Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A execração dos cofres públicos

Terça, 9 de outubro de 2012
Os ministros do Supremo Tribunal Federal ao julgarem o processo do Mensalão condenaram, por unanimidade, o petista e ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e por desvio de recursos públicos (peculato). Envolvido no episódio do Fundo da Visanet, vem agora o condenado tentando deslegitimar a sua condenação.
 
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o mensaleiro se diz vítima de execração, de injustiça, e afirma que foi amaldiçoado.
 
Toma ele o caminho que a cúpula do PT está ameaçando trilhar. A da campanha de que o STF está errando em suas decisões e considerando o Mensalão não como um caso de caixa 2 (que é também crime) para enquadrá-lo em verdadeiro caso de corrupção com o dinheiro público. A estratégia petista é, já que parece não estar tendo sucesso em salvar suas cabeças coroadas no julgamento, jogar contra a decisão do Supremo a pecha de ilegítima. Tenta essa estratégia deslegitimar o pronunciamento do Supremo.
 
O fato é que os cofres públicos foram execrados no Mensalão petista e em todos os outros, do brasiliense ao mineiro. Quanto a ele, Pizzolato, dizer que a denúncia é fantasiosa, é bom que se lembre que isso não convence mais ninguém. Essa história de que Mensalão não existiu, que é fantasia, cada vez mais desacreditada está. O ministro Joaquim Barbosa fulminou com essas baboseiras todas. Existiu, é crime, foi com dinheiro público, está resultando em condenações, e tomara que coloque uns figurões atrás das grades, mesmo que seja por pouco tempo.

Encontrar um mensaleiro maior atrás das grades, já que estamos falando de Visanet, "não tem preço".