Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

domingo, 2 de março de 2014

O último carnaval de Jango antes do golpe

Domingo, 2 de março de 2014
Do Congresso em Foco
Às vésperas de ser deposto pelos militares, o presidente curtiu os dias de folia isolado do mundo, pescando numa ilha do Espírito Santo. Mas o clima era de apreensão. Na quarta de cinzas, ele já buscava nas ruas o apoio que lhe faltava no Congresso

O último carnaval de Jango no Brasil

POR FLÁVIO BORGNETH
Há 50 anos o Espírito Santo teve o carnaval mais político de sua história. Na iminência de ser deposto, o presidente João Goulart passou os dias de folia escondido do país pescando na ilha do Boi, em Vitória, enquanto a família permanecia na praia da Costa, em Vila Velha. Os confetes oficiais ficaram por conta da primeira-dama. Maria Teresa Goulart causou frisson nas matinês, bailes e colunas sociais da capital.
A família presidencial veraneou por aqui em 1964, a menos de dois meses do golpe militar que o tiraria do poder e o levaria ao exílio, junto com a família, no Uruguai e depois na Argentina, onde morreu em 1976. Foi o último carnaval de Jango ao lado da família no Brasil. Um carnaval envolvido pela candente atmosfera política que imperava no païs.
O anfitrião Chiquinho
De qualquer modo, o presidente e família, naqueles dias de prazeroso descanso aqui, gostaram tanto que esticaram a estadia até o carnaval. Não por acaso. O Espírito Santo era longe e perto do Rio de Janeiro, onde ainda funcionava boa parte dos ministérios que Brasília ainda não suportava. Maria Teresa e seus filhos, João Vicente e Denise, se hospedaram na residência oficial do governo do Espírito Santo, na Praia da Costa, em Vila Velha. Também passaram uns dias em Guarapari. Ocupado com sua presidência criticada acerbamente pela oposição por causa de decisões de caráter nacionalista tomadas por ele como a nacionalização de empresas estrangeiras , Jango vinha nos finais de semana a Vitória. E enquanto isso, núvens negras se acumulavam no seu horizonte político.
Quem recebia o presidente era o então governador Francisco Lacerda de Aguiar. Chiquinho, como era conhecido, era opositor do PSD – partido que dominou a política capixaba no século passado. O ruralista Lacerda de Aguiar comandou o Estado por duas ocasiões em um período onde a disputa do poder era reflexo de uma força econômica que mudava de mãos. O café precisava ser substituído pelas indústrias. Isso deixava uma vitrine política sem dono.
O futuro dos políticos capixabas dependia de como esse espaço seria ocupado. Na verdade, essa conjuntura era ainda mais complicada. Afinal, além do Estado, existia o país. Por isso, naquele verão, Chiquinho recebeu seus ilustres convidados com medo do futuro. Cada gentileza oferecida aos hóspedes poderia voltar-se contra ele caso o Brasil mudasse de mãos, como de fato mudou logo depois daquele carnaval.
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 Flávio Borgneth, de Vitória *
Há 50 anos, o Espírito Santo teve o carnaval mais político de sua história. Na iminência de ser deposto, o presidente João Goulart passou os dias de folia escondido do país pescando na ilha do Boi, em Vitória, enquanto a família permanecia na praia da Costa, em Vila Velha. Os confetes oficiais ficaram por conta da primeira-dama. Maria Teresa Goulart causou frisson nas matinês, bailes e colunas sociais da capital.

A família presidencial veraneou por aqui em 1964, a menos de dois meses do golpe militar que o tiraria do poder e o levaria ao exílio, junto com a família, no Uruguai e depois na Argentina, onde morreu em 1976. Foi o último carnaval de Jango ao lado da família no Brasil. Um carnaval envolvido pela candente atmosfera política que imperava no país. Leia a íntegra

O último carnaval de Jango no Brasil

POR FLÁVIO BORGNETH
Há 50 anos o Espírito Santo teve o carnaval mais político de sua história. Na iminência de ser deposto, o presidente João Goulart passou os dias de folia escondido do país pescando na ilha do Boi, em Vitória, enquanto a família permanecia na praia da Costa, em Vila Velha. Os confetes oficiais ficaram por conta da primeira-dama. Maria Teresa Goulart causou frisson nas matinês, bailes e colunas sociais da capital.
A família presidencial veraneou por aqui em 1964, a menos de dois meses do golpe militar que o tiraria do poder e o levaria ao exílio, junto com a família, no Uruguai e depois na Argentina, onde morreu em 1976. Foi o último carnaval de Jango ao lado da família no Brasil. Um carnaval envolvido pela candente atmosfera política que imperava no païs.
O anfitrião Chiquinho
De qualquer modo, o presidente e família, naqueles dias de prazeroso descanso aqui, gostaram tanto que esticaram a estadia até o carnaval. Não por acaso. O Espírito Santo era longe e perto do Rio de Janeiro, onde ainda funcionava boa parte dos ministérios que Brasília ainda não suportava. Maria Teresa e seus filhos, João Vicente e Denise, se hospedaram na residência oficial do governo do Espírito Santo, na Praia da Costa, em Vila Velha. Também passaram uns dias em Guarapari. Ocupado com sua presidência criticada acerbamente pela oposição por causa de decisões de caráter nacionalista tomadas por ele como a nacionalização de empresas estrangeiras , Jango vinha nos finais de semana a Vitória. E enquanto isso, núvens negras se acumulavam no seu horizonte político.
Quem recebia o presidente era o então governador Francisco Lacerda de Aguiar. Chiquinho, como era conhecido, era opositor do PSD – partido que dominou a política capixaba no século passado. O ruralista Lacerda de Aguiar comandou o Estado por duas ocasiões em um período onde a disputa do poder era reflexo de uma força econômica que mudava de mãos. O café precisava ser substituído pelas indústrias. Isso deixava uma vitrine política sem dono.
O futuro dos políticos capixabas dependia de como esse espaço seria ocupado. Na verdade, essa conjuntura era ainda mais complicada. Afinal, além do Estado, existia o país. Por isso, naquele verão, Chiquinho recebeu seus ilustres convidados com medo do futuro. Cada gentileza oferecida aos hóspedes poderia voltar-se contra ele caso o Brasil mudasse de mãos, como de fato mudou logo depois daquele carnaval.
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O último carnaval de Jango no Brasil

POR FLÁVIO BORGNETH
Há 50 anos o Espírito Santo teve o carnaval mais político de sua história. Na iminência de ser deposto, o presidente João Goulart passou os dias de folia escondido do país pescando na ilha do Boi, em Vitória, enquanto a família permanecia na praia da Costa, em Vila Velha. Os confetes oficiais ficaram por conta da primeira-dama. Maria Teresa Goulart causou frisson nas matinês, bailes e colunas sociais da capital.
A família presidencial veraneou por aqui em 1964, a menos de dois meses do golpe militar que o tiraria do poder e o levaria ao exílio, junto com a família, no Uruguai e depois na Argentina, onde morreu em 1976. Foi o último carnaval de Jango ao lado da família no Brasil. Um carnaval envolvido pela candente atmosfera política que imperava no païs.
O anfitrião Chiquinho
De qualquer modo, o presidente e família, naqueles dias de prazeroso descanso aqui, gostaram tanto que esticaram a estadia até o carnaval. Não por acaso. O Espírito Santo era longe e perto do Rio de Janeiro, onde ainda funcionava boa parte dos ministérios que Brasília ainda não suportava. Maria Teresa e seus filhos, João Vicente e Denise, se hospedaram na residência oficial do governo do Espírito Santo, na Praia da Costa, em Vila Velha. Também passaram uns dias em Guarapari. Ocupado com sua presidência criticada acerbamente pela oposição por causa de decisões de caráter nacionalista tomadas por ele como a nacionalização de empresas estrangeiras , Jango vinha nos finais de semana a Vitória. E enquanto isso, núvens negras se acumulavam no seu horizonte político.
Quem recebia o presidente era o então governador Francisco Lacerda de Aguiar. Chiquinho, como era conhecido, era opositor do PSD – partido que dominou a política capixaba no século passado. O ruralista Lacerda de Aguiar comandou o Estado por duas ocasiões em um período onde a disputa do poder era reflexo de uma força econômica que mudava de mãos. O café precisava ser substituído pelas indústrias. Isso deixava uma vitrine política sem dono.
O futuro dos políticos capixabas dependia de como esse espaço seria ocupado. Na verdade, essa conjuntura era ainda mais complicada. Afinal, além do Estado, existia o país. Por isso, naquele verão, Chiquinho recebeu seus ilustres convidados com medo do futuro. Cada gentileza oferecida aos hóspedes poderia voltar-se contra ele caso o Brasil mudasse de mãos, como de fato mudou logo depois daquele carnaval.
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1 hora de músicas de carnaval de salão, com as 30 melhores marchinhas de carnaval

Domingo, 2 de março de 2014



sábado, 1 de março de 2014

Quadrilha no mensalão mineiro?

Sábado, 1º de março de 2014
Carlos Chagas
Tribuna da Internet
Agora que a poeira vai assentando, mais escandalosa se torna  a decisão de seis ministros do Supremo Tribunal Federal eximindo ex-líderes do PT  do crime de formação de quadrilha. Não dá  para entender como expurgar das condenações dos mensaleiros evidência tão cristalina quanto a de que atuavam em conjunto e orquestrados para corromper deputados. Se não eram quadrilha, seriam o que? Congregados Marianos?

O pior é verificar não tratar-se de  maioria ocasional o grupo que agora domina a mais alta corte nacional de justiça. Agiram  em uníssono, os seis ministros, julgando de acordo com os interesses do governo e do PT.  Com as aposentadorias de Celso de Mello, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Joaquim Barbosa, logo aumentará o número dos alinhados às conveniências do palácio do Planalto. Bastará à presidente Dilma selecionar candidatos de alto saber jurídico,  reputação ilibada e convicções petistas. Leia a íntegra

Se o Brasil ainda merecia um chute no traseiro? "Me pergunte quando a Copa do Mundo acabar"

Sábado, 1º de março de 2014
Ao responder hoje (1º/3) pergunta da imprensa se o Brasil ainda merecia um chute no traseiro, Jerome Valck, o secretário-geral da Fifa, disparou: "Me pergunte quando a Copa do Mundo acabar".

Quem merece mesmo um chute no traseiro são todos aqueles administradores públicos que gastam bilhões na Copa, torneio que não é do Brasil, mas sim da Fifa, ao invés de aplicar essa dinheirama em saúde, educação, segurança.

IDDH: Informe sobre o projeto “Somos Todos Amarildo”

Sábado, 1º de março de 2014
Do Instituto de Defensores de Direitos Humanos — IDDH
Instados pela Revista Veja a prestar informações sobre o projeto “Somos Todos Amarildo”, decidimos apresentar publicamente, sem a interferência de intermediações, um informe preliminar. Primeiramente, cabe explicar que a iniciativa nasceu de forma espontânea, no calor das manifestações, em uma articulação de artistas, produtores, juristas e intelectuais interessados em ecoar e se solidarizar com a inquietante pergunta repetida à exaustão nas ruas e redes sociais, ainda sem resposta: “Cadê o Amarildo?”.


Inicialmente, o projeto se resumiria a arrecadar fundos para a aquisição de uma casa em condições adequadas para a família de Amarildo. Mas logo se viu que seu desaparecimento não era um caso isolado. O desaparecimento de pessoas vem se mostrando como uma das questões de maior importância dentro do debate sobre segurança pública e direitos humanos. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), 5.473 pessoas desapareceram no estado do Rio de Janeiro no ano de 2010, número que veio crescendo desde 2007, sendo a maior parte de jovens (12-17 anos) do sexo masculino, estudantes ou trabalhadores assalariados, com escolaridade de segundo grau incompleto, solteiros, pardos e, em sua maioria, habitantes da capital (ISP, 2010/2013).

Desaparecidos e esquecidos

Sábado, 1º de março de 2014
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
Por Giuliander Carpes      
 Caso Amarildo é um dos poucos investigados entre os mais de 6 mil desaparecidos no Estado do Rio de Janeiro entre 2012 e 2013; Especialistas vêem relação entre queda de homicídios praticados por agentes do Estado e desaparecimentos em alta

Em julho do ano passado, um grito ecoou na maior favela da zona Sul do Rio de Janeiro e ultrapassou fronteiras. Como se viesse das caixas de som da rádio poste da Rocinha, o clamor da viúva do pedreiro desaparecido nas mãos da polícia multiplicou-se pelas faixas dos protestos de rua, que sacudiam o país desde junho, e ganhou as redes sociais.
“Cadê o Amarildo?”, o mundo passou a perguntar, como se o conhecesse ali do botequim do Julio, na parte baixa da comunidade. Com a pressão da sociedade, as investigações seguiram adiante. Acabaram revelando que o marido de Elisabete Gomes, trabalhador e pai de 7 filhos, foi torturado e morto pelos policiais da UPP da Rocinha.
Os 25 policiais indiciados por participação nas torturas que levaram Amarildo à morte começaram a ser julgados este mês. Seu corpo, porém, continua desaparecido. Ainda assim o desfecho é uma raridade entre os casos de desaparecimento no Rio de Janeiro – muitos sequer são investigados.
O caso de Amarildo foi o único a ganhar visibilidade entre os 6.034 desaparecimentos contabilizados entre novembro de 2012 e outubro de 2013, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) – não há dados mais recentes disponíveis. Desde o primeiro ano do governo Sérgio Cabral, as estatísticas do ISP (vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro) apontam quase 40 mil desaparecidos.

Jornalista investigativo é morto a tiros no centro de Teixeira de Freitas, extremo sul da Bahia

Sábado, 1º de março de 2014

Leia mais no Blog Bahia em Pauta

Na Papuda, visita a mensaleiro não é visita. É "vistoria na Papuda"

Sábado, 1º de março de 2014
   Quadrilha não é quadrilha. Visita não autorizada a mensaleiro na peniteciária não é visita, é somente uma “vistoria na Papuda”.
   Entendi! Estamos fritos!

O terror antiterrorista: inibir as manifestações

Sábado, 1º de março de 2014 
Cristovam Buarque
Senador do PDT/DF 
Fonte: Tribuna da Internet 
Em 1964, para “defender as liberdades”, os comandantes militares, aliados a parlamentares, destituíram o presidente eleito. Cinquenta anos depois, um governo eleito, aliado a parlamentares, propõe regras para inibir manifestações de rua sob o argumento de “defender o direito de manifestação”. Para isso, propõe – via Projeto de Lei 499 – regras que criminalizarão atos cometidos nas manifestações.
Uma violência durante manifestação poderá ter penalidade maior do que o mesmo crime cometido fora de manifestação. Um assassino frio que mata uma das 50 mil vítimas por ano nas esquinas de nossas cidades será julgado como assassino, mas se a morte decorrer de ações de tumulto durante uma manifestação o autor poderá ser julgado como terrorista.

Rodando pelas ciclovias do Gama; melhor, se arriscando pela buraqueira da cidade


Imagens do Gama Livre
Dê um clique sobre as imagens para ampliá-las.
 


 Mais duas imagem do que acontece com as ciclovias da cidade do Gama (DF). As fotos, que são da tarde deste sábado (1º/3) mostra buraco, terra e água na interseção com via de rolamento de carros e na entrada e saída de uma das quadras residenciais do Setor Leste. O buraco obriga a quem vai entrar de carro à direita para acessar a quadra residencial a avançar sobre a faixa de quem sai da quadra, o que representa riscos consideráveis. Algumas batidas, mas felizmente até agora não graves, já aconteceram neste ponto. Apenas prejuízos materiais. Quanto ao ciclista, se vacilar rala a cara, pois a ciclovia é um verdadeiro perigo nessa área. O local é na entrada/saída das Quadras 19/20 do Setor Leste.

Leia também:

Ciclovia no Gama é coisa fina. Finiiinha!

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Ciclovias no Gama, obras vergonhosas; uma imagem vale mais do que . . . um milhão de reais gasto em propaganda oficial

TCDF reitera determinações ao GDF relacionadas às ciclovias 

Padrão Fifa? Nada, é Padrão GDF nas ciclovias do Gama

O barro da ciclovia do Gama. E a água levou

Ciclovia Padrão GDF

Jornal de Brasília: Armadilhas no meio do caminho

O começo do fim. Para garantir um novo recomeço.

Sábado, 1º de março de 2014
Do site do Sindical

No último dia 18/2 o juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF, com o parecer favorável do Ministério Público do DF, deferiu liminar, em Ação Popular, suspendendo os atos indicação, escolha, nomeação e posse e, como consequência, determinou que o senhor Domingos Lamoglia parasse de receber salário de Conselheiro do Tribunal de Contas do DF – TCDF. Vale lembrar que esse cidadão exerceu o cargo por 77 dias e permanece, desde 11 de dezembro de 2009, recebendo salário, que nomes de Janeiro de 2014, foi de R$ 26.589,68.

Pierrot apaixonado e o cacete a quatro no lombo do povo

Sábado, 1º de março de 2014
O Pierrot é apaixonado, sim. Mas nos dias atuais ele chora mesmo é porque a Colombina, e também seu amigo Arlequim, mascarados como ele, não foram tomar sorvete num botequim, mas levaram cacete em manifestações que participaram em São Paulo, Rio, BH, Salvador e, inclusive, em Brasília.

A ordem da Fifa aos governantes (???) do Brasil é: spray de pimenta, bomba de efeito IMORAL, chute, pescoção, paulada, bala de borracha e o cacete a quatro no povo, especialmente nos manifestantes mascarados. Daí que Pierrot, Colombina e o Arlequim, se saírem às ruas com certeza vão apanhar pra cacete.






Imagens da internet

A Anistia Internacional adverte: novas leis podem criminalizar a liberdade de expressão no Brasil

Sábado, 1º de março de 2014
Por Celso Lungaretti

"As novas propostas legislativas sobre 'terrorismo' e 
'desordem', que estão sendo discutidas no Congresso 
Nacional, põem em risco liberdade de expressão e o 
direito à reunião pacífica. Os novos 'crimes' 
podem ser utilizados para  criminalizar cidadãos 
que comparecerem aos protestos." 

O alerta é da ONG defensora dos direitos humanos mais  influente do planeta, a Anistia Internacional. Devido à  sua relevância, transcrevo-a na íntegra.

A proposta legislativa PL 499/2013, que define o crime de “terrorismo” para a legislação criminal brasileira, está em vias de ser votada no Senado. A maneira como “terrorismo” é definido por meio dessa proposta é extremamente vaga e por isso pode ser utilizada para ilegalmente restringir direitos humanos: “Provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação da liberdade de pessoa”. 

Outra proposta em discussão seria a tipificação do crime de “desordem”, com o objetivo de controlar protestos em geral. A atual proposta, de forma geral, define “desordem” de maneira vaga e contém artigos que poderiam ensejar a criminalização de quaisquer cidadãos que estiverem participando de uma manifestação pública, até mesmo se eles não estiverem envolvidos com atos ilegais. Ela proíbe também o uso de máscaras durante ou imediatamente após manifestações públicas, protestos e reuniões.
 
Tanto em junho de 2013, durante a Copa da Confederações, quanto em outubro de 2013, durante a greve dos professores, centenas de milhares de pessoas fizeram parte de maciços protestos, espalhados por todo o país.

Os protestos foram duramente reprimidos pela polícia, que se utilizou excessiva e desnecessariamente da força em muitos casos, assim como algumas vezes deteve manifestantes ilegalmente. 

Isso levou ao aumento da violência e dos confrontos com a polícia, durante os quais diversas pessoas foram feridas. As leis já existentes que têm sido utilizadas para imputar crimes a participantes de protestos, como a Lei de Organizações Criminosas e a Lei de Segurança Nacional, serviram para que diversas pessoas fossem criminalmente acusadas por nada mais do que o exercício legal do direito humano à participação pacífica em protestos.

As novas propostas legislativas são de conteúdo vago e apresentam um claro e imediato risco de promover a criminalização de manifestantes pacíficos e de seus direitos à liberdade de expressão e à reunião pacífica. Para que sejam legais, propostas de leis que restringem os direitos de liberdade de expressão e de manifestação pacífica devem ser formuladas com suficiente precisão a fim de que permitam que as pessoas regulem suas condutas de acordo com as mesmas, e não podem permitir irrestrita discrição para os responsáveis por sua aplicação.

Por favor, escreva imediatamente em inglês, português ou em seu idioma: 
  • exortando o Senado brasileiro a rejeitar a proposta da PL 499/2013 que define o crime de “terrorismo”;
  • exortando o Congresso brasileiro a não aprovar nenhuma lei referente aos crimes de “terrorismo” e “desordem” que se utilize de termos que possam criminalizar os direitos à liberdade de expressão e manifestação pacífica; e
  • clamando ao governo brasileiro que tome as medidas apropriadas a fim de garantir que os diretos à liberdade de expressão e de manifestação pacífica sejam garantidos, sob o espectro da Constituição Brasileira, incluindo a segurança dos manifestantes.
Observações do blogueiro:
  1. Eis os endereços virtuais das autoridades (Calheiros e Mercadante) para as quais a AI pede que sejam enviadas tais mensagens: renan.calheiros@senador.gov.br ou @renancalheiros; e casacivil@presidencia.gov.br ou @CasaCivilBR.
  2. Concordo com a AI quanto ao imperativo de repudiarmos firmemente as leis fascistóides que os novos autoritários tentam fazer aprovar a toque de caixa, para intimidarem os jovens indignados com a Copa das Maracutaias, cerceando seu legítimo direito de protestarem contra as mazelas deste país.
  3. Reitero que a maior ameaça a ser combatida neste instante é a intenção governamental de lançar as Forças Armadas contra os manifestantes durante o Mundial da Fifa, eventualidade em que dificilmente deixará de ocorrer a morte de civis.

Oito policiais militares conseguem habeas corpus e já estão soltos

Sábado, 1º de março de 2014
Eles foram detidos por incentivar outros policiais a cooperar com a chamada operação tartaruga
 
Ariadne Sakkis, Almiro Marcos e Kelly Almeida
Correio Braziliense
A Justiça Militar concedeu, nessa sexta-feira (28/2), liberdade a oito dos 14 policiais militares detidos desde o último dia 21 de fevereiro. Eles foram presos por incentivar o atraso no atendimento de ocorrências durante a chamada operação tartaruga. O alvará foi expedido por volta das 23h30. Seis PMs continuam presos. Leia a íntegra

Ocupa geral; o Brasil que faz a Copa não fez hospital

Sábado, 1º de março de 2014

Linha cortada com a Secretaria de Educação do DF

Sábado, 1º de março de 2014
   Depois de tantos anos nesta luta, pela primeira vez verificamos uma reclamação geral entre diretores do Sinpro sobre a dificuldade de resolver problemas do dia a dia da categoria junto aos dirigentes da Secretaria de Educação. É preciso registrar, que mesmo nos momentos mais duros de embates entre Sinpro e SEDF, nós sempre resolvemos as demandas mais simples dos professores e orientadores via telefone ou mesmo pessoalmente.
   Agora, principalmente na SUGEPE, que na verdade é o departamento mais demandado por ser responsável pela área de recursos humanos, a reclamação é geral.
   Sei não, mas minha impressão é que além dos problemas já corriqueiros, também estão tentando complicar ainda mais…
   Fonte: Blog do Washington Dourado

É carnaval! Marchinha Pula catraca!

Sábado, 1º de março de 2014

A marchinha Pula Catraca! recebeu apoio do movimento Tarifa Zero de Belo Horizonte para ganhar o concurso Mestre Jonas. A música expressa palavras de ordem do movimento pelo passe livre e pede melhorias no transporte público.
 
“Se você pensa que eu pago a tarifa
Tarifa eu não pago não
Transporte tem que ser de qualidade
E atender a população”

Charge feita por Latuff na parede do Diretório Acadêmico de História da Unisinos: colonização alemã de São Leopoldo no Rio Grande do Sul

Sábado, 1º de março de 2014
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"Voltem mais cedo para casa"; "Evitem deslocamento em dias de chuva"; "Evitem ir de carro para o Centro"; " . . .e carioca pede: evitem Eduardo Paes"

Sábado, 1º de março de 2014
   Às vésperas dos 449º anos do Rio de Janeiro, celebrado neste dia 1º de março, a cidade tem poucos motivos para comemorar. O carioca tem vivido, nos últimos anos, momentos de caos e sofrimento sob a batuta da administração do prefeito Eduardo Paes.
   Hospitais sem médicos, obras milionárias e de retorno duvidoso para a população, desrespeito com os professores, péssimo sistema de transporte e, para coroar a sequência de desmandos, intervenções arbitrárias no trânsito que transformaram o dia a dia da população num verdadeiro inferno.
   O prefeito sabe o que fazer: lava as mãos e simplesmente aconselha a população a evitar sair de casa.
   A população também já sabe o que fazer: evitar Eduardo Paes.

Ô, Bahia!: Disputa política e grana deixam Moraes Moreira fora do carnaval de Salvador

Sábado, 1º de março de 2014

Briguinha de ciume entre os governos do Estado e da Prefeitura de Salvador. E a 'pipoca' que fique sem o trio de Moraes Moreira.

Trio Elétrico de Lá Pra Cá

Sábado, 1º de março de 2013