“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 17 de novembro de 2015

DNIT em manutenção. Qual a razão?

Terça, 17 de novembro de 2015
Estão em manutenção. Estradas em petição. De miséria, de miséria.

Um serviço que o site do DNIT prestava aos motoristas brasileiros está, em boa parte, 'em manutenção' desde 26 de junto de 2015. Isto é, já tem quase CINCO meses. Parece ser mais difícil atualizar o site do que construir e consertar estradas. Aliás, nem site e nem estradas.

Acesse o link
http://servicos.dnit.gov.br/condicoes/
e comprove como não deve ter homens trabalhando. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

MPF/DF propõe ação de improbidade contra ex-diretores do Dnit

Quarta, 2 de setembro de 2015
Do MPF
Gestores autorizaram a realização de obra pública por empresa escolhida sem licitação
O Ministério Público Federal em Brasília (MPF/DF) ajuizou ação de improbidade administrativa contra o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot e dois engenheiros do órgão. Pagot é acusado de dispensar a licitação para a escolha da empresa que faria a pavimentação da BR-440, em Juiz de Fora (MG). Em 2009, Pagot firmou um termo de cessão e sub-rogação, aceitando que parte das obras fosse executada pela OAS, sem a realização prévia de licitação. O então diretor-geral do Dnit ratificou outras subcontratações ilegais realizadas ao longo da execução do contrato. Os três já responderam a uma ação penal em função desse ato administrativo.
Além de Luiz Antônio Pagot, a ação também pede que sejam punidos, Hideraldo Luiz Caron e Luiz Munhoz Prosel Junior que ocupavam, respectivamente, os cargos de diretor de infraestrutura rodoviária e coordenador-geral de construção rodoviária do Dnit. O procurador da República Frederico Paiva destaca que o reconhecimento da possibilidade de subcontratação ignorou a existência de dois pareceres jurídicos contrários ao procedimento. A avaliação da Procuradoria Federal Especializada do Dnit foi no sentido de que a sub-rogação pretendida feria a Lei de Licitações (8.666/93) e também uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que vedou o procedimento a partir de maio de 2002.
O MPF apresenta uma evolução do contrato firmado em 1990. Os serviços foram feitos no trecho entre as Brs 040 e 267. Para o MPF, a contratação ocorreu de forma ilegal. “Os requeridos praticaram ato com ofensa direta ao princípio da legalidade uma vez que realizaram contratação direta, fora das hipóteses legalmente previstas na Lei 8.666/93, artigos 17, 24 e 25”, afirma um dos trechos do documento.
Na ação, o procurador pede que os três envolvidos sejam condenados com base no artigo 12 da Lei de Improbidade Administrativa (8.429/92). Entre as penas previstas estão a obrigação de ressarcimento dos prejuízos, o pagamento de multa, a perda de função pública e a proibição de contratar com o Estado.
Clique aqui para ter acesso à integra da ACP.
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Leia também: PRR3: Ibama não pode se omitir na fiscalização de siderúrgicas

segunda-feira, 25 de março de 2013

Ministério Público Federal denuncia 12 por desvio de R$ 14 milhões no DNIT. O ex-governador Marcelo Miranda (PMDB), do Tocantins, é um dos denunciados

Segunda, 25 de março de 2013
Do MPF
Valor é estimado sobre a média do superfaturamento aplicado pela quadrilha às obras públicas. Esquema durou cinco anos e envolvia empresários, funcionários públicos e um ex-governador
MPF/MS denuncia 12 por desvio de R$ 14 milhões no DNIT
Comemoração pela fraude: quadrilha tinha certeza da impunidade
O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) denunciou à Justiça uma quadrilha que desviou estimados R$ 14 milhões em recursos públicos federais destinados ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), entre 2001 e 2006, na unidade do órgão em Dourados.
 
Os recursos foram desviados através de contratos do DNIT com as empresas TV Técnica Viária Construções, Rodocon Construções Rodoviárias e ECR Sociedade Civil de Engenharia e Consultoria. As duas primeiras foram contratadas para executar obras e serviços na BR-163 e BR-267, em trechos dentro de Mato Grosso do Sul.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

MPF em Sergipe processa DNIT e empresa por terceirização irregular

Quarta, 10 de outubro de 2012
DNIT terceirizou irregularmente os cargos de assessor de comunicação e auxiliar administrativo
 
O Ministério Público Federal processou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Sergipe por contratar de forma irregular funcionários terceirizados para exercer as funções de assessor de comunicação e auxiliar de serviços administrativos. Também está sendo processada a empresa de locação de mão de obra, Tecserv, contratada para terceirizar tais serviços.

No processo, o procurador da República Heitor Alves Soares explica que a administração pública só pode terceirizar serviços que sejam acessórios ou complementares, tais como limpeza, segurança, vigilância, recepção, entre outros. “Os gestores públicos em geral são unânimes em alegar que a utilização de terceirizados é a única alternativa viável para não gerar problemas de continuidade na prestação de serviços públicos, no entanto, a terceirização, como todo ato administrativo, deve pautar-se pela legalidade e não por conveniência administrativa”, esclarece.

No caso do DNIT, o MPF alega que o órgão deveria ter realizado concurso público para o provimento dos cargos de assessor de comunicação e auxiliar de serviços administrativos. Este último, inclusive, tem funções idênticas às do cargo de técnico administrativo, pertencente ao quadro de pessoal efetivo do Departamento.

Liminar – O MPF requer que a Justiça obrigue, liminarmente, o DNIT a afastar os funcionários terceirizados que estejam cumprindo funções administrativas, no prazo de 120 dias. A ação civil pública pede ainda que o DNIT fique proibido de fazer qualquer contrato que implique em intermediação irregular de mão de obra. O Ministério Público pede que essas decisões sejam confirmadas ao final do processo, sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil.

O número do processo é 0005890-32.2012.4.05.8500
 
Fonte: MPF

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Manobra de ministério beneficia Delta em obra de R$ 223 milhões, diz CGU

Quinta, 28 de junho de 2012
Do Estadão

Relatório da Controladoria-Geral contesta aumento de preço e redução de serviços a serem feitos pela empresa, investigada na CPI do Cachoeira, na transposição do São Francisco

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
Relatório realizado pela Controladoria-Geral da União (CGU) indica que o Ministério da Integração Nacional usou uma manobra para celebrar aditivos com o consórcio liderado pela Delta Construções no âmbito da Transposição do Rio São Francisco, driblando a regra que proíbe aumento superior a 25% em contratos. 

A prática adotada foi a de retirar obras da lista de obrigações da empresa e aumentar o valor unitário dos itens que permaneceram no contrato. O ministério e a empreiteira negam qualquer irregularidade. 

 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Caso Cachoeira: Senador Pedro Taques pede que MP ouça ex-diretor do Dnit

Terça, 5 de junho de 2012
O senador Pedro Taques (PDT-MT) protocolou, nesta segunda-feira (04.06), uma representação pedindo que o Ministério Público Federal (MPF) ouça o ex-diretor geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, acerca das declarações de que possui "informações relevantes” sobre o "Caso Cachoeira”. Em Plenário, o parlamentar fez o anúncio, lembrando que, na CPI do Cachoeira, há requerimentos para a convocação de Pagot.

"Não é crível ou razoável que um cidadão há mais de um mês venha dizer que possui fatos graves a revelar em favor da nação e ninguém queira ouvir este cidadão. Todos nós estamos desejosos de ouvi-lo”, disse Taques.


Conforme cita Pedro Taques no documento, as investigações realizadas pela Polícia Federal e os trabalhos da CPMI no Congresso, revelaram que havia uma profunda conexão entre as obras tocadas pelo Dnit, a Construtora Delta e o grupo de Carlinhos Cachoeira. Ele pontua que somente do Dnit – autarquia ligada ao Ministério dos Transportes -, consta que foram efetuados pagamentos da ordem de 2,75 bilhões à Delta, no período de 2009 e 2011.

Afastado do cargo, Luiz Antonio Pagot tem manifestado seu interesse em depor à CPMI e às autoridades competentes, afirmando que possui informações relevantes. "Todavia, até o momento não foi ouvido”, enfatiza o senador Pedro Taques.

Segundo entrevista que concedeu à Revista Época no mês de abril deste ano, Pagot afirmou que Cachoeira atuava associado ao Diretor da Delta – Cláudio Abreu – na prospecção de negócios em todo o território nacional, atuando, inclusive, dentro do Dnit. Em outra passagem, ele afirmou que algumas de suas exigências desagradaram à Delta.

Na representação, Pedro Taques também citou a entrevista concedida à revistaIstoé, na qual Luiz Antônio Pagot denuncia a formação de caixa dois em favor do PT e do PSDB.

"Diante do exposto, considerando que os fatos acima narrados caracterizam, em tese, a prática de inúmeros crimes contra o patrimônio público da União, além de outros delitos, requer-se ao Ministério Público Federal no Distrito Federal que sejam tomadas todas as providências cabíveis, de índole investigatória e judicial, no sentido de que todos os envolvidos sejam punidos, na medida da sua culpabilidade, começando pela oitiva do Sr. Luiz Antonio Pagot”, finaliza Pedro Taques.

Fonte: Assessoria do Senador Pedro Taques

sábado, 14 de abril de 2012

CGU aponta fraudes em obras da Delta

Sábado, 14 de abril de 2012
 Do Estadão
FÁBIO FABRINI - Agência Estado
A Controladoria Geral da União (CGU) apontou irregularidades em obras da Delta Construções, cujos contratos somam R$ 632 milhões. Auditorias do órgão, responsável pelo controle interno do governo federal, listam pagamentos ilegais, indícios de superfaturamento, execução de serviços sem qualidade e diversos outros tipos de impropriedade em contratos da empresa, fiscalizados a partir de 2007.

Uma das principais construtoras do setor rodoviário no País, a Delta concentra atividades no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), além de atuar em aeroportos e em megaempreendimentos como a Transposição do Rio São Francisco. Nas estradas federais, a CGU encontrou problemas em ao menos 60 obras de pequeno, médio e grande portes nos últimos cinco anos.

Em boa parte dos casos, houve falhas nas licitações e o valor dos contratos foi inflado, não raro acarretando prejuízo ao erário. Segundo os auditores, a precariedade da fiscalização do governo favoreceu as irregularidades. Leia a íntegra

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Estudo prova falência estrutural do Dnit e incapacidade de fiscalizar obras

Domingo, 19 de fevereiro de 2012
Deu em "O Estado de S. Paulo"
Auditor nomeado vice-chefe do órgão levantou dados que comprovam impossibilidade de atingir eficiência na área de Transportes e confessa: 'O Dnit não tem condições de tocar o PAC. Como ter controle num órgão que gere R$ 15 bi e tem 7 auditores?'

Fábio Fabrini
Nomeado vice-chefe do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) após a "faxina" promovida pela presidente Dilma Rousseff, o auditor da Controladoria-Geral da União (CGU) Tarcísio Gomes de Freitas se diz à frente de uma autarquia falida, sem condições de executar suas principais funções. Espécie de interventor do órgão, no cargo há pouco mais de cinco meses, ele desabafa: "O Dnit não tem condições de tocar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O que fazem com ele é uma covardia".

Como diretor executivo do Dnit, o auditor concluiu em dezembro estudo que evidencia a impossibilidade de atingir as pretensões de eficiência do programa na área de Transportes. Fora a cultura de corrupção, que remonta ao extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), as deficiências estruturais empacam obras e favorecem desvios. Falta quem fiscalize a execução de contratos ou pague, com a devida celeridade, pelas medições de serviços prestados por empreiteiras. Leia a íntegra

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

TCU encontra irregularidades em obra do Dnit na BR-440

Quinta, 29 de dezembro de 2011
Da Agência Brasil

Daniella Jinkings - Repórter
O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de graves irregularidades nas obras de implantação da rodovia BR-440, próximo a Juiz de Fora, em Minas Gerais. A fiscalização constatou que não houve análise da concorrência, o projeto básico é deficiente e o contrato foi sub-rogado e reajustado acima do limite legal. A construção da rodovia está sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

A situação da obra foi comunicada à Comissão Mista de Orçamentos do Congresso Nacional. O TCU determinou ao Dnit que rescinda o contrato firmado com a construtora. O tribunal ainda apura se houve indícios de sobrepreço no contrato. Além disso, a execução da obra pode ser condicionada à reparação das irregularidades.

No acórdão, o ministro-relator, Raimundo Carreiro, disse que as supostas irregularidades indicavam a inexistência de projeto executivo, ausência de licenciamento ambiental e falta de previsão no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de uma rodovia federal cortando a cidade. “A falta de projetos e as obras feitas a qualquer custo precisam ser extirpados das ações quotidianas das administrações públicas federal, estadual e municipal”.

Para o ministro, as alegações de que tais obras irão propiciar conforto e segurança aos veículos e pedestres não são compatíveis com boas práticas de gestão da coisa pública. “A rodovia não pode continuar a ser construída sem que haja um projeto executivo adequado e bem elaborado, contendo estudos atualizados e de qualidade, com nível de detalhamento suficiente para que sejam evitados sobrepreços e superfaturamentos”.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CGU abre investigação para apurar novas denúncias no Dnit

Quarta, 5 de outubo de 2011
Da Agência Brasil
Débora Zampier - Repórter
A Controladoria-Geral da União (CGU) informou hoje (5), por meio de nota, que iniciou uma sindicância para apurar novas denúncias sobre irregularidades envolvendo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a organização não governamental Instituto Nacional de Desenvolvimento Ambiental (Inda).

A edição da revista Veja desta semana relaciona o general Jorge Fraxe, que assumiu a diretoria-geral do Dnit após a saída de Luiz Antonio Pagot, a um esquema de corrupção. De acordo com a revista, Fraxe mantém relações estreitas com o gerenciamento do Inda. Além de Fraxe, a revista aponta o envolvimento de duas funcionárias do Dnit, nomeadas na gestão de Pagot, que permaneceram nos cargos depois da série de demissões no Ministério dos Transportes e órgãos subordinados.

domingo, 25 de setembro de 2011

Dilma começa, mas não termina faxina em ministérios

Domingo, 25 de setembro de 2011
Do "O Estado de S. Paulo"

Limpeza ocorreu só na cúpula dos Transportes e no Dnit; Valec está sob comando interino e demissões na Conab ficaram na promessa

Mesmo com o respaldo da população - que deu manifestações de apoio nos atos públicos de 7 de Setembro, em Brasília, e na semana passada, no Rio -, a presidente Dilma Rousseff fez uma faxina incompleta nos setores do governo envolvidos em corrupção, irregularidades e mau uso do dinheiro público (veja gráfico ao final deste exto). A limpeza só ocorreu na cúpula do Ministério dos Transportes e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Na Valec, a estatal responsável pela construção das grandes ferrovias previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como a Norte-Sul e a Oeste-Leste, foi afastado só o presidente José Francisco das Neves, o Juquinha. Ele saiu no rastro do escândalo que abalou o Ministério dos Transportes, no início de julho. Investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) indicaram desvios de R$ 279,7 milhões na Valec.

Juquinha foi substituído interinamente por Felipe Sanchez da Costa, diretor da Valec, mas, segundo informações de dentro da estatal, quem manda de fato na empresa é Luiz Carlos Oliveira Machado, diretor de Engenharia, um protegido do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A Ferrovia Norte-Sul, uma das principais obras da Valec, foi iniciada no governo Sarney (1985-1990) e nasceu envolvida em escândalos. Na época, descobriu-se que a licitação havia sido dirigida e os vencedores já eram conhecidos havia meses.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Passos no caminho da impunidade

Terça, 16 de agosto de 2011
Ser contra comissões parlamentares de inquéritos (CPI) para apurar roubalheiras ou suspeitas de roubalheiras em qualquer dos ministérios é, de fato, dar passos gigantes na direção da impunidade e da retirada de uma das funções dos parlamentares, que é a função fiscalizadora, função essa determinada pela Constituição.

Paulo Sérgio Passos, que substituiu o senador Alfredo Nascimento no Ministério dos Transportes quando da explosão dos escabrosos casos de corrupção no Dnit, defendeu em depoimento no Senado que não se criasse CPI para apurar denúncias na sua pasta. E nem em outros ministérios.

Amanhã (17/8) ele, possivelmente, vai repetir a mesma conversa, o mesmo ponto de vista que tem sobre CPIs, na Câmara dos Deputados.

Para ele a Controladoria-Geral da União (CGU) é que deveria fazer o trabalho de fiscalização. A CGU e os órgãos de auditoria, admite. Parece que apesar de ministro, não engole que os deputados e senadores exerça a função fiscalizador. E veja que essa função dos parlamentares é no mundo todo, pelo menos nos Estados considerados democráticos. Se o ministro estiver certo em sua defesa, que se altere a Constituição.
 
Mas que Passos pisou em falso, pisou.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Alfreeedo!

Quinta, 4 de agosto de 2011
O ex-ministro do Transportes, Alfredo Nascimento, que reassumiu a cadeira de senador, fez um longo discurso ontem (3/8) na tribuna do Senado, de onde tentou explicar a corrupção dentro do seu ministério.

O que poderia ser visto como um ato nobre de falar sobre os seus pecados —e de seu grupo dentro do ministério—, se analisados alguns aspectos foi uma confissão de, no mínimo, incompetência, fraqueza e omissão próprias, além de coisas imperdoáveis para a Presidência da República. Além disso, muitas respostas do senador deixaram ainda mais dúvidas sobre o imbróglio nos Transportes.
 
Ele, o ministro, pouco falou sobre a corrupção envolvendo o ministério, em especial o Dnit e a Valec. Tentou tirar o couro da frente da chibata, alegando o que não poderia ser alegado. Tentou convencer que os escabrosos fatos denunciados pela mídia foram fatos ocorridos em período que ele estava afastado. Em sua defesa (?) afirmou que não gerenciou o orçamento de 2010, bem como não foi responsável pela elaboração do de 2011.
 
Como alegar isso, se ele era ministro desde o início do primeiro governo Lula, tendo se afastado apenas num curto período para se dedicar à sua campanha ao Senado? Estaria insinuando coisas contra o seu interino, o atual ministro Paulo Sérgio Passos? Um processo de corrupção como o denunciado não pode surgir da noite para o dia.

O ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, já havia diagnosticado a situação no Ministério dos Transportes: era um caso grave em que a corrupção fazia parte do DNA do Dnit. Se fazia parte do DNA, seria coisa antiga. Se coisa antiga, já vinha desde a gestão de Nascimento no primeiro governo Lula. Sendo assim, não poderia ser do desconhecimento do ministro. E mais, se ao voltar de sua campanha eleitoral, já que descobriu as tramóias no ministério, qual a razão de não demitir os suspeitos e os responsáveis por tudo isso?
 
O pior é que o senador Nascimento sem querer (ou querendo?) dedurou o núcleo central do governo Dilma. Segundo o discurso no Senado, a ministra do Planejamento e a própria presidente foi informada da questão.
 
Se a presidente tomou conhecimento dos problemas, por que não fez a faxina de imediato, deixando para fazê-la apenas empurrada pelas denúncias da imprensa quando colocou os podres dos Transportes para fora?
 
Uma coisa é certa. O senador Nascimento pouco ou nada acrescentou para o esclarecimento dos rumorosos, e bilionários, casos de corrupção dentro do Ministério dos Transportes. 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mesa do Senado recebe requerimento para CPI da corrupção dos Transportes

Terça, 2 de agosto de 2011
Foi encaminhado à Mesa Diretora do Senado o requerimento para a criação da CPI para apurar a corrupção no Ministério dos Transportes. Foram 27 assinaturas de senadores. O encaminhamento ocorreu minutos atrás pelo senador Álvaro Dias (PSDB-Paraná).
Fotógrafo: Waldemir Barreto / Agência Senado 02/08/2011
 Alfredo Nasimento, ex-ministro dos Transportes, tentando se explicar hoje no Senado.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

E ainda querem amordaçar a imprensa

Sexta, 29 de julho de 2011
A “faxina” (entre aspas mesmo) de Dona Dilma só anda empurrada pelas denúncias da imprensa, quando deveria ser uma rotina do governo.
 
Até parece aquela situação em que a faxineira não move uma vassoura, não sacode uma poeira, não tira um móvel do lugar, se a dona da casa não estiver no local apontando para a sujeira.
 
Só depois que a imprensa, no caso o jornal O Globo, denunciou nesta sexta (29/7) que o coordenador de Operações Rodoviárias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Marcelino Augusto Rosa, era suspeito em razão de a sua mulher ser representante dos interesses de empresas que mantêm contratos milionários com o DNIT é que ele deixou o cargo. A sua exoneração deverá ser publicada no Diário Oficial da União da próxima segunda-feira. Como sempre, “a pedido”.
 
Quem será o próximo? Quem será a próxima peça desse dominó de horror ético a tombar?
 
Uma coisa é certa. Só se for empurrada pela imprensa, pois do contrário as coisas serão jogadas, como vinham sendo, para debaixo do tapete.

Faxininha ruim

Sexta, 29 de julho de 2011
                      Google Imagem

Quando parecia que a tal faxina de Dilma era coisa para valer, eis que surge mais uma suspeita de “jogadas” dentro do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Quem olha de fora acha que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) não está fazendo nada, não estaria levantando a ficha de servidores que são nomeados para cargos no governo federal. Acredite quem quiser, mas eu não vou nessa conversa de que a Presidência —não digo a presidente— não tome conhecimento da vida pregressa, e presente, de figuras que estão na fila para nomeações.

No DNIT, só depois de denúncias da imprensa, que é essa coisa tão combatida pelos governantes, caiu um monte de gente que vinha metendo os pés pelas mãos há muitos anos. A cada figura que caía uma nova personagem era nomeada em seu lugar. Agora é a vez de um servidor promovido a coordenador-geral de Operações Rodoviárias do DNIT ter suspeitas levantadas contra ele. E, mais uma vez, pela imprensa. O jornal O Globo em sua edição de hoje (29/7) afirma que o nomeado, Marcelino Augusto Rosa, responde a processo disciplinar na CGU (Controladoria Geral da União) por suposto favorecimento de empreiteiras. Ainda segundo o jornal, ele faria uma dobradinha com sua mulher, que representa no DNIT interesses de empreiteiras.
 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Condenado por peculato manda no DNIT em São Paulo

Quarta, 27 de julho de 2011
Em que mãos se encontra o dinheiro do povo. Não bastasse o que já vimos até aqui no Ministério dos Transportes, agora é divulgado, pelo jornal O Globo, que o chefe da Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes —DNIT— no estado de São Paulo cumpriu pena de dois anos e dois meses por peculato. Ele, quando seu pai foi prefeito de Ipaussu, São Paulo, desviou sacos de cimento da prefeitura.

Ricardo Rossi Madalena, que está no DNIT desde 2008, tinha todas as qualificações para ocupar o cargo, ou não?

Diretor financeiro do Dnit é réu por corrupção

Quarta, 27 de julho de 2011
Deu no Estadão
Segundo promotoria do Tocantins, o então delegado Geraldo Lourenço de Souza integrava em 2003 uma quadrilha que explorava jogos de azar

Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

O diretor de Infraestrutura Ferroviária e diretor interino de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Geraldo Lourenço de Souza Neto, é réu em uma ação penal no Tocantins, na qual é acusado pelo Ministério Público de corrupção passiva e falsidade ideológica.

Segundo a promotoria, Lourenço integrava, em 2003, uma quadrilha que explorava jogos de azar. À época, ele era o delegado titular da Delegacia Estadual de Crimes Contra os Costumes, Jogos e Diversões. De acordo com os promotores, o diretor do Dnit recebia semanalmente R$ 1.500 de um contraventor para se abster de combater a exploração de máquinas caça-níqueis e também trabalhava para a "aniquilar" a concorrência do homem que lhe pagava a propina.

Na denúncia, o Ministério Público afirma que o contraventor pagava despesas de viagem e alimentação dos agentes públicos que operavam para acabar com os concorrentes.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pagot já pegou (não é pagou) o boné

Segunda, 25 de julho de 2011
Pronto! Pagot já é ex-diretor do DNIT —Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Ele usou um representante para entregr hoje sua carta de demissão ao ministro Paulo Sérgio Passos, dos Transportes.

Resta agora o Ministério Público seguir os rastros dele no Ministério dos Transportes para apurar as possíveis falcatruas durante suas gestões, tanto no governo Lula, quanto no atual. Não se pode deixar isso por conta dos órgãos de controle do próprio Executivo.