Domingo, 20 de abril de 2014
20/4/2014 às 00h11
De acordo filha de paciente, situação na ala de internação do HRAN é precária
Fernanda Domingues, do R7
O que era para ser uma internação rápida para a recuperação da mãe de
uma pneumonia, tornou-se um martírio para a jornalista Gabriela Cherman.
Segundo ela, a ala 2 de internação do HRAN (Hospital Regional da Asa
Norte), no Distrito Federal, está em condições precárias de atendimento.
Além de colchões espalhados pelo chão, macas enferrujadas, falta de
medicamento, o único chuveiro para atender os 18 pacientes e 18
acompanhantes da ala está remendado com um pedaço de lona e às vezes sai
água fria, às vezes água quente.
— O que mais me impressionou foi aquele chuveiro com aquela lona. Tem
dia que ele está quente, tem dia que ele está frio. Pessoas com
pneumonia, como minha mãe, têm que tomar banho na água fria, frisou a
jornalista.
Ainda segundo ela, o banheiro tem apenas dois vasos sanitários, sendo
que um está interditado. A mãe de Gabriela está internada no HRAN desde a
última segunda-feira (14).
De acordo com a jornalista, os pacientes chegaram a reclamar a uma
enfermeira responsável pelo setor, mas não obtiveram melhorias.
— Falei com uma enfermeira e ela disse que é o que tem. Eles não dão
muito papo para a gente. Tratam a gente como se a gente tivesse fazendo
um favor, contou.
A jornalista definiu a saúde pública do DF como precária e vista com total descaso pelas autoridades.
— Eu acho uma vergonha, uma falta de respeito porque os estádios já
estão todos prontos, está tudo certo para a Copa, mas se alguém precisar
de um hospital público, é uma vergonha. Varreram a cidade para debaixo
do tapete, destacou.