Quinta, 3 de janeiro de 2013
Luana Lourenço Repórter da Agência Brasil
Moradores não índios da comunidade Posto da Mata, na
Terra Indígena Marãiwatsédé (MT), têm que desocupar a área até amanhã
(4). O prazo foi determinado pela Justiça e faz parte da Operação de
Desintrusão, iniciada em dezembro. Quem não deixar a terra indígena,
terá os bens confiscados pela Justiça e poderá responder por crime de
desobediência, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai).
Posto da Mata, localizada a 1.000 quilômetros de Cuiabá, é um dos
principais focos de resistência de não índios que ocupam a área que
pertence aos xavantes. Por causa da ordem de desocupação, um grupo de
fazendeiros e trabalhadores rurais organizaram manifestações e chegaram a
bloquear rodovias.
O grupo, segundo a Funai, também saqueou 7 toneladas de alimentos
que seriam levados a uma aldeia Carajá, e, em seguida, queimaram um
caminhão da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), usado pela Secretaria
Especial de Saúde Indígena para transportar a carga.
Desde o fim de dezembro, a força-tarefa criada pelo governo para
fazer a desintrusão está concentrada na área de Posto da Mata. O começo
da operação, segundo a Funai, “se deu de forma pacífica”, sem
resistência ou confronto com os agentes que atuam na desocupação.
A força-tarefa interministerial responsável pelo cumprimento do
mandado de desocupação da Terra Indígena Marãiwatsédé é formada por
servidores da Secretaria-Geral da Presidência da República, Funai,
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Polícia
Federal, Polícia Rodoviária Federal, Centro Gestor e Operacional do
Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Força Nacional e Exército.
