Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 25 de novembro de 2017

História da Shell mostra que lobby e corrupção estão no DNA da empresa

Sábado, 25 de novembro de 2017
Da AEPET

Escrito por  Rede Brasil Atual
 
É bom lembrar que no Brasil o lobby não é regulamentado, o que o torna uma porta aberta para a corrupção

Empresa anglo-holandesa responde a acusações criminais na Suprema Corte da Nigéria por desvio de recursos públicos e pagamento de propinas durante a compra de um dos maiores campos de petróleo do país

Beneficiada pelo lobby britânico que resultou em uma série de vantagens fiscais e concessões feitas pelo governo Temer, a Shell já é velha conhecida na indústria de petróleo por modi operandi que passam ao largo da lei. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) divulgou nota ontem (22) sobre o histórico de atuação da empresa. A anglo-holandesa responde a acusações criminais na Suprema Corte da Nigéria por desvio de recursos públicos e pagamento de propinas durante a compra de um dos maiores campos de petróleo do país, vendido por US$ 1,3 bilhão, dos quais apenas US$ 210 milhões chegaram aos cofres do governo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Justiça determina que Petrobras e ANP suspendam venda da BR Distribuidora

Segunda, 5 de dezembro de 2016

Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
A 3ª Vara da Justiça Federal em Sergipe determinou à Petrobras e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que suspendam a venda de participação acionária na Petrobras Distribuidora. A decisão, em caráter liminar, ainda comporta recurso ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5).

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Enquanto Cunha chorava, Câmara liberava o pré-sal da Petrobras aos estrangeiros

Quinta, 7 de julho de 2016
Do Blog do Esmael
fup_pre_sal 

Por 22 votos favoráveis e cinco contrários, a Comissão Especial da Petrobras e Exploração do Pré-Sal aprovou nesta quinta-feira (7) o Projeto de Lei 4567/16, que entrega o pré-sal para as petrolíferas multinacionais. A votação foi ofuscada com o choro de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, no acordão com Michel Temer (PMDB), renunciou a presidência da Câmara para preservar o mandato. Continue lendo

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quarta-feira, 16 de março de 2016

O processo interno de privatização da Petrobrás e a corrupção

Quarta, 16 de março de 2016
* por José Menezes Gomes
O processo de privatização interna da Petrobras teve um grande impulso no governo FHC, quando em 1997, logo após a quebra do monopólio, com Joel Rennó na presidência1, se realizou um acordo dando exclusividade a Oderbrecht em futuras parcerias2. Este processo teve continuidade nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff, tendo como consequência o aprofundamento do processo de terceirização de funções antes exercidas pela estatal. A quebra do monopólio, definida pela lei 9.478 de 1997, visava criar um ambiente propício aos investimentos privados em exploração e produção. Tal processo foi acompanhado por iniciativa de dentro do governo de preparar o terreno para o surgimento de empresas privadas que passassem a ocupar o espaço até então exclusivo da estatal. Nesta direção a Petrobras foi liberada de procedimentos rigorosos de contratação com flexibilização de regras para supostamente poder concorrer com as grandes do setor. Em seguida FHC mudou o estatuto da empresa em 1999, permitindo a venda de parte das suas ações diretamente na bolsa de nova Iorque, nos chamados ADRs, o que facilitou a aquisição das ações por estrangeiros. Além disso, a Petrobras passou a contratar empresas terceiras para desempenhar funções antes exercidas por ela.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Caiu a ficha. "Depois do entreguismo subterrâneo do Pré-sal, só resta a terceira via"

Sábado, 27 de fevereiro de 2016
"Basta de discursar pelos pobre outorgando privilégios para os barões da mídia e para banqueiros. Fazendo concessões espúrias no apagar das luzes."
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*João Vicente Goulart
Jango golpeado pelas “Reformas de Base”              

O que vimos ontem [24/2/2016] na votação do PLS 131 da Petrobras foi vergonhoso, rasteiro, inoportuno com nossa história de lutas a mercê da traição governamental da qual tínhamos esperança de resistência.

Estamos, todos aqueles que amamos o Brasil e nossa nacionalidade, iludidos, magoados e com muita falta de esperança, roubada no mais indigno e subterrâneo ocaso oportunista da subtração de nossos princípios de luta, com a atitude do governo ao negociar por debaixo do tatame a entrega do Pré-sal, e a retirada da Petrobras do controle dos investimentos de nossas riquezas petrolíferas.

A negociação espúria, ao apagar das luzes, deixou os próprios parlamentares da base a ver navios.Navios negreiros, navios dos anjos negros, navios das sete irmãs petroleiras internacionais que naquele momento zarpavam e começavam a navegar a partir de nossas costas, transportando nossas esperanças como fizeram portugueses e espanhóis na nossa América Latina colônia. O ouro mudou de cor, mas não mudou de dono.

Sentimo-nos traídos e pior, desamparados por quem acreditávamos estar confiando e defendendo o patrimônio público de nossa Pátria.

A surpresa após a votação no Senado com o placar de 40 a 26, com duas abstenções, negociados dentro do Planalto com a oposição na parte da tarde, retirando da Petrobras a primazia do direito de exploração do Pré-sal, foi um ato de covardia, pois, não precisava tanto, bastava então, entregar o governo aos grandes bancos, aos interesses multinacionais, ao mercado ou, se quisessem aos perdedores da eleição de 2014, para que capitaneassem  essas naves junto aos entreguistas e outros mercadores do destino nacional,  terminando de privatizar o Brasil, ou melhor, continuar a vendê-lo como fez  o príncipe guru das privatizações, FHC, lesando a Pátria, seus filhos e descendentes, como um verdadeiro Pizarro, sangrando as “veias abertas” de nosso povo.

Está na hora de repensar nosso destino, nossos caminhos, reaver nossas esperanças e mergulharmos na história do trabalhismo; reagrupar as forças, extrair de nossas raízes os exemplos de lutas e de propostas da resistência nacional.  E, para tanto, temos direito de chão adquiridos ao longo de nossa trajetória.

Temos história de sobra para isto.

O trabalhismo propôs ao país o salário mínimo, a CLT, o voto feminino, a organização sindical, a reforma agraria, a reforma tributária, taxando o patrimônio das empresas, não os assalariados. Propusemos a reforma educacional, a lei do controle das remessas de lucros, a reforma urbana, a reforma bancaria que nenhum outro governo se animou a tocar; já desapropriamos empresas estrangeiras que exploravam e sugavam os trabalhadores brasileiros, já encampamos refinarias e outorgamos o monopólio à Petrobras, tanto da extração quanto do refino e já mostramos do que somos capazes, sem temer as reações dos prepotentes das baionetas e dos donos do capital.


Já é hora de lembrar isto ao povo brasileiro: nossas riquezas são nossas e não de quem tenha mais.

A democracia é a arte política da maioria de conquistar novos objetivos e não pode ser traída por interesses pessoais imaginando a eventualidade da ruptura institucional, arquitetada por manipulações subterrâneas em tribunais não representativos ou eleitos.

Já sofremos golpes contra nossas propostas, já amargamos exílio por não trair as conquistas sociais e políticas do nosso povo. Mas continuamos a almejar a libertação de nossos trabalhadores, donos reais de todas as riquezas desta terra miscigenada e brasileira.

A eleição de 2018 está próxima e nós temos história, nela temos propostas e no caminho desafios.

Falta botar a coragem na rua, “nas praças que são do povo e só ao povo pertencem”, e como disse também  Jango, alertando os falsos democratas:
  
-​"Desgraçada a democracia se tiver que ser defendida por tais democratas.
 
Democracia para esses democratas não é o regime da liberdade de reunião para o povo: o que eles querem é uma democracia de povo emudecido, amordaçado nos seus anseios e sufocado nas suas reinvindicações.

A democracia que eles desejam impingir-nos é a democracia anti-povo, do anti-sindicato, da anti-reforma, ou seja, aquela que melhor atende aos interesses dos grupos a que eles servem ou representam.

A democracia que eles querem é a democracia para liquidar com a Petrobrás; é a democracia dos monopólios privados, nacionais e internacionais, é a democracia que luta contra os governos populares e que levou Getúlio Vargas ao supremo sacrifício."

Nossa proposta deve ser clara, objetiva e transformista, na legalidade constitucional, na doutrina que nos orienta do positivismo, mas além de tudo ampla e nacionalista. Vamos propor a nossa luta sem dissimulo, vamos propor a retomada e reestatização da Vale, da Embratel, Telesp, Telemar, CEEE, CSN, BEG, BEA, etc., etc. e de tantas outras privatarias que não caberiam neste artigo.

A terceira via está em curso. É o trabalhismo nacionalista.

Tem cara e tem coragem, tem história e realizações suficientes para a retomada da Pátria, para a retomada da soberania, da dignidade, da educação e das oportunidades iguais para todos.

Basta de conversinhas meritocratas em um país tremendamente injusto e sem igualdade de oportunidades.

Basta de discursar pelos pobres outorgando privilégios para os barões da mídia e para banqueiros. Fazendo concessões espúrias no apagar das luzes.

O bipartidarismo entre oposição e governo está no fim, está nas mãos do povo brasileiro em 2018, construir a terceira via.

A terceira via é a via trabalhista e nacionalista, vamos abraçar esta luta, vamos abraçar o Brasil.

Com liberdade não ofenderemos, não temeremos e muito menos compactuaremos com os direitos de nossos trabalhadores.
 
*João Vicente Goulart
Diretor do IPG- Instituto Presidente João Goulart 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Perguntas que não querem calar


Sexta, 13 de novembro de 2015
Do PSTU
Editorial do Opinião Socialista nº 508
Quando fechávamos esta edição, os petroleiros já entravam no 14º dia da greve mais forte que já fizeram desde 1995. Eles, efetivos e terceirizados, necessitam de solidariedade, porque enfrentam a corrupção, a privatização, a desnacionalização da Petrobrás e a exploração. É hora de dizer “somos todos petroleiros”, porque se os petroleiros ganham, ganhamos todos nós trabalhadores.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Porque o petróleo tem que ser nosso

Segunda, 21 de setembro de 2015
Da Tribuna da Imprensa
Por MAGNO MENDES - Via FIST -
A recente onda dos entreguistas de recursos brasileiros tenta justificar a privatização da extração do petróleo seja pela falta de recursos para os investimentos colossais necessários para a exploração do pré-sal seja porque empresas privadas supostamente seriam mais eficientes na extração do petróleo. Duas mentiras descaradas que serão desmascaradas neste texto.
Em relação aos recursos precisamos primeiro lembrar que diferentes fontes colocam o valor mínimo para a viabilização do pré-sal em 45 dólares por barril já considerando o custo de endividamento para a extração. Porém apesar do barril de petróleo estar atualmente neste patamar estimativas de mercado e do banco mundial colocam os preços do petróleo subindo. Logo, não existe necessidade de privatização por falta de recursos até porque empresas privadas precisariam de taxas de lucro maiores pois tem custos de captação de recursos muito mais altas que o governo brasileiro ou a Petrobrás.
Em relação ao suposto ganho de eficiência com a privatização podemos rapidamente comparar o custo de extração da Petrobrás de cerca de 9 dólares por barril com a média mundial de 15 dólares por barril para rever nossos conceitos. Assim encontramos que a performance da Petrobrás é melhor do que a média mundial se equiparando aos custos do Oriente Médio que são os menores do mundo, local do planeta aonde a extração de petróleo é mais fácil. Quando comparamos a taxa de retorno da Petrobrás com a de grandes empresas petrolíferas internacionais como Exxon, BP, Shell e Chevron encontramos que as estrangeiras têm pífias taxas de retorno de 0,1% a 0,2% na média dos últimos 5 anos o que não as coloca mais rentáveis que a Petrobrás apesar dos últimos anos terríveis de gestão petista na empresa. Então no que o Brasil ganharia privatizando o petróleo? Não é o Brasil que precisa das empresas petroleiras internacionais são elas que precisam do Brasil! Se nos anos 50 elas controlavam 85% das reservas de petróleo do mundo em 2013 controlavam tão somente 10%. Assim fica claro a quem servem aqueles que desejam a privatização.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Não aos leilões do petróleo: Plenária da campanha 'O Petróleo Tem que Ser Nosso' debate rumos do movimento nesta quarta

Quarta, 12 de agosto de 2015
O Sindipetro-RJ sedia nesta quarta-feira, 12 de agosto, às 17h, importante plenária da campanha 'Todo Petróleo Tem que Ser Nosso' no Rio de Janeiro. Diante de uma conjuntura de fortes ataques ao caráter público da Petrobrás e ao controle social das reservas de petróleo brasileiro, o movimento social no Rio de Janeiro precisa se organizar para dar uma resposta coletiva.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

CPI DA PETROBRAS? A CRIAÇÃO DE UMA COMISSÃO DA VERDADE SERIA MAIS PRÁTICO

Sexta, 27 de fevereiro de 2015
Do Blog Política Econômica do Petróleo
Por Wladmir Coelho
CPI DA PETROBRAS ?



A CRIAÇÃO DE UMA COMISSÃO DA 



VERDADE SERIA MAIS PRÁTICO



http://politicaeconomicadopetroleo.blogspot.com.br/

O relator da CPI da Petrobras, deputado Luíz Sérgio PT- RJ,  defende a inclusão nas investigações do período Fernando Henrique Cardoso. Concordo. E ampliando envio, respeitosamente, uma sugestão ao ilustre relator: O retorno no tempo deve abranger todos os governos desde Getúlio Vargas.

Na realidade o governo precisa criar uma COMISSÃO DA VERDADE DA PETROBRÁS. Escrito desta forma com acento agudo como foi um dia.

Nesta Comissão os membros além do discurso policial – foco da CPI -  apresentariam um histórico da empresa apurando o seguinte: Como foi criada a Petrobrás? A Petrobras cumpriu seus objetivos? Em qual período a empresa distanciou-se de seus objetivos? Em qual governo a Petrobrás foi entregue ao mundo das especulações (vulgo mercado) ? Em quais governos o processo de privatização da Petrobrás foi aprofundado? Como retomar a Petrobrás para o povo brasileiro?

Conhecer a história da Petrobras para entender a sua função e importância para a economia nacional. Este conhecimento vai esclarecer, por exemplo, a contradição daqueles ditos defensores da empresa que buscam uma “salvação” no mercado, mas acusam outros de propagandistas da privatização exatamente por anunciarem a mesma opção mercadológica.

JOSÉ SERRA E O ESQUARTEJAMENTO DA PETROBRAS

O senador José Serra (PSDB-SP) voltou a defender o antigo sonho dos entreguistas de retalhar a Petrobras entregando as partes aos oligopólios.  Esta  proposta existe desde os anos de 1950 para atender aos interesses dos EUA que nunca admitiram a existência de uma empresa para garantir a segurança energética do Brasil.

MINISTRO DEFENDE CONTINUIDADE DOS LEILÕES

Enquanto isso o ministro Eduardo Braga – Minas e Energia -  declarou que o rebaixamento da nota da Petrobras por uma empresa de classificação de investimentos não significa o fim dos leilões do pré-sal. O ministro espera continuar a entrega do petróleo nacional aos interesses dos oligopólios com rebaixamento de nota e tudo.

O governo precisa assumir uma posição clara em relação a Petrobras. Enquanto a empresa continuar submetida ao mercado será fragilizada distante de sua origem. A Petrobras foi criada para garantir os meios necessários a criação de uma política energética nacional nenhuma relação com o pagamento de dividendos aos fundos internacionais de investimentos.

EMPRESAS DE TRANSPORTE E PREÇO DO DIESEL

Um exemplo da importância de uma empresa nacional de petróleo foi o recente movimento das empresas de transporte que promoveram cercos reclamando, dentre outras situações, da alta no preço do diesel.

Nestas circunstâncias a Petrobras deveria atuar como executora da política nacional de combustíveis garantindo os preços diferenciados para o setor de transporte. Lembre-se: Adam Smith no século XVIII defendia o subsidio da energia. Vejam não estamos falando de Fidel Castro ou Hugo Chaves e sim do pai do liberalismo.


Com o predomínio da voracidade do mercado fica impossível estabelecer critérios, inclusive, em beneficio do empresariado.