Terça, 9 de outubro de 2012
Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
A Norte Energia, empresa responsável pelas obras e pela
operação da Usina de Belo Monte, confirmou que índios e não índios
ocupam, desde ontem (8), a área da ensecadeira (pequena barragem
provisória), que fica na Ilha Marciana, próximo a uma das frentes da
obra, em Pimental, no Pará. Por questões de segurança, as atividades
foram paralisadas no local pelo Consórcio Constritor Belo Monte (CCBM).
Durante a ocupação, os manifestantes tomaram uma ambulância, um ônibus e
os postos de vigilância, segundo a Norte Energia. Segundo a empresa, um
motorista que trabalha para o CCBM foi ferido e alguns operários,
mantidos reféns e liberados horas depois. Cerca de 80 pessoas
participaram da ocupação, iniciada por volta das 19 horas dessa
segunda-feira.
A empresa acrescenta que há, no local, vários participantes de
movimentos sociais, e afirma que “a ação vem sendo anunciada no dia 7 de
outubro em blogs e nas redes sociais”.
De acordo com a Amazon Watch, organização não governamental
norte-americana contrária à obra, há 120 manifestantes no local. Entre
eles, índios das etnias Xipaya, Kuruaia, Parakanã, Arara do Rio Iriri,
Juruna, e Assurini. Eles reivindicam o cumprimento de condicionantes já
acordadas com a Norte Energia. A empresa, no entanto, nega ter recebido
“qualquer justificativa” para a invasão.
A Norte Energia informou ainda que ingressará na comarca de Altamira
com ação visando a reintegração de posse do canteiro ocupado.
