Terça, 16 de agosto de 2011
Da OAB
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
lança na próxima semana em Brasília o Observatório da Corrupção,
considerado um primeiro passo dentro do Movimento Nacional de Luta sem
Medo contra a Corrupção com o qual a entidade pretende atrair adesão de
parceiros da sociedade civil, inclusive partidos políticos, estudantes e
dirigentes sindicais, comprometidos com a bandeira de resistência aos
desmandos com a coisa pública e à impunidade no País. O anúncio foi
feito hoje (16) pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, após
se reunir reservadamente com os senadores Pedro Simon (PMDB-RS),
Cristovam Buarque (PDT-DF), Luiz Henrique (PMDB-SC) e Paulo Paim
(PT-RS).
A reunião aconteceu no gabinete do senador Simon, que lançou nesta
segunda-feira da tribuna do Senado um movimento suprapartidário contra
corrupção e impunidade. "Hipotecamos aos senadores nossa solidariedade
ao movimento, ao mesmo tempo que informarmos nossa intenção da OAB de
debater e desenvolver formas de ataque à corrupção, que é um clamor da
sociedade brasileira", disse Ophir Cavalcante à saída do encontro.
Segundo ele, dois passos importantes rumo ao combate à corrupção, por
essa articulação de forças, já ficaram definidos na reunião de hoje:
além do Observatório da Corrupção que a OAB estará instalando no próximo
dia 24, uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do
Senado, na próxima terça-feira (23), discutirá o problema com várias
entidades da sociedade civil.
O Observatório da Corrupção, conforme Ophir, é um instrumento que a
OAB criará para dar maior visibilidade à sociedade brasileira sobre os
casos de corrupção e desvios de recursos públicos que estejam em
julgamento no Poder Judiciário. Com amparo em sua Comissão Especial de
Combate à Corrupção e à Impunidade, a ideia da entidade é disponbilizar
no site do Conselho Federal todos os processos que tratam de corrupção.
"O Observatório vai funcionar assim como uma ponte entre a OAB e a
sociedade civil brasileira para que passe a acompanhar, fiscalizar e
cobrar ações mais determinadas que dêem um basta à corrupção em nosso
País", explicou Ophir.
O presidente nacional da OAB destacou, todavia, que Observatório
pretende funcionar como um embrião ou pontapé inicial de um movimento
maior de resistência e repúdio à corrupção em todo o País, envolvendo
todas as 27 Seccionais da entidade, suas mais de 1 mil Subseções com
capilaridade em todo o País, sem contar a adesão que espera de outras
entidades e dos partidos políticos comprometidos com essa luta.
