Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Justiça de Minas Gerais bloqueia bens do governador Fernando Pimentel (PT) e de mais seis réus

Quarta, 23 de fevereiro de 2017
Alex Rodrigues - Repórter Agência Brasil
A Justiça de Minas Gerais decretou, em caráter liminar, o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões em bens patrimoniais do governador do estado, Fernando Pimentel, e de mais seis réus em um processo que apura indícios de irregularidades em um convênio de 2004, assinado entre a prefeitura de Belo Horizonte e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da capital mineira. Na época, Pimentel era prefeito da cidade. Ainda cabe recurso à decisão.

O pedido cautelar de bloqueio dos bens de Pimentel; do atual chefe da Casa Civil de Minas Gerais, Marco Antônio Rezende Teixeira; da CDL e de outras quatro pessoas foi apresentado pelo Ministério Público Estadual, sob a alegação de dano aos cofres municipais. E foi autorizado em segunda instância e caráter liminar pela 1ª Câmara Cível de Belo Horizonte – apesar do voto em contrário do relator, desembargador Washington Ferreira. Favorável à manutenção da decisão de primeira instância, Ferreira considerou que, “diante dos vultosos valores a serem indisponibilizados”, era necessário esclarecer melhor os fatos e as responsabilidades de cada um dos réus.

Segundo o Ministério Público, a prefeitura de Belo Horizonte contratou a Câmara de Dirigentes Lojistas para implementar um programa de vigilância eletrônica chamado “Olho Vivo BH”. De acordo com os promotores responsáveis pelo caso, a entidade foi escolhida sem licitação e um convênio entre as partes foi assinado apenas para dar aparência de legalidade ao posterior repasse do serviço a empresas subcontratadas pela CDL.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

MPF denuncia Fernando Pimentel, governador de (MG), por favorecimento da Odebrecht em Seguro de Crédito à Exportação

Sexta, 11 de novembro de 2016
Do MPF
Governador de Minas exercia o cargo de Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na época dos fatos
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por fatos que envolvem o favorecimento de dois processos de interesse da Construtora Norberto Odebrecht no Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações, ligado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), presidida por Fernando Pimentel quando era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Nova fase da Operação Acrônimo tem como alvo secretário do governo mineiro

Sexta, 23 de setembro de 2016
Léo Rodrigues – Correspondente da Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (23) a 9ª fase da Operação Acrônimo, que investiga vantagens indevidas concedidas a empresas na implementação de políticas públicas e esquemas ilegais que teriam beneficiado a campanha eleitoral de Fernando Pimentel (PT) em 2014, quando ele se elegeu governador mineiro. O secretário da Casa Civil e das Relações Institucionais de Minas Gerais, Marco Antônio de Rezende Teixeira, é alvo de um mandado de condução coercitiva.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Acrônimo: 7ª fase investiga esquema de lavagem de dinheiro e um dos alvos é sobrinho do governador de MG, Fernando Pimentel (PT)

Terça, 13 de setembro de 2016
Do MPF
Operação, autorizada pelo STJ, envolveu dois mandados de condução coercitiva e quatro de busca e apreensão no DF, em SP e no PR

A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal deflagraram, nesta terça-feira, 13 de setembro, a 7ª fase da Operação Acrônimo, com foco em Felipe Torres, sobrinho do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). A operação, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), envolveu dois mandados de condução coercitiva e quatro de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e no Paraná. A suspeita é que houve crime de lavagem de dinheiro.

terça-feira, 28 de junho de 2016

TSE mantém decisão que rejeitou contas e anulou multa da campanha de Pimentel, governador de Minas

Terça, 28 de junho de 2016
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve hoje (28) decisão de fevereiro que rejeitou as contas da campanha de 2014 do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e anulou a aplicação de multa R$ 50,8 milhões por supostas irregularidades contábeis. Os ministros julgaram um recurso no qual a defesa de Pimentel alegou que o tribunal deveria reconhecer que a multa não era devida.

Em fevereiro, o TSE havia mantido decisão da Justiça Eleitoral de Minas que rejeitou as contas de Pimentel, mas anulou a aplicação da multa por considerar que o governador não superou o limite de gastos de campanha.

No julgamento, o TSE entendeu que houve apenas dupla contabilização de despesas nas contas apresentadas, fato insuficiente para a aplicação de multa. As despesas seriam ligadas à propaganda eleitoral do candidato.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Fernando Pimentel (PT), governador de Minas, nomeia primeira-dama para secretaria no governo de Minas e ala ganha foro privilegiado

Quinta, 28 de abril de 2016
Léo Rodrigues – Correspondente da Agência Brasil
A Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social do Governo de Minas Gerais (Sedese) trocou de comando hoje (28). O governador Fernando Pimentel (PT) nomeou para a função a mulher Carolina de Oliveira Pimentel, que irá substituir o secretário André Quintão, que reassume o mandato de deputado na Assembleia Legislativa do estado.

Brasília O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, participou de audiência proposta pelo ministro Edson Fachin, do STF com governadores para discutir as dívidas dos estados (José Cruz/Agência Brasil)
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, é investigado pela Operação Acrônimo —José Cruz/Agência Brasil
Carolina Pimentel ocupava a Presidência da Servas, associação civil sem fins lucrativos criada pelo governo mineiro e voltada para a assistência social. Assim como o governador, Carolina Pimentel também é alvo da Polícia Federal na Operação Acrônimo, que investiga vantagens concedidas a empresas na elaboração de políticas públicas. Com a nomeação, a nova secretária passa a ter foro privilegiado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

terça-feira, 19 de abril de 2016

STF nega Habeas Corpus de Fernando Pimerntel, governador de MG (PT), contra decisão que permitiu seu indiciamento; e retirou o caráter sigiloso

Terça, 19 de abril de 2016
Do STF
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), julgou inviável o trâmite do Habeas Corpus (HC) 133835, em que a defesa do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), questiona decisão do relator do inquérito instaurado contra ele no Superior Tribunal de Justiça (Inq 1.059/DF), na parte em que autorizou a Polícia Federal a indiciá-lo, ainda que de forma indireta, caso não atendesse a convocação que lhe foi dirigida. No HC impetrado no Supremo, a defesa do governador sustentou que, pelo fato de dispor de prerrogativa de foro perante o STJ, não poderia o chefe do Poder Executivo estadual expor-se ao indiciamento em questão.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Operação Acrônimo: PF prende Bené, apontado como operador de Fernando Pimentel

Sexta, 15 de abril de 2016
Do Jornal de Brasília
O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, apontado pela Polícia Federal como operador do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), em esquema de corrupção e fraude eleitoral, foi preso nesta sexta-feira, 15. Ele foi levado para a superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal nesta manhã. Continue lendo

terça-feira, 12 de abril de 2016

Governador de Minas é indiciado pela Polícia Federal na Operação Acrônimo

Terça, 12 de abril de 2016
Leo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. As acusações constam na conclusão de dois inquéritos da Operação Acrônimo, instaurada para investigar vantagens concedidas a empresas na elaboração de políticas públicas.

Caberá agora à Procuradoria-Geral da República decidir se concorda com o indiciamento e se leva a denúncia à Justiça. Na condição de governador, Pimentel tem foro garantido no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

sábado, 27 de junho de 2015

Pimentel é apontado como ‘chefe da organização’ de lavagem de dinheiro, diz revista

Sábado, 27 de junho de 2015
Do Congresso em Foco
Governador de Minas e sua esposa são suspeitos de ter praticado os crimes de corrupção passiva, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, de acordo com reportagem. Eles negam envolvimento com irregularidades
Omar Freire/Gov. MG
PF investiga repasses feitos a empresa da mulher de Pimentel quando ele era ministro

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), é suspeito de ser o “chefe da organização” de lavagem de dinheiro investigada pela Operação Acrônimo, da Polícia Federal. É o que informa reportagem da revista Época, segundo a qual o governador e a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira, podem ser enquadrados pelos crimes de corrupção passiva, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. A operação apura esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio de contratos públicos e consultorias de fachada. Leia mais

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ação pede bloqueio de bens de ministro de Dilma

Terça, 12 de novembro de 2013 
Promotoria acusa Pimentel de desviar verba de programa quando era prefeito de Belo Horizonte e solicita devolução de R$ 8 milhões aos cofres públicos

Eduardo Kattah - O Estado de S. Paulo
Ação do Ministério Público de Minas pede o bloqueio dos bens do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e sua condenação por improbidade administrativa. Ex-prefeito de Belo Horizonte, o petista é acusado de superfaturamento e fraude em licitação no ano de 2004, na implantação do programa Olho Vivo, de câmeras de vigilância nas ruas da cidade. Os promotores querem que Pimentel e os outros acusados devolvam R$ 8 milhões aos cofres públicos. Leia a íntegra

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Dilma intervém para arquivar processos contra Pimentel

Terça, 23 de outubo de 2012
Ministro era investigado por negócios de consultoria e fretamento de jatinho para viagem à Europa

Rafael Moraes Moura, de O Estado de S. Paulo
Após intervenção da presidente Dilma Rousseff, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu nesta segunda-feira, 22, arquivar os dois processos em tramitação que tinham como alvo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. O ministro é um dos interlocutores mais próximos de Dilma.
A comissão analisou dois casos: os negócios da empresa de consultoria de Pimentel, antes de ele assumir o cargo de ministro; e o fretamento de jatinho para viagem na Europa, quando ele já despachava na Esplanada dos Ministérios.

Em junho passado, o então conselheiro Fábio Coutinho havia defendido a aplicação de uma advertência a Pimentel por conta dos negócios de consultoria, voto acompanhado de Marília Muricy. Os dois conselheiros não foram depois reconduzidos ao cargo pela presidente Dilma Rousseff, o que levou ao pedido de renúncia do então presidente da comissão, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

História sem fim - II

Segunda, 1 de outubro de 2012
Por Ivan de Carvalho
No dia 18 de setembro, publiquei neste espaço um artigo com o título “História sem fim”. Uma referência bastante óbvia àquele belo e sensível filme que fez muito sucesso há uns 20 anos atrás, mais ou menos.

            Mas a história a que se referia o artigo, embora muito sensível, no sentido que é usado para definir assuntos melindrosos, perigosos ou secretos (e esses três elementos estavam presentes) era o Mensalão – cujo julgamento continua hoje no Supremo Tribunal Federal –, mais especificamente uma reportagem da revista Veja baseada “em revelações de parentes, amigos e associados” de Marcos Valério, um dos principais “operadores” financeiros do Mensalão.

            O título “História sem fim” queria significar que o escândalo do Mensalão não se esgotará com o julgamento da Ação Penal 470 pelo STF, pois, além das repercussões a curto, médio e longo prazos que este julgamento deverá ter, novas denúncias e fatos poderão acrescentar capítulos importantes ao escândalo do Mensalão, que tem características muito capazes de torná-lo uma história sem fim – tão vasto o tema que sempre haverá mais a acrescentar.

No caso da reportagem de Veja, o essencial era a atribuição – pelas declarações atribuídas a Marcos Valério – da responsabilidade principal do Mensalão a Lula, que era o presidente da República quando os fatos que estão sob julgamento do STF ocorreram. Lula, como se sabe, não é réu do Mensalão e não deu um pio sobre a reportagem da revista. Houve respostas de políticos e parlamentares, atitudes azedas de autoridades do Executivo e uma nota oficial articulada pelo PT e subscrita também por alguns partidos políticos da aliança governista.

O advogado de Valério disse que não confirmava nem desmentia, depois, alegando que conversou com Valério, desmentiu. Falta uma palavra final da revista, da qual alguns jornalistas escreveram que na verdade foi feita uma entrevista com Valério, da qual existe o áudio, mas combinou-se divulgar as revelações da forma que se fez. Há suposições a respeito das eventuais razões pelas quais a revista não teria, ante o desmentido de Valério por intermédio de seu advogado, exibido o áudio, mas é à revista que cumpre preencher as lacunas nesse capítulo da História sem fim.

            Bem, se a referência a uma “História sem fim” foi publicada no último dia 18 neste espaço, como já anotado, ontem um novo capítulo de material histórico veio a público, originalmente em reportagem do jornal Folha de S. Paulo. “O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um inquérito para investigar repasses feitos pelo esquema para pessoas ligadas ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e a outros políticos petistas”, diz a reportagem, acrescentando que “Pimentel repudia ligação de seu nome ao episódio”.

            A nova fase dessa história sem fim começou há pouco mais de um mês, ante um pedido da Procuradoria Geral da República para que se aprofundasse a investigação sobre o destino do dinheiro distribuído pelo PT com a ajuda de Marcos Valério. O requerimento do procurador geral Roberto Gurgel cita nominalmente o ministro Pimentel (mineiro), a ex-senadora, ex-vice-governadora e ex-governadora do Rio de Janeiro Benedita da Silva e Vicente Paulo da Silva (Vicentinho), deputado federal por São Paulo e ex-presidente da CUT, assinalando que, como eles têm foro privilegiado, a investigação voltará ao STF “caso surjam indícios concretos de que os valores arrecadados” destinavam-se aos três. Inicialmente, o inquérito será instaurado na Justiça Federal em Belo Horizonte, e, além dos três citados, envolve dezenas de outras pessoas e empresas.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta segunda.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Termina hoje o prazo para o ministro Fernando Pimentel se explicar na Comissão de Ética do Planalto

Quinta, 5 de abril de 2012
Por Carlos Newton
Como dizia o genial publicitário e compositor Miguel Gustavo, “o suspense é de matar o Hitchcock”. Acaba hoje o prazo concedido pela Comissão de Ética Pública da Presidência para que o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, explique o faturamento recebido com consultorias a empresas e entidades, entre 2009 e 2010.

Como se sabe, essas “consultorias” podem configurar tráfico de influência, no melhor estilo do também “consultor” Antonio Palocci, que perdeu o cargo de ministro e a dignidade, por conta de determinadas “consultorias” mal explicadas.

A diferença entre os dois casos de tráfico de influência, é que Palocci sempre se recusou terminantemente a revelar quais eram as empresas às quais prestava a tal “consultoria”, enquanto Pimentel de pronto liberou essas informações, julgando que iria se livrar de investigações, mas se enganou redondamente, como se dizia tempos atrás.

A DENÚNCIA
Em dezembro do ano passado, O Globo revelou que entre 2009 e 2010 Pimentel faturou R$ 2 milhões, com consultorias. Metade desse dinheiro foi pago pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por serviços de consultoria na elaboração de projetos na área tributária e palestras nas dez regionais da entidade. As palestras nunca ocorreram. Pimentel simplesmente mentiu. E as demais consultorias jamais foram bem explicadas.

De lá para cá, o ministro vem fugindo da imprensa para tentar se manter no cargo, beneficiado pela estranha e questionável decisão da presidente Dilma Rousseff, que na época do escândalo resolveu preservá-lo, alegando que o governo não teria a ver com o procedimento de Pimentel antes de assumir o ministério, vejam a que ponto de desfaçatez chegamos.

Assim, tudo aparentemente corria bem para Pimentel, que vive pelo mundo participando de eventos relacionados ao comércio exterior. Até que na terça-feira da semana passada, surpreendentemente, a Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu não somente investigar o caso de Pimentel, mas também pedir esclarecimentos diretamente ao ministro, a respeito de consultorias supostamente prestadas antes dele integrar o governo Dilma Rousseff.

A decisão da comissão foi apertada, com três conselheiros votando contra o pedido de esclarecimento – Américo Lacombe, Roberto Caldas e Padre Ernanne – e três a favor: Marília Murici, Fábio Coutinho e o presidente do colegiado, Sepúlveda Pertence. Diante do empate, Sepúlveda deu o voto de minerva, dando prosseguimento ao processo contra Pimentel.
A decisão de investigar Pimentel foi um espanto. Afinal, o que mudou nessa Comissão, que em decisões anteriores inocentou o então ministro Antonio Palocci e aplicou punição apenas simbólica à ex-ministra Erenice Guerra, que pode inclusive exercer cargo público?

“Decidiu-se, pelo meu voto de minerva, encaminhar pedido de informações e esclarecimentos ao ministro. Em síntese, embora correto, ao meu ver, o voto do conselheiro Roberto Caldas, de que em linha de princípio atos anteriores à investidura do ministério não são competência da Comissão de Ética, alude o próprio voto a situações excepcionalíssimas, em que atos anteriores possam comprometer a autoridade e exigir providências da Comissão de Ética, pelo menos no papel de conselheira da presidente da República”, explicou o presidente da Comissão, Sepulveda Pertence, que ao que parece está pretendo resgatar sua biografia.

Segundo Sepúlveda, a comissão ainda não entrou no mérito se as denúncias são procedentes ou não. O ministro Pimentel ganhou dez dias para dar explicações à Comissão, e o prazo termina hoje, Mas como diz a canção de Marino Pinto e Zé da Silva, Brasília tem razões que a própria razão desconhece, e hoje é véspera de feriado prolongado na Semana Santa.

Portanto, pode ser que Pimentel ganhe tempo até segunda-feira, aproveitando para rezar bastante e se preparando para depois pedir perdão ao Papa por esse pecado capital chamado Cobiça.

Fonte: Tribuna na Internet

segunda-feira, 26 de março de 2012

Comissão de Ética da Presidência pede explicações de Fernando Pimentel sobre consultorias

Segunda, 26 de março de 2012
Da Agência Brasil
Yara Aquino, repórter
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu, hoje (26), pedir esclarecimentos ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, sobre as consultorias prestadas por ele em 2009 e 2010. Pimentel terá prazo de dez dias para enviar as informações, de acordo com o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence.

Após a análise dos esclarecimentos do ministro, a comissão irá decidir se abre processo contra Pimentel. Pertence explicou que é preciso avaliar, preliminarmente, se cabe à Comissão de Ética abrir processo contra Pimentel, já que ele prestou as consultorias antes de exercer o cargo de ministro de Estado.

“Resolvemos dar-lhe a oportunidade de se manifestar para que, então, possamos ajuizar se existe essa situação excepcional que justificaria a abertura de um processo ético, embora os fatos veiculados sejam anteriores a sua posse no ministério”, disse Pertence.

Na última reunião, a comissão havia adiado a decisão sobre o pedido de investigação das consultorias do ministro. O relator do caso, conselheiro Fábio Coutinho, recomendou a abertura de procedimento para que Pimentel fornecesse informações ao colegiado, mas um pedido de vista do conselheiro Roberto Caldas interrompeu a análise.

Em dezembro, os líderes do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira, e no Senado, Álvaro Dias, protocolaram na comissão um pedido de abertura de processo administrativo envolvendo Pimentel para investigar a atuação do ministro na prestação de consultorias em 2009 e 2010.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Comissão de Ética reage à intervenção de Dilma

Quinta, 16 de fevereiro de 2012
Deu em "O Estado de S. Paulo"

Presidente teria cogitado mudar 5 membros do colegiado após ameaça de investigação contra ministro Pimentel; ‘Seria desonroso’, diz conselheira

Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Sob pressão do Planalto, integrantes da Comissão de Ética Pública da Presidência rechaçam a acusação de que o colegiado extrapolou ao abrir investigação contra o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Nesta quarta-feira, 15, o Estado revelou que a presidente Dilma Rousseff, agastada com a comissão, pretende não renovar o mandato de três dos sete conselheiros. Para Marília Muricy, membro da comissão, uma intervenção no órgão "seria desonroso para Dilma". Leia a íntegra.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Comissão de Ética Pública tira 'caso Pimentel' da gaveta

Terça, 14 de fevereiro de 2012
Do Estadão

PSDB pediu abertura de investigação sobre as consultorias do ministro em 2011, mas só agora conselheiro vai examinar

Rafael Moraes Moura - O Estado de S.Paulo
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu ontem abrir procedimento preliminar para investigar as denúncias envolvendo o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. A decisão acata pedido feito pelo PSDB, ressuscita uma crise que o governo já dava como superada e volta a assombrar o ministro, um dos interlocutores mais próximos da presidente Dilma Rousseff.

A oposição vê semelhanças entre a situação de Pimentel e a do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, que saiu do governo devido à denúncia de ter o patrimônio ampliado em 20 vezes após a prestação de serviços de consultoria. Pimentel é alvo de denúncias divulgadas pela imprensa de que sua empresa, a P-21 Consultoria e Projetos, teria faturado mais de R$ 2 milhões com consultorias entre 2009 e 2010.Leia mais

sábado, 17 de dezembro de 2011

Tese (ou ministro) insustentável

Sábado, 17 de dezembro de 2011
Por Ivan de Carvalho 
Depois de rejeitados pela maioria governista três convites para que o ministro Fernando Pimentel, petista que comanda a pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, compareça ao Congresso Nacional – seja à Câmara dos Deputados, seja ao Senado – para responder a questionamentos e dar explicações sobre as denúncias de que está sendo alvo, o PSDB faz uma nova tentativa.
 
A bancada do PSDB no Senado quer, agora, que o ministro, mesmo sem ir ao Congresso – graças à blindagem que a presidente Dilma Rousseff, responsável direta e única por sua escolha, providenciou junto à base parlamentar governista – responda por escrito a doze perguntas que procuram sintetizar as principais desconfianças do principal partido da oposição.
            Assim é que o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, apresentou à Mesa Diretora da Casa – que decide o assunto sem precisar submetê-lo ao plenário – um requerimento sobre as suspeitas de possível tráfico de influência relacionado às atividades da empresa de consultoria do ministro.

            É evidente que a oposição não tenta criar uma comissão parlamentar de inquérito na Câmara, no Senado ou uma CPI mista de deputados e senadores por saber que nem chegaria perto do número de assinaturas necessárias (um terço de cada Casa do Congresso) para tornar obrigatória a criação da CPI. A maioria governista é esmagadora na Câmara e muito ampla no Senado.
            Assim, resta o requerimento para prestação de informações por escrito, mas a Mesa Diretora do Senado é composta, em maioria, por governistas. Salvo por alguma inesperada condescendência do governo, o requerimento do líder Álvaro Dias será rejeitado. O requerimento questiona os serviços de consultoria prestados entre 2009 e 2010 e pede que sejam apresentados notas e documentos. Também há uma questão com o pagamento de R$ 1 milhão por serviços – basicamente palestras de Pimentel (na época sem mandato eletivo ou cargo público) para as dez regionais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. Existe a denúncia de que tais palestras pagas não teriam sido feitas. Nem o ministro nem o presidente da Fiemg quiseram falar sobre isso ontem. O jornal O Globo, no entanto, na quinta-feira, publicou reportagem mostrando que as regionais da Fiemg desconhecem essas palestras.
            Coisa mais grave está acontecendo, no entanto, e não a partir de ontem apenas, mas desde meados da semana. A presidente da República, Dilma Rousseff, com toda a responsabilidade que o cargo lhe confere, sustenta – e voltou a defender ontem essa tese, ou teoria, durante café da manhã com jornalistas que fazem a cobertura de rotina do Palácio do Planalto – que o ministro Pimentel, e com mais razão o governo, não têm que explicar nada a ninguém. Isto porque, quando trabalhou (?!) na empresa de consultaria, prestando serviços, Pimentel não era ministro e sequer exercia outra qualquer função pública.
            A tese ou teoria chega a seu ponto nuclear quando a presidente afirma que, por não estar Pimentel em seu cargo ministerial, o que tenha ele feito antes de participar do governo nada tem a ver com este. Mas claro que tem. Caso o ministro, antes de sê-lo, haja feito algo que não devia, sob o aspecto da ética pública, por exemplo, o problema é um pouco do governo por havê-lo incluído na equipe, o que representaria falha na seleção de nomes até para os mais relevantes cargos. Uma falha da presidente, uma falha da Abin. Mais importante ainda: se alguém que ocupa função no governo, ainda mais função ministerial, portanto de muito destaque e responsabilidade, agiu eticamente mal antes de ser guindado ao cargo, o governo tem a total responsabilidade por mantê-lo onde não deveria permanecer, uma vez conhecido o malfeito. É, ao contrário do que sustenta a presidente Dilma Rousseff, uma questão de governo.
            De resto, o fato de não estar à época em função pública (antes ocupara vários cargos relevantes na administração municipal de Belo Horizonte, culminando com o de prefeito, que exerceu com eficiência e terminou no último dia de 2008) não exclui eventual comportamento indevido. Então, pois, fora das funções estatais, ganhou, segundo o noticiário, R$ 2 milhões em troca de polêmicas consultorias, incluindo ainda mais polêmicas palestras, em 2009 e 2010, pelas quais teria ganho R$ 1 milhão daqueles R$ 2 milhões.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia deste sábado.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O medalhado e o metralhado

Sexta, 16 de dezembro de 2011
Fernando Pimentel, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, aquele que está sendo acusado de “consultorias” e “palestras” malfeitas, foi agraciado ontem (15/12) pelo governo de Dilma com a Medalha Ordem do Mérito da Defesa.

O ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais e hoje presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, o contratante das “consultorias” e palestras-fantasmas de Fernando Pimentel, também recebeu tal honraria (honraria???).

Os dois estão, agora, devidamente medalhados.

Já o ex-ministro Carlos Lupi, que não é do PT, metralhado.

Ligação vem desde quando ministro ainda era prefeito

Sexta, 16 de dezembro de 2011
O Estado de S.Paulo
A ligação do ministro Fernando Pimentel com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) vem do tempo em que ele era prefeito de Belo Horizonte. Ao deixar o cargo, Pimentel recebeu em sua empresa P-21 Consultorias, da Fiemg, R$ 1 milhão pela prestação de serviços.

No entanto, em 2006 sua gestão na prefeitura já havia contratado sem licitação a Camter Construções e Empreendimentos, presidida por Luiz Augusto de Barros. Barros foi vice-presidente da Fiemg durante a gestão de Robson Andrade - o mesmo que pagou pela consultoria de Pimentel.