinha que tenta qualificar dinheiro criminoso como apenas grana “não contabilizada”?

Se você quiser ler a matéria do Estadão, clique aqui.

domingo, 13 de março de 2011

ISTOÉ: Bandidagem por todos os lados

Domingo, 13 de março de 2011

Da revista ISTOÉ
Documentos mostram que Durval Barbosa, o denunciante do Mensalão do DEM e da corrupção dos Roriz, montou um megaesquema de lavagem do dinheiro desviado do governo de Brasília

Hugo Marques
Por trás da divulgação de um vídeo exibindo imagens da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) recebendo um pacote com R$ 50 mil em dinheiro vivo das mãos de Durval Barbosa está uma batalha que envolve corrupção, chantagem, desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e nenhum mocinho. Às vésperas do Carnaval, 48 horas antes de as cenas mostrando a deputada e filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz serem veiculadas nos noticiários da tevê, ISTOÉ teve acesso a um dossiê com dezenas de procurações registradas em cartório. Segundo integrantes do Ministério Público Federal, esses documentos podem comprovar o enriquecimento ilícito de Durval, bem como o crime de lavagem de dinheiro praticado por seus familiares e outras pessoas que os procuradores suspeitam ser apenas laranjas do esquema montado por ele.

Garoto rápido no gatilho

Domingo, 13 de março de 2011
Manoel, marido da deputada Jaqueline Roriz, “agasalhou” numa velocidaaaade os 50 mil recebidos de Durval Barbosa. E veja que ele ainda é Neto. Imagine quando se tornar “avô”.

sábado, 12 de março de 2011

Veja: “De caso com a máfia”

Sábado, 12 de março de 2011
Deu na Veja
Novos vídeos comprometem o governador Agnelo Queiroz, o ex-governador Roriz e uma advogada que fazia lobby no Planalto
Rodrigo Rangel e Gustavo Ribeiro

 SURPRESAS
O delegado Durval Barbosa, que fez acordo de delação premiada, diz que muita coisa ainda está por vir: “Entreguei às autoridades muito mais do que apareceu até agora”

Os juristas discordam sobre os benefícios da delação premiada como método de combate ao crime organizado. Em Brasília, porém, restam poucas dúvidas sobre sua eficácia. Durante quase duas décadas, a cidade esteve sob controle de uma máfia que desviou mais de 4 bilhões de reais dos cofres públicos. Desde que o ex-delegado Durval Barbosa resolveu contar às autoridades o que sabia e, principalmente, entregar algumas das relíquias que guardava, a organização criminosa começou a ruir — e figurões da política foram sendo fulminados um a um. Um governador foi preso e cassado e parlamentares perderam o mandato. Na semana passada, a deputada federal Jaqueline Roriz, filha do ex-governador Joaquim Roriz, apareceu em uma gravação de vídeo recebendo dinheiro ilegal, o que a transforma na primeira candidata a perder o mandato na atual legislatura. Vem mais por aí. Em entrevista a VEJA, na última quinta-feira, Durval Barbosa disse: “Entreguei às autoridades muito mais do que apareceu até agora. A sociedade tomará conhecimento de tudo em breve”.

O delator do escândalo que ficou conhecido como “mensalão do DEM” ameaça tragar outras figuras importantes do cenário político nacional. Ele disse a amigos ter um vídeo capaz de causar sérios embaraços ao recém-empossado governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz — eleito na esteira do escândalo que, graças às revelações do delegado, derrubou José Roberto Arruda em 2010.
Leia a íntegra da reportagem “De caso com a máfia”

Deixem Durval Barbosa dedurar até o último nome

Sábado, 12 de março de 2011
Estranha, muita estranha, a campanha que algumas figuras deflagraram para que seja suspensa a delação premiada oferecida ao delator Durval Barbosa, o da roubalheira, do mensalão, que atingiu e desmoralizou o Distrito Federal. Não há máfia que seja desbaratada se não houver um "arrependido", um delator.

Por quê a campanha para calar Durval? Medo de que dispare ladeira a baixo o rolo compressor pilotado pelo delator, ex-auxiliar de Joaquim Roriz e ex-secretario de Estado de José Roberto Arruda, e que pode atropelar, matar politicamente, figuras locais e nacionais?

Quem se der ao trabalho de pesquisar no Google, o dedo-duro virtual, descobrirá que ainda há muita gente importante (não disse boa) que foi citada por Durval Barbosa. É só colocar no campo da pesquisa do Google o nome de Durval Barbosa e também de algumas figuronas da política local e nacional. Aqui e ali, vai se encontrar denúncias feitas por Durval Barbosa contra gente que hoje ocupa cargos importantíssimos no DF e, também, contra políticos que exercem liderança em partidos da situação e da oposição em nível federal. Se os fatos denunciados são verdadeiros é outra história, mas que há denúncias gravíssimas, há.

É por isso que talvez (ou certamente?) está surgindo essa onda toda contra a concessão da delação premiada a Durval. Perdendo o benefício, o delator se calaria, salvando a reputação de muitos. Chegam a usar na campanha que o benefício deve ser suspenso em razão de Durval não abrir logo todo o jogo. Ora, ingênuo é quem pensa que ele já não entregou todo mundo. Nos seus depoimentos, parece, já entregou praticamente os figurões. Tremem os que ainda não saíram nos vídeos vazados para a imprensa. Querem, mais parece, o silêncio do arrecadador e distribuidor de propinas.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Bezerra de ouro

Segunda, 7 de março de 2011

A deputada Jaqueline Roriz diz que somente depois do carnaval falará a respeito do vídeo em que aparece recebendo dinheiro, muito dinheiro, de Durval Barbosa.

Nem sei se há importância em suas declarações. As desculpas, como sempre fazem os apanhados em coisas erradas, serão “furadas”. Acho até que a grana serviu foi para comprar ração para a bezerrinha de ouro do papai.