Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

domingo, 6 de janeiro de 2019

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Agência da ONU, oferece cursos gratuitos em português sobre saúde pública

Domingo, 6 de janeiro de 2018
Da
ONU no Brasil

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma agência das Nações Unidas, disponibiliza uma série de cursos de autoaprendizagem, gratuitos e em português, na sua plataforma Campus Virtual de Saúde Pública. Formações abordam temas variados, como doenças transmissíveis e crônicas, saúde mental, os problemas do consumo de álcool para mulheres e gestantes e a relação entre saúde, saneamento e gestão hídrica.
Médico num hospital em Buga, na Colômbia. Foto: OPAS
Médico num hospital em Buga, na Colômbia. Foto: OPAS
Um dos cursos oferecidos é o Planos de Segurança da Água, que apresenta instrumentos teóricos e práticos para as empresas de fornecimento de água potável. A capacitação também é voltada para equipes de saneamento que realizam atividades de gestão, operação, vigilância e monitoramento do sistema de abastecimento de água nos países das Américas.
Já o treinamento Esquistossomose nas Américas: aspectos multidisciplinares conta com dez módulos sobre estratégias de controle e eliminação dessa doença como problema de saúde pública. As lições discutem a história da esquistossomose, diagnóstico, tratamento, saneamento, vigilância e hospedeiros intermediários, entre outros assuntos.
A OPAS também promove a formação Uso de Álcool e Saúde da Mulher e Gestante, que analisa o consumo de bebidas alcoólicas com base nas mais relevantes e atuais evidências científicas. O curso aborda os problemas relacionados à ingestão de álcool para mulheres em idade reprodutiva ou que estão grávidas. A capacitação discute tópicos como detecção precoce, motivação para mudança e a promoção da saúde desse segmento da população.

Sobre o Campus Virtual

O Campus Virtual de Saúde Pública oferece ainda outras aulas e materiais de ensino, em outros idiomas, a respeito dos seguintes temas: desenvolvimento sustentável, equidade em saúde, gênero e diversidade cultural; emergências de saúde; doenças não transmissíveis e saúde mental; doenças transmissíveis e determinantes ambientais da saúde; evidência e inteligência para ação em saúde; família, promoção da saúde e curso de vida; gestão do conhecimento e publicações; e sistemas e serviços de saúde.
A plataforma é uma rede de pessoas e instituições que compartilham recursos, serviços e atividades de educação, com o objetivo comum de melhorar as habilidades da força de trabalho e as práticas da saúde pública.

Carta aberta da Associação Juízes para a Democracia (AJD) ao Estado e à sociedade brasileira: os povos indígenas merecem respeito

Domingo, 6 de janeiro de 2019

A Associação Juízes para a Democracia (AJD), entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem dentre suas finalidades o respeito aos valores jurídicos do Estado Democrático de Direito, preocupada com a edição da Medida Provisória 870 de 1º de janeiro de 2019, a qual retirou da Funai a atribuição de identificar, delimitar e demarcar terras indígenas, vem manifestar-se em favor dos direitos dos povos indígenas, nos seguintes termos:

A transferência da atribuição sobre processos demarcatórios da Funai para o Ministério da Agricultura, determinada pela referida medida provisória, configura medida não amparada pela sistemática de direitos dos povos indígenas do Brasil. De fato, tal transferência manifesta-se como uma opção governamental em tratar a questão indígena a partir de uma lógica meramente produtivista, tal como normalmente são tratadas as questões afetas ao Ministério da Agricultura, o que, contudo, não é a lógica das populações originárias, as quais enxergam os territórios que tradicionalmente habitam como elementos essenciais a modos de vida baseados no sócio-coletivismo, juridicamente legitimado pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, pela Constituição de 1988 e pela Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Coletes amarelos retomam protestos na França; 101 pessoas são detidas

Domingo, 6 de janeiro de 2018
Por Agência Brasil*

Os manifestantes conhecidos como coletes amarelos voltaram às ruas de várias cidades da França ontem (5) na primeira grande mobilização de 2019, que marca a oitava semana consecutiva de protestos contra a política fiscal e social do presidente Emmanuel Macron.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Pré-Sal: A Notícia e o Comentário

Sábado, 5 de janeiro de 2019
A Notícia: PETROBRÁS E EQUINOR encontram indícios de hidrocarbonetos em PEROBA e CARCARÁ

04. JAN, 2019 

O ano começa com importantes descobertas no pré-sal. A Petrobrás e a norueguesa Equinor comunicaram à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que encontraram indícios de hidrocarbonetos, em Peroba e em Carcará. O primeiro campo é operado pela empresa brasileira, enquanto o segundo pertence à petroleira estrangeira.

No caso da descoberta em Peroba, ela foi feita em lâmina d’água de 2.235 metros, no poço 1-BRSA-1363-RJS. Além da Petrobrás, com 40% de participação, participam do consórcio que explora a área as empresas BP (40%) e a CNODC (20%). Peroba foi adquirida na 3ª rodada de licitações da ANP, em 2017. Os resultados de sua perfuração foram bem rápidos, já que a atividade começou há pouco mais de dois meses, em outubro de 2018.

Já a descoberta em Carcará foi feita em lâmina d’água de 2.025 metros, no poço 3-EQNR-1-SPS. O início da perfuração se deu em setembro do ano passado, com a sonda West Saturn. O poço fica na área de Norte de Carcará, arrematada por um consórcio liderado pela Equinor (40%), em conjunto com Exxon (40%) e Petrogal (20%).

Os interesses da norueguesa no Brasil não são novos. Em 2018, durante a feira ONS 2018, a Equinor anunciou que pretende investir mais de US$ 15 bilhões no país até o ano de 2030, com previsão de aumentar sua produção nacional para a casa dos 500 mil barris até lá. De acordo com a empresa, o Brasil foi escolhido como uma das três áreas centrais em termos de negócios nos setores de óleo e gás e energia renovável.

O Comentário, por Luciano Seixas Chagas*

Como vaticinamos, com base em dados absolutamente técnicos, o poço de Carcará Norte confirmará a imensa coluna de mesmo tamanho de Carcará, da ordem de 400m de rochas microbiais com hidrocarbonetos, pois se trata da mesma acumulação, que, juntas, detêm mais de 4 bilhões barris de óleo equivalente (boe), de óleo recuperável com gás associado de imensos volumes.

Em Carcará, a Petrobrás, sob a égide de Pullen Parente e séquito, vendeu por preço de banana podre e, Carcará Norte, a Petrobrás deixou de exercer o direito de preferência de pelo menos 30% no ativo que tinha direito. Um absurdo!

Na minha experiência como técnico, de mais de 45 anos labutando com denodo na área, nunca vi tamanha negligência com o patrimônio da Petrobrás e portanto público, com prejuízos imensos e comprometimento de vultosas receitas futuras. Na época das negociações eu, aposentado, já não pertencia aos quadros da Petrobrás e atuava, como ainda hoje, na iniciativa privada, analisando negócios na área da exploração petrolífera. Tudo negociado (66%) por meros US$ 2,5 bilhões algo que, por valor de mercado, ainda subavaliado, valeria pelo menos US$ 6,6 bilhões. Um negócio da China para a Statoil e Galp e depois para a Exxon.

Curioso é que num País chamado Brasil, e agora sob novo governo ou tutela, a diretora de exploração, a senhora Solange Guedes, que concordou com o negócio, é mantida no cargo e o novo presidente da empresa, na época do CA, aprovou o negócio ou pelo menos opinou sobre a sua venda. Sem quaisquer discursos nacionalistas e apenas analisando o negócio, pergunto a todos. Foi uma boa venda? Tudo que vaticinei está ocorrendo, apesar dos desmentidos quando fiz as afirmações. O mote era: Foi um bom negócio. Pergunto: Foi?!

Os indícios anunciados em Carcará Norte nada mais são que algo exaustivamente expectado pois se trata de uma continuidade da acumulação Carcará. Também a descoberta de Guanxuma, incluída na venda de Carcará, no BM-S-8, com pelo menos 600 milhões de barris de óleo equivalentes recuperáveis, permanece com os dados mantidos em sigilo, apesar da descoberta ter sido comunicada. O que dizem a ANP e o Consórcio proprietário sobre o assunto?

Resta o consolo de que no mesmo trend ou alinhamento petrolífero de elevado potencial, a Petrobrás apesar de perder a licitação, exerceu o direito de possuir os 30% de participação no bloco exploratório de nome Uirapuru, de mesma potencialidade. Aos poucos a Petrobrás é desmilinguida e nós, que nos opomos ao “negócio”, somos adjetivados de ideológicos. O nome é outro, não?

*Luciano Seixas Chagas é geólogo, aposentado da Petrobrás

Apesar da promessa de combate à corrupção e renovação política, ministério de Bolsonaro tem quase metade dos ministros com problemas na Justiça

Sábado, 5 de janeiro de 2019

Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos

Por: Ricardo Machado e João Vitor Santos | 05 Janeiro 2019
No Brasil, a Justiça tarda e falha. Durante uma das campanhas mais duras ao Palácio do Planalto nas última décadas, Jair Bolsonaro mobilizou paixões em torno de um discurso que prometia acabar com a corrupção e promover renovação política e subiu a rampa presidencial. Se Paulo Guedes (Economia) era um nome certo no Ministério desde o início da campanha, Sérgio Moro (Justiça) foi de especulação improvável a confirmação entusiasta, e Ricardo Salles (Meio Ambiente), o último nome a ser anunciado.
Com a confirmação do alto escalão do novo governo, o cálculo final fica assim: dos 22 ministros de Bolsonarodez estão sendo ou já foram investigados pelo judiciário, inclusive com alguns dos ministros que confessaram os crimes cometidos. A razão pela qual tais ministros não estão presos variam de prescrição dos crimes a que são suspeitos, devido a demora do judiciário, a foro privilegiado dos que eram parlamentares. Da lista total, os responsáveis pelas pastas que foram ou são alvos de investigação são: Onyx LorenzoniAugusto HelenoPaulo GuedesTereza CristinaDamares AlvesLuiz Henrique MandettaMarcos PontesRicardo SallesMarcelo Álvaro Antônio e Gustavo Canuto.
A ampla cobertura midiática na última semana, desde a posse do novo presidente, manteve um tom laudatório em torno dos escolhidos de Bolsonaro. Entretanto, o verniz republicano de alguns políticos não sobrevive à primeira página de busca do Google. Para tentar compreender o perfil do atual ministério, mas sem análises políticas de fundo, o Instituto Humanitas Unisinos - IHU preparou uma reportagem com informações que pontuam a trajetória profissional, política e pública dos chefes de pasta da esplanada dos Ministérios. Ao final de cada minibiografia, apresentamos os links, na maior parte deles de órgãos oficiais, de onde as informações foram coletadas e podem ser checadas. O atual Ministério é resultado, também, de assimetrias na celeridade do judiciário, que, em caso de decisões de segunda instância e com base na Lei da Ficha Limpa, poderia indeferir as homologações dos postulantes aos cargos.
A reportagem é de Ricardo Machado e João Vitor Santos, jornalistas, que trabalham no Instituto Humanitas Unisinos - IHU.

Eis a reportagem.


Onyx Lorenzoni - Ministro da Casa Civil

(Foto: Geraldo Magela/Agência Estado)

O princípio da carreira política de Onyx Lorenzoni é no sindicalismo, atuando no Sindicato dos Médicos Veterinários do Rio Grande do Sul, na década de 1980. Entre 1995 e 2003, foi deputado estadual no Rio Grande do Sul. Há 21 anos faz parte do partido DEM (antigo PFL), a sigla tem ao menos sete integrantes sendo investigados na Operação Lava-Jato. Em maio de 2017, quando as delações de executivos da JBS foram homologadas pelo judiciário, o atual ministro admitiu ter cometido o crime de Caixa 2 em 2014, quando recebeu, ao menos, R$ 100 mil não declarados nas contas de campanha. Contudo, ele nega o repasse de outros R$ 100 mil em 2012. O caso se tornou ainda mais famoso quando Sergio Moro, Ministro da Justiça, afirmou que se deveria relevar o caso, afinal Lorenzoni havia pedido desculpas. Crítico ao Estatuto do Desarmamento, a campanha de Onyx Lorenzoni, em 2014, recebeu doação de R$ 100 mil de duas das maiores empresas de armas e munições do Brasil: a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a Forjas Taurus S.A. Quatro anos antes, a Taurus repassou R$ 150 mil para a campanha de Onyx, mesmo valor doado pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições.

Gustavo Bebianno - Ministro da Secretaria-Geral da Presidência

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Guedes deveria dar o exemplo e se oferecer para depor aos procuradores federais

Sexta, 4 de janeiro de 2019
 Da Tribuna da Internet
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Paulo Guedes evitou depor até conseguir o foro privilegiado
Carlos Newton 
O todo-poderoso ministro Paulo Guedes deveria descer de seu pedestal e dar um exemplo ao país, oferecendo-se para depor no Procedimento Investigatório Criminal (PIC) que o Ministério Público Federal em Brasília abriu para investigar suas relações financeiras com diversos fundos de pensão. Afinal, Guedes está morando em Brasília, onde vem sendo conduzida a apuração da Procuradoria-Geral da República. Da última vez que foi convocado a depor, Guedes não deu a mínima e marcou uma viagem à Europa na mesma data. Acabou não indo, porque pegou uma infecção respiratória, segundo alegou para faltar ao depoimento.
Sem dúvida, ficou parecendo que Guedes estava esperando virar o ano, para ganhar foro privilegiado no Supremo, na condição de ministro da Economia, e colocar uma pedra sobre a investigação dos federais na primeira instância.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Governo põe fim à gestão por OSs

Quinta, 3 de janeiro de 2019
Do Ataque aos Cofres Públicos com informações de O Bom da Notícia

O Governo do Estado irá retomar a gestão direta dos Hospitais Regionais de Mato Grosso. A informação e do secretário de Saúde Gilberto Figueiredo (PSB), que afirma que começará este trabalho no Hospital de Rondonópolis.
“Vamos resgatar o hospital de Rondonópolis, nomear uma equipe gestora e colocar para funcionar”, disse o socialista.

Sheik do Kuwait Sabah Al Ahmad Al-jaber Al Sabah envia mensagem a Presidente Bolsonaro

Quinta, 3 de dezembro de 2018
Do

POR
FABIANA CEYHAN

O Sheik do Kuwait, Sabah Al Ahmad Al Sabah enviou ao presidente Jair Bolsonaro votos de felicitações e amizade e desejou ao novo presidente e ao povo brasileiro progresso, prosperidade e desenvolvimento. O presidente tomou posse no dia 01 de janeiro.
O país do Golfo é um dos mais desenvolvidos e modernos e  possui cerca de 10% das reservas mundiais  e é atualmente  um dos maiores produtores de petróleo do mundo. O Kuwait tem mais de 700 poços de gás natural que fluem pela impressionante rede de dutos conectados a portos vizinhos.

Em solo kuwaitiano existem várias refinarias e a maior parte do petróleo é exportada. O setor industrial também engloba a produção de  fertilizantes, os produtos petroquímicos, fábricas de cimento, plásticos, barcos e construção civil. Há também complexos de dessalinização das águas do golfo.

A diplomacia do país árabe e o Brasil sempre foi de  laços fortes  de amizade e  o embaixador recém acreditado no Brasil, Nasser Al Motairi pretende trabalhar com afinco para que a relações entre os dois países  alcancem  ainda mais negócios bilaterais e produtividade .

TJDF: Administradora do plano de Saúde Sim é condenada por negativa de atendimento

Quinta, 3 de dezembro de 2019
Do TJDF
A juíza titular do 2º Juizado Especial Cível e Criminal do Gama julgou parcialmente procedente o pedido da autora e condenou a Saúde Sim Ltda a indenizá-la pelos danos morais causados em razão de negativa de cobertura a atendimento hospitalar a seu filho.

Redação Final da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) garante preservação do Cine Itapuã e Casa de Cultura do Gama

Quinta, 3 de janeiro de 2018

Depois de ameaçados pela especulação imobiliária, o Cine Itapuã (Centro Cultural Itapuã) e o terreno para a construção da tão sonhada Casa de Cultura do Gama foram salvos pela Lei de Uso e Ocupação do Solo. Veja a seguir dois artigos da Redação Final do Projeto de LUOS:

Art. 98. Os parâmetros de uso e ocupação do solo referentes ao Lote 1 (cinema) da Praça 1 do Setor Leste da Região Administrativa do Gama- RA II devem observar o que dispõe a Lei n° 5.616, de 26 de fevereiro de 2016, que declara o Centro Cultural Itapuã patrimônio cultural material do Distrito Federal.


Art. 100. Fica o Lote 1 da Praça 1, Lado Leste do Setor Central da Região Administrativa do Gama- RA II destinado à implantação da Casa de Cultura do Gama.

UPA do Gama. Promessa não cumprida por Rollemberg. R$1,4 milhão enterrado pra nada. E aí, Ibaneis, vai encarar imediatamente? Tem que ser com urgência

Quinta, 3 de janeiro de 2018

Este vídeo foi GRAVADO EM 11 DE OUTUBRO DE 2018. O governador Rollemberg, que em campanha para o Buriti em 2014 prometeu construir a UPA do Gama (DF) —e isso logo no início do seu governo—, chegou em 31/12/2018, último dia de sua gestão, sem cumprir tal promessa. A situação continuou como mostram as imagens de outubro passado. A UPA permanece com o aspecto de "cemitério", palavra usada pelos moradores da cidade para nomear a UPA. Uma vergonha o Estado não ter construído essa Unidade de Pronto Atendimento, onde já foi gasto (enterrado, melhor dizendo) R$1,4 milhão. Até agora, só "pitocos" denunciam que ali seria uma UPA.
A comunidade do Gama torce para que o governador que entrou em 1º de janeiro arregace logo as mangas e, com a máxima urgência, construa a UPA da cidade. Sem esquecer, também, do Centro de Saúde 8, que está fechado e com a reforma parada há anos. O CS8 está "em petição de miséria".

A memória andante


Janeiro
3

A memória andante

No terceiro dia do ano 47 a.C., ardeu em chamas a biblioteca mais famosa da Antiguidade.
As legiões romanas invadiram o Egito, e durante uma das batalhas de Júlio César contra o irmão de Cleópatra o fogo devorou a maior parte dos milhares e milhares de rolos de papiro da Biblioteca de Alexandria.
Um par de milênios depois, as legiões norte-americanas invadiram o Iraque, e durante a cruzada de George W. Bush contra o inimigo que ele mesmo inventou, virou cinza a maior parte dos milhares e milhares de livros da Biblioteca de Bagdá.
Na história da humanidade inteira, houve um e só um refúgio de livros seguro e à prova de guerras e incêndios: a biblioteca andante, uma ideia do grão-vizir da Pérsia, Abdul Kassem Ismael, no final do século X.
Homem prevenido, esse viajante incansável levava sua biblioteca consigo. Quatrocentos camelos carregavam cento e dezessete mil livros, numa caravana de dois quilômetros de comprimento. Os camelos também serviam de catálogo das obras: cada grupo de camelos carregava os títulos que começavam com umas das trinta e duas letras do alfabeto persa.

Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias (Um calendário histórico sobre a humanidade), 2ª Edição, L&PM Editores, 2012, página 17

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Raquel Dodge pede preferência em julgamento de ADI que beneficia trabalhadores que têm doenças graves; para a PGR, norma que restringe isenção de imposto de renda a aposentados fere a Constituição Federal

Quarta, 2 de janeiro de 2018
Do MPF
Três meses após propor Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra norma que restringe a isenção do Imposto de Renda a aposentados que têm doenças graves, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requereu preferência no julgamento do caso. O pedido foi enviado ao relator da ADI, no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, na véspera do recesso do Judiciário. Na manifestação, a procuradora-geral reiterou a importância da inclusão de pessoas que, mesmo acometidas pelas doenças, continuam trabalhando. Para ele, a medida permite que a pessoa tenha disponibilidade financeira no momento em que tem um aumento de despesas médicas e, em contrapartida, uma redução em sua capacidade contributiva.

Opinião: Jornalismo, verdades e ideologia

Quarta, 2 de janeiro de 2019
Do Blog Chico Sant'Anna e a InfoCom

"Não posso mencionar um governo que tenha sido favorável à imprensa. Por vezes, ela é reprimida, hostilizada; por vezes, comprada."

Posse de Bolsonaro. Foto de Jonas Pereira.



Por José Tirésias
Jornalista que faz cobertura do Congresso Nacional

É natural o antagonismo entre imprensa e governo. E isso diz um pouco sobre as ambiguidades do site com nome derivado. São forças com papéis diferentes em um sistema político. Mas os espaços nunca são claramente delimitados.

Isso é o bê-a-bá.

Assim, sempre se estabelece um jogo de poder, cujo ingrediente complicador da atualidade são as tais "redes sociais".

Não me lembro de um governo, desde quando comecei a acompanhar a vida política, nem li sobre isso em livros de histórias...Não posso mencionar um governo que tenha sido favorável à imprensa. Por vezes, ela é reprimida, hostilizada; por vezes, comprada.

O atual governo e muitos de seus seguidores repetem o velho discurso de que a imprensa é inimiga das transformações em curso e está mancomunada com o 'ancien régime'.  E avisa que pode se comunicar diretamente com a população, o que deixaria o jornalismo sem função.


Negado Habeas Corpus a ex-bispos da Igreja Renascer condenados por lavagem de dinheiro

Quarta, 2 de janeiro de 2019
Do STF
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento (julgou inviável) ao Habeas Corpus (HC) 153506 que pedia a absolvição de Lenice Lemos São Bernardo, Gilberto Roza São Bernardo e Mara Eunice Lemos São Bernardo, ex-bispos da Igreja Renascer, do crime de lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada no término do ano judiciário.
De acordo com os autos, Lenice, quando vereadora do município de São Paulo, exigia dos assessores de seu gabinete o repasse de parte dos seus vencimentos. Em seguida, ordenava a seus subordinados que realizassem o depósito em sua conta dos valores ilicitamente obtidos  bem como na dos corréus Gilberto, seu esposo, e Mara, sua filha, que tinham conhecimento da prática. Os depósitos eram realizados de forma fracionada e se misturavam com outros de origem lícita, como os oriundos de doações de fiéis da Igreja Renascer. O montante era utilizado para o pagamento de despesas pessoais e para o cumprimento das metas estipuladas pela Fundação Renascer.

Clima de Copa do Mundo e jornalistas infiltrados na posse de Bolsonaro

Quarta, 2 de janeiro de 2019
Da
https://ponte.org

por Daniel Arroyo e Maria Teresa Cruz

Apoiadores vão ao delírio quando Bolsonaro anuncia fim do socialismo e da ‘ideologia de gênero’, e comemoram salva de tiros de canhão como um gol em final de campeonato

Cortejo foi feito em carro aberto com a presença da primeira-dama Michelle Bolsonaro e um herdeiros do presidente, Carlos | Foto: Daniel Arroyo/Ponte

“A saída é para a direita”, diz um sorridente policial militar no gramado do Congresso Nacional para orientar a multidão no final da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro e General Hamilton Mourão como presidente e vice-presidente, respectivamente, para os próximos 4 anos. Segundo o Gabinete de Segurança Institucional, 115 mil pessoas testemunharam esta terça-feira histórica, em que o presidente de extrema direita citou Deus dez vezes, reforçou o compromisso de acabar com “ideologia de gênero”, com a “ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais” e anunciou o fim do socialismo e do politicamente correto. “Nossa bandeira nunca será vermelha, só será vermelha se precisar do nosso sangue para mantê-la verde e amarela”, disse o presidente quando discursava no parlatório do Palácio do Planalto.

Apoiadores de Bolsonaro trouxeram figurinos diferenciados para a posse | Foto: Daniel Arroyo/Ponte
A cor vermelha, aliás, foi bastante rechaçada durante a posse e o nome do ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba, apareceu na boca do público diversas vezes – e na pichação ao lado do Congresso, conforme a Ponte já havia observado há dois dias. O predominante no figurino dos militantes era o verde-amarelo. A bandeira do Brasil virou capa, proteção para o sol e até canga para os cansados da maratona da posse deitarem no gramado da Esplanada dos Ministérios. O preto aparecia, mas em menor quantidade. As estampas iam do rosto do presidente, passando pelo bordão “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos” até frases curiosas como “Se falar nesse tom de voz comigo, vamos ter problemas”, uma alusão ao que disse a juíza Gabriela Hardt durante depoimento mais recente de Lula. Em um primeiro olhar, no entanto, e ainda mais fora de contexto, a citação poderia soar como uma postura de certa intolerância para o debate. Um grupo desavisado acabou indo de laranja e parecia inevitável não fazer a ligação com as denúncias envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor e motorista de Flávio Bolsonaro, um dos filhos do presidente. Mas, no final das contas, nenhum participante da festa notou.

Do fogo ao fogo

Janeiro
2

Do fogo ao fogo

Neste dia de 1492 caiu Granada, e com ela caiu a Espanha muçulmana inteira.
Vitória da Santa Inquisição: Granada havia sido o último reino espanhol onde as mesquitas, as igrejas e as sinagogas conseguiam ser boas vizinhas.
No mesmo ano começou a conquista da América, quando a América ainda era um mistério sem nome.
E nos anos seguintes, em fogueiras distantes, o mesmo fogo queimou os livros muçulmanos, os livros hebraicos e os livros indígenas.
O fogo era o destino das palavras que nasciam no Inferno.

Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos dias’. L&PM Editores, 2ª edição, pág. 16.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Três filmes imperdíveis

Terça, 1º de janeiro de 2018
Por
Roberto Amaral

      Tomo a liberdade de sugerir, para este melancólico final de ano, e para esse  triste 1º de janeiro,  três filmes que considero estimulantes  para nossa reflexão sobre os tempos do passado próximo que se prorroga no presente e ameaça nosso futuro.

Sem ordem de prioridade ou importância):

1. ’22 de julho’ (norueguês)  retrata os ataques  (articulados entre si) em Oslo e na ilha de Utoya (Suécia) perpetrados em 22 de julho de 2011 contra a sede do governo e  uma reunião de jovens, onde leva a cabo um massacre. O facínora, que agiu só, aparentemente foi motivado pelo ódio ao multiculturalismo e à política imigratória sueca.  Belo e bem realizado;  o que  destaco, porém,  não é a forma, mas a mensagem/lição; ele anuncia o que pode ser, ou melhor, a quanto pode chegar a loucura (ou racionalidade?) reacionária, mesmo em um país culto e rico. Está no Netflix.

2. 'O infiltrado na Klan’ (americano, Spike Lee), narra a incrível história, real, de um policial negro que, em 1979 (ontem!), servindo em pequeno condado do sul dos EUA, se infiltra na organização local da Ku Klux Kan. Revela a persistência do racismo  e de seus métodos, inalterados pelo tempo. Pode ser visto em filmes2019.com

3. ‘Uma noite de 12 anos” (argentino).  Sobre a luta dos tupamaros conta a ditadura militar uruguaia e a tortura infringida a três dirigentes (feitos reféns pelo aparato milita) , entre eles José Mujica. Esse filme pode ser visto no seguinte endereço: https://drive.google.com/drive/folders/1zNVv_q22vEW6he3xYP3kf4GSU_wUREZi?usp=sharin.

Jamais tenhamos dúvida de que o pior sempre pode acontecer.
Roberto Amaral 
___________
Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia

A PETROBRÁS e a Próxima Crise

Terça, 1º de janeiro de 2018
Por
Pedro Augusto Pinho
As crises do petróleo, na segunda metade do século XX, propiciaram a tomada do poder econômico mundial pelo sistema financeiro (a banca). Na última década do século passado, uma série de crises, distribuídas por todos os continentes, consolidou o poder da banca, não restrito apenas à economia, mas dominando o mundo da comunicação de massa, da política, do psicossocial e diversos governos nacionais.

A banca chega ao século XXI como o grande fantasma, assustando povos e Estados Nacionais. Não estará mais subordinada a cerca de 40 famílias detentoras de trilhões de dólares, mas a empresas financeiras que participam do capital de todas as grandes organizações, com ou sem ações em bolsas de valores e de diversas nacionalidades.

Estas empresas, como BlackRock, Vanguard, State Street, Fidelity, Wellington tem patrimônios superiores ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. As três maiores superam o PIB estadunidense.

Hoje não é o primeiro dia do ano

Janeiro
1

Hoje

    Hoje não é o primeiro dia do ano para os maias, os judeus, os árabes, os chineses e outros muitos habitantes deste mundo.
    A data foi inventada por Roma, a Roma imperial, e abençoada pela Roma vaticana, e acaba sendo um exagero dizer que a humanidade inteira celebra esse cruzar de fronteira dos anos. 
    Mas uma coisa, sim, é preciso reconhecer: o tempo é bastante amável com a gente, seus passageiros fugazes, e nos dá permissão para crer que hoje pode ser o primeiro dos dias, e para querer que seja alegre como as cores da quitanda.

           Eduardo Galeano, no livro 'Os filhos dos dias", 2ª edição, página 15, L&PM Editores.