Quinta, 3 de janeiro de 2013
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Paramilitares que se denominam Autodefesas Unidas da
Colômbia (AUC) admitiram, em relatório elaborado pela Procuradoria-Geral
da Colômbia, o envolvimento em massacres, homicídios, sequestros,
extorsões e desaparecimentos em várias localidades do país. O governo do
presidente colombiano, Juan Manuel Santos, tenta combater a ação do
grupo.
A confissão veio à tona após a descoberta de 3.092 valas nas quais
estavam enterrados cerca de 5 mil corpos. Os paramilitares disseram aos
policiais que participaram de 1.064 massacres, 25 mil homicídios e 3.599
desaparecimentos em todo o país. Os paramilitares disseram ainda ter
participado de casos de tortura, tráfico de drogas e violência sexual.
No relatório da Procuradoria-Geral da Colômbia, autoridades reiteram
que as confissões dos paramilitares têm o objetivo de obter benefícios
judiciais, como redução de penas. Segundo investigadores, os grupos
paramilitares colombianos estão entre os fenômenos mais violentos do
país.
Na década de 1990, os grupos se uniram e criaram a chamada AUC, tornando-se independentes e ligados ao narcotráfico.
*Com informações da emissora multiestatal de televisão, Telesur // Edição: Andréa Quintiere
