Quarta, 12 de março de 2014
Daniel Lima - Repórter da Agência Brasil
Grupo de trabalhadores da Força Sindical
transferiu para hoje (12), em frente ao Ministério da Fazenda, churrasco
de sardinha e abacaxi que havia sido marcado inicialmente para ontem
(11) São Paulo.
O
evento foi adiado pela Força Sindical, para coincidir, com reunião,
que ocorre neste momento, também no prédio do Ministério da Fazenda, do
ministro Guido Mantega com empresários de grandes grupos que atuam no
país.
Esta reunião estava marcada para ontem em São Paulo, mas foi
transferida para Brasília sob a alegação de que a representação do
Ministério da Fazenda, na capital paulista, não tem espaço de acolher
grande número de empresários.
A pauta da reunião, segundo o Ministério da Fazenda, abrange a
análise da conjuntura econômica. Um dos tópicos previstos, porém, é a
discussão da Medida Provisória (MP) 627. A MP altera a legislação
tributária federal do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Outro item previsto
para ser discuido na reunião é a revogação do Regime Tributário de
Transição (RTT).
Os trabalhadores trouxeram mais de 40 quilos do peixe e 30 abacaxis.
Eles dizem que pretendem com a manifestação mostrar indignação com a
demora do governo em resolver questões como o fim do Fator
Previdenciário, a atualização da tabela do Imposto de Renda e a
manutenção da fórmula que corrige o salário-mínimo, prevista para acabar
em 2015. Os trabalhadores pedem a prorrogação da metodologia até 2025.
“Enquanto o governo está recebendo os maiores empresários do Brasil lá em cima para comer caviar, nós vamos comer nossa sardinha, aqui em baixo. A política de correção do mínimo não foi ideia do governo, mas uma conquista das centrais de trabalhadores”, disse Carlos Lacerda da Federação de Metalúrgicos.
“Enquanto o governo está recebendo os maiores empresários do Brasil lá em cima para comer caviar, nós vamos comer nossa sardinha, aqui em baixo. A política de correção do mínimo não foi ideia do governo, mas uma conquista das centrais de trabalhadores”, disse Carlos Lacerda da Federação de Metalúrgicos.
Ele destacou ainda que as mudança na correção do salário mínimo não
prejudicou ninguém como especulava-se na época da adoção. “Foi
justamente essa política que mostrou que a adoção da metodologia não
quebrou prefeitura, não quebrou ninguém e nem vai quebrar: o que quebra é
a corrupção”, disse
