Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Cardozo não honra a condição de Chefe da Advocacia-Geral da União (AGU)

Sexta, 22 de abril de 2016
Por Aldemario Araujo Castro
Advogado, Procurador da Fazenda Nacional, Professor da Universidade Católica de Brasília - UCB, Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília - UCB
 
Brasília, 22 de abril de 2016

A Advocacia-Geral da União (AGU) é uma instituição de Estado. A AGU: a) representa, judicial e extrajudicialmente, a União, suas autarquias e fundações (portanto, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário) e b) realiza a assessoria e consultoria jurídicas do Poder Executivo Federal. Integram, a organização, quase 8.000 (oito mil) advogados públicos federais concursados (Advogados da União, Procuradores da Fazenda Nacional, Procuradores Federais e Procuradores do Banco Central).

Ocorre que a importância e a respeitabilidade da instituição e de seus membros são diariamente atacadas pelo comportamento profundamente equivocado do atual Advogado-Geral da União, o senhor José Eduardo Martins Cardozo.

Não discuto, nem censuro, nesta sede e neste momento, as várias medidas judiciais e extrajudiciais patrocinadas pela AGU e pelo AGU no processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff e em questões paralelas e relacionadas (como a nomeação do ex-Presidente Lula para cargo de Ministro de Estado). Com efeito, o exercício das competências constitucionais da AGU abrange a defesa de agentes públicos e seus atos institucionais, praticados nos marcos da juridicidade, sem desvio de finalidade. A Lei n. 9.028, de 1995, explicita esse desdobramento lógico das competências constitucionais da AGU. A Portaria AGU n. 408, de 2009, regulamenta os procedimentos a serem observados nesses casos.

O que precisa ficar muito claro é que a AGU e seus membros não defendem sempre e em qualquer caso os agentes públicos e os atos praticados por eles. Existem procedimentos e critérios (como a ausência de desvio de finalidade) a serem observados com rigor. Aliás, um dos aspectos a serem disciplinados em uma nova e moderna lei orgânica da AGU, marcada pela gestão democrática, participativa e afastada das cadeias de comando e obediência construídas em torno de cargos comissionados, é justamente a definição de espaços colegiados de avaliação da pertinência da defesa de agentes públicos em relação a atos por elas praticados.

Sem uma avaliação cuidadosa dos elementos pertinentes, notadamente os pedidos formulados pelas autoridades, especificamente a Presidente da República, e as análises formais realizadas pelos órgãos e autoridades competentes da AGU, não tenho como, de forma responsável, qualificar como indevidas as atuações da AGU e do AGU no processo de impeachment em curso e nos casos diretamente relacionados.

Entretanto, é perfeitamente possível condenar de forma veemente a conduta adotada pelo Advogado-Geral da União nas últimas semanas. Testemunha-se uma postura inequivocamente incompatível com a condição de dirigente máximo de uma instituição de Estado com a missão constitucional de representar, com igual empenho e eficiência, os três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário).

Com efeito, o senhor José Eduardo Martins Cardozo, na condição de Advogado-Geral da União, assume uma defesa estridente, passional e nitidamente política da Presidente da República e inúmeros personagens políticos que gravitam em torno de seus interesses não institucionais. Nessa linha, o Advogado-Geral da União: 

a) repete palavras de ordem (“não vai ter golpe” e “não passarão”) construídas no seio das instâncias político-partidárias. Curiosamente, participa ativamente do processo de impeachment e da formação de decisões qualificadíssimas dos Poderes da República (concorrendo para legitimá-las). Digo e repito. Esse tal "golpe" não passa de uma peça de marketing defensivo do PT e do Governo (marcado pela profunda traição aos interesses populares - foi e é um governo para os poderosos - e pela condução de um projeto de poder pelo poder baseado na mais despudorada corrupção);

b) participa de reuniões em estrita defesa política de autoridades e aspirantes a autoridades;

c) apresenta-se como porta-voz do governo (o “nosso governo”, como ele diz) em entrevistas para a imprensa de conteúdos preponderantemente políticos;

d) anuncia o manejo de recursos e impugnações judiciais contra atos e decisões ainda não adotadas por órgãos específicos do Poder Público;

e) faz a defesa da atuação política do Partido dos Trabalhadores (sintomaticamente em entrevista concedida nas dependências físicas do gabinete de trabalho do AGU);

f) permite, e até estimula, a utilização escancaradamente política dos meios de comunicação institucional da Advocacia-Geral da União;

g) esquece que a instituição que lidera tem responsabilidades de atuar institucionalmente em defesa de atos dos poderes constituídos que podem carregar conteúdos visceralmente opostos aos efusivamente declarados e festejados pelo Advogado-Geral da União. Anote-se, nesse sentido, que a AGU pode ser chamada a fazer a defesa judicial da Câmara dos Deputados que autorizou a abertura de processo de impeachment, no Senado, em relação à Presidente Dilma Rousseff.

Portanto, a discrição e parcimônia que deveriam ser os guias do comportamento do Advogado-Geral da União são solenemente ignorados. Por conta dessa postura profundamente equivocada, cresce, em várias instâncias sociais, em especial no âmbito da própria Advocacia-Geral da União, a censura aos padrões de atuação do senhor Cardozo. Eis alguns importantes exemplos: a) a Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais (ANAFE) (Disponível em <http://unafe.org.br/index.php/nota-publica-22/>); b) o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (SINPROFAZ) (Disponível em: <http://www.sinprofaz.org.br/…/nota-do-sinprofaz-pfns-exerce…>); c) a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB/DF) (Disponível em: <http://www.conjur.com.br/…/oab-df-faz-representacao-cardozo…>); d) as entidades representativas dos advogados públicos federais (Disponível em: <http://anafenacional.org.br/nota-de-repudio>) e e) o Partido Popular Socialista (PPS) (Disponível em: <http://politica.estadao.com.br/…/geral,acao-de-lider-do-pps…>). 

A Constituição de 1988 definiu que a Advocacia-Geral da União (AGU) é uma instituição de Estado qualificada como Função Essencial à Justiça e apartada dos poderes políticos clássicos (Executivo, Legislativo e Judiciário). Assim, impôs o constituinte originário uma profunda mudança de paradigmas na identidade e na atuação da Advocacia Pública por seus membros e dirigentes. Decididamente, a AGU não se constitui num corpo de advogados à disposição, para toda e qualquer providência, de interesse dos gestores de plantão.

O desenvolvimento da nova identidade da Advocacia Pública como Advocacia de Estado, e não como advocacia de governo ou de partido, não é um processo fácil e rápido. Várias questões delicadas precisam ser enfrentadas e equacionadas. Esse penoso caminho passa necessariamente: a) pela fixação das prerrogativas pertinentes para a atuação eficiente e republicana dos integrantes da instituição; b) pela aprovação da PEC 443 (que fixa a paridade remuneratória entre as carreiras integrantes das Funções Essenciais à Justiça); c) pela aprovação da PEC 82 (que define uma responsável autonomia para as instituições da Advocacia Pública); d) pela escolha do dirigente máximo da instituição mediante lista tríplice formada e composta pelos membros da AGU e e) pela edição de uma nova e moderna lei orgânica.

A construção e consolidação do projeto da Advocacia de Estado interessa à sociedade brasileira e à cidadania. Somente uma Advocacia de Estado poderá exercer na plenitude sua missão, notadamente preventiva, de combate sem tréguas a todas as formas de corrupção e barrar as tentativas de captura da instituição para viabilizar interesses escusos de governos, governantes e partidos políticos.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Advocacia Pública Federal repudia atuação partidária de José Eduardo Cardoso, o advogado-geral da União

Quarta, 20 de abril de 2016
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Da Anafe
Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais

nota-de-repúdio 

Leia a seguir a íntegra da Nota de Repúdio
As entidades representativas da Advocacia Pública Federal vêm, através da presente Nota, externar sua total discordância com a utilização da estrutura da Advocacia-Geral da União para fins político-partidários, ou qualquer outra finalidade que não esteja adstrita à missão institucional conferida à AGU pela Constituição Federal de 1988.

É certo que cabe à Advocacia-Geral da União, por força do art. 131 da Constituição Federal, representar judicial e extrajudicialmente os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e que tais Poderes agem por meio de seus agentes regularmente investidos em sua função pública. Justamente por esta razão é que a defesa levada a efeito pela Advocacia-Geral da União tem sempre por objeto o ato praticado pelo agente, e não a pessoa do agente.

É exatamente neste sentido que preceitua a legislação de regência da matéria. Inicialmente, cabe destacar que o art. 22 da Lei nº 9.028/95 prevê apenas e tão somente a representação judicial de agentes públicos “quanto a atos praticados no exercício de suas atribuições constitucionais, legais ou regulamentares, no interesse público”. Tal representação, regulamentada pela Portaria AGU nº 408, de 23/03/2009, está condicionada a pedido do agente interessado, que comprove:

a) ser agente público da Administração Pública Federal direta ou de suas autarquias ou fundações públicas;

b) que o ato questionado tenha sido praticado no exercício das funções;

c) que o ato questionado esteja baseado na lei e atos normativos vigentes;

d) ter reconhecido que o ato defendido deu-se no interesse público.

Ainda que admitida a extensão de tal norma legal à defesa extrajudicial de atos praticados nas mesmas condições acima (v. Decreto nº 7.153/2010 para defesas perante o TCU e Portaria AGU/CGU nº 13/2015 para demais defesas extrajudiciais), os requisitos acima permanecem os mesmos. Nesse caso, acrescenta-se que o deferimento do pedido está condicionado à comprovação adicional de ter sido o ato precedido de manifestação jurídica por órgão da AGU e praticado em conformidade com tal manifestação, sendo incabível tal representação quando o ato não tiver sido praticado “no estrito exercício das atribuições constitucionais, legais ou regulamentares” ou quando inexistente “a prévia análise do órgão de consultoria e assessoramento jurídico competente, nas hipóteses em que a legislação assim o exige”.

Veja-se que para a defesa a ser realizada pela AGU é irrelevante o cargo ocupado pelo agente que pratica o ato, uma vez que é este ato, quando regular em seus requisitos, que será objeto da mencionada defesa.

Por tal razão, as entidades subscritoras da presente nota vem manifestar o seu absoluto repúdio à forma como vem sendo instrumentalizada a Advocacia-Geral da União para uma atuação que extrapola a estrita seara da defesa técnico-jurídica dos atos praticados por agentes regularmente investidos de função pública que compete a esta Instituição.

A utilização de argumentos políticos e o recurso retórico a expressões que em alguns casos ferem a própria institucionalidade dos demais Poderes envolvidos demonstra o absoluto descaso com as normas constitucionais e legais que deveriam orientar a atuação da Advocacia-Geral da União neste caso. Não se trata aqui de assumir uma posição ideológica ou partidária em favor deste ou daquele agente público, mas de chamar a atenção para o desvio de finalidade que ocorre a olhos vistos em relação ao uso político-partidário da instituição cujos membros ora representamos.

Não é possível admitir que o Advogado-Geral da União desvirtue o exercício da Função Essencial à Justiça atribuída à instituição e atente contra atos praticados por outros Poderes da República, qualificando-os como atos inconstitucionais e como elementos de um suposto “golpe”, quando possui também a missão constitucional de defendê-los. Não é admissível que aquele que foi escolhido como dirigente máximo de uma instituição a quem foi atribuída a defesa do Estado utilize este aparato de acordo com suas convicções pessoais, sem um acurado exame de legalidade que abranja todas as instâncias que compõem esta União indissolúvel entre os Três Poderes da República, independentes e harmônicos.

Os membros da AGU, por suas entidades representativas, exigem que seja respeitada a autonomia técnica da instituição e a sua equidistância em relação aos três Poderes da República, as quais decorrem da função por ela exercida e de sua própria conformação constitucional.

Neste sentido, exigem as associações a retirada de qualquer mensagem dos canais de comunição institucional que extrapolem os limites da atuação da Advocacia-Geral da União, e informam que adotarão todas as medidas necessárias ao combate dos abusos e ilegalidades decorrentes dos fatos acima mencionados em prol da construção de uma Advocacia Pública Federal verdadeiramente forte e Republicana.


ANAFE – Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais
ANAUNI – Associação Nacional dos Advogados da União
SINPROFAZ – Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional
ANPPREV – Associação Nacional dos Procuradores e Advogados Públicos Federais
ANAJUR – Associação Nacional dos Membros das Carreiras da AGU
APBC – Associação Nacional dos Procuradores do Banco Central

sábado, 26 de março de 2016

A AGU não é o AGU

Sábado, 26 de março de 2016
Foto de Aldemario Araujo. 


Por Aldemario Araujo Castro —  Advogado, Procurador da Fazenda Nacional, Professor da Universidade Católica de Brasília - UCB, Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília - UCB


 

Um rastro de indignação toma conta da AGU (Advocacia-Geral da União).

A atuação do atual AGU (Advogado-Geral da União), José Eduardo Martins Cardozo, reacende o importantíssimo debate acerca do papel da AGU (Advocacia de Estado ou Advocacia de Governo). O AGU anterior, Luís Inácio Lucena Adams, de triste memória, se notabilizou por cenas explícitas de Advocacia de Governo.

O atual AGU, José Eduardo Martins Cardozo, em poucos dias no cargo: a) fez discursos públicos inflamados em defesa do "nosso Governo"; b) utilizou, inúmeras vezes, a peça de marketing político do Partido dos Trabalhadores (PT) que afirma: "não vai ter golpe". Esse tal "golpe" não passa de uma invenção defensiva do PT/Governo, marcado pela profunda traição aos interesses populares (foi e é um governo para os poderosos) e pela condução de um projeto de poder pelo poder baseado na mais despudorada corrupção; c) anuncia recursos contra decisões dos Poderes da República ainda nem tomadas e d) fez a defesa da atuação do Partido dos Trabalhadores (sintomaticamente em entrevista concedida nas dependências físicas do gabinete de trabalho do AGU).

Esse comportamento completamente incompatível com a natureza de instituição de Estado da AGU já foi censurado em diferentes intensidades. Vejamos algumas das principais:

domingo, 20 de março de 2016

AGU, em nome da presidente Dilma, pede suspensão de processos contra nomeação de Lula para a Casa Civil

Domingo, 20 de março de 2016
Michèlle Canes - Repórter da Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou eletronicamente neste domingo (20), no Supremo Tribunal Federal (STF), manifestações em que pede que a Corte conceda medida cautelar para suspender o andamento de todos os processos e decisões judicias que tenham relação com duas ações que tramitam no STF contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil da Presidência da República. No documento, enviado ao ministro Teori Zavaski, a AGU fala pela presidenta da República, Dilma Rousseff.

sábado, 27 de junho de 2015

Blá blá blá: Edinho Silva, tesoureiro da campanha de 2014 de Dilma, e ministro da Comunicação Social, acompanhado pelo ministro da Justiça, José Cardoso, deu entrevista coletiva hoje, sábado (27/6), tentando rebater acusações do delator Ricardo Pessoa, da UTC.

Sábado, 27 de junho de 2015
Edinho Silva se explicando, hoje, sobre a acusação do presidente da UTC.


Abaixo o 'atento' Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, durante o blá, blá, blá. Ops! Explicações de Edinho Silva. Cardoso participou da entrevista coletiva. Quando...blá, blá, blá.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Associação dos delegados da PF emite nota pública em que critica o ministro da Justiça; Eduardo Cardoso rejeita discutir corrupção com a ADPF

Segunda, 16 de 2015

ADPF emite nota pública

Associação pretende colaborar com o Pacto Nacional de Combate à Corrupção

   
O governo anunciou que nos próximos dias será apresentada uma série de medidas de combate à corrupção e à impunidade. Desde fevereiro deste ano, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) tem buscado colaborar com a discussão do tema. A entidade já pediu, por diversas vezes, uma audiência formal com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para apresentar propostas para o fortalecimento da Polícia Federal. Até agora nenhuma resposta foi dada.
 
O Presidente da ADPF, Marcos Leôncio Ribeiro, ressalta que é inviável se discutir um plano nacional de combate à corrupção sem que isso passe pelo aprimoramento das instituições responsáveis pelo combate à criminalidade, como a Polícia Federal. “considerando que estão sendo estudadas ações e projetos legislativos entre os poderes da República e o Congresso Nacional, e aproveitando o ensejo apresentado pela sociedade nas diversas manifestações pelo país, por, a associação quer apresentar propostas que tornem a Polícia Federal mais autônoma, forte e atuante”, comentou.
 
Pelo que foi noticiado até agora, não há nenhuma medida específica para a Polícia Federal em estudo. A ADPF espera que o governo inicie um processo de interlocução com as entidades que tenham interesse em colaborar com a construção do novo Pacto Nacional de Combate à Corrupção, cujo lançamento deve contemplar o fortalecimento da Polícia Federal.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O ministro e as lições do velho quartel

Segunda, 23 de fevereiro de 2015
Da Tribuna da Imprensa
De Sebastião Nery
Cada dia está mais escrachado, perante o pais, o papelão desse inacraditável  ministrinho  Cardozo, da Justiça, escondidinho no escurinho do gabinete com as empreiteiras, tentando um golpe para anular o bravo e brilhante trabalho do juiz Sergio Moro, do  Ministério Público e da Polícia Federal, que desvendaram o escândalo do “Petrolão”.
 
Quando os depoimentos e provas se multiplicam, através de mais de uma dezena de “delações premiadas”, e o carrossel de crimes vai chegando  perto do PT, de Dilma, de Lula, dos políticos e empresas envolvidos, mais o governo se desespera e põe sua matilha de perdigueiros na rua.
 
Não adianta. É outra lição da História. Um dia as cortinas se abrem. Leia a íntegra do artigo

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Operação Lava-Jato: Cardozo não sabe nem citar a norma legal que o beneficiaria

Sábado, 21 de fevereiro de 2015
Da Tribuna da Internet
Carlos Newton
Apesar de formado em Direito e de ter até trabalhado como procurador municipal antes de entrar na política, o ministro José Eduardo Cardozo demonstra surpreendente desconhecimento da profissão. Insiste em dizer que o Estatuto da Advocacia garante aos advogados o direito de serem recebidos por autoridades públicas, mas isto não existe, jamais foi previsto nesta lei.

Os sites e blogs patrocinados pelo governo logo saíram em defesa do ministro da Justiça, citando uma norma jurídica na qual ele até poderia ter se baseado, ao invés de ficar citando indevidamente o Estatuto da Advocacia. Trata-se do Decreto 4.334, baixado em 2002 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Cardozo isenta advogados, mas confirma as quadrilhas

Sábado, 21 de fevereiro de 2015
Da Tribuna da Internet
Pedro do Coutto
Na entrevista, ministro confirmou a existência da quadrilha

Em declarações publicadas na edição de ontem, 20, na Folha de São Paulo, matéria de Natália Cancian, o ministro José Eduardo Cardozo, voltando a tentar defender o fato de haver recebido advogados de empreiteiras envolvidas nos escândalos da Petrobrás, afirmou textualmente que “advogado não é membro de quadrilha”. Está correta a separação, porém a frase, no fundo, confirma a existência das quadrilhas que assaltaram o universo financeiro da principal empresa do país. Esta conclusão é absolutamente lógica. O titular da Justiça, por ação tácita, confirmou o que o maremoto dos fatos já evidenciou e vem acrescentando mais evidências a cada dia que passa.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Não adianta recorrer ao ministro, porque quem decide é o juiz

Sexta, 20 de fevereiro de 2015
Tribuna da Internet
Jorge Béja
Para tudo quanto diga respeito à Operação Lava Jato e seus múltiplos desdobramentos, somente existe um Juiz para decidir. É o Dr. Sérgio Moro. Sua Excelência é o único juiz — na 1ª instância — que detém a competência (atribuição) para tudo resolver, apurar e decidir. Tem ele a competência por distribuição (foi e continua sendo o primeiro a conhecer da investigação a cargo da Polícia Federal); competência por conexão (quando ocorrem duas ou mais infrações cometidas por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras) e competência por continência (quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração). A conexão e a continência importarão na unidade de processo, o que não significa dizer unidade de julgamento. Está na lei processual penal.

Se a queixa é de vazamento de diligências, de atos processuais e/ou de depoimentos prestados em Juízo e pelo Juiz não autorizados, a instância para a qual se recorre é o Tribunal Regional Federal do Paraná, seguindo-se o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal. É questão de competência hierárquica.

Antessala de Cardozo virou casa da Mãe Joana

Sexta, 20 de fevereiro de 2015
Por Josias de Souza
Não é preciso muito esforço para perceber que a “obrigação” que o ministro José Eduardo Cardoso tem de receber advogados transformou a antessala do seu gabinete numa espécie de sucursal da casa da Mãe Joana.

Graças às artimanhas da veneranda senhora, o doutor Sérgio Renault, advogado do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC e coordenador do bilionário cartel de propinas da Petrobras, materializou-se na sala de espera do titular da pasta da Justiça.

O doutor não tinha nada a tratar com o ministro. Em verdade, estava a caminho de um restaurante. Dividiria a mesa com outro advogado, o ex-deputado federal petista Sigmaringa Seixas. Que esteva no gabinete de Cardozo. Ele, sim, tinha assuntos a resolver com o ministro. Coisa “pessoal”, explicou Cardozo. Nada a ver com a Lava Jato.

Sigmaringa poderia ter sugerido a Renault que o aguardasse na mesa da casa de repastos onde dividiriam o feijão com arroz. Mas, por alguma insondável razão, sugeriu que o encontrasse na antessala de Cardozo. O ministro levou Sigmaringa até a porta. E trocou um dedo de prosa com Renault. Coisa de três minutos, disse Cardozo. Nada a ver com Ricardo Pessoa, o cliente de Renault. Que dorme no colchonete da PF desde novembro de 2014.

Leia a íntegra em: 
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2015/02/20/antessala-de-cardozo-virou-casa-da-mae-joana/

Ô Brasil sofrido! Odebrecht pediu ao ministro José Eduardo Cardozo munição para contestar provas do Petrolão

Sexta, 20 de fevereiro de 2015
Clique aqui e leia no Blog do Sombra.

Advogados de empreiteiras abalam José Eduardo Cardozo

Sexta, 20 de fevereiro de 2015
Da Tribuna da Internet
Pedro do Coutto
Os advogados de empresas empreiteiras que procuraram e foram recebidos pelo ministro José Eduardo Cardozo, com seus clientes figurando entre os acusados pela Operação Lava jato, cometeram um erro enorme e, no final de mais esse capítulo, abalaram seriamente a posição política do titular da Justiça. O juiz Sérgio Moro e o ministro aposentado Joaquim Barbosa condenaram tanto a iniciativa dos advogados quanto o fato de terem sido recebidos fora da agenda ministerial.
Reportagem ontem em O Globo, de Cleide Carvalho, Renato Onofre, Cristiane Jungblut e Júnia Gama representa uma peça importante que deixou muito mal, de um lado, as empresas, de outro, o ministro Eduardo Cardozo. Além do aspecto antiético contido na questão, sobrepõe-se o equívoco. Procurar o titular da Justiça para quê? Para nada. Para influir na atuação da Polícia Federal? Equívoco completo. Pois se o ministro Eduardo Cardozo possuísse alguma influência sobre a Polícia Federal, claro, as investigações não teriam chegado ao ponto que alcançaram e estão alcançando a cada dia.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Associação dos Magistrados Brasileiros entende que a conduta dos advogados em reuniões com o ministro da Justiça “induz em uma atuação voltada para pressionar o uso do poder político sobre o Judiciário”

Quinta, 19 de fevereiro de 2015 
AMB pede audiência com ministro da Justiça para aprofundar investigações sobre empreiteiras


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Preocupado com a pressão política que parece se intensificar sobre as investigações da Operação Lava Jato, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), João Ricardo Costa, encaminhou hoje (19) um pedido de audiência ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Costa deverá propor uma varredura na gestão das empreiteiras citadas.

“O Judiciário precisa conduzir esse processo e avançar com independência no combate à corrupção e à impunidade. A Operação Lava Jato trouxe fortes indícios de que muitas dessas empreiteiras que estão sendo investigadas atuam como verdadeiras organizações criminosas cartelizadas que estão saqueando os cofres públicos há anos. É necessário que o Executivo promova uma investigação profunda, além das denúncias da Petrobras”, defende.

Costa avalia, ainda, a postura dos advogados de defesa dos acusados na Operação, ao solicitarem audiência com ministro. “É fundamental para a democracia que os advogados atuem na amplitude das suas prerrogativas, de forma incondicional. Porém, estas mesmas garantias devem ser exercidas dentro de um conceito radicalmente republicano. Neste caso específico, a conduta dos advogados induz em uma atuação voltada para pressionar o uso do poder político sobre o Judiciário”, afirma.

O presidente da AMB defende o Poder Judiciário como instância para o exercício da ampla defesa, já devidamente estruturado para recepcionar todo e qualquer pleito em relação ao caso. “Para cada decisão da Justiça, contamos com infindáveis recursos. O que não podemos admitir é a tentativa de pressionar o Poder Judiciário e os juízes que atuam no processo, muito menos qualquer conduta que tente desqualificar o magistrado que preside as investigações em questão”, alerta Costa.

Espera-se que o encontro entre o presidente da AMB e o ministro Cardozo seja confirmado para a próxima semana, em Brasília. 

Fonte: AMB

Barbosa diz que recebia centenas de advogados, 'mas nunca às escondidas' .

Quinta, 19 de fevereiro de 2015
Do Blog do Mino

19/02/2015    17:09
Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal. Joaquim Barbosa.

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa usou novamente a rede de microblog Twitter para se posicionar em relação à polêmica com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Barbosa escreveu que recebia, sim, advogados. "Mas informava a parte contrária, para que ela pudesse estar presente, se quisesse", completou.

Empreiteiros presos tentam interferir nas investigações da Lava Jato, diz Moro

Quinta, 19 de fevereiro de 2015
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil


Sérgio Moro (Divulgação/CNJ)


Sérgio Moro diz que a renovação das prisões dos empreiteiros da UTC e da Camargo Corrêa, deve-se ao fato de tentarem interferir no andamento do processo de investigaçãoGil Ferreira/Agência CNJ/Divulgação

Ao renovar as prisões dos empreiteiros Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC, Eduardo Herminio Leite, Dalton dos Santos Avancini e José Ricardo Auler, da Camargo Corrêa, o juiz federal Sérgio Moro, destacou que os empresários têm tentado interferir nas investigações. Segundo Moro, responsável pelos processos decorrentes das investigações da Operação Lava Jato, a eventual soltura dos empresários “colocaria em risco à ordem pública, risco à instrução, à aplicação da lei penal e à integridade da Justiça”.

Em despacho expedido ontem (18), o juiz federal afirma que o pagamento de propina pelas empreiteiras investigadas pela Polícia Federal e o Ministério Público, foi mantido após o início da operação.

“[É] necessário, infelizmente, advertir com o remédio amargo as empreiteiras de que essa forma de fazer negócios com a administração pública não é mais aceitável – nunca foi, na expectativa de que abandonem tais práticas criminosas. Então a prisão preventiva é necessária para preservar a ordem pública, prevenindo a reiteração e continuidade dos crimes, diante da constatação de sua duração por anos, a sua atualidade e a habitualidade criminosa”, sustentou Moro no despacho.

Moro disse que a tentativa dos acusados e das empreiteiras de ganhar apoio político para com se beneficiarem no processo judicial “já é reprovável”. O juiz acrescentou que “as aludidas tentativas de cooptação de testemunhas”, demonstram a necessidade de se manter a prisão preventiva para garantir a instrução e a aplicação da lei e preservar a integridade da Justiça “contra a interferência do poder econômico”.


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no lançamento das plataformas sobre a lei de dados pessoais e o decreto para regulamentação do Marco Civil da Internet (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
José Eduardo Cardozo diz que "é dever" do ministro da Justiça ou de qualquer servidor público receber advogados no exercício da profissãoMarcelo Camargo/Agência Brasil
Ele qualificou de “intolerável” e “total desvirtuamento do devido processo legal”, que “emissários” das empreiteiras busquem apoio de políticos para tentar favorecer os empresários presos. Segundo jornal Folha de S.Paulo, advogados da UTC e da Camargo Corrêa se reuniram com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para tratar de questões relacionadas a Lava Jato.
Cardozo, no entanto, informou, por meio de nota, que teve reunião apenas com representantes da empresa Odebrecht, no dia 5 de fevereiro, às 15h30. O ministro acrescentou que é “dever do ministro da Justiça e de quaisquer servidores públicos receber advogados no regular exercício da profissão conforme determina o Estatuto da Advocacia”.
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Comentário do Gama Livre: Que mal faz um ministro da Justiça conversar com defensores de acusados de corrupção, mesmo a agenda oficial não registrando os encontros? Futebol está na veia do brasileiro. Carnaval também. Tem tantas coisas para se jogar conversa fora!

Carnaval acabou com o sonho de Cardozo ir para o Supremo

Quinta, 19 de fevereiro de 2015
Da Tribuna da Internet
Carlos Newton
A situação é constrangedora. Já tivemos todo tipo de ministro da Justiça, incluindo um coronel do Exército, Jarbas Passarinho, que foi alçado ao cargo no governo Collor e assinou a portaria que deu a um tribo de apenas 4 mil índios um território quase do tamanho da Itália, que passou a ser internacionalmente conhecido como a Nação Ianomâmi. Até Renan Calheiros já foi ministro da Justiça, no governo FHC, e não seria preciso dizer mais nada. Mas as coisas sempre podem piorar, e nunca antes, na História deste país, houve um ministro como José Eduardo Cardozo.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Joaquim Barbosa pede mobilização para derrubar o ministro da Justiça

Sábado, 14 de fevereiro de 2015
De Notibras
joaquim-barbosa-nelson-jr-stf
No que depender do apelo do jurista Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo perderá o emprego. Recaem suspeitas sobre o ministro, depois de ele ter recebido em seu gabinete advogados de empresas denunciadas no esquema do Petrolão.
– Nós, brasileiros honestos, temos o direito e o dever de exigir que a Presidente Dilma demita imediatamente o Ministro da Justiça, postou o ex-presidente do Supremo em sua conta no Twitter [veja aqui].
Joaquim Barbosa pediu mobilização popular para derrubar o ministro depois das notícias veiculadas pelo jornal O Globo, indicando as audiências que Cardozo recebeu em seu gabinete três advogados representantes da Odebrecht, construtora envolvida na operação Lava-Jato.
O ministro teria encontrado também outros advogados de construtoras como a UTC e a Camargo Corrêa, segundo informou o jornal a Folha de S. Paulo.
De acordo com alguns advogados, a situação dos 11 presos teria mudado com a recente decisão do STF de manter livre o ex-diretor de Serviços da estatal, Renato Duque, e que há, pela primeira vez, chances de eles serem soltos.
Outros defensores, contudo, não creem que Cardozo tenha influência no tribunal, ainda que o PT tenha indicado sete ministros.
Cardozo confirmou que se encontrou com Sergio Renault, mas negou que eles tenham conversado sobre a Operação Lava Jato. Renault, por sua vez, contou que foi ao ministério para almoçar com o advogado Sigmaringa Seixas, ex-deputado do PT.
Ambos negaram ter discutido o assunto com o ministro. A assessoria de imprensa admitiu que Cardozo se reuniu com outros advogados da Lava Jato, mas informou que desconhecia os seus nomes.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Onde há fumaça, há fogo

Sexta, 20 de maio de 2011
                                          Foto: Marcello Casal Jr./ABr
José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça do governo Dilma, declarou hoje (20/5) em Porto Alegre sobre o caso Palocci: “Há muita fumaça e poucos fatos apresentados”.

Já a sabedoria popular, por outro lado, diz que “onde há fumaça há fogo”. Então...