Domingo, 12 de fevereiro de 2012
Deu em "O Estado de S. Paulo"
Para Eliana Calmon, desorganização dos pagamentos pode estimular corrupção
Mariângela Gallucci, Estado de S.Paulo
Passado
o julgamento que devolveu os poderes de investigação do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ), a corregedoria do órgão deverá atacar agora a
demora no pagamento de precatórios. De acordo com dados do conselho, as
dívidas dos Estados e municípios reconhecidas pelo Poder Judiciário
somam R$ 84 bilhões.
Parte delas tem origem em ações judiciais
iniciadas há mais de 100 anos. Isso é resultado da falta de organização
dos setores de pagamento de precatórios, situação que também pode
estimular desvios.
Para a corregedora nacional de Justiça, Eliana
Calmon, é necessário estruturar esses setores para evitar casos de
corrupção e garantir que os credores recebam o que lhes é de direito.
Na
semana passada, por exemplo, o CNJ foi informado sobre a detenção de um
grupo no Rio Grande do Norte por suspeita de envolvimento num esquema
de fraudes no pagamento de precatórios. Esse suposto esquema atuava
desde 2008 por meio da duplicação do número de beneficiários, incluindo
nomes de fantasmas. Leia a íntegra
