Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

terça-feira, 2 de março de 2021

[PERFIL] Fátima Sousa: uma história de vida dedicada ao SUS

Terça, 2 de março de 2021

Do SindEnfermeiro-DF

Publicada em 2 de março de 2021

Durante o mês de março, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o SindEnfermeiro-DF vai contar as histórias de enfermeiras que fazem a diferença na saúde do Distrito Federal e do Brasil, como forma de agradecimento à sua dedicação e amor à profissão.

E a história que será contada nesse texto tem início na pequena cidade de São José da Lagoa Tapada, no alto sertão paraibano. A protagonista atende por Maria Fátima de Sousa ou, para os alunos que passaram pelas suas salas de aula, Profª Fátima Sousa, 60, enfermeira sanitarista, professora da Universidade de Brasília (UnB), pesquisadora e militante em defesa da saúde pública e do SUS há mais de 30 anos.

Fátima se formou em enfermagem pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em 1986, e fez mestrado em Ciências Sociais também na UFPB – onde carrega o título de Doutora honoris causa. Além disso, é doutora em Ciências da Saúde pela UnB com pós-doutorado na Université du Québec à Montréal, e em 2013 foi condecorada com a Medalha do Mérito Oswaldo Cruz por seus relevantes serviços à saúde brasileira.

Desde o início de sua trajetória, contribuiu de forma ativa para o fortalecimento do Sistema Único, tendo sido a responsável por implantar o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) na Paraíba, em 1991 – expandido depois para todo o território nacional em seu período como Gerente Nacional do PACS no Ministério da Saúde (1994-2002).

O PACS veio a ser incorporado à Estratégia de Saúde da Família (ESF) como parte da descentralização de recursos e ações do SUS, e representou um grande passo no fortalecimento da Atenção Primária como estratégia prioritária de saúde pública.

Como professora, foi diretora da Faculdade de Saúde da UnB entre 2014 e 2018, e responsável por elaborar o projeto que classificou a universidade como Promotora de Saúde — o que permitiu à instituição promover ações de valorização da saúde e bem estar da comunidade acadêmica.

Já no campo político, atuou durante a década de 1980 em movimentos sociais ligados às comunidades de base, com vinculação às pastorais de justiça, saúde e paz, e militou no Partido dos Trabalhadores (PT) até o ano de 2003. Em 2018 se lançou como candidata ao governo do Distrito Federal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), tendo recebido 4% das intenções de voto — cerca de 60 mil.

Em entrevista para o SindEnfermeiro, Fátima falou sobre os principais momentos de sua trajetória, passando pela graduação em enfermagem, as primeiras lutas em defesa da saúde, e alguns dos principais trabalhos desenvolvidos por ela durante sua carreira.

Pergunta: Quando surgiu o seu interesse pela área da saúde – e pela enfermagem?

Resposta: Desde muito jovem, desejava ser Enfermeira. Durante o percurso de minha formação acadêmica na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), entrei no movimento estudantil e nos coletivos que defendiam o Projeto da Reforma Sanitária Brasileira (PRSB). Sigo nesse caminho até os dias atuais.

P: Na década de 1980, ainda como estudante de enfermagem, você trabalhou no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba – dirigida pela histórica líder sindical Margarida Alves. Como foi o desafio de trabalhar, logo no início da sua carreira profissional, com a redução da mortalidade infantil no campo em meio a um período de constantes conflitos latifundiários no Brasil?

R: Participei do Projeto da Redução da Mortalidade Infantil, uma tarefa que me fez ver a precarização do mundo do trabalho rural e as lutas pelo fim da mecanização e da informalidade de contratação, cuja duração estava relacionada ao período de plantio ou de colheita, terminando a relação de emprego ao fim da safra. Depois de formada, como Residente da Medicina Preventiva e Social, fiz meu estágio no município de Caaporã, no sindicato rural da cidade, apoiando a formação de mulheres “Agentes de Saúde” para o mesmo projeto de Redução da Mortalidade Infantil. Tanto em Alagoa Grande, como em Caaporã, cidades de latifundiários da cana de açúcar, os conflitos entre eles (donos de terras) e os boias-frias eram muito intensos.

P: Durante seu período no MS, nos anos 90, você foi uma das responsáveis por coordenar a mudança de prioridade do SUS para a atenção primária. Como você analisa a evolução da atenção primária no Brasil de lá pra cá? E o que ainda pode ser melhorado?

R: Coordenei a implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), em 1991, desde a Paraíba, o estado Piloto para o Brasil, em companhia de outras(os) enfermeiras(os). O programa antecedeu o desenho da Estratégia Saúde da Família (ESF) em 1994, e ambas as estratégias objetivavam ser a base estruturante da Atenção Básica à Saúde (ABS). Durante mais de três décadas muitos foram os avanços: organizamos a rede básica de saúde, hoje são 42.488 UBS; ampliamos o acesso desde a zona rural, periferias das cidades e grandes centros; reduzimos a mortalidade materna e infantil; controlamos muitos agravos; capacitamos mais de 43.369 mil equipes da ESF, e mais de 350 mil Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, só para citar algumas ações. São avanços que vem contribuindo ao fortalecimento do SUS e seu reconhecimento dentro e fora do país. Entretanto, nos últimos governos, os direitos que pensávamos estar garantidos vêm sendo desfigurados, sobretudo, no financiamento da APS. Por isso, devemos seguir defendendo que APS é o caminho ao fortalecimento da Rede Integrada de Atenção à Saúde em Sistema Universal.

P: Em 2018, você foi uma das postulantes ao Buriti, e obteve uma votação expressiva mesmo disputando com figuras conhecidas da política brasiliense e campanhas com bem mais recursos financeiros. Porém, a sua candidatura foi uma exceção – visto que o número de pessoas que representam a área da Saúde e se candidatam a cargos eletivos ainda é muito baixo. Pra você, o que é preciso para incentivar mais representantes da Saúde a adentrar nos espaços de poder?

R: Primeiro, é preciso romper com a cultura instituída de que a política não é lugar para as mulheres. Segundo, vencer as barreiras do baixo apoio financeiro, midiático e dos partidos tradicionais, que veem nas candidaturas das mulheres o mero cumprimento de cotas. E não menos importante: as mulheres necessitam compreender que devemos superar as desigualdades de gênero, juntando coragem para erguer a cabeça e os punhos, ainda que dê de cara com obstáculo atrás de obstáculo. Para recordar, as mulheres têm, em geral, menos tempo livre para a prática política em si – a dupla jornada feminina, afinal, segue como o padrão. Precisamos, sim, nos apresentar para constituir bancadas dos direitos humanos, da educação e da saúde, entre outras agendas à construção de outro modo de organização para termos uma sociedade democrática e livre. Uma bancada forte da Enfermagem e da saúde faz falta no parlamento e no poder Executivo.

P: Por fim, qual a sensação de poder ter contribuído tanto para o fortalecimento da saúde pública no Brasil em sua trajetória? O que ainda falta para o SUS cumprir de fato a sua missão institucional?

R: Sigo na defesa incondicional do SUS e da educação. Como professora, venho cumprindo meu dever de cidadã em contribuir para que tenhamos um Estado forte e capaz de responder às principais demandas da sociedade, podendo assim ter uma vida digna e saudável. Apesar dos avanços do SUS, hoje mais que nunca, nessa pandemia, torna-se evidente sua relevância social e sanitária, embora muitos sejam os desafios, entre eles: um financiamento estável e sustentável; o modelo de atenção à saúde, tendo na APS, seu eixo organizativo; pactos federativos a sua governança; fortalecimento do controle social; e principalmente, a formação de uma “consciência sanitária” na população. 

Fonte:


Diz aí, de quem você tem saudade — Composição e voz de Negodai, compositor e cantor do DF, morador do Gama

Terça, 2 de março de 2021


Vídeo publicado no Youtube pelo Canal

Diz aí, de quem você tem saudade
Todo mundo, um dia, já teve saudade de alguém.
Nessa Pandemia, com as medidas de isolamento social, muitos sentimentos afloraram dentro de todos nós.
Tivemos que parar e o tempo nos fez perceber o que antes não era percebido.
Tivemos que aprender a lhe dá com o relacionamento que há da gente com a gente mesmo, e principalmente, tivemos que perceber a existência do outro.
A saudade bateu em mim numa manhã. Eu, em frente ao espelho, olhando para mim, para o que sou, para o que sinto. É nesse contexto que nasce a música "Diz aí, De quem você tem saudade?"
Sinto saudades de muita gente, de muita coisa. As pessoas que se encontram nesse vídeo (fotos) são as pessoas que fizeram e fazem parte dos momentos mais importantes da minha vida. É de vocês que meu coração sente saudades. Triste será o dia em que faltar um dos que aqui estão e eu não poder mais dizer te amo.
E você: Diz aí, de quem você sente saudade?
Se você gostou da minha música, você pode me ajudar. Se inscreva no canal, deixe um comentário, compartilhe nas suas redes sociais. Podemos juntos prestar homenagem aqueles que amamos. Envie fotos de quem você sente saudades que eu farei um vídeo usando suas fotos e o refrão da minha música. Combinado? Participe comigo dessa emoção! Deixe um comentário e adicione a #dequemvocetemsaudade
Um forte abraço!
Negodai

OMS confirma que hidroxicloroquina não serve para evitar COVID-19

Segunda, 2 de março de 2021
Da ONU Brasil

Um painel de especialistas internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o medicamento anti-inflamatório hidroxicloroquina não deve ser usado para prevenir a infecção de COVID-19. Para chegar a essa conclusão, os especialistas, que fazem parte do Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes da OMS, analisaram os resultados de seis ensaios clínicos com mais de 6 mil participantes. 

Segundo o painel, a hidroxicloroquina não teve efeito significativo algum sobre os níveis de morte e admissão hospitalar. Ao mesmo tempo, com grau de certeza moderada, é possível concluir que o medicamento não influencia a taxa de infecção e provavelmente aumenta o risco de efeitos adversos. 


OMS aponta que hidroxicloroquina não é recomendada para prevenir COVID-19. Foto HeungSoon/Pixabay


O painel afirma que o hidroxicloroquina não é mais uma prioridade de pesquisa. E que a partir de agora serão avaliadas outras possibilidades mais promissoras. 

Essa recomendação se aplica a todas as pessoas, mesmo as que tiveram contato com alguém contaminado. Fatores como recursos, viabilidade, aceitabilidade e equidade não alteraram a recomendação. 

Diretivas - Com o apoio da Fundação Magic Evidence Ecosystem, o aconselhamento é a primeira versão de uma diretriz da OMS sobre tratamento para a COVID-19. O objetivo é fornecer orientação confiável e ajudar os médicos a tomarem melhores decisões com seus pacientes. 

As dicas são úteis ainda em áreas de pesquisa ágeis, como a da COVID-19, porque permitem que os pesquisadores atualizem resumos de evidências avaliados por outros profissionais da mesma área. Novas recomendações serão adicionadas conforme mais evidências se tornarem disponíveis. 

Vacinação - Na segunda-feira (1), Gana e Costa do Marfim começaram a vacinar profissionais de saúde. Os países foram os primeiros a iniciar campanhas com doses fornecidas por meio da COVAX, a iniciativa da ONU para a distribuição equitativa da vacina em todo o mundo. 

Falando a jornalistas em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, informou que mais 11 milhões de doses serão entregues nesta semana. Até o final de maio, 237 milhões serão alocadas a 142 países participantes da COVAX. 

Segundo Tedros, “é encorajador ver profissionais de saúde em países de baixa renda começando a ser vacinados”. O chefe da OMS lamentou, porém, que “isso aconteça quase três meses depois que alguns dos países mais ricos iniciaram a imunização.” 

Para a OMS, “esta é uma crise global que requer uma resposta global consistente e coordenada.” 

Aumento - Na semana passada, o número de casos de COVID-19 aumentou pela primeira vez em todo o mundo depois de cair por seis semana consecutivas. As notificações subiram em quatro das seis regiões da OMS - Américas, Europa, Sudeste Asiático e Mediterrâneo Oriental. Apenas África e Pacífico Ocidental não registraram aumentos. 

Para Tedros, “isso é decepcionante, mas não surpreendente.” Ele disse que a agência atua para entender melhor esses aumentos, mas “parte parece ser devido ao relaxamento das medidas de saúde pública, à circulação contínua de variantes e às pessoas baixando a guarda.”

MPF denuncia Wilson Witzel e quatro desembargadores do TRT por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro; o pastor Everaldo é também um dos envolvidos no esquema

Terça, 2 de março de 2021

Além do governador afastado do Rio e dos magistrados do Trabalho, outras 13 pessoas são acusadas de integrar o esquema criminoso

Do MPF

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira (2) o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) e os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) Marcos Pinto da Cruz, Antonio Carlos de Azevedo Rodrigues, José da Fonseca Martins e Fernando Antônio Zorzenon da Silva. Ao todo, 18 pessoas foram denunciadas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O rol de envolvidos nesta ação penal inclui ainda o juiz do Trabalho Múcio Nascimento Borges, o pastor Everaldo e familiares das autoridades. Essa foi a quarta denúncia apresentada pelo MPF contra Witzel.

Na petição apresentada à relatora do inquérito no STJ, ministra Nancy Andrighi, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defende a perda dos cargos públicos do governador, dos quatro desembargadores e dos demais agentes públicos que participaram dos delitos. Requer, ainda, que os denunciados devolvam aos cofres públicos R$ 32,6 milhões, entre indenização e danos morais à União. Apesar do oferecimento da denúncia, o MPF ressalta que, com o avançar das investigações, inclusive com a deflagração de novas medidas cautelares autorizadas nesta terça, outros fatos ilícitos poderão ser esclarecidos e serem abertas novas ações penais.

"Está-se diante de uma sofisticada organização criminosa, arraigada no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, composta por desembargadores do Trabalho, incluindo o atual e o ex-presidente da Corte. Os integrantes do grupo criminoso, além de se locupletarem, prejudicam os jurisdicionados que deixam de receber verbas imprescindíveis para sua sobrevivência, em razão de decisões voltadas exclusivamente para beneficiar as empresas que pagam altas quantias à orcrim", afirma a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo na denúncia.

O esquema – Entre maio e outubro de 2019, o desembargador do Trabalho Marcos Pinto da Cruz ofereceu vantagem indevida ao governador Wilson Witzel, ao então secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, e a agentes que atuavam em conjunto no esquema, como Pastor Everaldo, Edson Torres e Manoel Peixinho. O intuito do desembargador era conseguir com que o estado do Rio de Janeiro pagasse os valores devidos a organizações sociais (OSs) por meio de depósitos em contas judiciais. Essas contas foram abertas após a inclusão das OSs em planos especiais de execução – providência esta que só foi tomada após o pagamento de vantagens indevidas a outros desembargadores do Trabalho.

A quantia ofertada pelo desembargador aos outros agentes públicos envolvidos no esquema criminoso correspondeu a 20% do montante a ser recebido com a inclusão de organizações sociais no Plano Especial de Execução da Justiça do Trabalho. Desse modo, o esquema se concretizou entre março e agosto de 2020. Em quatro oportunidades distintas, os envolvidos desviaram R$ 752.964,24 do valor depositado pelo estado do Rio de Janeiro no processo judicial relativo ao plano especial de execução da organização social Pró-Saúde – que deveria ser utilizado para pagar trabalhadores da OSs que tiveram seus créditos reconhecidos judicialmente. Vale ressaltar que o valor prometido inicialmente era de R$ 5.647.231,80.

Plano especial – Ao todo, o MPF estima que a organização criminosa movimentou cerca de R$ 16 milhões em recursos desviados do estado do Rio de Janeiro. As provas demonstram ainda que o complexo esquema de corrupção no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região funciona desde 2017. As operações fraudulentas mapeadas pelo Ministério Público Federal apontam que os desembargadores aceitaram por dezenas de vezes, em oportunidades distintas, vantagens indevidas para incluir empresas no plano especial de execução da Justiça Trabalhista. Além das Organizações Sociais, o esquema beneficiou construtoras, consórcio de transporte, empresas de tecnologia, entre outras.

O acervo de provas reunidas pelas operações Placebo, Tris in Idem e Favorito contém, entre outros indícios, comprovantes de depósitos e saques, mensagens de celular e relatos de colaboradores e testemunhas que demonstram o complexo funcionamento da organização criminosa. Devido à duração do esquema e das fraudes identificadas pela PGR até o momento, o desembargador Marcos da Cruz foi denunciado por corrupção passiva praticada por 103 vezes. José Martins Junior por 8 vezes, Fernando Zorzenon por 95, Antônio Carlos Rodrigues por 16 e Múcio Nascimento Borges 8 vezes.

Denunciados com foro junto ao STJ:

- Wilson Witzel: corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
- Marcos Pinto da Cruz: corrupção ativa, corrupção passiva (103 vezes), lavagem de dinheiro e organização criminosa;
- José da Fonseca Martins Junior: corrupção passiva (8 vezes), lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa;
- Fernando Antônio Zorzenon da Silva: corrupção passiva (95 vezes), lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa;
- Antônio Carlos de Azevedo Rodrigues: corrupção passiva (16 vezes), lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Íntegra da denúncia

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Witzel em ato que quebrou a placa em homenagem Marielle. Aparece também na imagem o deputado Daniel Silveira, hoje na cadeia.


Envolvido, e denunciado, na corrupção do esquema de Witzel, o pastor Everaldo aparece na imagem acima 'batizando' bolsonaro nas águas do Rio Jordão, Israel.

STF julga constitucional lei que proíbe uso de fogos de artifício ruidosos na capital paulista; já passou da hora de uma lei dessa ser aplicada, cumprida, no DF

Terça, 2 de março de 2021

Meu querido Pretinho, dócil labrador que morreu de ataque cardíaco em razão da insensatez de quem soltou fogos de artifício ruidosos no DF. Tá na hora de proibir esse tipo de fogos no DF. No DF existe já uma lei, mas cumprir...não se cumpre, não se fiscaliza.

No DF a Lei 6647/2020, de autoria do distrital Reginaldo Sardinha, proíbe o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos ou qualquer artefato pirotécnico que produza estampidos no Distrito Federal e dá outras providências. Mas fiscalizar? Nada.


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Do STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional a Lei 16.897/2018 do Município de São Paulo, que proíbe o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de estampido e de artifício e de artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso. A decisão foi tomada na sessão virtual encerrada em 26/2, no julgamento pela improcedência da Arguição de Descumprimento de Fundamental (ADPF) 567, ajuizada pela Associação Brasileira de Pirotecnia (Assobrapi).

Na ADPF, a entidade alegou que a lei local conflitaria com a legislação federal e estadual sobre a matéria, desrespeitando o princípio federativo previsto na Constituição Federal. Apontou, ainda, invasão da competência da União e extrapolação da competência suplementar e restrita ao interesse local.

O Plenário afastou essas alegações ao seguir o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, a lei procurou promover um padrão mais elevado de proteção à saúde e ao meio ambiente e foi editada dentro de limites razoáveis do regular exercício de competência legislativa pelo município.

Pessoas com autismo

Em seu voto, o relator traz informações da audiência pública que precedeu a edição da lei, em que foram abordados os impactos negativos que esses fogos causam à saúde de pessoas com transtornos do espectro autista com hipersensibilidade auditiva e os prejuízos que acarretam à vida animal. Segundo um artigo científico anexado ao processo, 63% dessas pessoas não suportam estímulos acima de 80 decibéis, enquanto a poluição sonora advinda da explosão de fogos de artifício pode alcançar de 150 a 175 decibéis.

O ministro registrou que dados do Center of Diseases and Prevention, órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, apontam a existência de um caso de autismo a cada 110 pessoas. Portanto, considerada a população de cerca de 12 milhões de habitantes do Município de São Paulo, é possível estimar que a vedação à utilização dos fogos beneficia cerca de 110 mil pessoas. “A lei paulistana, assim, tem por objetivo a tutela do bem-estar e da saúde da população de autistas residente no município”, afirmou.

Proteção aos animais

Quanto à proteção ao meio ambiente, o ministro mencionou estudos científicos que demonstram os danos que o ruído dos fogos de artifício acarretam a diversas espécies animais. Para ele, o fato de a lei restringir apenas a utilização desse tipo de fogos “parece conciliar razoavelmente os interesses em conflito”. Ele frisou que a norma, explicitamente, excetua da proibição os fogos de vista, que produzem efeitos visuais sem estampido, assim como os similares que acarretam barulho de baixa intensidade.

Normas mais protetivas

Ao afastar o argumento da Assobrapi de invasão da competência legislativa da União para legislar sobre o tema, o relator ressaltou que a proteção à saúde e ao meio ambiente concernem à atuação de todos os entes da federação e que a jurisprudência do STF permite aos estados e aos municípios editar normas mais protetivas, com fundamento em suas peculiaridades regionais e na preponderância de seu interesse.

Divergência

Ficou vencido o ministro Edson Fachin, que, apesar de concordar com o mérito, entendeu que a ação não atende ao requisito da subsidiariedade e votou pelo não conhecimento da ADPF.

Leia mais:

27/6/2019 - Ministro revoga liminar que permitia utilização de fogos de artifícios ruidosos na capital paulista

 

Processos relacionados
ADPF 567

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O Blog Gama Livre sugere a leitura do texto da lei do DF, a 6647/2020.

LEI Nº 6.647, DE 17 DE AGOSTO DE 2020 (Autoria do Projeto: Deputado Reginaldo Sardinha)

Proíbe o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos ou qualquer artefato pirotécnico que produza estampidos no Distrito Federal e dá outras providências.

O Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal promulga, nos termos do § 6º do art. 74 da Lei Orgânica do Distrito Federal, a seguinte Lei, oriunda de Projeto vetado pelo Governador do Distrito Federal e mantido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal:

Art. 1º Fica proibido, no Distrito Federal, o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos ou qualquer artefato pirotécnico, exceto os que produzem efeitos visuais sem estampido ou barulho de baixa intensidade.

Parágrafo único. A exceção prevista no caput não se aplica aos eventos realizados com a participação de animais, em áreas próximas a zoológicos, santuários e abrigos de animais, em parques públicos e em áreas de preservação permanente.

Art. 2º A proibição a que se refere esta Lei estende-se a todo o Distrito Federal, em recintos fechados e abertos, áreas públicas e locais privados.

Art. 3º O descumprimento do disposto nesta Lei acarreta ao infrator a imposição de multa pecuniária correspondente a R$2.500,00, valor que é dobrado na hipótese de reincidência, sem prejuízo da apuração de crime de maus-tratos e da reparação do dano moral coletivo contra os animais.

§ 1º As pessoas jurídicas são responsabilizadas conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.

§ 2º Verificada a infração, são apreendidos seus produtos e instrumentos.

Art. 4º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 60 dias, contados da data de sua publicação.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor após 180 dias de sua publicação.

Art. 6º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 21 de agosto de 2020

DEPUTADO RAFAEL PRUDENTE
Presidente
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Perguntar não ofende: Por que o GDF não fiscaliza? Não fiscaliza por quê?

TRF2 recebe denúncia do MPF contra militar por crimes na Casa da Morte. Foi sequestro, cárcere privado e ESTUPRO durante ditadura. Deve ter aprendido com o Ustra

Terça, 2 de março de 2021

Imóvel usado pelo CIE em Petrópolis (fonte: memoriasreveladas.gov.br)

Do MPF

Sargento reformado do Exército vira réu por sequestro, cárcere privado e estupro durante ditadura

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra um sargento reformado do Exército por sequestro, cárcere privado e estupro de Inês Etienne Romeu, única sobrevivente da Casa da Morte, aparelho clandestino de agentes da repressão na ditadura militar, em Petrópolis. Com a decisão, Antônio Waneir Pinheiro de Lima (“Camarão”) vira réu e será julgado pela Justiça Federal de Petrópolis, que a princípio tinha rejeitado a denúncia.

O TRF2 concordou, por maioria, que a conduta do militar não estaria livre de julgamento em razão da Lei da Anistia (Lei 6.683/1979), como entendera magistrado em Petrópolis. Isso porque o Brasil foi um dos signatários da Convenção Americana de Direitos Humanos, que proíbe que leis internas impeçam a investigação de crimes contra a humanidade, como nesse caso. O TRF2 havia julgado em 2019 a favor de recurso do MPF contestando o alcance da lei de 1979, mas a defesa do militar propôs um recurso contra aquela decisão – o presente julgamento da 1ª Seção do TRF2 rejeitou o novo recurso (embargos infringentes).

AMAZÔNIA I: Após desmontar Inpe, Bolsonaro faz propaganda com satélite iniciado no governo Lula

Terça, 2 de março de 2021

Amazônia I é resultado dos investimentos em pesquisa no Inpe, que vêm caindo no governo Bolsonaro - Divulgação / Inpe

Primeiro satélite de observação da Terra projetado, integrado, testado e operado no país foi lançado no domingo (28)

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
 

O governo Jair Bolsonaro (sem partido) tem utilizado, desde a última semana, o lançamento do satélite Amazônia I para fazer propaganda política. O presidente, seus filhos, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e até o Itamaraty se vangloriaram do evento nas redes sociais. No entanto, a atual gestão federal foi responsável pela desestruturação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e é alvo frequente de críticas por cortes em pesquisa científica.

O projeto que resultou no lançamento do Amazônia I começou em 2008, durante o segundo mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O primeiro satélite de observação da Terra totalmente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil, foi lançado à 1h54 de domingo (28) no Centro Espacial Satish Dhawan, na província de Andhra Pradesh, na Índia.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Covid: E a cobra picou Ibaneis

Segunda, 1º de março de 2021

Do Blog Brasília por Chico Sant'Anna

Bia Kicis (PSL), Paula Belmonte (Cidadania) e Julia Lucy (Novo), parlamentares até aqui próximas do governo de Ibaneis Rocha (MDB), foram protestar à porta da casa dele contra o Lockdown. Reprodução do Instagram.

As manifestações de domingo, 28/2, à porta da residência particular de Ibaneis, mostraram bem que as cobras que ele alimentava resolveram dar o bote. Uma multidão foi lá protestar contra o lockdown. Em destaque, as deputadas Paulo Belmonte (Cidadania), Bia Kicis (PSL) e a distrital Julia Lucy (Novo). Três parlamentares envenenadas por um discurso bolsonarista do negacionismo, de não perceber que não há, no momento, outra alternativa para evitar mais mortes na Capital Federal, do que a ordem de ficar em casa.

Diz o ditado: “Quem cria cobra acaba sendo picado”. A população de Brasília pôde comprovar de perto a sabedoria popular no caso da cobra naja, que acabou picando quem lhe alimentava. A Naja foi exilada do Distrito Federal e hoje é atração no Butantã, em São Paulo. Melhor teria sido pra ciência e pesquisa candanga se por aqui tivesse ficado. Esta, contudo, é outra história. Hoje, vamos falar da aplicação do ditado popular na política, em especial na política candanga.

Desde o período pré-eleitoral de 2018, o agora governador Ibaneis Rocha (MDB) deu corda ao segmento de direita e conservador do eleitorado brasiliense. Instigou o ódio contra os segmentos progressistas da cidade. A todos rotulava com os adjetivos mais depreciadores possíveis. Eleito, não procurou a concórdia. A exemplo do presidente da República, não desceu do palanque e manteve o discurso de acuar os políticos de esquerda, em especial aqueles que foram eleitos para a Câmara Legislativa do DF e para a Câmara Federal. Para isso, manteve ouriçado seus perdigueiros.

Como eco, seus seguidores nas redes sociais, em especial, nos grupos de whatsapp e nos blogs alimentados com propaganda do próprio GDF, potencializam toda essa estratégia. Ser filiado a um partido de esquerda, estar na direção de uma associação não fisiológica ou de sindicato combativo de trabalhadores passou a ser um dos dez pecados capitais. Purgatório é pena pequena para esses “petralhas”.

Notícia nova sobre a reforma do Centro de Saúde 8 do Gama; mas a comunidade não pode abrir a guarda

Segunda, 1º de março de 2021
Faixa na frente do Centro de Saúde 8 (legalmente CS 7 do Gama)


De Juan Ricthelly, informe deste 1º de março

Olá pessoal!

Passando para dar uma atualização sobre o Posto de Saúde nº8.

O promotor Clayton Germano, responsável pela 2ª PROSUS [Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde — MPDF], acaba de me ligar dando um retorno sobre uma Notícia de Fato que fiz ano passado, após as declarações do governador Ibaneis e do deputado Daniel Donizet, que externalizaram publicamente a intenção de ceder o terreno do Posto 8 para o Hospital Maria Auxiliadora fazer um estacionamento como contrapartida para a construção de uma nova UBS.

Como boa parte de vocês deve lembrar, a comunidade reagiu negativamente, conseguimos pauta sobre a questão no DFTV e o discurso oficial do GDF mudou.

O promotor informou que tomou providências, questionando a Secretaria de Saúde sobre essa situação, que respondeu que, não havia nada nesse sentido, e que já existe um processo tramitando para retomar as obras e reabilitar o espaço.

Sabemos muito bem que não dá para confiar no governo, e que devemos seguir com os olhos bem abertos.

Devemos seguir exigindo que o posto seja reformado e entregue à comunidade exatamente onde se encontra.

É certo que se tivéssemos ficado em silêncio e acatado passivamente esse absurdo, ele teria passado tranquilamente, como um acordo de cavalheiros entre o governador, o autoproclamado deputado do Gama e os donos do hospital privado.


Estacionamento NÃO! Reforma JÁ!

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Entenda o caso acessando postagem do dia 30 de novembro de 2020. Clique no link adiante. 

Manifesto Médico Contra a Propaganda Anticientífica do CRMDF: Pela Ciência, Pela Vida

Segunda, 1º de março de 2021


Abaixo-assinado disponível na Avaaz.org


Heleno C.
 começou essa petição para 
Médicos podem se manifestar contrários à nota do CRMDF contra o Lockdown.
Caros e caras colegas médicos e medicas do DF pedimos sua adesão à esse Manifesto contra a Nota do CRMDF em 01/03/2021 que se opõe ao lockdown para o controle da pandemia de COVID-19. Segue-se o texto do Manifesto:


Manifesto Contra a Propaganda Anticientífica do CRMDF: Pela Ciência, Pela Vida

Nesse momento de extrema gravidade da pandemia pelo Novo Coronavirus no pais, os Conselhos Regionais de Medicina de vários estados estão sendo instados pela direção central do Conselho Federal de Medicina a propagandear contra o fechamento das atividades que visa a defender a vida das pessoas contra a morte pela COVID-19.
O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal saiu na lista dos negacionistas contra a vida no dia primeiro de março de 2021. Lançou nota contra o fechamento seletivo ou total de atividades não essenciais, conhecido pela palavra inglesa “lockdown”.
Enquanto as evidências científicas , instituições e autoridades sanitárias falam em favor do distanciamento social e do ‘lockdown’ em picos epidêmicos transmissíveis de pessoa a pessoa, os representantes estatais dos conselhos médicos lutam contra a epidemiologia, contra a ciência, contra a ética médica e contra a vida. Desviando de suas funções e papel, propagandeiam politicamente a mentira da ineficácia do lockdown e de que a economia fica abalada com o fechamento e orientam que as pessoas não cumpram a medida governamental. Que saiam de casa para trabalhar, contagiar e morrer. Negam o benefício do lockdown que ocorreu em países que resgataram e preservaram suas economias populares e que saíram da crise da Pandemia da COVID-19 mais fortes e mais preparados para se recuperarem em prazo mais curto sem tantas mortes.
Essa iniciativa do CRMDF estimulando a livre circulação do vírus está na contramão do que pensam e fazem os médicos brasileiros que não estão contra a vida. Os brasileiros lutam para sobreviver e viver em meio à maior Pandemia do século e os Conselhos Médicos, que são autarquias do estado criadas para assegurar as boas práticas da medicina, lutam contra a ciência para fazer valer sua adesão ao comportamento político negacionista do governo que ocupa o Poder Executivo do país. De forma inadmissível, mudam sua missão em defesa da ética e da boa medicina para fazer política contra a vida.
Médicos deveriam servir para aliviar a dor e prolongar a vida. As manifestações dos diretores dos conselhos médicos estão servindo à morte e aumentando a duração e intensidade da dor que os brasileiros enfrentam. Privilegiam o equivocado conceito monetarista de que o governo corta despesas e não emite dinheiro para financiar o auxílio emergencial individual e o suporte às micro e pequenas empresas para não falir durante a epidemia. Apoiam que o governo brasileiro continue sua política perversa de pagar juros da dívida pública aos rentistas banqueiros e que não emita financiamento público para defesa da vida e da economia popular. Apoiam tratamentos falsos  e ineficazes contra doença que mata e atuam contra a prevenção do contágio.  
Hoje todas as evidencias confirmam que a economia somente tem chances se a pandemia for controlada. A pressa pela abertura de setores da economia não contribui com o controle da doença. Retarda. Favorece novas mutações e aumenta as mortes. O racional e cientificamente indicado é interromper a transmissão pra depois voltar com segurança.
A situação epidemiológica é gravíssima e tende a piorar caso não sejam adotadas medidas urgentes para diminuição da transmissão do vírus. Deixar o vírus circular favorece tanto a expansão como também a mutação do vírus. Essa variante disseminada no território nacional mostra que as manifestações clínicas da doença estão mais complexas, além de mais rápida evolução também são mais graves com transmissão mais alta, internações longas e letalidade maior. Há relação clara entre a letalidade e qualidade de assistência médico hospitalar e por isso garantir acesso a leitos assume grande importância. Por tudo isso, a Saúde Pública recomenda a alternativa o lockdown.
Manifestamos nossa indignação e repugnância ao testemunhar que representantes de Conselhos médicos agem em favor da morte. Nós MÉDICOS abaixo assinados não podemos assistir omissos manifestações dessa ordem e afirmamos que não reconhecemos no CRMDF autoridade científica, política ou jurídica para representar a medicina do DF. Não nos aliamos àqueles que escolheram ser a vergonha no planeta inteiro diante de seus pares em outros países onde os médicos jamais cometeriam essa defesa da morte com danos irreparáveis à economia.
Assinamos Inicialmente com nome e CRM esperando mais assinaturas pela Internet: 

Ana Maria Costa CRMDF 4470
Ana Maria Segall Corrêa CRMDF 1913
Antonio Luiz Ramalho Campos CRMDF 1631
Beatriz Mac Dowel Soares CRMDF 3993
Danilo Aquino Amorim CRMDF 24554
Heleno Rodrigues Corrêa Filho CRMDF 1979
Ivonette Santiago de Almeida CRMDF 2018
João Bosco Soares Junior CRMDF 11542
Maria José Maninha CRM DF 2015
Patrícia dos Santos Massanaro CRMDF 24466
Rosali Rulli Costa CRMDF 2588 

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Acesse o abaixo-assinado aqui ou pelo link adiante.

https://secure.avaaz.org/community_petitions/po/medicos_podem_se_manifestar_contrarios_a_nota_do_c_manifesto_contra_a_propaganda_anticientifica_do_crmdf_pela_ciencia_pela_vida/?fWUDyqb&utm_source=sharetools&utm_medium=facebook&utm_campaign=petition-1187144-manifesto_contra_a_propaganda_anticientifica_do_crmdf_pela_ciencia_pela_vida

Maninha, ex- deputada e ex-secretária de Saúde do DF, protesta contra a posição do CRM/DF referente ao Lockdown

Segunda, 1º de março de 2021

Tem sido frequente as entidades médicas de caráter regional e nacional assimilarem e respaldarem o negacionismo de Bolsonaro. É uma contradição extrema de quem lida com a ciência e negá-la no seu exercício profissional. A manifestação delas, não representa o pensamento unitário da categoria. Varias outras entidades como sociedades de especialidade, CRMs estaduais, já expressaram a necessidade de implementação de medidas duras de controle da pandemia, como uso de máscaras, álcool em gel e vacinação em massa. Nós, médicas e médicos, lidamos com "salvar vidas" e no nosso dia à dia está se fazendo um esforço hercúleo no atendimento ao paciente. Hoje, com cerca de 258 mil mortes no país, não podemos deixar de protestar contra uma posição obscurantista, como essa, que não nos representa.

Maria José Maninha CRM DF 2015. Médica, ex-secretária de Saúde do DF, ex-deputada distrital, ex-deputada federal por Brasília.

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SITUAÇÃO CRÍTICA: Sociedade Paulista de Infectologia recomenda que governadores determinem lockdown

Segunda, 1º de março de 2021

Com um ano de pandemia, Brasil entra na lista das três nações com os piores números - Michel Dantas/ AFP

Organização afirmou que se cenário continuar do modo em que se encontra, haverá colapso da saúde

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

A Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) publicou, no último sábado (27), uma nota na qual expressa preocupação com a situação da pandemia de covid-19 no Brasil, mais especificamente no estado de São Paulo.

Segundo dados do Conselho de Secretarias Estaduais da Saúde (Conass), o país registrou nos últimos sete dias a média de 1.205 mortos por covid-19. Em números absolutos, São Paulo segue concentrando a maior quantidade de vítimas. Até agora, foram 59.492 óbitos.

::Um ano de covid-19 no Brasil: da gripezinha à tragédia anunciada::

No documento, a SPI afirma que “há uma total desconexão da vida cotidiana com a realidade da pandemia”. A organização explica que o fato de o Brasil ter novas variantes em circulação, somado à ausência de um programa nacional efetivo de imunização, bem como de medidas de prevenção e controle, coloca o país em um outro patamar de risco. 

“Pacientes graves têm alta taxa de morte e graves sequelas a despeito dos melhores recursos assistenciais. Que dirá em meio ao caos em que até oxigênio pode faltar? Na prevenção, uma vacinação lenta, em recortes populacionais, está fadada a não resultar em proteção efetiva em tempo oportuno”, afirma a organização em nota. 

::Brasil é o pior país do mundo no combate à pandemia, aponta estudo::

A SPI também defende que nesse ritmo, em que marcas expressivas de óbito e infectados ocorrem em intervalos cada vez mais breves, não podemos ter outro cenário em mente, se não, o colapso da saúde. E em meio ao caos não há vida, não há economia, não há nada além do que o incerto”.

Diante do cenário, a SPI recomenda aos governadores e ao presidente da República que concretizem as medidas de segurança entre a população, como lockdown, restrições maiores a serviços não essenciais, toque de recolher prolongado, testagem em massa e rapidez na vacinação. 

Clique aqui para ler a nota na íntegra.

Edição: Rebeca Cavalcante

Ministra do STF determina o restabelecimento imediato de leitos de UTI destinados ao tratamento de Covid-19 no MA, SP e BA

Segunda, 1º de março de 2021
Para a ministra Rosa Weber, não é constitucionalmente aceitável qualquer retrocesso nas políticas públicas de saúde, como ocorre com o decréscimo no número de leitos de UTI custeados pela União. 

Do STF
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à União que analise, imediatamente, pedidos de habilitação de novos leitos de UTI formulados pelos Estados do Maranhão, São Paulo e Bahia, junto ao Ministério da Saúde, para o enfrentamento da Covid-19. A relatora também determinou que a União restabeleça nesses estados, de forma imediata e proporcional às outras unidades federativas, os leitos de UTI destinados ao tratamento da Covid-19, caso custeados pelo Ministério da Saúde até dezembro de 2020, mas que tiveram leitos reduzidos nos meses de janeiro e fevereiro de 2021.

MPF propõe ação de inconstitucionalidade contra dispositivos da Lei Orgânica do Distrito Federal

Segunda, 1º de março de 2021
Do MPF

Segundo órgão ministerial, normas questionadas invadem competência da União e vão contra o princípio da separação de Poderes

O Ministério Público Federal (MPF) propôs ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra diversos dispositivos da Lei Orgânica do Distrito Federal que definem as prerrogativas do Poder Legislativo, a tipificação de condutas como crime de responsabilidade, assim como o processamento e o julgamento das infrações dessa natureza. De acordo com o órgão ministerial, as normas questionadas invadem competência exclusiva da União, segundo a Constituição Federal, para legislar sobre matéria penal e processual penal, além de infringirem o princípio da separação de Poderes.

O vento não levou

Segunda, 1º de março de 2021.

Hoje não é dia 29, pois neste ano de 2021 o mês  de fevereiro acabou ontem, dia 28. Mas em 29 de fevereiro de 1940 em Hollywood foi dia de premiação do Oscar. Então o texto abaixo faz sentido. Leia.


 Fevereiro

29

O vento não levou

O dia de hoje tem o costume de fugir do calendário, mas volta a cada quatro anos.
É o dia mais estranho do ano.
Mas este dia não teve nada de estranho  em Hollywood, em 1940.
Com toda a normalidade, em 29 de fevereiro Hollywood outorgou quase todos os seus prêmios, oito Oscar, a O vento levou, que era um longo suspiro de nostalgia pelos bons tempos de escravidão perdida.
E assim Hollywood confirmou seus hábitos. Vinte e cinco anos antes, seu primeiro supersucesso, O nascimento de uma nação, havia sido um hino de louvor ao Ku Klux Klan.

(Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos Dias’. L&PM Editores, 2012, pág. 77)