Sábado, 9 de agosto de 2014
Da Revista Veja
Robson Bonin, de Curitiba
Robson Bonin, de Curitiba
Parlamentares
notórios, partidos e empreiteiras participavam das tramas reveladas por Meire
Poza
Meire Poza: "O Beto (Youssef)
lavava o dinheiro para as empreiteiras e repassava depois aos políticos e aos
partidos. Era mala de dinheiro pra lá e pra cá o tempo todo."
É um clássico. As organizações mafiosas
caem com maior rapidez quando alguém de dentro decide contar tudo. O que se vai
ler nesta reportagem é justamente a história de alguém que, tendo participado
do núcleo duro da quadrilha que girava em torno do doleiro Alberto Youssef,
pego na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, resolve contar tudo o que fez,
viu e ouviu. Meire Bonfim Poza participou de algumas das maiores operações do
grupo acusado de lavar 10 bilhões de reais de dinheiro sujo, parte desviada de obras
públicas e destinada a enriquecer políticos corruptos e corromper outros com o
pagamento de suborno. Meire Poza viu malas de dinheiro saindo da sede de
grandes empreiteiras, sendo embarcadas em aviões e entregues às mãos de
políticos. Durante três anos, Meire manuseou notas fiscais frias, assinou
contratos de serviços inexistentes, montou empresas de fachada, organizou
planilhas de pagamento. Ela deu ares de legalidade a um dos esquemas de
corrupção mais grandiosos desde o mensalão. Meire sabe quem pagou, quem
recebeu, quem é corrupto, quem é corruptor. Conheceu de perto as engrenagens
que faziam girar a máquina que eterniza a mais perversa das más práticas da
política brasileira. Meire Poza era a contadora do doleiro Alberto Youssef — e
ela decidiu revelar tudo o que viu, ouviu e fez nos três anos em que trabalhou
para o doleiro.
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