Quinta, 11 de outubro de 2012
Aline LealRepórter da Agência Brasil
A Organização Mundial de AVC (WSO) alerta que, no mundo, 15 milhões
de pessoas têm AVC a cada ano, e, dessas, cerca de 6 milhões não
sobrevivem. O presidente da WSO, Stephen Davis, na abertura do 8°
Congresso Mundial de AVC, que ocorreu hoje (10), disse que esse problema
“pode ser evitado, tratado e pode ser manejado a longo prazo”.
O acidente vascular cerebral decorre da insuficiência no fluxo
sanguíneo em uma determinada área do cérebro. Essa falta ou restrição no
fornecimento de sangue pode provocar lesão ou morte celular e danos nas
funções neurológicas. Além de provocar mortes, o AVC é a principal
causa de incapacidade em adultos no mundo.
A WSO recomenda, para saber se uma pessoa está tendo AVC,
primeiramente, pedir que a pessoa sorria e que se observe se o sorriso
está torto. Em seguida, verificar se ela consegue levantar os dois
braços. Outro passo é verificar se há alguma diferença na fala, se está
arrastada ou enrolada. Caso seja identificado algum desses sinais,
deve-se procurar imediatamente um serviço de saúde.
O Brasil participa da campanha mundial de combate ao AVC da WSO “6
em 1”. O nome da campanha é uma alusão à estatística que aponta que a
cada seis pessoas, uma terá AVC durante a vida.
No evento, Padilha assinou a habilitação que cria dois Centros de
Atendimento de Urgência – Tipo 3, voltados para pacientes com AVC, um em
Fortaleza (CE) e outro em Porto Alegre (RS). Este terá dez leitos e
aquele, 20 leitos.
Até 2014, o Ministério da Saúde deverá investir R$ 437 milhões para
ampliar a assistência a vítimas de AVC. Desse total, cerca de R$ 370
milhões serão utilizados para financiar leitos hospitalares e R$ 96
milhões serão aplicados na oferta de tratamento com uso de Alteplase
(enzima que ajuda na dissolução de coágulos sanguíneos).
