Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 3 de julho de 2016

Corruptos roubaram até o FGTS, o dinheiro dos trabalhadores

Domingo, 3 de julho de 2016
Da Tribuna da Internet
Pedro do Coutto
A corrupção no Brasil, gigantesca, realmente demonstra não ter limites, e creio mesmo que nos últimos anos bateu não só o recorde nacional, mas também o mundial. Reportagens de O Globo, da Folha de São Paulo e de O Estado de São Paulo, neste sábado, destacam as revelações do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Fábio Cleto, nomeado para o posto no governo Dilma Rousseff por indicação do deputado Eduardo Cunha. Incrível.

O assalto teve com alvo o Fundo de Investimento do FGTS, constituído pelas contribuições das empresas sobre as folhas de salário e uma vez depositadas passam as contas individuais dos trabalhadores. A Caixa Econômica Federal, como todos sabem, é administradora dos recursos.

A reportagem mais detalhada foi de Jailton de Carvalho, André de Souza e Vinicius Sassine, que saiu no O Globo. Porém, matéria de Hélio Wizack, na Folha de São Paulo destaca um ponto importante da questão. O Fundo de Investimento apresentou uma lucratividade de 6,8% no ano passado, o que representa uma perda real. já que a inflação, de acordo com o IBGE. alcançou 10,6% no período.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Nova fase da Lava Jato (a 29ª) investiga o ex-assessor do PP João Cláudio Genu; outras pessoas também são alvos da operação

Segunda, 23 de maio de 2016
Da Agência Brasil
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (23) a 29ª fase da Lava Jato, Operação Repescagem, que cumpre seis mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e Recife. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba em investigação de crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa envolvendo verbas desviadas da Petrobras.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Lava Jato ouve Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e familiares nesta sexta-feira

Sexta, 13 de maio de 2016
Michèlle Canes – Repórter da Agência Brasil
O juiz Federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ouve na tarde desta sexta-feira (13), ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, as duas filhas dele, Ariana Azevedo Costa Bachmann e Shanni Azevedo Costa  Bachmann, além dos genros dele Humberto Sampaio de Mesquita e Marcio Lewkowicz. Os interrogatórios serão feitos, em Curitiba.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A Petrobrás é deles! E certamente estarão soltos em breve…

Segunda, 21 de dezembro de 2015
Reale pede que se compare o mar de lama de Vargas e o atual

Da Tribuna da Internet
Mário Assis Causanilhas
A experiência sempre nos recomenda que olhemos para trás, no retrovisor, de modo a que possamos trafegar melhor para frente. Por isso, é bom reler o artigo publicado a 6 de dezembro de 2014 no Estadão pelo jurista Miguel Reale Jr., que hoje é um dos signatários do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
### A PETROBRÁS É DELES
Miguel Reale Júnior
O petróleo era nosso, agora a Petrobrás é deles. Diante do volume de recursos desviados passou-se a usar a expressão lacerdista mar de lama, adjetivação dada pela UDN aos fatos ocorridos no final do governo Vargas, em 1953-54. Quais foram, há 60 anos, os acontecimentos que geraram expressão tão forte? Continue lendo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Lava Jato: Teori autoriza investigação do deputado federal Mário Negromonte Júnior (Bahia) e do pai, Mário Negromonte, ex-ministro de Dilma

Sexta, 18 de dezembro de 2015
Do Congresso em Foco
Relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Teori Zavascki autorizou a inclusão de quatro pessoas no inquérito que investiga o ex-deputado federal João Pizzolati (PP-SC) pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Também serão investigados o ex-ministro das Cidades e conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), Mário Negromonte, e três deputados do PP por suposto recebimento de propina: Mário Negromonte Júnior (BA), Luiz Fernando Faria (MG) e Roberto Britto (BA).

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Lava-Jato: Sérgio Moro condena executivos ligados à Mendes Junior

Terça, 3 de novembro de 2015
Paulo Roberto Costa também foi condenado por corrupção passiva

Deu no Jornal do Brasil
O juiz Sérgio Moro condenou nesta terça-feira (3) executivos e ex-executivos da empreiteira Mendes Junior, investigada na Operação Lava Jato por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Também foram condenados o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e representantes de empresas que foram usadas para lavagem de dinheiro.
Veja os nomes:
- Sérgio Cunha Mendes – vice-presidente – corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
- Rogério Cunha de Oliveira – diretor da área de óleo e gás – corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa
- Alberto Elísio Vilaça Gomes –  executivo  – corrupção ativa e associação criminosa
- Paulo Roberto Costa – ex-diretor de Abastecimento da Petrobras – corrupção passiva
- Carlos Alberto Pereira da Costa – representante formal da GFD Investimentos – lavagem de dinheiro.
- Enivaldo Quadrado – ex-dono da corretora Bônus Banval – lavagem de dinheiro
- João Procópio de Almeida Prado – operador – lavagem de dinheiro
- Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini – lavagem de dinheiro.
Ângelo Alves Mendes e José Humberto Cruvinel Resende foram absolvidos por todos os crimes denunciados. Mário Lúcio de Oliveira foi absolvido por falta de provas.
As penas de Sergio Cunha Mendes chegam a 19 anos e 4 meses de reclusão. Já as de Rogério Cunha Pereira somam 17 anos e 4 meses reclusão. Para Alberto Elísio Vilaça Gomes, o juiz estipulou penas de 10 anos de reclusão. No caso de Carlos Alberto Pereira da Costa, o juiz solicita que o advogado que o representa procure o MPF para formalizar o acordo de colaboração e, assim, adequar os benefícios considerando todos os processos em trâmite.
As penas somadas de Enivaldo Quadrado chegam a 7 anos e 6 meses de reclusão, com regime semiaberto para o  início do cumprimento da pena. Já João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado pagará pena de 2 anos e 6 meses de reclusão devido ao benefício previsto no acordo. 
Antônio Carlos Fioravante Brasil Pieruccinim fez confissão parcial, mas não houve colaboração. A pena para ele, por lavagem de dinheiro é de 3 anos, com regime aberto para o início de cumprimento de pena. Pieruccinim também deverá prestar serviços à comunidade.
Moro também determinou o pagamento de uma indenização no valor de R$ 31.472.238,00 em benefício da Petrobras.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Nessun Dorma: PF deflagra nova fase da Lava Jato e prende um dos donos da Engevix

Segunda, 21 de setembro de 2015 
Nessun dorma ("Ninguém durma", em italiano) é uma famosa ária do último ato da ópera Turandot criada em 1926 por Giacomo Puccini.
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Segundo a PF, a operação é um avanço das apurações das fases 15, 16 e 17 da Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou a 19ª fase da Operação Lava Jato mirando em pagamentos no exterior. O executivo José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix, foi preso preventivamente. Ele é suspeito de ter pago R$ 140 milhões em propina para a Aratec, empresa controlada pelo ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, entre 2011 e 2013...
 
O alvo desta nova fase – denominada Nessun Dorma – são propinas que teriam sido pagas envolvendo a diretoria internacional da Petrobras. Leia a íntegra no Blog do Sombra
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Nessum Dorma: Que "Ninguém Durma", enquanto não se condenar, e chavear, todos aqueles que roubaram a Petrobras, o Brasil.

Canta forte, Pavarotti. Pois no Brasil tem muita gente sem dormir em razão da Operação Lava-Jato. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Lava-Jato: STF nega liminar em novo pedido de habeas corpus formulado por Renato Duque, ex-diretor da Petrobras

Segunda, 14 de setembro de 2015
Do STF
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu pedido de liminar no Habeas Corpus (HC) 130106, impetrado por Renato Duque, ex-diretor da Petrobras e um dos investigados na Operação Lava-Jato, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que indeferiu pedido de revogação de sua prisão preventiva. A decisão foi publicada no Diário da Justiça eletrônico do STF da última sexta-feira (11).
No pedido, Duque alega afronta à decisão do STF no HC 125555, que revogou prisão cautelar anterior a que estava submetido. Segundo ele, o novo decreto tinha a mesma formulação argumentativa do anterior, mudando-se apenas a fundamentação do pedido, que passou a ter como base a necessidade de manutenção da ordem pública.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Odebrecht e Gutierrez: Polícia Federal começa a ouvir presos na 14ª fase da Lava Jato

Segunda, 22 de junho de 2015
Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil
Os presos na 14ª fase da Operação Lava Jato começarão a prestar depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal na tarde de hoje (22). As oitivas ocorrem em Curitiba, onde se concentram os processos da Lava Jato na primeira instância. Os executivos das construtoras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, detidos na última sexta-feira (19), estão na carceragem da PF na capital paranaense.

sábado, 21 de março de 2015

Dilma não pretende combater a corrupção

Brasília, 21 de março de 2015
Aldemario Araujo Castro*
Pesquisa Datafolha realizada durante a manifestação do último domingo (15) em São Paulo indica que a maior parte dos participantes do ato (47%) foi à Avenida Paulista para protestar contra a corrupção” (Portal G1, dia 17 de março de 2015). Não parece que a motivação principal foi diferente nas demais cidades que registraram manifestações no dia 15 de março.
Segundo a Presidente Dilma Rousseff, “ela [a corrupção] não só é uma senhora bastante idosa neste País como ela não poupa ninguém”. Portanto, na visão de Sua Excelência, a corrupção é um problema antigo e generalizado.
O Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), reunido na cidade de Florianópolis, Santa Catarina, nos dias 5 e 6 de março de 2015, afirmou: “A gravidade e a recorrência dos casos de corrupção demonstram que o problema possui abrangência sistêmica no Brasil. Não são episódios isolados, mas integram um ambiente geral, consolidado historicamente, que abrange todas as esferas da administração pública brasileira. Problemas sistêmicos demandam soluções sistêmicas”.
Registro que o vocábulo “corrupção” é tomado neste escrito em sentido amplíssimo, tal como referido coloquialmente nos mais variados espaços sociais. Envolve todo tipo de malversação do dinheiro público, dilapidação do patrimônio público, atos de improbidade administrativa e outras figuras assemelhadas com nomenclaturas jurídicas diversas e tratamentos legais específicos.
Esse (a corrupção ampla e generalizada) é um dos principais problemas na atual quadra histórica da nação brasileira. Importa pontuar que os mais recentes escândalos de corrupção (“mensalão” e “petrolão”) e a forma da cobertura midiática termina por encobrir outros problemas igualmente graves ou mais graves. Cito, entre eles, o estratosférico pagamento anual de juros e encargos da dívida pública, assunto praticamente esquecido na (grande) imprensa e nos debates políticos e sociais. De todos, creio que o mais relevante dos problemas do Brasil consiste na apropriação profundamente desigual da riqueza produzida, viabilizada por um conjunto de mecanismos políticos, sociais, financeiros e econômicos cuidadosamente construídos e mantidos pelas elites dirigentes (latifundiários, banqueiros, especuladores, grandes empresários e barões da grande mídia). É importante destacar que as classes médias “tradicionais” não são as elites socioeconômicas do Brasil, como verbaliza erroneamente parte dos setores que buscam sustentar o governo Dilma/Lula/PT/PMDB.
Cumpre também observar que as passeatas e campanhas na internet são providências necessárias, mas insuficientes, no longo e penoso processo de combate à corrupção. São necessárias porque mantêm o assunto na “ordem do dia” e definem o campo social majoritário contra a corrupção. São insuficientes porque não atacam as condições objetivas viabilizadoras dos atos concretos de corrupção que chegam, e que não chegam, ao noticiário da grande imprensa. Não é possível alimentar a ilusão de que o combate à corrupção se constitui numa cruzada contra os degenerados morais com vistas a conversão ética desses.
O tratamento sério e consequente da temática do combate à corrupção impõe o desenvolvimento de ações planejadas, organizadas, enérgicas e permanentes que ataquem as causas do nefasto fenômeno e contemplem, com os pesos ou ênfases pertinentes, as três vertentes fundamentais da prevenção, controle e punição.
Assim, um conjunto consequente de medidas de combate à corrupção, como fenômeno generalizado e complexo, precisa contemplar, entre outras: a) o controle social sobre os gastos, órgãos e entidades públicas; b) a profissionalização da Administração Pública com a redução drástica de cargos comissionados e funções de confiança; c) profundas restrições na discricionariedade da execução orçamentária por parte do Poder Executivo; d) uma profunda reforma político-eleitoral com caráter popular e democrático que envolva: d.1) modelos eleitorais que facilitem e aprofundem os vínculos dos eleitos com os eleitores; d.2) eliminação do financiamento empresarial das campanhas; d.3) redução radical dos custos/gastos das campanhas; d.4) fim das coligações nas eleições proporcionais; d.5) fim da reeleição para os cargos do Executivo e d.6) revogação de mandatos; e) valorização e fortalecimento dos órgãos e mecanismos de controle, em especial da Advocacia Pública como um importantíssimo (o mais efetivo) instrumento de controle preventivo de desvios e ilícitos das mais variadas naturezas, com autonomias administrativa e financeira; e) adoção de decisões colegiadas, no âmbito da Administração Pública, para tratar de certos interesses particulares (fiscalização de contratos e pagamentos) e f) revisão e racionalização cuidadosa dos procedimentos licitatórios e de realização de despesas públicas.
Não se pode perder de vista, ademais, que o combate à corrupção envolve um sério (seriíssimo, melhor dizendo) enfrentamento à tolerância histórica com essa prática e outros procedimentos similares. Está enraizada na formação da sociedade brasileira e na própria construção do Estado a ideia de que o “esperto”, aquele que leva todo tipo de vantagem (lícita e ilícita, em espaços públicos e privados), é merecedor de todos os elogios e é sinônimo de sucesso. Vigora, de forma ampla, a hipocrisia de que “os outros” são corruptos, “os meus” são “espertos”, “competentes”, “desenrolados”, “jeitosos”, “maleáveis”, “flexíveis”, “compreensivos”, “habilidosos” ou coisa que o valha. Até o conhecido “jeitinho brasileiro” em inúmeros casos e situações descamba para justificar as mazelas mais condenáveis no cotidiano da sociedade. Exemplifico, nessa linha, um conjunto de condutas, “socialmente aceitas”, que merecem profunda reflexão justamente em função dessa “aceitação”: “colar” em provas; copiar obras alheias sem declinar a autoria, “encomendar” a elaboração de trabalhos acadêmicos, responder chamadas escolares por colegas, subornar autoridades de trânsito, viajar em transportes urbanos sem pagar, estacionar em fila dupla, dirigir sob a influência de bebidas alcoólicas, fabricar atestados médicos, modificar dados em documentos, “capturar” o sinal da tv a cabo, criar e alimentar várias modalidades de “gatos”, jogar (ou mais propriamente, arremessar) toda espécie de lixo nas vias públicas, etc, etc, etc.
Nessa linha, é rigorosamente risível o pacote (ou plano) de combate à corrupção apresentado pela Presidente da República no dia 18 de março. As medidas compreendem: a) criminalização do caixa 2; b) criminalização da “lavagem eleitoral”; c) ação de extinção de domínio ou perda de propriedade ou posse de bens; d) alienação antecipada de bens apreendidos; e) ficha limpa para servidores públicos; f) tipificação do enriquecimento ilícito e g) regulamentação da Lei Anticorrupção.
Observa-se que as causas mais relevantes da corrupção no Brasil não foram atacadas pelo “pacote Dilma”. As ações preventivas não foram prestigiadas e as instituições e mecanismos de controle foram esquecidos. Apostou-se, quase que exclusivamente, por pura pirotecnia midiática, em medidas punitivas aplicáveis depois de realizados e identificados os atos de corrupção.
Essa luta, portanto, precisa continuar nas ruas e nos vários espaços sociais e institucionais. Infelizmente, a Presidente da República e seu (des)governo não se apresentam como aliados sérios e consequentes nessa importante batalha.
*Aldemario Araujo Castro é Mestre em Direito, Procurador da Fazenda Nacional, Professor da Universidade Católica de Brasília e Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (pela OAB/DF)
Site: http://www.aldemario.adv.br

terça-feira, 10 de março de 2015

CPI: Barusco diz que corrupção na Petrobras foi institucionalizada a partir de 2004

Terça, 10 de março de 2015
Delator na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Pedro Barusco se recusou a responder sobre propinas recebidas por ele antes de 2004, por, segundo ele, ainda ser objeto de investigação pela Justiça.
Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
Oitiva com Pedro José Barusco Filho, ex-gerente da Petrobras e delator da Operação Lava Jato, da Polícia Federal
Pedro Barusco (C): "Muita documentação foi destruída antes da delação, mas o trabalho de coletar provas vai prosseguir. Eu simplesmente falei o que sabia."

O ex-gerente de Tecnologia da Petrobras Pedro Barusco disse que a corrupção na empresa petrolífera estatal foi institucionalizada a partir de 2004, durante o Governo Lula.

Ele acusou o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, de ter recebido algo entre 150 e 200 milhões de dólares em propinas em nome do partido a partir de 2004. A propina teria sido paga por empresas contratadas pela Petrobras.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Prova mais forte: doações não deduzem imposto de renda

Segunda, 9 de março de 2015
Senador Lindbergh Farias (PT-RJ) confessa ter recebido a doação

Da Tribuna da Internet
Pedro do Coutto
O jornalista Elio Gaspari, em seu artigo de ontem publicado simultaneamente, como sempre, no O Globo e na Folha de São Paulo, afirmou que no processo Petrobrás, depois de revelada a lista de parte dos responsáveis pelos assaltos, na visão do procurador-geral Rodrigo Janot e do ministro Teori Zavascki, ingressa-se na fase de apresentação de provas concretas. Perfeita a colocação. Mas é de se supor que tais provas não vão faltar e aliás começaram a surgir ontem mesmo com a entrevista do Senador Lindbergh Farias a Bernardo de Melo Franco, edição da FSP. Ele reconheceu ter tomado a iniciativa de procurar o então diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, e pedido uma doação de 2 milhões de reais à sua campanha para o Senado Federal pelo Rio de Janeiro em 2010. Paulo Roberto Costa o encaminhou a empresa Andrade Gutierrez. Seu pedido foi atendido, acrescenta a matéria.

Dessa forma as provas começam a surgir, pois as doações para campanhas políticas, sejam feitas por pessoas físicas ou pessoas jurídicas, de acordo com a lei eleitoral não são dedutíveis do Imposto de Renda. Ao contrário, por exemplo de algumas doações feitas a entidades beneficentes. Portanto, na realidade, os aportes financeiros a políticos não devem ser encarados como simples doações e sim como fatores de outras articulações.

Isso dentro do princípio de que empresários não vão simples e espontaneamente agir apenas para aumentar suas despesas. Está embutido no movimento duplo de pedir e receber, pelo menos alguma retribuição. Que pode não ser em dinheiro, mas em comportamentos que vão ao encontro de interesses empresariais. Se na vida em geral é assim, fácil imaginar o que acontece nos bastidores que envolvem as companhias doadoras e os políticos recebedores.

EXECUTIVOS PRESOS
Ainda em matéria de prova, é preciso não esquecer que executivos das doadoras encontram-se presos na justiça federal do Paraná, de acordo com as decisões do juiz Sérgio Moro. Inclusive empresários, como Ricardo Pessoa da UTC, entre outros, dispõem-se a revelar em detalhes as propinas pagas, através de esquemas meticulosamente montados.

Os executivos presos vão ser julgados pelo próprio juiz Sérgio Moro e suas prováveis condenações acrescentam farto material de comprovação do sistema corrupto que funcionava há vários anos na Petrobrás. Neste caso, as condenações são mais uma prova das corrupções. E não apenas elas. A declaração da ex-presidente da Petrobrás, Graça Foster, de que os prejuízos decorrentes dos roubos praticados elevavam-se a uma escala de 88 bilhões de reais, representa mais um degrau na subida para alto das provas confirmadas.

VENDAVAL
Como não pode haver corrupção sem corruptos e corruptores, eis aí o panorama realista do vendaval que atingiu a sede da principal estatal brasileira no centro do Rio de Janeiro. Provas portanto da corrupção são indiscutíveis. Quanto ao recebimento de dinheiro pelos corruptos, aí sim as investigações têm que comprovar. O que não deve ser difícil, tais as evidências contidas nas delações premiadas e também confirmadas pelos autores dos desembolsos ilegais. Será uma questão apenas de tempo, mas enquanto durar no plano dos políticos com foro especial, a tempestade vai se agravar desestabilizando o quadro institucional do país. Sobretudo em relação ao governo, uma vez que vários ex-ministros das administrações Lula e Dilma Rousseff figuram entre os acusados, ao lado dos presidentes do Senado e da Câmara Federal. Onde vai parar a crise? É muito difícil prever; só os fatos que vêm pela frente poderão iluminar e responder.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Lava-Jato: UNAFE denuncia pressão de Adams, Advogado-Geral da União, sobre o TCU

Sábado, 21 de fevereiro de 2015 

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NOTA PÚBLICA

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A UNAFE – União dos Advogados Públicos Federais do Brasil vem a público se pronunciar sobre a reportagem da Revista Veja que veiculou uma suposta atuação do Advogado-Geral da União junto ao Tribunal de Contas da União (TCU),  bem como sua repercussão no meio social.

Segundo consta da referida reportagem, o Advogado-Geral da União teria minutado uma instrução normativa e articulado sua aprovação junto ao TCU (o que ocorreu em curto espaço de tempo). Segundo se apurou da reportagem, a Instrução Normativa aprovada pelo TCU (74 de 11 de fevereiro de 2015) teria como escopo impedir a atuação do tribunal na verificação da legalidade dos acordos formalizados pelas empresas envolvidas na operação “Lava Jato”, da Polícia Federal.

A reportagem afirma ainda que a “turma da AGU” estaria agindo de forma a esvaziar a eficácia e a amplitude da referida operação.

Diante da relevância dos fatos, a UNAFE vem à presença da sociedade brasileira e das autoridades constituídas informar que, com a dedicação que o tema merece, irá analisar a instrução normativa citada na reportagem e, diante de qualquer ilegalidade, irá adotar as medidas judiciais cabíveis.

Sem prejuízo da referida análise, o momento é oportuno para informar à sociedade brasileira que não há que se falar em “turma da AGU”.

Desde sua nomeação e posse, o atual Advogado-Geral da União optou por agir de forma isolada e autoritária. Optou, deliberadamente, por uma advocacia de governo em detrimento de uma advocacia de estado.

Os fatos relatados na citada reportagem apenas destacam que, desde sua nomeação, o Advogado-Geral da União não conta com apoio da carreira. Na verdade, além da falta de apoio, há verdadeira oposição aos procedimentos adotados pelo referido ministro à frente do órgão.

Como é de conhecimento amplo, houve a elaboração pela carreira de lista tríplice para o cargo de Advogado-Geral da União, a qual contou com uma participação forte dos membros das carreiras que compõem a AGU. Apesar da lista não ter sido considerada pela Presidente da República quando da nomeação de sua nova equipe ministerial, tal fato serviu para demonstrar que, sem ter obtido nenhum voto de seus pares, o atual AGU não encontra qualquer respaldo na instituição que dirige.

Desde que o Sr. Luiz Inácio assumiu o cargo, a AGU vive seu pior momento. Apesar dos sucessivos recordes de arrecadação (apenas em 2014, o órgão arrecadou 3.500% mais que o previsto) e da economia de trilhões de reais aos cofres públicos, o processo de sucateamento da AGU é uma realidade inquestionável.

Não há estrutura mínima (carreira de apoio, unidades alocadas em instalações precárias) e não há prerrogativas mínimas para exercício do cargo pelos membros (o PLP 20512 enviado pelo Sr. Adams enfraquece a carreira de Advogado Público Federal e possibilita a entrada de “alienígenas” nos quadros da AGU).

Todos esses fatos tornaram a AGU a pior carreira jurídica do país em termos de remuneração, estrutura, prerrogativas e incentivo aos membros.

O deliberado e propositado sucateamento da AGU contrasta com o fortalecimento da Defensoria Pública da União e das demais funções essenciais da Justiça (Judiciário e Ministério Público Federal).

Uma solução para esses problemas levantados acima é a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 82, de 2007, a qual se encontra em trâmite junto ao Congresso Nacional. Essa PEC assegura “autonomias funcional, administrativa e financeira e das propostas orçamentárias anuais, dentro dos limites estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias” à Advocacia-Geral da União e às Procuradorias Estaduais e Municipais.

Essa autonomia pretendida vai ao encontro da concedida à Defensoria Pública através de emenda à Constituição, que teve como consequência um crescimento vertiginoso daquele órgão em prol da defesa dos menos favorecidos. Dessa forma, caso a Advocacia Pública venha a lograr êxito em seu intento, a sociedade será extremamente beneficiada, pois terá um órgão que exercerá uma Advocacia de Estado voltada para os interesses do país e de seus cidadãos.

É importante destacar que os membros da AGU, apesar de inferiorizados e desmotivados com toda a conjuntura atual, jamais deixaram de exercer sua função institucional e a defesa da Constituição Federal. Jamais atuaram de forma a beneficiar qualquer empresa junto ao TCU, ou esvaziar qualquer investigação a cargo da Polícia Federal.

Assim, a presente Nota tem como objetivo demonstrar que a atuação do Advogado-Geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, não se confunde com a atuação de seus membros e que repudia qualquer forma de interferência nas investigações procedidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

Além disso, convoca a sociedade civil a, pelos meios pacíficos e democráticos vigentes, pressionar o Congresso Nacional pela imediata aprovação da PEC 82/2007, de forma que a AGU possa exercer o seu mister de defesa do bem público e do povo brasileiro de forma independente e efetiva.

DIRETORIA UNAFE

GESTÃO 2014-2016

Cardozo isenta advogados, mas confirma as quadrilhas

Sábado, 21 de fevereiro de 2015
Da Tribuna da Internet
Pedro do Coutto
Na entrevista, ministro confirmou a existência da quadrilha

Em declarações publicadas na edição de ontem, 20, na Folha de São Paulo, matéria de Natália Cancian, o ministro José Eduardo Cardozo, voltando a tentar defender o fato de haver recebido advogados de empreiteiras envolvidas nos escândalos da Petrobrás, afirmou textualmente que “advogado não é membro de quadrilha”. Está correta a separação, porém a frase, no fundo, confirma a existência das quadrilhas que assaltaram o universo financeiro da principal empresa do país. Esta conclusão é absolutamente lógica. O titular da Justiça, por ação tácita, confirmou o que o maremoto dos fatos já evidenciou e vem acrescentando mais evidências a cada dia que passa.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

STJ nega liberdade a executivo da Galvão Engenharia investigado pela Lava Jato

Sexta, 20 de fevereiro de 2015
Do STJ
Erton Medeiros Fonseca, diretor de negócios da Galvão Engenharia, preso preventivamente na operação Lava Jato desde 10 de novembro passado, vai continuar na prisão. O desembargador convocado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) Newton Trisotto negou liminar em que a defesa pedia que fosse colocado em liberdade.

Segundo o decreto de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro, depoimentos de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa apontam a participação da empresa Galvão Engenharia no cartel de empreiteiras que fraudaram e superfaturaram licitações da Petrobras, tendo Fonseca como seu representante direto.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Associação dos Magistrados Brasileiros entende que a conduta dos advogados em reuniões com o ministro da Justiça “induz em uma atuação voltada para pressionar o uso do poder político sobre o Judiciário”

Quinta, 19 de fevereiro de 2015 
AMB pede audiência com ministro da Justiça para aprofundar investigações sobre empreiteiras


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Preocupado com a pressão política que parece se intensificar sobre as investigações da Operação Lava Jato, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), João Ricardo Costa, encaminhou hoje (19) um pedido de audiência ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Costa deverá propor uma varredura na gestão das empreiteiras citadas.

“O Judiciário precisa conduzir esse processo e avançar com independência no combate à corrupção e à impunidade. A Operação Lava Jato trouxe fortes indícios de que muitas dessas empreiteiras que estão sendo investigadas atuam como verdadeiras organizações criminosas cartelizadas que estão saqueando os cofres públicos há anos. É necessário que o Executivo promova uma investigação profunda, além das denúncias da Petrobras”, defende.

Costa avalia, ainda, a postura dos advogados de defesa dos acusados na Operação, ao solicitarem audiência com ministro. “É fundamental para a democracia que os advogados atuem na amplitude das suas prerrogativas, de forma incondicional. Porém, estas mesmas garantias devem ser exercidas dentro de um conceito radicalmente republicano. Neste caso específico, a conduta dos advogados induz em uma atuação voltada para pressionar o uso do poder político sobre o Judiciário”, afirma.

O presidente da AMB defende o Poder Judiciário como instância para o exercício da ampla defesa, já devidamente estruturado para recepcionar todo e qualquer pleito em relação ao caso. “Para cada decisão da Justiça, contamos com infindáveis recursos. O que não podemos admitir é a tentativa de pressionar o Poder Judiciário e os juízes que atuam no processo, muito menos qualquer conduta que tente desqualificar o magistrado que preside as investigações em questão”, alerta Costa.

Espera-se que o encontro entre o presidente da AMB e o ministro Cardozo seja confirmado para a próxima semana, em Brasília. 

Fonte: AMB

Empreiteiros presos tentam interferir nas investigações da Lava Jato, diz Moro

Quinta, 19 de fevereiro de 2015
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil


Sérgio Moro (Divulgação/CNJ)


Sérgio Moro diz que a renovação das prisões dos empreiteiros da UTC e da Camargo Corrêa, deve-se ao fato de tentarem interferir no andamento do processo de investigaçãoGil Ferreira/Agência CNJ/Divulgação

Ao renovar as prisões dos empreiteiros Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC, Eduardo Herminio Leite, Dalton dos Santos Avancini e José Ricardo Auler, da Camargo Corrêa, o juiz federal Sérgio Moro, destacou que os empresários têm tentado interferir nas investigações. Segundo Moro, responsável pelos processos decorrentes das investigações da Operação Lava Jato, a eventual soltura dos empresários “colocaria em risco à ordem pública, risco à instrução, à aplicação da lei penal e à integridade da Justiça”.

Em despacho expedido ontem (18), o juiz federal afirma que o pagamento de propina pelas empreiteiras investigadas pela Polícia Federal e o Ministério Público, foi mantido após o início da operação.

“[É] necessário, infelizmente, advertir com o remédio amargo as empreiteiras de que essa forma de fazer negócios com a administração pública não é mais aceitável – nunca foi, na expectativa de que abandonem tais práticas criminosas. Então a prisão preventiva é necessária para preservar a ordem pública, prevenindo a reiteração e continuidade dos crimes, diante da constatação de sua duração por anos, a sua atualidade e a habitualidade criminosa”, sustentou Moro no despacho.

Moro disse que a tentativa dos acusados e das empreiteiras de ganhar apoio político para com se beneficiarem no processo judicial “já é reprovável”. O juiz acrescentou que “as aludidas tentativas de cooptação de testemunhas”, demonstram a necessidade de se manter a prisão preventiva para garantir a instrução e a aplicação da lei e preservar a integridade da Justiça “contra a interferência do poder econômico”.


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no lançamento das plataformas sobre a lei de dados pessoais e o decreto para regulamentação do Marco Civil da Internet (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
José Eduardo Cardozo diz que "é dever" do ministro da Justiça ou de qualquer servidor público receber advogados no exercício da profissãoMarcelo Camargo/Agência Brasil
Ele qualificou de “intolerável” e “total desvirtuamento do devido processo legal”, que “emissários” das empreiteiras busquem apoio de políticos para tentar favorecer os empresários presos. Segundo jornal Folha de S.Paulo, advogados da UTC e da Camargo Corrêa se reuniram com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para tratar de questões relacionadas a Lava Jato.
Cardozo, no entanto, informou, por meio de nota, que teve reunião apenas com representantes da empresa Odebrecht, no dia 5 de fevereiro, às 15h30. O ministro acrescentou que é “dever do ministro da Justiça e de quaisquer servidores públicos receber advogados no regular exercício da profissão conforme determina o Estatuto da Advocacia”.
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Comentário do Gama Livre: Que mal faz um ministro da Justiça conversar com defensores de acusados de corrupção, mesmo a agenda oficial não registrando os encontros? Futebol está na veia do brasileiro. Carnaval também. Tem tantas coisas para se jogar conversa fora!

Carnaval acabou com o sonho de Cardozo ir para o Supremo

Quinta, 19 de fevereiro de 2015
Da Tribuna da Internet
Carlos Newton
A situação é constrangedora. Já tivemos todo tipo de ministro da Justiça, incluindo um coronel do Exército, Jarbas Passarinho, que foi alçado ao cargo no governo Collor e assinou a portaria que deu a um tribo de apenas 4 mil índios um território quase do tamanho da Itália, que passou a ser internacionalmente conhecido como a Nação Ianomâmi. Até Renan Calheiros já foi ministro da Justiça, no governo FHC, e não seria preciso dizer mais nada. Mas as coisas sempre podem piorar, e nunca antes, na História deste país, houve um ministro como José Eduardo Cardozo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Advogado de Youssef diz que há provas de relação entre Dirceu e Júlio Camargo

Sexta, 13 de fevereiro de 2015
André Richter - Enviado Especial da Agência Brasil/EBC
 Doleiro Alberto Youssef (Geraldo Magela / Agência Senado - todos direitos reservados)
Alberto Youssef está preso em Curitiba  Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Todos os direitos reservados
O advogado Antônio Figueiredo Basto, que representa o doleiro Alberto Youssef, disse hoje (13) que há provas sobre a relação entre o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo e o ex-ministro José Dirceu. Ontem (12) a advogada de Camargo e a assessoria de Dirceu repudiaram as denúncias do doleiro, sem a apresentação de provas. Youssef está presente nesta sexta-feira na audiência em que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa depõe na Justiça Federal em Curtiba.

Impeachment não basta, tirar a “gerentona” é trocar seis por meia dúzia. . . precisamos combater a real causa dos problemas

Sexta, 13 de fevereiro de 2015
Precisamos parar com a mania de atacar os efeitos, em vez de combater a real causa dos problemas...
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Por Daniel Mazola — Tribuna da Imprensa
Prezados leitores, vamos raciocinar, analisem, pensem. Se as investigações da Operação Lava Jato comprovarem que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, usou dinheiro do ‘petrolão’ para irrigar a campanha presidencial da “gerentona” Dilma Rousseff, conforme revelam as "delações premiadas", a própria Legislação Eleitoral (Lei 9.504, de 30 de setembro de 1997) em vigor determina que a presidente seja automaticamente cassada. Nesse caso nem precisará de impeachment para liquidá-la.

A verdade é que PT e PSDB representam a mesma política econômica, e pelas mentiras que Dilma contou na campanha reeleitoreira que vieram à tona, e pela crise sistêmica de corrupção e incompetência da gestão econômica, a presidente perdeu as condições morais de governabilidade. O problema é saber que na saída dela quem assume é o vice Michel Temer (PMDB-SP), ou outros ‘bichos’ da mesma espécie como Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL)...

Mas voltemos ao fato, Dilma agiu de má-fé e mentiu deslavadamente durante a campanha eleitoral, fazendo agora exatamente aquilo que havia acusado seus opositores de estarem propondo, principalmente referente à política econômica. Circula no Facebook: "Dilma Rousseff é desonesta, falsa e indecisa”. Esta é a opinião, respectivamente, de 47%, 54% e 50% dos brasileiros consultados pelo Datafolha.