Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

domingo, 28 de abril de 2013

O Brasil se curva perante a Fifa, de maneira vergonhosa

Domingo, 28 de abril de 2013
Da Tribuna da Imprensa

Jorge Béja
A chamada Lei Geral da Copa (Lei nº 12.663, de 5 de junho de 2012) é inacreditável e inaceitável. São 71 artigos que submetem o Estado Brasileiro à soberania da Fifa durante a Copa das Confederações (2013) e a Copa do Mundo (2014). No seu período de vigência, o Estatuto do Torcedor, o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, o Estatuto do Idosos e muitas outras legislações nacionais deixam de prevalecer,por inteiro, ou partes distintas.

A Fifa e a Subisidiária Fifa no Brasil, duas pessoas jurídicas de direito privado, ficam totalmente imunes à legislação nacional. Poderia citar muitas situações. Mas são muitas e muitas e falta espaço. Por isso cito apenas duas: ambas instituições estão dispensadas de pagar qualquer tributo, imposto ou taxa à administração brasileira. A elas, todos os lucros. E delas, nenhuma obrigação tributária, fiscal, civil ou criminal. É a União (ou seja, o Estado Brasileiro) quem deve arcar com todas as responsabilidades, inclusive as indenizatórias.

Mais trampas [trapaças, tramoias, ardis] do Banco Central Europeu para encobrir Merkel

Sábado, 27 de abril de 2013


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Juan Torres López [*]

Há alguns dias publiquei um artigo mostrando como o presidente do Banco Central Europeu havia apresentado aos líderes europeus dados sobre a evolução da produtividade e dos salários em diferentes países que estavam manipulados ou manifestavam uma tremenda falta de conhecimentos de questões económicas básicas ( Las trampas de Draghi para bajar salarios ). Qualifiquei esse facto como uma aldrabice, porque dessa forma se confundiam as pessoas para poder levar por diante propostas que não têm nenhum outro fundamento a não ser a ideologia neoliberal de quem as propõe.

Agora temos novamente que denunciar outra publicação do Banco Central Europeu cujos resultados confundem a população e são difundidos para ajudar a política reaccionária da Sra. Merkel e seu governo, determinados a justificar a sua guerra económica contra a Europa dizendo aos seus compatriotas que a negligência dos países do Sul da Europa obriga as famílias alemãs, que são as mais pobres, a pagar os seus excessos.

Construtor confirma propina no Minha Casa Minha Vida

Domingo, 28 de abril de 2013

Pequenos empresários pagaram de 10% a 32% do valor do imóvel

Casas abandonadas em 2011 no município de Marajá do Sena, no Maranhão, pela empreiteira SC Construções Crédito Arquivo pessoal
Pequenos construtores subcontratados para tocar obras do Minha Casa Minha Vida (MCMV) em municípios com menos de 50 mil habitantes revelam que só conseguiam entrar no programa se pagassem propina à empresa RCA Assessoria. Segundo empresários ouvidos pelo GLOBO, a empresa montada por ex-funcionários do Ministério das Cidades cobrava das empreiteiras uma taxa que variava de 10% a 32% do valor do imóvel construído. Em alguns casos, o pedágio teria inviabilizado o trabalho e as obras acabaram sendo abandonadas. Apesar das declarações dos empreiteiros, a RCA nega cobrar qualquer taxa das construtoras.

Uma das empresas repassou mais de R$ 500 mil para a RCA. O dinheiro era depositado na conta da construtora Souza e Lima, criada pelo gerente-geral da RCA, Valmir Lima, e por Valdemar de Souza Júnior, engenheiro da RCA. Os construtores dizem que quem fechava a negociação era o sócio da RCA Daniel Vital Nolasco, ex-diretor de Produção Habitacional do Ministério das Cidades, filiado ao PCdoB. Leia mais no Blog do Sombra

sábado, 27 de abril de 2013

Minha casa, meu negócio

Sábado, 27 de abril de 2013
Num claro conflito de interesses, parlamentares lucram com contratos milionários do maior programa habitacional do governo. Políticos são beneficiados na venda de terrenos e ao colocar suas próprias empreiteiras para tocar as obras
 
por Josie Jeronimo
Revista IstoÉ 

De vitrine do governo Dilma Rousseff à vidraça para os órgãos de controle, o programa Minha Casa, Minha Vida se tornou uma fonte de problemas e fraudes. Nas últimas semanas, o jornal "O Globo" denunciou que ex-servidores do Ministério das Cidades integrariam um esquema para ganhar contratos de habitação destinados às faixas mais pobres da população. Os antigos funcionários das Cidades não são, porém, os únicos que lucram com um dos principais programas sociais do governo. Levantamento feito por ISTOÉ indica que a política habitacional criada para ajudar os mais pobres enriquece também deputados e senadores. Os parlamentares se aproveitam de um filão imobiliário que já movimentou R$ 36 bilhões em recursos públicos para a construção de 1,05 milhão de casas e apartamentos para famílias de baixa renda. Os dados do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) – reserva financeira composta por recursos do FGTS e gerenciada pela Caixa Econômica Federal – mostram que parlamentares de diferentes partidos têm obtido vantagens financeiras com o programa de duas maneiras: na venda de terrenos para o assentamento das unidades habitacionais e na obtenção de contratos milionários para obras que são realizadas por suas próprias empreiteiras. Entre eles, os senadores Wilder Morais (DEM-GO) e Edison Lobão Filho (PMDB-MA), filho do ministro de Minas e Energia e presidente da Comissão de Orçamento do Senado, e os deputados Inocêncio Oliveira (PR-PE), Augusto Coutinho (DEM-PE) e Edmar Arruda (PR-PR).
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A CASA É NOSSA
Os deputados Augusto Coutinho, Inocêncio Oliveira e os senadores Wilder Morais
e Lobão Filho (da esq. para a dir.) têm sido favorecidos pelo programa Minha Casa, Minha Vida

Quem pagou a conta foi você

Sábado, 27 de abril de 2013
Da Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
Clique aqui e leia.

O debate da redução da maioridade penal: a racionalidade não foi convidada, afirma o deputado Ivan Valente

Sábado, 27 de abril de 2013
Leia a seguir o discurso do deputados Ivan Valente, Psol-São Paulo, sobre a redução da maioridade penal.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, uma das tarefas mais difíceis para quem está envolvido diretamente com a política é remar contra a maré. Momentos de grande comoção tendem a concentrar as atenções da opinião pública e enviesá-la no sentido do que aparentemente é a solução definitiva para a violência crescente. A questão é que, na imensa maioria dessas ocasiões, não há racionalidade, não há argumentos. O debate passional, influenciado por situações de grande apelo trazem o risco de que ações que repercutem por gerações sejam tomadas de maneira arbitrária e por demagogos que buscam na maré do senso comum conseguir ganhos políticos imediatos.

Aqueles que conseguem ter a dimensão da totalidade da situação social do Brasil, que conhecem a sua história e as mazelas que nos legaram as elites, se lembrariam do filme Tropa de Elite 2. O enredo do filme amarra violência policial, desigualdade social e corrupção de maneira a mostrar como políticos sem escrúpulos se aproveitam desse emaranhado perverso.

Em uma cena emblemática, o governador encarnado na história dialoga com seus assessores diante da TV, que transmite um programa policialesco ancorado por um virtual candidato a vereador. Aos apelos do apresentador por justiça e aos números da audiência do programa, o governador dá o sinal verde para a operação que limparia a área para o início do domínio da milícia paramilitar em um morro carioca.

Trazemos este exemplo para ilustrar o que se tornou a tábua de salvação de políticos que não medem consequências quando se trata de garantir a própria eleição. É o apelo à redução da maioridade penal a nova tendência entre os demagogos de plantão, responsáveis por políticas de segurança pública falidas e que têm se mostrado em todas as evidências um verdadeiro desastre.

Padre Beto (Bauru-São Paulo) abandona ministério sacerdotal

Sábado, 27 de abril de 2013

Padre Beto abandona ministério sacerdotal e espera que Igreja volte a ser a mesma das décadas de 60 a 80.

Declaração de Padre Beto em seu perfil no Facebook:
beto
A partir do momento em que a Diocese de Bauru tornou pública a determinação de me retratar, declaro a todos através desta mensagem a minha decisão:
Não irei retirar nenhum material postado por minha autoria nas redes sociais, no meu site ou em qualquer espaço da internet. Tudo que procuro realizar e todas as minhas declarações são bem refletidas e possuem simplesmente a intenção de evangelizar e fazer com que as pessoas se aproximem mais da vivência do AMOR pregado pelo Cristo nos Evangelhos. A Igreja precisa ser um espaço dialogal para que as pessoas possam transcender de fato e se tornarem verdadeiros filhos de Deus em nosso universo contemporâneo.
Se refletir e’ um pecado, eu sempre fui e sempre serei um Pecador!
Diante da determinação feita por vossa Excelência Reverendíssima Dom Caetano Ferrari de me retratar confessando humildemente que errei, pensei muito bem, refleti sobre minha existência, sobre o significado de ser um sacerdote no mundo atual e cheguei à seguinte atitude:
A partir da data de 29 de abril de 2013 me desligo do exercício dos ministérios sacerdotais na Igreja Católica Apostólica Romana e portanto na Diocese de Bauru.
Para minha pessoa se torna impossível viver o Evangelho em uma Instituição, na qual, no momento, a liberdade de reflexão e liberdade de expressão não são respeitas.
Mesmo com esta minha decisão, não deixo de ser padre (já que uma vez sacerdote sempre serei sacerdote). Vou continuar minha vida procurando através de minhas reflexões contribuir para a construção de uma sociedade mais humana e dialogal.
Espero de coração sincero que a Igreja volte a ser, como foi nas décadas de 60 à 80, uma Igreja, na qual todos os seus membros tenham o direito de se expressar e refletir livremente criando verdadeira comunhão na fé em Cristo. Espero também que a Igreja se abra ao desenvolvimento da ciência e às novas realidades que vivemos em nossa sociedade contemporânea para que ela (a Igreja) não cometa injustiças e não seja um obstáculo para a felicidade do ser humano.
Quero agradecer a todos os amigos e amigas que rezaram por mim, por todos que demonstraram sua solidariedade, enfim, todos que acompanharam os meus passos até agora. Desejo também dizer que continuaremos juntos na amizade e na vontade de transformação.
Um grande abraço a todos e que Deus os abençoe,
Padre Beto
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O golpe dos condenados

Sábado, 27 de abril de 2013
Da IstoÉ

Enquanto todos os olhares se voltam para o deputado pastor Marco Feliciano nos Direitos Humanos, na Comissão de Constituição e Justiça, os mensaleiros preparam um atentado à democracia e estimulam uma guerra entre o Judiciário e o Legislativo

Mário Simas Filho
Não houve alarde. Tudo aconteceu de forma sorrateira, com poucas testemunhas. Na quarta-feira 24, em votação simbólica, 20 deputados aprovaram, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), uma emenda constitucional que representa um golpe na democracia. A proposta, votada sem nenhum debate anterior, submete algumas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ao Congresso, o que atenta contra uma cláusula pétrea da Constituição, que determina a independência e a harmonia entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O Brasil assistiu a um filme parecido em 1937, quando a Constituição assegurou ao presidente Getúlio Vargas o poder de cassar decisões do STF. Entre 1937 e 1945, o País passou por um dos períodos mais negros de sua história, conhecido como Estado Novo. Desta vez, a emenda golpista foi apresentada pelo deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), mas sua aprovação foi articulada por dois petistas condenados pelo STF no processo do mensalão: José Genoino e João Paulo Cunha.
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GENOINO E JOÃO PAULO
No time dos mensaleiros que querem meter
a mão no poder alheio, legislando contra o País

Leia a íntegra

Julgamento do mensalão não valeu nada?

Sábado, 27 de abril de 2013
Da IstoÉ

Votação de recursos pelo STF pode livrar José Dirceu, João Paulo Cunha e Delúbio Soares da prisão e desmoralizar o julgamento do mais emblemático caso de corrupção do Brasil

por Izabelle Torres
O mais rumoroso caso de corrupção já julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) viverá nos próximos dias um capítulo de incertezas e embates, capaz de mudar o desfecho da ação penal que condenou gente graúda à cadeia. A publicação do acórdão do mensalão e a apresentação dos recursos pela defesa dos acusados devem forçar os ministros a rediscutirem as penas impostas a 12 dos 25 réus enquadrados por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A nova análise dos casos pode causar uma reviravolta no resultado, livrando condenados da prisão e reduzindo substancialmente as penas impostas. Esse é um cenário que, se consolidado, vai abalar o simbolismo de um julgamento considerado o marco contra a cultura da impunidade no Brasil. As possibilidades mais estarrecedoras dessas mudanças envolvem as chances de o ex-ministro José Dirceu e seus parceiros, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) e o ex-tesoureiro Delúbio Soares, não irem para a prisão.

Os três integrantes do núcleo político do esquema dependem apenas de mais um voto para que sejam reduzidas as penalidades que receberam e, a partir de então, serem enquadrados no regime semiaberto, aquele em que o preso fica em liberdade durante o dia, permanecendo no presídio somente à noite e nos fins de semana. Pelo placar atual, Dirceu, João Paulo e Delúbio ficariam presos em regime fechado, pois foram condenados a cumprir pena superior a oito anos de detenção.
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O mérito da PEC 33


Sábado, 27 de abril de 2013
Por Ivan de Carvaho
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, deputado Décio Lima, do PT, disse que a reação à aprovação, na comissão, da Proposta de Emenda Constitucional 33, que submete algumas das decisões mais importantes que o Supremo Tribunal Federal pode adotar a uma decisão final do Congresso é “tempestade em copo d’água”, pois a comissão apenas julgou a “admissibilidade” da PEC 33, não entrando em seu mérito.

         É evidente que neste caso a “tempestade em copo d’água” é apenas frase feita. A frase reutilizada pelo deputado Décio Lima tem exatamente o cristalino propósito de confundir, um pouco a mídia e largamente a sociedade brasileira. Porque, em verdade, tanto a PEC 33 quanto a decisão da Comissão de Constituição e Justiça de considerá-la constitucional são furacões desencadeados contra o regime democrático.

         A comissão da Câmara, diz seu presidente petista Décio Lima, “não entrou no mérito” da PEC 33, apenas admitiu sua admissibilidade – o que significa que a julgou constitucional e conforme o nosso sistema jurídico. Mas é exatamente aí que está o verdadeiro mérito – melhor dizendo, demérito – dessa proposta de emenda constitucional. Ela é inconstitucional.

         Entre os teóricos da Revolução Francesa de 1789, havia, sobre a natureza da democracia, duas teorias. Uma de Montesquieu, que propunha a estruturação do Estado em três Poderes, independentes e harmônicos – o Legislativo, o Executivo e o Judiciário – funcionando de forma que nenhum deles pudesse subjugar os demais. O equilíbrio do sistema era fundamental para Montesquieu. A teoria de Montesquieu foi, antes mesmo de deflagrada a Revolução Francesa com a tomada da Bastilha, adotada pela Revolução Americana, que a adotou na Constituição dos Estados Unidos da América.

         A outra teoria tinha como criador e expoente máximo o filósofo Jean Jaques Rousseau. Definia a democracia como o governo da maioria, sem ressalvas. A maioria não tinha obstáculos, podia fazer o que quisesse. A minoria que se danasse. Evidente que Rousseau deve ter fritado os neurônios em algum estágio da elaboração de sua teoria, pois, ao invés de um regime democrático, ele propunha, inquestionavelmente, a ditadura da maioria.

         Nos regimes democráticos, a teoria de Rousseau não tinha como prevalecer. Mas, ironia das coisas e das ideias, acabou, de certa forma, sendo assimilada pelo marxismo e sendo aplicada, com distorções que mais ainda a perverteram, nos países comunistas. Com base em que o “proletariado” constituía a maioria – e uma maioria explorada – Marx propôs a “ditadura do proletariado”. Lembram-se da ditadura da maioria que, para os neurônios de Rousseau, constituiria o regime democrático? Pois é.

         Mas os regimes comunistas não iriam parar aí. Já imaginaram a “maioria”, o proletariado inteiro governando? Nada disso, vamos botar ordem na coisa, pensou Lenin. O proletariado será representado pelo Partido, que decidirá e falará em nome dele e principalmente o controlará. E de fato ocorreu largamente no mundo e ainda ocorre em alguns lugares.

         Pode ser que, no Brasil, considerável número de políticos e alguns partidos preservem, mesmo todo atrapalhado pelo espetacular colapso que sofreu em âmbito mundial, o sonho de Marx e Lenin. E busquem concretizá-lo por vias transversas, com a aplicação da teoria “democrática” de Rousseau, do domínio absoluto da maioria sobre o todo – no caso, da maioria parlamentar –, para o que será preciso, antes, desmontar o sistema estruturado na divisão de Poderes proposta pela teoria de Montesquieu.

         É o que tenta fazer a PEC 33, ao pretender sobrepor o Congresso ao STF e roubar a este atribuições constitucionais fundamentais, atingindo exatamente cláusulas pétreas sobre a independência dos Poderes. A principal questão do mérito da PEC 33 é esta, sua inconstitucionalidade, e foi isto que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara examinou. Ao contrário do que disse seu presidente, a CCJ entrou no mérito, sim, entrou no âmago do mérito, e decidiu contra a parte da Constituição de 88 que não pode ser emendada e contra toda a tradição constitucional brasileira, excetuando-se período ditatorial sob Getúlio Vargas.
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Este artigo foi publicado originariamente na Tribuna da Bahia deste sábado.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Mãe Stella de Oxossi é imortal

Quinta, 25 de abril de 2013

Medial Saúde é condenado a pagar danos morais por não prestar serviço de urgência

Quinta, 25 de abril de 2013
Do TJDF
A Medial Saúde foi condenada a pagar danos morais a um segurado que precisou arcar com despesas de internação e cirurgia urgentes porque os médicos que atendiam pelo plano de saúde estavam em greve. A condenação, do juiz da 2ª Vara Cível de Sobradinho, mantida, em grau de recurso, pela 5ª Turma Cível do TJDFT, prevê pagamento de RS 5 mil a título de danos morais e R$ 14.797,00 por danos materiais.

Justiça manda a Central Nacional Unimed e Unimed Rio pagarem medicamento a portadora de câncer

Quinta, 25 de abril de 2013 
Segurada portadora de câncer receberá medicamento negado por plano de saúde

O Juiz da 18ª Vara Cível de Brasília julgou procedente pedido formulado por segurada para confirmar a liminar e determinar à Central Nacional Unimed e à Unimed Rio que autorizem imediatamente e promovam a cobertura integral do tratamento com o medicamento Pegfilgastrim 6 mg (nome comercial do Neulastin), incluindo todos os materiais e medicamentos necessários. Condenou também as rés ao pagamento do valor de R$ 5.000,00, a título de danos morais, pela recusa.

Deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP) vira réu no STF por desvio de recursos públicos

Quinta, 25 de abril de 2013
Débora Zampier
Repórter Agência Brasil
O deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB-SP) tornou-se réu em ação penal aberta hoje (25) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Por unanimidade, a Corte entendeu que há indícios de que o parlamentar participou de um esquema de desvio de verbas públicas na época em que era prefeito de São José dos Campos. Ele exerceu o cargo entre 1997 e 2004.

Justiça e Governo do Amazonas: Indenizem inocente que contraiu AIDS depois de 3 anos preso injustamente

Quinta, 25 de abril de 2013 
Abaixo-assinado por 
São Paulo, Brasil

Nathalia ZiemkiewiczEm 2003, o ajudante de pedreiro Heberson Oliveira foi acusado de entrar numa casa na periferia de Manaus e estuprar uma criança no quintal. Ele foi para a cadeia, onde aguardou julgamento por três anos jurando inocência. O rapaz sem antecedentes criminais assistiu a rebeliões, entrou em depressão, foi abusado e contraiu o vírus HIV.

Até que uma defensora pública mostrou que não havia provas suficientes. O juiz concedeu a liberdade. Mas Heberson nunca mais seria um homem livre. 7 anos após a absolvição, ele segue desempregado pelo preconceito. Hoje cata latinhas nas ruas e consume drogas. “Eu morri quando me fizeram pagar pelo que não fiz”, diz Heberson aos 32 anos, que não toma o coquetel contra a Aids.

Heberson não entrou com um pedido de indenização contra o Estado. Perdeu a fé na Justiça e nenhum dinheiro amenizaria sua dor. Tudo o que ele quer é uma casa para os filhos e um emprego que lhe devolva a dignidade. Heberson está livre da cadeia, mas preso ao passado. 

*Relatório da ONU mostrou que, dos 550 mil presos no Brasil, 217 mil aguardam julgamento. Por lei, eles não poderiam ficar mais de 120 dias na cadeia, mas passam meses ou anos, sem que um juiz determine a culpa ou a inocência. 

Soube do caso de Heberson porque sou jornalista e escrevi uma reportagem para a ISTOÉ. Fiquei indignada por essa vida roubada graças a arbitrariedades cometidas pelo Estado. Quis devolver esperança a ele e mostrar que mais gente se importa.
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As pernas curtas do GDF

Quinta, 25 de abril de 2013
Dizem que mentira tem pernas curtas. A milionária propaganda do governo do DF tem escondido muita coisa, tem enganado os ingênuos. Mas não a maioria das pessoas. Nos jornais, no rádio, na internet, e principalmente na TV vemos excelentes peças publicitárias. Dizem que a saúde melhorou, que a segurança está melhorando, que o transporte está num novo caminho, que a educação foi resgatada. E joga pesado nas mensagens que falam de emprego.

Nos hospitais a realidade briga com a imagem da propaganda na TV. Nas ruas os crimes continuam em escalas absurdas, com o brasiliense cada fez mais sequestrado, o transporte não anda, as pistas continuam esburacadas, crianças morrem em hospitais, faltam especialistas nas unidades de saúde.

E o emprego? Esse está indo de água abaixo. A Pesquisa de Emprego e Desemprego do Distrito Federal (PED-DF) mostra desemprego crescente. Já são 13,3% de brasilienses sem ocupação no mês passado. No mês anterior, fevereiro, o desemprego era de 12,8%.

Não nos preocupemos com essa situação. Vem aí a Copa do Mundo. Lá chegaremos ao paraíso.

Ô Bahia! Ô Brasil! Depois de proibir o acarajé, Fifa impede o São João em Salvador

Quinta, 25 de abril de 2013
A que ponto chega a sabujice de autoridades de um país. A que nível de submissão dessa nação aos interesses da chamada máfia da Fifa e de grandes empresas, permitem nossos governantes.

A Fifa, que já havia proibido a venda de acarajé –declarado patrimônio cultural da Bahia– num raio de dois quilômetros do estádio da Fonte Nova em Salvador, no período da Copa das Confederações e também da Copa do Mundo, agora proíbe a realização de festas de São João em Salvador. Só uma informação sobre esse tal raio de dois quilômetros. O baiano, ou o turista, que estiver no Mercado Modelo, ou no porto, ou no Pelourinho, vai ficar sem comer acarajé, pois a distância desses locais até o estádio da Fonte Nova tem menos de dois quilômetros. Acarajé, só do Campo Grande pra lá.

Duas tradicionais festas de São João, uma em Periperi, no subúbio, e outra no Barbalho, bairro central, já tiveram negadas autorizações pela Sucom (Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo). A Sucom já informou que não vai liberar eventos na cidade em junho, cumprindo determinação da Fifa.

Pode? Pode. E o pior, esse tipo de coisa não acontece só na ”Cidade da Bahia”. A Fifa impôs ao na época presidente Lula todas essas situações vergonhosas, se ele quisesse ter a Copa do Mundo de 2014 e a Copa das Confederações em 2013. E ele, vergonhosamente, aceitou.

Mas em junho próximo o baiano, e os demais brasileiros, poderão se sentar no trono de um apartamento, com a boca cheia de dentes, assistindo o jogo pela TV, esperando a morte chegar.

BNDES e BB são os maiores credores da usina de etanol de amigo de Lula

Quarta, 25 de abril de 2013
De propriedade do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal do ex-presidente, a Usina São Fernando tem uma dívida de R$ 1 bilhão com 15 instituições financeiras 

David Friedlander, de O Estado de S. Paulo
Mais da metade da dívida bilionária da usina de açúcar e álcool do empresário José Carlos Bumlai, amigo e conselheiro do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, está nas mãos de bancos do governo federal. A Usina São Fernando entrou em recuperação judicial dias atrás e pendurou uma dívida de R$ 1,2 bilhão. Desse montante, cerca de R$ 540 milhões são financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco do Brasil (BB) ainda no governo Lula.

A São Fernando deve impostos, pagamentos a fornecedores e salários de empregados, mas seu principal problema é com 15 bancos, credores de mais de R$ 1 bilhão. Entre eles estão Bradesco, Santander, BTG, Itaú e BNP. Mas as dívidas com essas instituições são bem inferiores aos cerca de R$ 300 milhões que o BNDES tem a receber ou aos R$ 240 milhões emprestados pelo BB. Leia a íntegra 

Planalto sofre derrotas em lei que barra siglas

Quinta, 25 de abril de 2013 
Senadores da base foram pressionados a apreciar com urgência proposta, mas quórum caiu; no STF, ministro manda suspender votação

 
O Estado de S.Paulo
O Palácio do Planalto foi duplamente derrotado na noite desta quarta-feira, na tentativa de votar o projeto de lei que cria dificuldades para a criação de novos partidos e asfixia as candidaturas à Presidência da ex-ministra Marina Silva e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a tramitação da proposta logo depois de o Senado ver-se obrigado a encerrar, por falta de quórum, a sessão que decidiria o pedido de urgência para a votação do projeto.

Na liminar, pedida pelo PSB, Mendes afirmou que cabe ao STF analisar questões internas do Congresso em casos de "flagrante desrespeito ao devido processo legislativo ou aos direitos e garantias fundamentais". O ministro suspendeu a tramitação do projeto até que o plenário do Supremo decida se a proposta pode ou não ser votada pelos senadores.

Teratologia legislativa

Quinta, 25 de abril de 2013
                                                                  Imagem da internet
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Por Ivan de Carvalho
O PT, com ajuda de aliados, parece haver aderido de vez à teratologia legislativa. Está parindo monstros no Congresso.

         Primeiro, sob forte pressão do PT e do governo Dilma Rousseff (que é do PT), parlamentares da aliança governista na Câmara dos Deputados aprovaram o projeto de lei que põe pedras no caminho da organização de novos partidos.

         Trata-se de um esforço notoriamente casuísta para tentar inviabilizar a candidatura de Marina Silva a presidente da República, assim como embaraçar as candidaturas do socialista Eduardo Campos e do tucano Aécio Neves, ambos também aspirantes a suceder Dilma Rousseff.

         Aprovado na Câmara dos Deputados por ampla maioria governista, o projeto deve ser apreciado pelo Senado. Lá, além de um movimento de senadores que inclui alguns integrantes de legendas governistas, dois senadores do PT anunciaram que fariam restrições ao projeto. Um deles foi Jorge Viana. Ele adiantou que iria apresentar emenda para que o projeto, uma vez transformado em lei, só entre em vigor após as eleições de 2014.

         Isto foi o bastante para o PT, estupefato com a ousadia ou a inocência de seus dois senadores, correr a fechar questão pela aprovação do projeto com vigência imediata. Ora, se é para atrapalhar os principais oponentes de Dilma Rousseff nas eleições de 2014, como é que dois senadores petistas perdiam o juízo e se dispunham a desviar o punhal – como a ex-senadora Marina Silva qualificara o projeto –, a desmanchar o casuísmo, fixando a vigência para depois das próximas eleições? Coisa de doidos, mesmo.

         Mas o PT ainda não acha que basta. Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, sem discussão, a admissibilidade de uma proposta de emenda constitucional (PEC). A PEC é de autoria do deputado Nazareno Fonteles, do PT e estabelece que o Congresso terá de aprovar as “súmulas vinculantes” do Supremo Tribunal Federal e as decisões do STF que julguem insconstitucionais emendas à Constituição.

          Por enquanto talvez não se possa ainda discernir se a PEC de Fonteles atende a algum desejo de vingança contra o STF por causa do resultado, até o momento, do julgamento do Mensalão ou se visa a pressionar o tribunal para que seja menos severo ao decidir se são cabíveis embargos infringentes e, em seguida, ao julgá-los, o que poderia mudar de condenação para absolvição as sentenças dadas a alguns dos principais réus pelo crime de formação de quadrilha e a um deles pelo crime de enriquecimento ilícito.

         Mais grave do que isto, no entanto, será se o objetivo dessa PEC apresentada pelo petista piauiense Fonteles integrar uma estratégia do PT para tirar o Supremo Tribunal Federal de sua frente, quando o partido ou seu governo quiser efetivar mudanças que encontram forte rejeição na sociedade brasileira e que, mais especificamente, atingem “cláusulas pétreas” da Constituição ou a contrariem em seu espírito.

         Assim, ao invés de o STF decidir, quando provocado, se uma emenda constitucional é constitucional ou não, quer a PEC ontem aprovada na Comissão de Constituição e Justiça estabelecer o absurdo, a monstruosidade: embora o STF continue com a competência de julgar a constitucionalidade de emendas constitucionais, tal julgamento pode não valer. O que passaria a valer, em instância final, seria uma decisão do Congresso sobre a decisão do STF. Em síntese: ao Congresso caberá dar a última palavra sobre as emendas constitucionais que ele mesmo aprovou, com o que se anula qualquer controle externo e pode se estabelecer no país, uma ditadura da maioria. Uma ditadura da maioria congressual, substituindo o regime democrático – que é governo da maioria com respeito aos direitos da minoria, assegurados estes pela interpretação da Constituição e das leis pelo Poder Judiciário.
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Este artigo foi publicado originariamente na Tribuna da Bahia desta quinta.
 Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

Canga do Tempo

Quinta, 25 de abril de 2013
Lourenço e Lourival
cantam a composição de Zé Fortuna e Paraíso

Vídeo publicado no YouTub por leiareisbertagli