Sexta, 4 de janeiro de 2013
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
O estado de saúde do presidente da Venezuela, Hugo
Chávez, de 58 anos, agravou-se em decorrência das complicações causadas
por uma infecção respiratória após a cirurgia para a retirada de um
tumor maligno na região pélvica. Chávez está com insuficiência
respiratória, considerada grave pelas autoridades venezuelanas, e sendo
submetido a um rigoroso tratamento médico em Havana, Cuba.
O ministro das Comunicação e Informação da Venezuela, Ernesto
Villegas, ocupou ontem (3) cadeia nacional de rádio e televisão para ler
um comunicado, no qual informou sobre a insuficiência respiratória
identificada em Chávez.
Há quase um mês o presidente venezuelano está em Havana para o
tratamento de combate ao câncer. Nos últimos dias, aumentaram os rumores
sobre o agravamento do estado de saúde dele. As filhas e o irmão Adám
Chávez estão em Havana para acompanhar o tratamento. Durante a cirurgia,
no dia 11, o presidente sofreu uma hemorragia e, em seguida, problemas
respiratórios.
Villegas classificou ontem a infecção respiratória de Chávez como
grave. "Depois da cirurgia delicada, em 11 de dezembro, o comandante
Chávez enfrentou complicações após uma infecção pulmonar grave. A
infecção resultou em insuficiência respiratória, exigindo que cumpra um
rigoroso tratamento médico", ressaltou.
Depois de ler o comunicado,
o ministro reiterou sua confiança na recuperação de Chávez e na equipe
médica que o trata. "[A equipe médica] agiu com o máximo rigor contra
cada uma das dificuldades apresentadas", destacou.
Antes de Villegas, o presidente interino da Venezuela, Nicolás
Maduro, que também esteve em Havana e retornou para a Venezuela na tarde
de ontem (3), responsabilizou o líder da oposição, Ramón Aveledo (Mesa
da Unidade Democrática) de estimular os rumores sobre o agravamento do
estado de saúde de Chávez.
"Essa batalha o comandante Hugo Chávez tem enfrentado bravamente e
ele está ciente de todas as circunstâncias que vive e há esperança com a
sua energia habitual, sua confiança e segurança ", disse Maduro.
