Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Passos no caminho da impunidade

Terça, 16 de agosto de 2011
Ser contra comissões parlamentares de inquéritos (CPI) para apurar roubalheiras ou suspeitas de roubalheiras em qualquer dos ministérios é, de fato, dar passos gigantes na direção da impunidade e da retirada de uma das funções dos parlamentares, que é a função fiscalizadora, função essa determinada pela Constituição.

Paulo Sérgio Passos, que substituiu o senador Alfredo Nascimento no Ministério dos Transportes quando da explosão dos escabrosos casos de corrupção no Dnit, defendeu em depoimento no Senado que não se criasse CPI para apurar denúncias na sua pasta. E nem em outros ministérios.

Amanhã (17/8) ele, possivelmente, vai repetir a mesma conversa, o mesmo ponto de vista que tem sobre CPIs, na Câmara dos Deputados.

Para ele a Controladoria-Geral da União (CGU) é que deveria fazer o trabalho de fiscalização. A CGU e os órgãos de auditoria, admite. Parece que apesar de ministro, não engole que os deputados e senadores exerça a função fiscalizador. E veja que essa função dos parlamentares é no mundo todo, pelo menos nos Estados considerados democráticos. Se o ministro estiver certo em sua defesa, que se altere a Constituição.
 
Mas que Passos pisou em falso, pisou.