Sexta, 8 de agosto de 2014

Foto de Jonas Pereira
Para mudar o cenário da mobilidade no DF, entidades da sociedade
civil do Distrito Federal, dentre elas a Rodas da Paz, Movimento Nossa
Brasília e a União dos Ciclistas do Brasil, elaboraram uma
pauta-compromisso apontando propostas prioritárias que deverão ser
assumidas como compromissos pelos candidatos que pretendam se posicionar
verdadeiramente a favor da mobilidade sustentável na Capital Federal.
Segundo o diagnóstico elaborado pelas entidades e cidadãos envolvidos
no projeto, tendo como base o Plano Diretor de Transporte Urbano do DF
de 2011, a continuidade de investimentos no modelo rodoviarista de
cidade, fará com que o Distrito Federal pare de vez em 2020. “Esse
modelo, baseado na construção de túneis, viadutos e ampliações viárias,
resulta no uso excessivo de automóvel, estimulado ainda mais pelo
transporte público precário do DF” – alertam os líderes do movimento.
Uma Carta Compromisso, a ser submetida a todos os
candidatos,independentemente de cargos disputados, foi elaborada com a
participação de diversos movimentos, entidades e cidadãos, como uma
contribuição para qualificar o debate eleitoral.
No texto há três propostas prioritárias para os candidatos ao Palácio
do Buriti, e há também propostas endereçadas aos candidatos ao
Legislativo Federal (Senado e Câmara dos Deputados) e aos candidatos a
Deputados Distritais.
As três propostas prioritárias para os candidatos ao Palácio do Buriti são:
1. Inverter a atual prioridade dada aos meios de locomoção,
estabelecendo metas de redução do percentual das viagens diárias feitas
de carro ou moto, assegurando a fluidez preferencial aos pedestres, às
bicicletas e ao transporte coletivo, reduzindo os espaços destinados ao
uso individual do carro, vetando iniciativas como o projeto do
estacionamento subterrâneo da Esplanada dos Ministérios. Tais medidas
contribuem também para a redução da emissão de poluentes atmosféricos,
que prejudicam a qualidade do ar, bem como de gases de efeitos estufa.
2. Reestruturar o modelo de gestão da política de mobilidade da área
metropolitana, criando órgão gestor que coordene as instâncias e órgãos
pertinentes para evitar a fragmentação das ações governamentais.
Assegurar, ainda, o controle social das políticas públicas por meio de
Conselho deliberativo com participação paritária da sociedade civil, que
trate da formulação e avaliação de políticas e da transparência sobre
sua gestão.
3. Desonerar gradativamente o usuário do transporte público coletivo
do custeio do sistema de transporte, por meio da integração universal e
irrestrita com financiamento não-tarifário do sistema, visando a futura
implementação da tarifa zero.
Para conhecer a carta compromissos, clique aqui.
Fonte: Brasília por Chico Sant'Anna
