“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

2015, um ano que não cabe em definições

Terça, 29 de dezembro de 2015
Da Tribuna da Imprensa
Por Igor Mendes
Tenho visto por aí, entre os ativistas, muitas pessoas frustradas com este ano que ora finda. Uns, porque esperavam que desatasse um novo levantamento popular generalizado, uma vez que pioraram, e sob alguns aspectos acentuadamente, as condições em que vive nosso povo; outros porque, incompreendendo a complexidade do processo histórico, e ainda influenciados pelos oportunistas que estão no governo, só veem o fantasma da direita por todos os lados, incapazes de perceber que o acirramento da luta de classes não poderia mais que radicalizar a luta ideológica e política em toda a sociedade. Ora, as grandes mudanças sociais são impossíveis em ambiente de apatia, de “normalidade”, como aquele vivido antes de junho de 2013.
Da minha parte, e aí misturam-se os aspectos políticos e pessoais, julgo 2015 um ano extraordinário. Nos dois sentidos da palavra: por ter sido atípico, cheio de vicissitudes e viragens; e também por ter aberto novas e maiores possibilidades, que frutificarão em breve.

Crise de 2015 inaugura impasse histórico no Brasil

Terça, 29 de dezembro de 2015
“O lulismo foi um projeto de rentabilização do grande capital e de manipulação e desorganização do movimento social, para sua melhor e mais ampla e fácil exploração. Procedeu-se assalto ao fundo de garantia dos trabalhadores, em prol do grande capital. Entregaram os pensionistas ao cutelo do capital, com os créditos consignados. Permitiu-se assalto jamais visto da população pelos bancos e financeiras. Degradou-se a educação, a saúde, a segurança. A lista é praticamente sem fim”.

“O grande capital pagou, e pagou bem, pelos serviços do senhor Lula da Silva.”
Do Correio da Cidadania
Escrito por Valéria Nader e Gabriel Brito, da Redação
2015 entrará na história como algo próximo de um ano que não existiu, nos mais diversos âmbitos, marcado por variados e regulares momentos de estupefação nacional. “Fim de ciclo” e “vazio político” foram algumas das tentativas de definir todo o corolário de crises que se acumularam e agora estouram, a ponto de tornar quase invisível qualquer horizonte próximo de sua superação. Sobre esse complexo e desafiador momento histórico, o Correio da Cidadania entrevistou o historiador Mario Maestri, que não poupou palavras para descrever o momento e seus tristes protagonistas.
 “A direita tradicional entendeu que era o momento ideal de virar a página e se desfazer dos administradores-delegados petistas, em prol de administração direta conservadora. Não quer mais o muito que recebia - quer, agora, tudo, ainda mais com a diminuição do bolo com a crise”, afirmou, a respeito da tensão em torno do impeachment, que praticamente monopolizou as atenções políticas do ano.
 “Rentabiliza igualmente essa operação conservadora o fato de que o desgoverno, a corrupção, a imoralidade pública etc., que petistas e associados praticaram, são colocados, por grande parte da população, na conta da esquerda e de seu projeto de reorganização do Brasil pelo mundo do trabalho. O PT prestou um imenso serviço ao grande capital no governo, e presta um outro, também enorme, agora que é empurrado para a sarjeta”, completou, a fim de ilustrar o tamanho da derrota que o mundo do trabalho e das organizações populares vivenciam.
 “Se o governo estivesse sendo defenestrado pelos trabalhadores, assalariados e população de bem, seria ato legal, a ser apoiado. Porém, a deposição é empreendida pela direita tradicional, para radicalizar a exploração. É deposição política, golpista, antipopular e antinacional. Ela também tem como objetivo aprofundar a maré conservadora na América do Sul”, observou Maestri.
Além de lamentar a incapacidade organizativa e aglutinadora que até agora paralisa qualquer resposta aos descalabros do capitalismo, Maestri conecta a derrocada brasileira a todo o processo de reorganização mundial a partir de 1989. Projetos e governos por todo o mundo foram condicionados por esse processo, e agora se veem sem capacidade de renovação, a não ser pelo lado de um rigoroso acirramento conservador.
 “O lulismo foi um projeto de rentabilização do grande capital e de manipulação e desorganização do movimento social, para sua melhor e mais ampla e fácil exploração. Procedeu-se assalto ao fundo de garantia dos trabalhadores, em prol do grande capital. Entregaram os pensionistas ao cutelo do capital, com os créditos consignados. Permitiu-se assalto jamais visto da população pelos bancos e financeiras. Degradou-se a educação, a saúde, a segurança. A lista é praticamente sem fim”.
Leia abaixo entrevista exclusiva.
Correio da Cidadania: Passamos o ano debatendo e criticando governo “natimorto” nas palavras do sociólogo Ricardo Antunes. Como você vê o primeiro ano do segundo mandato de Dilma Rousseff, que termina sob o signo de instabilidade e chantagem que começou, agora sob ameaça de impeachment?
Mario Maestri: Não tivemos governo “natimorto”. Essa visão naturaliza a deriva direitista quase incondicional da segunda administração Dilma Rousseff, sugerindo que estava comprometida desde o início. O governo se liquidou por decisão própria. Ele optou por abraçar o programa neoliberal e executar todas e mais algumas maldades propostas pela direita tradicional que derrotou nas eleições. Tudo na procura de estabilização conservadora da nova administração, corroída pelos escândalos da Petrobrás e pelos desmandos econômicos anteriores.
Correio da Cidadania: Mas qual sentido teria essa virada?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Stedile Ruge: "Nenhum desempregado a mais", "Se mexer na aposentadoria rural haverá uma revolta no campo"

Segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Celso Lungaretti
"Haverá uma revolta no campo. Estou avisando"
Acabou a paciência da esquerda com a presidente Dilma Rousseff. É o que se depreende do tom, contundente ao extremo, que João Pedro Stedile utilizou na longa entrevista concedida a Bruno Pavan, do Brasil de Fato.
 
Vale reconhecer: o líder dos sem-terra disse o que havia mesmo para ser dito, depois de todas as trapalhadas e abandono de princípios que caracterizaram a atuação governamental no desastroso ano que se encerra.
 
Eis os trechos principais (os grifos são todos meus):
 
"2015 foi um ano perdido para os trabalhadores brasileiros. Um ano no qual a mediocridade política imperou. A maioria do povo brasileiro, com seus 54 milhões de votos, reelegeu a presidenta Dilma. Porém, setores das classes dominantes e os partidos mais conservadores não se deram por vencidos e quiseram retomar o comando do Executivo no tapetão. (...) O governo federal se assustou, montou um ministério medíocre, que não representa as forças que elegeram a presidenta. E passou o ano se defendendo, gerando uma situação de disputa e de manobras apenas em torno da pequena política.
"É preciso mudar a política econômica, não apenas o gerente"

"A economia brasileira vive uma grave crise, fruto de sua dependência do capitalismo internacional e do controle hegemônico dos bancos e das empresas transnacionais.  Terminamos o ano com queda de 4% no PIB. Caíram os investimentos produtivos, seja por parte do governo e empresas estatais, seja por parte dos empresários. O governo cometeu vários erros que agravaram a crise. Primeiro, trouxe um neoliberal para o Ministério da Fazenda, que certamente teria sido ministro da chapa Aécio Neves. As medidas neoliberais de aumento da taxa de juros de 7 para 14,15%, os cortes nos gastos sociais, o tal ajuste fiscal, só produziram mais problemas para o povo e para a economia. A inflação atingiu os 10% ao ano e o desemprego alcançou a média de 8,9% da população trabalhadora.  O Tesouro Nacional pagou R$ 484 bilhões em juros e amortização aos bancos. Usaram dinheiro público para garantir o rentismo da especulação financeira, em vez de investir na solução de problemas e no investimento produtivo. Felizmente, o ministro caiu. Deixou, porém, um ano perdido. É preciso mudar a política econômica, não apenas o gerente.
"Entregou a Agricultura ao que tem de pior na política brasileira"
"Também foi um ano perdido para os sem terra e para a agricultura familiar. O governo escalou uma boa equipe no Ministério do Desenvolvimento Agrário e no Incra, porém entregou o Ministério da Agricultura para o que tem de pior na política brasileira. E com os cortes do ajustes fiscal neoliberal, atingiu em cheio a reforma agrária. As poucas conquistas que ocorreram foram fruto de muita mobilização e pressão social. (...) Espero que o governo pare de se iludir com o agronegócio, que se locupleta com o lucro das exportações de commodities pelas empresas transnacionais, mas não representa nenhum ganho para a sociedade.
 
"Se o governo não der sinais que vai mudar, que vai assumir o que defendeu na campanha, será um governo que se auto-condenará ao fracasso.  Pois não tem confiança das elites, que tentaram derrubá-lo, e ao mesmo tempo não toma medidas para a imensa base social, que é 85% da população brasileira. Espero que o governo tenha um mínimo de visão política para escolher o lado certo.
"...a reforma trabalhista, para desmanchar a CLT..."
"E os sinais que o sr. Barbosa esta dando na imprensa não são bons, ao retomar a agenda neoliberal-empresarial, da reforma da previdência, para aumentar a idade mínima, a reforma tributária, para consolidar as desonerações e a reforma trabalhista para desmanchar a CLT. A CUT já avisou que vai lutar contra. E nós também estaremos juntos com o movimento sindical. Se o governo mexer na idade mínima da aposentadoria rural, haverá uma revolta no campo, e contra o governo. Estou apenas avisando.
 
"Tenho escutado muitos economistas, empresários, pesquisadores e políticos nacionalistas. E todos têm propostas claras. O problema é que o governo é surdo e auto-suficiente. O governo precisa apresentar urgente um plano de retomada do crescimento da economia, e propôr um pacto entre trabalhadores e empresários que cesse o aumento do desemprego. Nenhum desempregado a mais, a partir de agora."
 
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Governadores reunidos do DF receberam hoje (28/12) Carta Aberta da Auditoria Cidadã da Dívida

Segunda, 28 de dezembro de 2015
Da Auditoria Cidadã da Dívida
Hoje (28/12/15), Integrantes da Auditoria Cidadã da Dívida se dirigiram à Residência oficial do Governador do Distrito Federal (Rodrigo Rollemberg), em Águas Claras, para entregar a carta aberta elaborada pelo movimento.
A carta destaca o enorme volume de recursos destinados pela União para o Serviço da Dívida que, somente em 2014, consumiu 45,11% do Orçamento Geral da União, ao passo que os 26 estados, Distrito Federal, e 5.570 municípios receberam quase 5 vezes menos (9,19%).
A carta ressalta que a situação em 2015 se agravou ainda mais, ano em que o Serviço da dívida consumirá cerca de metade do Orçamento Geral da União, em função da queda do PIB e consequente queda da arrecadação, mas também em função do aumento abusivo das taxas de juros e da prática de mecanismos financeiros que usurpam o instrumento do endividamento público, gerando dívida sem contrapartida alguma ao País.
O documento também chama atenção para a necessidade de realização de auditoria dessa dívida, conforme determina a Constituição Federal.  Essa necessidade ficou ainda mais evidente após a conclusão da CPI da Dívida Pública realizada pela Câmara dos Deputados em 2009/2010, onde foram apontados diversos indícios de ilegalidades e ilegitimidades tanto da dívida externa como interna, federal, estaduais e municipais.
A carta também faz duras críticas ao arranjo que vem sendo implementado por diversos estados que, através da criação de empresas independentes (sociedades anônimas), gerenciam ativos públicos e tem autorização para emitir debentures que, na prática, constituem obrigação de mesma natureza de dívida pública, já que conta com a garantia dos respectivos entes federados.
Por fim, o documento exige uma resposta decente à população, que tem sofrido a subtração de direitos essenciais ao mesmo tempo em que enfrenta desemprego, queda salarial e aumento de tributos, e afirma categoricamente que não há saída sem o enfrentamento do Sistema da Dívida, sendo a realização da Auditoria da Dívida Pública Federal o ponto de partida desse enfrentamento
Clique aqui para ler a carta aberta.

Apenas 15% dos recursos para segurança e educação no trânsito foram liberados em 2015


Segunda,28 de dezembro de 2015
Do Contas Abertas
Dyelle Menezes
Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito
Com o recesso de final do ano, as festas de Natal e Ano Novo e as férias escolares, o trânsito nas estradas brasileiras fica mais intenso. O maior movimento de veículos nas estradas de todo o país redobra os cuidados com acidentes. Apesar disso, apenas 15% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito (Funset) não foram contingenciados em 2015.
Fundo Nacional de Segurança e Educação no TrânsitoO montante alocado na chamada “Reserva de Contingência” representa 85% do total dos R$ 982,4 milhões orçados para o fundo neste ano, isto é, somente R$ 150 milhões poderiam efetivamente serem utilizados. A Reserva costuma ser utilizada para facilitar a obtenção do superávit primário do governo federal, ou seja, os recursos são contingenciados e auxiliam no fechamento das contas.
Leia a íntegra em:
http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/12384#sthash.7d9Mgmmx.dpuf

Senador diz que reformas trabalhista e previdenciária são "suicídio político"

Segunda, 28 de dezembro de 2015
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
As reformas trabalhista e da Previdência, defendidas pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, são "suicídio político", segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Após participar de reunião no Ministério do Trabalho e Emprego, o senador informou aos jornalistas que as propostas não têm chance de aprovação no Congresso.

O combate à corrupção e aos privilégios passa por uma advocacia (pública e privada) forte e valorizada

Brasília, 28 de dezembro de 2015
Por Aldemario Araujo Castro, Procurador da Fazenda Nacional, Professor da Universidade Católica de Brasília – UCB, Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília – UCB, Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB (pela OAB/DF)

Nos últimos meses, a sociedade brasileira assiste estarrecida a um enorme festival de corrupção, notadamente relevado pela Operação Lava Jato e seus desdobramentos. Observam-se delações premiadas, prisões de grandes empresários, bilhões de reais de prejuízo em propinas e pixulecos, envolvimento de inúmeros atores políticos (vários deles aboletados em mandatos parlamentares), etc, etc, etc.
Inúmeras análises consistentes, realizadas por juristas, economistas, cientistas políticos, sociólogos e estudiosos de outras áreas, apontam para a conclusão de que a corrupção no Brasil atinge níveis endêmicos e está incrustada em praticamente todas as instâncias sociais relevantes, estatais ou não (1).

MPF/SP denuncia ex-chefe do DOI-CODI pelo homicídio e ocultação do cadáver de militante do PCB na ditadura militar


Segunda, 28 de dezembro de 2015
Do MPF
Além da motivação política, assassinato teve como objetivo obter 60 mil dólares que a vítima havia recebido do partido; dinheiro foi rateado entre agentes da repressão
O Ministério Público Federal denunciou o ex-chefe do DOI-CODI, do II Exército, em São Paulo, Audir Santos Maciel, pelo homicídio duplamente qualificado e ocultação do cadáver do militante político José Montenegro de Lima durante a ditadura militar brasileira. A vítima, conhecida como Magrão, foi assassinada em 29 de setembro de 1975 com uma injeção destinada ao sacrifício de cavalos. O corpo do militante foi atirado nas águas do Rio Novo, em Avaré, e nunca foi encontrado.

Feira da Torre de TV é tema de audiência coletiva


Segunda, 28 de dezembro de 2015
Do MPDF
Atuação conjunta do MPDFT, GDF e comerciantes busca soluções para suspensão do fornecimento de água e de energia elétrica, segurança, tráfico de drogas e furtos no local, além de recadastramento dos feirantes
Com o objetivo de reorganizar e revitalizar a Feira da Torre de TV como ponto de atração turística de Brasília, no último dia 22, a Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) realizou audiência coletiva para discutir a solução de problemas do local.

GDF faz 'cagadas' nas ruas do Gama. Essa aí embaixo é em uma pista de caminhada

Segunda, 28 de dezembro de 2015
Não, não é o simpático cachorrinho aí que fez essa cagada na pista de caminhada existente entre os setores Leste e Industrial do Gama.

Na verdade é o governo do Distrito Federal o grande 'obrador' pelas ruas e avenidas da cidade. Vá 'obrar' assim tanto pra outro lado. Que também não seja em outras partes do DF. 
 
Clique nas imagens para ampliá-las.




Mas você que ver cagadas maiores? Veja as fotos das duas postagens abaixo. Todas essas 'obras', ou 'não obras', estão em um raio de não mais do que 30 metros. Ficam em frente da Quadra 6 do Setor Industrial do Gama. É uma das maiores concentrações de merdas por metro quadrado.

Perigo! Boca-de-lobo no Gama espera para 'morder' e quebrar veículos. Governo do DF não está nem aí

Segunda, 28 de dezembro de 2015
Enquanto tirava a foto do simpático cachorrinho mostrada na postagem logo acima, ouvi a barulheira, e consegui ainda ver, um automóvel marca Gol que foi salvo pelos caixotes colocados por alguém nessa boca-de-lobo (está mais para boca-de-crocodilo, de tão grande). Foi salvo,  em parte, pois levou uma tremenda pancada embaixo. O motorista saiu xingando até a última geração das autoridades responsáveis pelo desleixo mostrado nas fotos. Verdade que autoridade nem está aí para esse tipo de desabafo de contribuinte. Pelo menos quando tão distante das eleições

Local? Também na pista em frente à Quadra 6 do Setor Industrial do Gama.

Clique nas imagens e veja o tamanho do perigo para as pessoas e a irresponsabilidade do governo. As imagens foram feitas por volta das 11h30 desta segunda (28/11)



Olha o perigo! Esgoto entupido e perigoso em via importante do Gama (DF)

Segunda, 28 de dezembro de 2015
Achou pouco o perigo da boca-de-lobo aberta, e mostrada na postagem anterior? Agora veja um perigo maior para automóveis e ônibus. Situação que já perdura por muitos e muitos dias, pra lá de dois meses. Apesar da placa de 'homens trabalhando'. Trabalho que é bom...necas de pitibiriba.

Essa 'coisa' fica também na pista em frente da Quadra 6 do Setor Industrial da cidade. Clique nas imagens para ampliá-las.

Lá vem o ônibus!

Está se aproximando.


Opa! Tem que desviar.

Tirando um 'fininho'.

Outro ônibus chegando e desviando do buraco para poder encostar na parada de passageiros.


Na parada.

Deixando o perigo para trás. Mas muita atenção também na próxima viagem.

Truculência policial: PMs investigados por torturar jovens com faca quente são soltos no Rio

Segunda, 28 de dezembro de 2015
Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
Foram soltos hoje (28) os oito policiais militares investigados por torturar com faca e isqueiro, roubar, ameaçar e humilhar quatro jovens entre 13 e 23 anos, em Santa Teresa, no centro do Rio de Janeiro.
Lotados na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Coroa, Fallet e Fogueteiro, os PMs estiveram presos administrativamente por 72 horas e agora vão prestar serviço interno. O comando da corporação não divulgou a unidade para onde foram transferidos.
Na madrugada do Natal, após sair de uma festa, os jovens foram parados em uma blitz. Eles contaram que os policiais fizeram a abordagem com chutes no rosto e no tórax, acusando as vítimas de serem bandidos. Depois, partiram para a tortura.
Eles tiveram partes dos braços, das pernas, do rosto e um deles, do saco escrotal, cortados, inclusive com faca quente. Os policiais obrigaram um deles a fazer sexo oral em outro do mesmo grupo e filmaram a cena. Eles ainda tiveram o cabelo queimado com isqueiro e foram obrigados a ficar nus no meio da rua.
“A gente implorava para parar. Não pedia, não. Implorava para parar, chorando todo mundo. E ele não parava, não. Aí, é que eles batiam mais. Teve uma hora que eu falei: estou passando mal, meu senhor. Está passando mal? Pegou o spray de pimenta e tacou na minha cara”, contou um dos jovens ao jornal Extra.
Nos relatos, os jovens, que dizem ter medo de represálias, acusam os policiais de roubarem mais de R$ 400, cordões, bonés e sandálias.
Depois da tortura, eles prestaram queixa na delegacia de polícia. Lá, encontram os mesmos policiais, que tentaram intimidá-los a não fazer a ocorrência.

Incentivador da mudanças na Previdência, ministro se aposentou aos 55 anos; Valdir Simão, do Planejamento, deu adeus ao cargo de auditor da Receita Federal em outubro

Segunda, 28 de dezembro de 2015
Da Revista Época
Filipe Coutinho e Murilo Ramos
Valdir Simão (Foto: Ruy Baron/Valor/Folhapress) 
Valdir Simão (Foto: Ruy Baron/Valor/Folhapress)

O ministro do Planejamento, Valdir Moyses Simão, adotou o discurso de que promover mudanças na Previdência e retardar a aposentadoria dos brasileiros é uma questão crucial para organizar as finanças do governo. Tem razão. Só que em outubro, Simão, aos 55 anos, se aposentou do cargo de auditor da Receita Federal. Sua aposentadoria beira os R$ 22 mil. Simão afirma ter contribuído para a Previdência por 40 anos e que seus ganhos não extrapolam o teto do serviço público.

Aparição de ruínas revela memórias de moradores de cidades inundadas na Bahia

Segunda, 28 de dezembro de 2015
Edwirges Nogueira – Enviada Especial da Agência Brasil
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Vai ter barragem no salto do Sobradinho
E o povo vai-se embora como medo de se afogar
Trecho da música Sobradinho, de Sá e Guarabyra

O vento forte movimenta as águas no lago de Sobradinho. E as ondas que se formam quebram diante dos degraus da porta de uma das casas tomadas pelo Rio São Francisco após a construção da barragem, no final da década de 1970. De pé sobre o alicerce quebrado, Carlos de Castro, conhecido como Cacá, 63 anos, lembra dos dias em que frequentou o local, na antiga cidade de Casa Nova (BA). Ali morou o seu sogro e sua atual esposa, à época namorada.
Casa Nova -Carlos de Castro, 63 anos, passeia pelas ruínas da antiga cidade de Casa Nova, inundada para a construção da barragem de Sobradinho (Marcello casal Jr/Agência Brasil)
Casa Nova - Carlos de Castro, 63 anos, passeia pelas ruínas da antiga cidade de Casa Nova, inundada para a construção da barragem de Sobradinho Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Nos quase 40 anos da construção da barragem, esta é a primeira vez que as ruínas de Casa Nova aparecem devido à redução do nível do lago. É possível distinguir alguns detalhes das casas, como as pias de lavar roupa, o azulejo branco e as caixas d'água.
A falta de chuva na nascente do Rio Francisco, no norte de Minas Gerais, tem comprometido o reservatório. A chuva irregular já dura, pelo menos, quatro anos e o resultado é o mais baixo nível de água que já se viu nas quase quatro décadas de Sobradinho. No último dia 3, o volume do lago chegou a 1,11% da sua capacidade.
“Estar no lugar onde você nasceu e se criou faz passar um filme na cabeça”, lembra Castro, que hoje é secretário da Agricultura e do Meio Ambiente do município.
Ele lembra do nome dos moradores de todas as casas vizinhas e aponta para o muro do cemitério. A alvenaria de alguns jazigos hoje está aparente.
Em Remanso (BA), o tempo parece voltar atrás quando as águas retidas na barragem de Sobradinho assumem o antigo curso natural do Velho Chico. O nível da água baixou e se afastou cerca de 7 quilômetros da margem, revelando o antigo cais da cidade. Essa é também a distância entre a velha e a nova Remanso.
“Aqui era onde passavam os vapores. O pessoal dessa região que ia para São Paulo pegava um vapor até Pirapora [município mineiro que fica às margens do Rio São Francisco], passava oito, dez dias viajando, e de lá pegava o trem para São Paulo”, lembra Pedro Alves da Costa, 61 anos, chefe de gabinete da prefeitura do município. Ele morava em Sento Sé e se mudou com a esposa em 1975 para Remanso antiga, onde abriu um comércio.
Hoje, o mesmo cais voltou a ser usado. Do local, partem as embarcações que vão para cidades que ficam em volta do lago. O baixo nível das águas no trecho, que fazem aparecer bancos de areia, vem dificultando as viagens. “Antes a gente passava direto aqui”, diz José Messias, apontando para a margem oposta do lago, enquanto preparava sua embarcação rumo a Sento Sé. “Agora a gente arrodeia lá por baixo. A viagem demora uma hora e pouco, duas horas a mais.”
Cidade Nova- Seca expõe ruínas de cidades inundadas para a construção da barragem de Sobradinho, no fim da década de 1970 (Marcello casal jr/Agência Brasil)
Cidade Nova - Seca expõe ruínas de cidades inundadas para a construção da barragem de Sobradinho, no fim da década de 1970 Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Entre 1975 e 1977, as quase 12 mil famílias de Casa Nova, Remanso, Pilão Arcado e Sento Sé foram obrigadas a deixar suas casas e se mudar para as novas sedes das cidades. Os antigos municípios foram engolidos pelo São Francisco e deram lugar a 34 bilhões de metros cúbicos de água. As famílias foram transferidas para os locais construídos pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf).
A professora aposentada Mara Lília Fernandes Castro, 66 anos, lembra das reuniões entre a população de Casa Nova e os engenheiros da Chesf. “Víamos o descontentamento de alguns, outros não aceitavam, diziam que isso não podia acontecer. Outros acreditavam no progresso, que realmente veio. Era uma cidade gostosa pela convivência, todos se conheciam, mas lá nossa energia elétrica terminava às onze horas da noite porque era gerada por um motor a diesel.”
Mara se mudou com o marido, hoje falecido, e três filhos pequenos – o mais novo com 1 ano e meio de idade. Na parede de casa, ela mantém algumas fotos da antiga Casa Nova. Em uma delas aparece a antiga igreja matriz, implodida devido à altura de sua torre, que poderia gerar riscos à navegação.
De acordo com o historiador Moisés Almeida, diretor do campus de Petrolina da Universidade de Pernambuco (UPE), a Chesf usou dois fortes argumentos para convencer as famílias das quatro cidades sobre a importância da construção da barragem de Sobradinho: a água serviria para o desenvolvimento da região e as pessoas teriam moradias melhores. Continue lendo

Responsável por fiscalização em área de deslizamento na China comete suicídio. E no Brasil do Vale do Rio Doce, nada?

Segunda, 28 de dezembro de 2015
Xu Yuan'an, chefe do Gabinete para o Reforço da Lei e Administração Urbana do distrito de Guangming, na cidade de Shenzhen, no sul da China, saltou de um edifício. Na semana passada um deslizamento em zona industrial provocou a morte de sete pessoas.

E no Brasil, em que só na tragédia do Rio Doce morreram mais de vinte pessoas, nada?

“Pedalada” do Supremo só será corrigida com novo julgamento

Segunda, 28 de dezembro de 2015
Da Tribuna da Internet
Jorge Béja
Na sessão que julgou a ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) do PCdoB contra a Lei do Impeachment, o Supremo também deu sua “pedalada”. Com isso, feriu gravemente o princípio constitucional do devido processo legal. O erro de procedimento (“error in procedendo”) agora precisa ser reconhecido e corrigido pela Corte.
Registra-se aqui, na Tribuna da Internet, outra anomalia neste julgamento. A primeira foi a omissão dos ministros a respeito dos efeitos do julgamento, se pretéritos (“ex tunc”) ou se apenas para o futuro (“ex nunc”). Mas com a percepção agora de mais uma gravíssima irregularidade, que vai exposta e explicada a seguir, aquela questão sobre a modulação dos efeitos deixa até de ter importância.
ERA SÓ JULGAMENTO DE LIMINARES