Sábado, 3 de novembro de 2016
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“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
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sábado, 3 de dezembro de 2016
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Regime Diferenciado de Contratações (RDC) facilita desastres como o da ciclovia do Rio de Janeiro
Quinta, 28 de abril de 2016
Do Contas Abertas
Dyelle Menezes
Uma parte da ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro desabou, deixando pelo menos duas vítimas. Como a obra foi realizada para a Olimpíada 2016, o empreendimento foi realizado pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), que especialistas apontam como facilitador desse tipo de problema.
Do Contas Abertas
Dyelle Menezes
Uma parte da ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro desabou, deixando pelo menos duas vítimas. Como a obra foi realizada para a Olimpíada 2016, o empreendimento foi realizado pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), que especialistas apontam como facilitador desse tipo de problema.
De acordo com o especialista em licitações Inaldo Soares, a “expertise” da colaboração dos projetos de engenharia, conforme previsto no RDC, aumenta os prazos e os custos das obras. Além do mais, em contrapartida, diminui a qualidade do serviço e facilita o uso de matérias primas de qualidade inferior.
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terça-feira, 26 de abril de 2016
Luxleaks: Responsáveis por fuga de informação em julgamento
Terça, 26 de abril de 2016
Do Esquerda.Net
Esta terça feira, tem início,
no Luxemburgo, o julgamento dos três homens acusados de divulgarem
milhares de documentos confidenciais que revelaram um esquema que
permitiu a 340 grandes multinacionais fugirem aos impostos. O Luxleaks
envolve o atual presidente da Comissão Europeia, que foi responsável por
alguns dos acordos secretos quando chefiava o governo luxemburguês.
26 de Abril, 2016
Antoine
Deltour, ex funcionário da PricewaterhouseCoopers (PwC), é o principal
denunciante do Luxleaks. Deltour assumiu ter copiado centenas de
"decisões fiscais" dos acordos celebrados pelas autoridades fiscais do
Luxemburgo em nome das multinacionais, afirmando ter agido "por
convicção".
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segunda-feira, 25 de abril de 2016
MPDF divulga análises orçamentárias da saúde e da educação referentes a fevereiro de 2016
Segunda, 25 de abril de 2016
Do MPDF
O Núcleo Técnico de Assessoramento em
Orçamento (NUO) do MPDFT, vinculado à Procuradoria Distrital dos
Direitos do Cidadão (PDDC), publicou, nessa semana, as notas técnicas
referentes à execução orçamentária do DF nas áreas de educação e saúde
no mês de fevereiro de 2016.
O trabalho faz parte de uma iniciativa
que visa dar transparência à aplicação dos recursos públicos na
prestação de serviços essenciais à população.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Nos estados, empresas públicas têm ligação direta com o mundo político e pouca transparência
Sexta, 29 de janeiro de 2016
Forte ligação partidária dos dirigentes de estatais estaduais e
opacidade nos contratos firmados por elas constituem alto risco de
corrupção, dizem analistas
por Bruno Vieira, Fabiano Angélico | 29 de janeiro de 2016
Da Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
A Operação Lava Jato apresentou ao Brasil e ao mundo
uma teia de corrupção envolvendo empresas públicas federais – com
destaque para a Petrobras –, empresas privadas, “operadores”, lobistas,
políticos e partidos políticos. Essencialmente revelou que diretores de
empresas estatais, indicados por partidos (ou a eles ligados), atuavam
para desviar verba pública por meio de contratos e operações
fraudulentas.
1. O chamado “mensalão do DEM” usava a empresa pública de planejamento econômico do Distrito Federal, a Codeplan, para, segundo a Polícia Federal, desviar dinheiro público por meio de contratos fraudulentos. O escândalo levou à queda do então governador José Roberto Arruda.
2. O chamado “mensalão do PSDB”, esquema que, segundo o Ministério Público, envolveu contratos de empresas públicas como Cemig e Copasa, em Minas Gerais.
3. O chamado “trensalão”, que seria a formação de cartel junto ao Metrô, empresa do governo do estado de São Paulo.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
GDF divulga salário de policiais, mas abrevia sobrenomes 'por segurança'
Quinta, 10 de setembro de 2015
Divulgação corrige 'omissão histórica' e diferença é 'temporária', diz gestor. Dados podem comprometer investigações, diz PM; lei não prevê distinção.
Do G1 DF
Por Mateus Rodrigues
O governo do Distrito Federal começou a divulgar, neste mês, os salários de todos os servidores da segurança pública. A categoria era a única que ainda não tinha os rendimentos informados no Portal da Transparência e no aplicativo Siga Brasília. Todos os contracheques emitidos desde janeiro estão disponíveis para consulta, segundo o GDF.
Leia a íntegra em:
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/09/gdf-divulga-salario-de-policiais-mas-abrevia-sobrenomes-por-seguranca.html
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quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Ministério Público questiona o uso da verba indenizatória pelos distritais
Quarta, 2 de setembro de 2015
Do Correio Braziliense
Helena Mader
Os 24 deputados distritais terão que dar explicações sobre
os gastos com verba indenizatória ao Ministério Público do Distrito Federal e
Territórios (MPDFT). Os promotores que investigam o uso da cota na Câmara
Legislativa pediram informações detalhadas sobre as despesas com o aluguel de
carros e a contratação de consultoria. O MP não descarta entrar com ação civil
pública por uso irregular da verba indenizatória. No primeiro semestre deste
ano, os distritais torraram R$ 1.088.577.
No ofício enviado aos gabinetes dos parlamentares, os
promotores de Defesa do Patrimônio Público e Social pediram informações
referentes aos gastos realizados de 2013 a 2015. Eles querem saber quantos e quais
veículos foram alugados para atender as atividades parlamentares, com indicação
de marca, modelo e placa dos carros, além dos contratos. Os promotores também
cobraram a informação de quem usa os veículos.
O MP questionou se os parlamentares usaram a verba
indenizatória para contratação de assessoria jurídica e, em caso positivo, os
deputados terão que explicar quais atividades foram desenvolvidas, com
apresentação dos respectivos contratos, pareceres, relatórios, petições e
documentos que comprovem a prestação dos serviços contratados. O mesmo vale
para consultoria especializada.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015
MPF pede na Justiça que Câmara e Senado cumpram Lei de Acesso à Informação
Quarta, 19 de agosto
de 2015
Do MPF
Casas estariam criando
barreiras para dificultar o fornecimento de dados referentes a salários de
servidores e parlamentares
O Ministério Público Federal no Distrito
Federal (MPF/DF) constatou que as duas Casas do Congresso Nacional não cumprem
a Lei de Acesso à Informação (12.527/2011). A Câmara dos Deputados e o Senado
Federal condicionam a prestação de informações públicas à apresentação prévia
dos dados pessoais do solicitante, o que contraria a legislação.
Para regularizar a situação, o órgão
ministerial apresentou à Justiça Federal em Brasília uma ação civil pública. A
medida tem o objetivo de obrigar as casas congressuais disponibilizem em seus
sites, de forma ativa, independentemente de requerimento do interessado,
informações referentes à remuneração dos servidores e dos parlamentares que
compõem o quadro de pessoal do legislativo federal.
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terça-feira, 26 de maio de 2015
STF manda BNDES liberar dados de contratos com o grupo JBS/Friboi
Terça, 26 de maio de 2015
André Richter - Repórter da
Agência
A Primeira
Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (26) que o Banco Nacional
do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) forneça ao Tribunal de Contas da
União (TCU) dados financeiros completos sobre contratos assinados com o Grupo
JBS/Friboi. Por maioria, a Turma rejeitou um mandado de segurança
impetrado pelo BNDES contra decisão do TCU que determinou o repasse integral dos
dados dos contratos firmados com o grupo.
Os
ministros Marco Aurélio e Rosa Weber seguiram voto do relator, Luiz Fux. De
acordo com Fux, no caso concreto do Grupo JBS/Friboi, a requisição das
informações não caracteriza quebra de sigilo bancário, porque o banco foi
obrigado a fornecer dados sobre seus contratos e não de terceiros.
Para o
ministro relator, o direito ao sigilo bancário é relativizado quando envolve
recursos públicos. “Quem contrata com o Poder Público não
pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o
controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos”, disse.
A pedido da
Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados, o TCU iniciou uma auditoria
nos contatos, mas o banco repassou parte das informações solicitadas, omitindo
o saldo devedor das operações, rating (classificação de risco) de crédito,
a situação cadastral, a estratégia de hedge (proteção) do grupo Friboi,
por entender que as informações estão sob sigilo bancário. Segundo o BNDES, é
dever da instituição zelar pela proteção do sigilo empresarial.
O voto
divergente foi do ministro Luís Roberto Barroso. De acordo com ele, o grupo
Friboi deveria entregar todos os dados ao TCU, exceto informações sobre rating de
crédito e a estratégia de hedge, que só poderiam ser acessadas pelo
tribunal por meio de uma decisão judicial.
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ANTC se reune com OAB por mais transparência no BNDES
Terça, 26 de maio de 2015
Da ANTC
Lei de Responsabilidade Fiscal possibilita derrubar veto que impede transparência no BNDES
Da ANTC
Lei de Responsabilidade Fiscal possibilita derrubar veto que impede transparência no BNDES
Na última sexta-feira (15/5), a Presidente da ANTC [Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil], Lucieni Pereira, se reuniu com o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho.
O objetivo do encontro foi entregar o Ofício-Conjunto da ANTC, AMPCON [Associação Nacional do Ministério Público de Contas], CNSP [Conselho Nacional de Seguros Privados] e AUD-TCU [Associação da Auditoria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União] para que a OAB intervenha no Mandado de Segurança nº 33.340 impetrado pela Advocacia-Geral da União (AGU) no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a fiscalização do Tribunal de Contas da União nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O objetivo do encontro foi entregar o Ofício-Conjunto da ANTC, AMPCON [Associação Nacional do Ministério Público de Contas], CNSP [Conselho Nacional de Seguros Privados] e AUD-TCU [Associação da Auditoria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União] para que a OAB intervenha no Mandado de Segurança nº 33.340 impetrado pela Advocacia-Geral da União (AGU) no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a fiscalização do Tribunal de Contas da União nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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terça-feira, 5 de maio de 2015
Distrital Chico Leite cobra prestação de contas dos secretários do GDF
Terça, 5 de maio de 2015
O deputado Chico Leite apresentou na
quinta-feira (30/4), na Comissão de Fiscalização, Governança,
Transparência e Controle da Câmara Legislativa, proposta para
regulamentar internamente a vinda dos secretários de Estado e demais
gestores do GDF à Casa. Passados dois anos da promulgação da lei de
autoria do parlamentar, o comparecimento anual obrigatório ainda não é
realidade.
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Transparência: BNDES deve comprovar cumprimento de ordem judicial que determinou a publicação de informações referentes a todos os empréstimos concedidos pela instituição
Sexta, 30 de janeiro de 2015
Do MPF no DF
Medida
solicitada pelo MPF determina publicação de dados sobre empréstimos concedidos
pelo banco
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) tem dez dias para informar ao Ministério Público Federal (MPF) se está
cumprindo a sentença que determinou a publicação de informações referentes a
todos os empréstimos concedidos pela instituição. O ofício, com o pedido de
explicação, chegou ao BNDES nesta sexta-feira, dia [30/1], e é decorrente de
um inquérito civil instaurado para acompanhar o cumprimento da ordem judicial.
Desde agosto do ano passado, está em vigor a decisão que acatou uma
solicitação apresentada pelo MPF, com base na Lei da Transparência.
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sábado, 24 de janeiro de 2015
Auditoria nas contas do GDF é necessária para responsabilizar Agnelo e controlar Rollemberg
Por Aldemario Araujo Castro*
Brasília, 24 de janeiro de
2015
Preliminarmente, é preciso
registrar e acentuar que não existe governo, num ambiente democrático, que não
esteja submetido a críticas e controles e não seja compelido a ser transparente
quanto à condução dos negócios públicos. Nesses campos, temos ainda muito a
evoluir. Apenas a título de ilustração, pode-se anotar que a legislação sobre
transparência na Suécia admite o acesso de qualquer cidadão até mesmo às
correspondências oficias (físicas e eletrônicas) das autoridades públicas,
inclusive do primeiro-ministro.
Eis algumas e emblemáticas
passagens do programa de governo do candidato Rodrigo Rollemberg:
A população participará de
todas as ações administrativas – do planejamento à avaliação das políticas
públicas – e terá acesso ao andamento das obras e à execução orçamentária, a
serem divulgados de forma transparente e em linguagem adequada./ O controle
social será estimulado e facilitado por medidas que incluem a constituição de
um Conselho de Transparência e Contas Públicas, autônomo e independente, e a divulgação
dos contratos e gastos realizados com dinheiro público, em linguagem clara e
acessível, na internet e em painéis colocados em locais de grande afluência da
população, tais como rodoviárias e estações de metrô./Fortalecer os espaços de
participação popular e as instâncias de controle social com o objetivo de
implantar a gestão colaborativa e construir um governo ético, democrático e
transparente.
Portanto, o anunciado “rombo”
de quase 4 (quatro) bilhões de reais, herdado da gestão anterior, precisa ser
especificado (composição, credores, empenhos, etc) e devidamente publicizado.
Assim, e só assim, será possível definir a exata dimensão da situação
financeira do GDF. Ademais, serão esses dados e elementos que permitirão
responsabilizar o ex-Governador Agnelo Queiroz, inclusive por violação à Lei de
Responsabilidade Fiscal.
É tão evidente a necessidade de
explicitar o conteúdo do tal “rombo” (e sua origem) que o Tribunal de Contas
dos Distrito Federal (TCDF) fixou prazo justamente para o governo distrital
realizar essa demonstração. Segundo noticia a imprensa local, o TCDF decidiu
que o GDF “... precisará apresentar dados que comprovem a crise financeira e a
falta de condições para cumprir as obrigações com o funcionalismo”.
Outra vertente fundamental da auditoria
nas conta do GDF envolve a análise cuidadosa dos pagamentos realizados nestes
primeiros vinte dias do mês de janeiro. Com efeito, algumas dezenas de milhões
de reais foram pagos a uma série de empresas em função de: execução de
infraestrutura em parcelamentos, manutenção da frota oficial de veículos,
manutenção de serviços administrativos, manutenção do ensino, manutenção de
bens imóveis, manutenção do sistema socioeducativo, limpeza pública, reforma de
prédio, construção de prédio, gestão descentralizada do Sistema Único de
Assistência Social, sinalização de trânsito, campanhas educativas de trânsito,
promoção do turismo, proteção e atendimento integral à família, realização de
eventos e até premiações (pesquisa no portal das contas públicas, mantido pela
Controladoria-Geral do Distrito Federal).
Dois grandes pagamentos
despertam atenção especial. No dia 16/01, mais de R$ 6 milhões foram pagos, de
uma dívida reconhecida (empenhada) em 12/09/2014, em aquisição de veículos. Já
no dia 21/01, o GDF pagou mais de R$ 2 milhões a uma conhecida empresa de
engenharia por conta da "execução de obras de urbanização". Essa
empresa fez a maior contribuição individual para a campanha do candidato
Rollemberg (foram R$ 1 milhão de reais).
Qual o critério para que certos
empenhos sejam liquidados (e outros não)? Por que esses recursos financeiros,
ao menos nesse momento de anunciada crise fiscal, não são direcionados para as
despesas “essenciais” com direitos trabalhistas, alimentação em creches,
insumos de saúde e compromissos dessa natureza.
Foram essas as informações
pedidas ao Governador Rodrigo Rollemberg para viabilizar o início da auditoria
popular nas contas do GDF:
a) em relação ao anunciado
“rombo” de quase 4 (quatro) bilhões de reais. Arrolar, em ordem decrescente de
valor, as obrigações de despesas (“dívidas” ou “compromissos”) superiores a R$
50 (cinquenta) mil, com indicação, em relação a cada item, da sua origem (fato
gerador), credor, montante, data de vencimento e data do empenho (se houver)?
b) listar as receitas, próprias
e transferidas, devidamente identificadas e especificadas, que ingressaram nas
contas bancárias do GDF nos meses de novembro e dezembro de 2014 e até a
presente data;
c) arrolar os pagamentos
realizados pelo GDF superiores a R$ 50 (cinquenta) mil, em ordem decrescente de
valor, desde o dia 1o de novembro de 2014 até a presente
data, com especificação das notas de empenho, ordens bancárias, datas de
desembolsos, objetos e beneficiários (por órgão, quando se tratar de folha de
pagamento de pessoal);
c.1) em relação aos pagamentos
efetivados no exercício de 2015, indicar o critério utilizado para a liquidação
de certos empenhos em detrimento de outros;
d) listar os pagamentos já
realizados e previstos para serem efetivados pelo GDF para viabilizar a
realização da corrida da Fórmula Indy em março do corrente ano;
e) indicar e especificar, se
for o caso, se nos últimos dois quadrimestres de 2014, o GDF contraiu obrigação
de despesa que não podia ser cumprida integralmente dentro daquele exercício,
ou que tenha deixado parcelas a serem pagas no corrente exercício, sem a
suficiente disponibilidade de caixa (art. 42 da “Lei de Responsabilidade
Fiscal”).
Não custa insistir. Sem
participação, controle e crítica os governos tendem para o desgoverno, para
toda sorte de autoritarismo e para a distância dos interesses da maioria da
população. Com o governo Rollemberg não é, nem será, diferente.
*Aldemario
Araujo Castro é Mestre em Direito, Procurador da Fazenda Nacional, Professor da
Universidade Católica de Brasília, Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados
do Brasil
Facebook:
http://www.facebook.com/aldemario.araujo
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Leia também:
PSOL cobra transparência do Governo do DF
A falta de transparência e o “rombo” nas contas do Distrito Federal
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
A falta de transparência e o “rombo” nas contas do Distrito Federal; republicado
Terça, 13 de janeiro de 2015
Artigo publicado originalmente no último domingo, 11 de janeiro de 2015
O Governador Rollemberg protagoniza outra sintomática “cena” de esconde-esconde.
Artigo publicado originalmente no último domingo, 11 de janeiro de 2015
O Governador Rollemberg protagoniza outra sintomática “cena” de esconde-esconde.
Por Aldemario Araujo Castro
Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacional
Professor da Universidade Católica de Brasília
Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (pela
OAB/DF)
O Governador Rodrigo Rollemberg
anuncia, repetidamente, um “rombo” de quase 4 (quatro) bilhões de reais nas
contas do Governo do Distrito Federal (GDF). O ex-Governador Agnelo Queiroz,
antes da viagem para os Estados Unidos, refutou a “acusação” de Rollemberg.
Esse “rombo” seria, na linguagem popular, o termo utilizado para expressar algo
como a existência de dívidas por serem pagas sem as receitas correspondentes
asseguradas.
Uma das últimas “reclamações” do
atual governador foi assim noticiada pela imprensa local: “Rollemberg
responsabiliza a administração Agnelo Queiroz (PT), que lhe passou o cargo em
1º de janeiro com um deficit histórico, pelos atrasos nos pagamentos.
'Lamentamos essa situação deixada pelo governo anterior. É importante ressaltar
que estamos pagando o salário de dezembro. E recebemos o caixa do DF com R$ 64
mil. E com uma dívida já identificada de mais de R$ 3 bilhões', justificou
Rollemberg”
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domingo, 11 de janeiro de 2015
A falta de transparência e o “rombo” nas contas do Distrito Federal
Domingo, 11 de janeiro de 2015
Por Aldemario Araujo Castro
Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacional
Professor da Universidade Católica de Brasília
Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (pela
OAB/DF)
O Governador Rodrigo Rollemberg
anuncia, repetidamente, um “rombo” de quase 4 (quatro) bilhões de reais nas
contas do Governo do Distrito Federal (GDF). O ex-Governador Agnelo Queiroz,
antes da viagem para os Estados Unidos, refutou a “acusação” de Rollemberg.
Esse “rombo” seria, na linguagem popular, o termo utilizado para expressar algo
como a existência de dívidas por serem pagas sem as receitas correspondentes
asseguradas.
Uma das últimas “reclamações” do
atual governador foi assim noticiada pela imprensa local: “Rollemberg
responsabiliza a administração Agnelo Queiroz (PT), que lhe passou o cargo em
1º de janeiro com um deficit histórico, pelos atrasos nos pagamentos.
'Lamentamos essa situação deixada pelo governo anterior. É importante ressaltar
que estamos pagando o salário de dezembro. E recebemos o caixa do DF com R$ 64
mil. E com uma dívida já identificada de mais de R$ 3 bilhões', justificou
Rollemberg” (http://www. correiobraziliense.com.br/app/ noticia/cidades/2015/01/09/ interna_cidadesdf,465418/ pagamento-dos-salarios-pelo- gdf-saira-primeiro-para-a-a- saude.shtml).
As declarações do Governador
Rollemberg, a exemplo dessa última, são deliberadamente genéricas. Qual a
natureza dessas dívidas? Qual a composição/origem dessas dívidas? Quem são os
credores? Quais desses compromissos estão vencidos? Não temos um dado, uma
palavra sequer, para esclarecer ou detalhar a afirmação, repetida à exaustão,
acerca da existência de um “rombo” bilionário.
O Governador Rollemberg
protagoniza outra sintomática “cena” de esconde-esconde. Recentemente, divulgou
que recebeu somente 64 (sessenta e quatro) mil reais do governo findo (http://www. correiobraziliense.com.br/app/ noticia/cidades/2015/01/05/ interna_cidadesdf,464748/ conta-do-gdf-tem-apenas-r-64- mil-diz-governador-rollemberg. shtml).
Ocorre que nos dois últimos meses do nefasto governo Agnelo quase 5 (cinco)
bilhões de reais devem ter ingressado nos cofres do Distrito Federal (essa
afirmação toma como referência os valores recebidos mensalmente conforme os
registros dos relatórios de execução orçamentária do próprio GDF). Como esses
recursos foram gastos? Quais pagamentos foram realizados? Quem recebeu esses
valores? Agora, mais precisamente a partir de 1o de janeiro
de 2015, o Governador Rollemberg tem acesso privilegiado a todas essas
informações. Por que Rollemberg não divulga esses dados e ajuda a
responsabilizar o ex-Governador (ao menos por improbidade administrativa)? A
omissão do novo governador não teria relação direta com o perfil dos gastos
realizados pelo ex-governador? O “novo” não pretende repetir o “velho” em
termos de gastos públicos?
Nessa linha, e neste momento,
somente um nível diferenciado de transparência, prometido pelo candidato
Rollemberg, mas não cumprido pelo Governador Rollemberg, poderia esclarecer a
real situação financeira do Distrito Federal. Seria preciso analisar com
detalhes, de preferência a cada dia, desde novembro de 2014 até os dias atuais,
os fluxos financeiros (operações envolvendo diretamente dinheiro) de receitas e
pagamentos (quem recebe e quanto recebe) envolvendo as contas governamentais.
A ausência de transparência, as
anunciadas auditorias parciais e seletivas na folha de pagamento e na área de
transportes (para reduzir remunerações e aumentar tarifas?), a origem
socioeconômica de boa parte do secretariado, a construção da maioria
parlamentar da forma mais “tradicional” possível, o desprezo pelos direitos
humanos (extinção da subsecretaria LGBT por pressão conservadora) já sinalizam
a verdadeira natureza do Governo Rollemberg. Registre-se que o financiamento
eleitoral e as alianças políticas durante a campanha já apontavam para a
contradição do discurso supostamente preocupado com as questões sociais e a
prática vinculada aos setores mais elitistas e retrógrados da sociedade local.
Creio que a conscientização,
mobilização e participação popular no âmbito do Distrito Federal, para efetivar
a realização com qualidade dos direitos sociais, passa também por um esforço
organizado de acompanhamento criterioso das contas públicas. O descontrole
financeiro, efetivo ou simulado, total ou parcial, por ineficiência ou por
motivos escusos, são poderosos instrumentos políticos a serviço de certos
interesses dentro e fora do governo.
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domingo, 28 de setembro de 2014
Portal da Transparência precisa ser mais compreensível para os cidadãos, defende Luciana Genro
Domingo, 27 de setembro de 2014
Gabriela
Salcedo e Dyelle Menezes
A candidata à Presidência da República Luciana Genro (PSOL)
expôs ao Contas Abertas suas ideias sobre transparência, controle social e
corrupção. Além de ampliação da transparência nos trâmites governamentais, ela
também defendeu o fortalecimento do Tribunal de Contas da União (TCU), com novo
método de escolha de ministros, e considerou inadmissível manobras contábeis
praticadas pelo governo, como a “pedalada fiscal”.
Luciana ainda criticou o sistema eleitoral, que atualmente
aceita doações de pessoas jurídicas para campanhas eleitorais. Para ela, os
setores dominantes da economia executam essas doações, comprometem os programas
de governo dos candidatos e ainda cobram retorno após as eleições.
Confira na entrevista o que a presidenciável do Psol pensa a
respeito da reforma política e mais detalhes sobre o que considera importante
para aumentar a transparência no país e diminuir a corrupção.
Contas
Abertas – Existem sistemas do governo federal com informações como gastos
públicos, convênios e pessoal, que só permitem acesso dos usuários por meio de
senhas. Sendo assim, não é uma consulta pública, o cidadão comum não tem acesso
aos sistemas e não lhe é concedido a chance de exercer o controle social. O que
a senhora acha da liberação dessas senhas para a sociedade civil?
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sábado, 20 de setembro de 2014
FGV contesta ministro: Economista da FGV diz que tendência é piorar a desigualdade
Sábado, 20 de setembro de 2014
Fonte: Diário do Poder
Fonte: Diário do Poder
Samuel Pessoa afirmou que a piora da qualidade de vida vem desde 2013 e queda no índice de Gini não seria pontual
Rio - Economista da Fundação Getúlio Vargas
(FGV) e responsável pela agenda econômica do candidato à presidência
Aécio Neves (PSDB), Samuel Pessoa avalia que a tendência é a
desigualdade piorar. Ao contrário do que afirmou o ministro da
Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, ele não
acredita que a piora do Índice de Gini, que mede a desigualdade social,
seja pontual. Em sua opinião, a piora da qualidade de vida dos
brasileiros é uma realidade desde 2013, como demonstrou a Pesquisa
Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad) divulgada na quinta-feira,
18, e deve se estender pelos anos seguintes.
O Índice de Gini passou de 0,496 para 0,498, de 2012 para 2013,
segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quanto
mais próximo de 1 ponto maior a desigualdade social. A opinião de
Pessoa é de que o Brasil, na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, conseguiu reverter a desigualdade em função de melhoras na
economia decorrentes de ganhos de produtividade no setor de serviços.
Porém, em sua opinião, o governo de Dilma Rousseff foi marcado por
uma política econômica de bases ideológicas que comprometeram a
continuidade do crescimento. Ele elencou uma dezena de pontos negativos
do governo Dilma, mas destacou a intervenção do Estado na economia, por
meio das estatais.
Ainda assim, Pessoa não acredita que a divulgação, ontem, de uma
piora da desigualdade irá influenciar as eleições. O economista acredita
que a população já assimilou a mudança do clima econômica do País e,
por isso, não deverá dar importância ao dado, que diz respeito ao
passado, segundo Pessoa. (Fernanda Nunes/Agência Estado)
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Abrindo a caixa preta: Justiça decide que BNDES deve fornecer informações sobre empréstimos
Sexta, 22 de agosto
de 2014
Do MPF
Banco
deve detalhar empréstimos concedidos a entidades ou empresas públicas e
privadas
O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF)
obteve decisão favorável, concedida pela Justiça Federal no Distrito Federal
(JFDF), em ação civil pública que pede a transparência nos dados relativos aos
empréstimos concedidos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES). A sentença judicial determina que o BNDES deve divulgar, em seu
site, informações detalhadas sobre todos os empréstimos a entidades ou empresas
públicas e privadas, referentes aos últimos dez anos e de hoje em diante.
“A decisão é importante porque abre a caixa preta do
BNDES, que é de interesse de toda a sociedade,” ressalta a procuradora da
República Luciana Loureiro Oliveira, que ajuizou a ação em dezembro de 2012. A
sentença inclui ainda qualquer apoio a programas, projetos, obras e serviços
com contribuição de recursos públicos, e envolve também a subsidiária BNDESPar.
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terça-feira, 5 de agosto de 2014
Ajude a abrir os contratos públicos no Brasil!
Terça, 5 de agosto de 2014
Daniela Mattern
São Paulo
São Paulo
2 de ago de 2014 — No ano passado você nos ajudou a suspender as licitações de transporte público na Cidade de São Paulo.
Agora
estamos enfrentando o próximo desafio: Queremos ter acesso aos
contratos públicos: Solicitamos que o governo publique em lugar de fácil
acesso todos os documentos relativos a obras, prestação de serviços por
terceiros, compras, etc.
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quinta-feira, 26 de junho de 2014
Promessas descumpridas: gastos com Copa não estão transparentes
Quinta,
26 de junho de 2014
Gabriela
Salcedo e Thais Betat
Do
site Contas Abertas
As promessas feitas pelo ex-presidente Lula ao trazer a Copa
para o Brasil foram descumpridas: os investimentos não foram realizados só com
recursos privados, assim como os gastos para o mega evento não estão
transparentes. O Portal de Transparência da Copa
(www.portaltransparencia.gov.br/copa2014) está desatualizado e com informações
divergentes entre si.
Isso pode ser verificado em qualquer consulta sobre a
execução de empreendimentos de infraestrutura ou até mesmo dos estádios. Para
esse último, por exemplo, apenas três das 12 cidades-sede, Porto Alegre, Manaus
e Cuiabá, apresentam dados de 2014. As outras cidades estão com as contas
desatualizadas: os dados mais recentes são de janeiro a outubro de 2013.
Quanto aos portos, o cenário encontrado é similar. Para as
obras de Salvador, foram executados 48,5% do total previsto, isto é, R$ 19,7
milhões dos R$ 40,7 milhões orçados para construção do terminal marítimo de
passageiros, estacionamento e urbanização da área portuária. Entretanto, esse
dado não é confiável, pois é originário do 3º Balanço das ações do Governo
Brasileiro para a Copa, publicado em abril de 2012. Então, a última informação
prestada ao usuário comum está dois anos atrasada.
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