Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Funai restringe entrada em terras indígenas na região de Belo Monte

Terça, 25 de janeiro de 2011
Da Agência Pulsar Brasil
A Fundação Nacional do Índio (Funai) restringe por mais de dois anos a entrada de pessoas em terras indígenas no Pará. A portaria número 38, publicada no Diário Oficial, tem por objetivo o estudo de grupos indígenas isolados.

De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a terra indígena Ituna/Itatá  tem uma área de mais de 137 mil hectares. Ela está a cerca de 70 km do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte, entre os rios Xingú e Bacajá.

Com o projeto, a região pode ser afetada pela migração. São esperadas 100 mil pessoas durante o período de instalação da usina. O secretário-adjunto do CIMI Cleber Busato afirma que esse aumento populacional pode levar a extinção dos povos indígenas.

Busato aponta a contradição entre o isolamento da área e a liberação da construção da usina de Belo Monte pela Funai. A liberação, feita em outubro de 2009, foi uma decisão que ignorou o parecer técnico do próprio órgão.

O documento da Funai apontou, entre outros problemas, a falta de um estudo que permitisse a completa avaliação dos impactos para os povos indígenas da região.

A hidrelétrica de Belo Monte é alvo de oposição de diversos grupos sociais devido aos impactos sociais e ambientais na região amazônica. No último 13 de janeiro, Abelardo Azevedo abandonou a presidência do Ibama por discordar do projeto.

Segundo a Funai, existem 67 referências de grupos indígenas isolados em todo o Brasil. Já as pesquisas realizadas pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI) indicam 90.(pulsar/brasilatual)

Sampa, 457 anos

Terça, 25 de janeiro de 2011

São Paulo completa hoje 457 anos

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Pegou mal para Agnelo

Segunda, 24 de janeiro de 2011

Coronel da repressão contra manifestantes do “Fora Arruda” é nomeado para cargo comissionado do GDF

O Governo do Distrito Federal até que tentou jogar um pano sobre o mal-estar provocado pela nomeação para cargo de grande importância na estrutura da PMDF de um coronel acusado de envolvimento em caso de violência contra manifestantes que participaram do movimento “Fora Arruda”.  O coronel Cláudio Armond responde a processo na Justiça sob a acusação de violência contra manifestantes. Ele teria inclusive agredido uma aluna da UNB, quebrando o pulso da jovem.

O governo usa desculpa esfarrapada para justificar a nomeação. A desculpa de evitar interrupção nos serviços da Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade). Diz que o militar no governo Arruda já ocupava o cargo de diretor da Ciade. Isso já seria mais um motivo para justificar o afastamento.

Até que rasguem a mortalha da traição e da capitulação

Segunda, 24 de janeiro de 2011
Brizola completaria 89 anos no dia 22 de janeiro último. Ele morreu em 21 de junho de 2004. Tomo a liberdade de reproduzir aqui no Gama Livre o artigo publicado por um grande amigo daquele líder trabalhista. Da lavra do jornalista e político carioca Pedro Porfírio, o artigo é um relato das lutas e das virtudes de Brizola, mas especialmente das traições que antigos companheiros de partido cometeram contra as grandes bandeiras do seu PDT. É uma crítica contundente à situação de submissão a que o partido foi levado após a morte de seu maior líder, e a “troco de um prato de lentilhas”, como de quando em vez se referia Brizola aos traidores do povo brasileiro.
A seguir o artigo de Pedro Porfírio:

Até que rasguem a mortalha da traição e da capitulação

“Se não chegou à Presidência da República, Brizola reeditou, ao menos, o martírio trabalhista, pelas perseguições que sofreu e pelos temores que despertou em parcelas das elites política e econômica.”

J. Trajano Sento-sé (Brizolismo: estetização da política e carisma, Rio de Janeiro, Editora FGV, 1999, p.347)

Passei com Brizola seu último reveillon, na entrada de 2004. Além de mim,  ele  recebeu  apenas o filho João Otávio, os netos e os amigos Lígia Doutel  de Andrade, Danilo  e Yone Groff. Naquela noite, não escondia seu desapontamento com o governo Lula.

Porque amanhã, 22 de janeiro, alguns brasileiros lembrarão Leonel Brizola, que nesta data completaria 89 anos, vejo-me impelido a derramar mais uma lágrima no luto de todo um sonho denegrido por fora e por dentro, registrando com profundo pesar o mais terrível sepultamento de uma legenda histórica, envolta na mais medonha das mortalhas, aquela que exibe as cores berrantes da traição à memória dos mortos.
Francamente, como diria o caudilho, ninguém poderia imaginar um ocaso tão deprimente, uma capitulação tão grosseira. A simples lembrança de sua saga aponta para a dramática inutilidade de uma jornada percorrida. Em tempo sumário, tudo o que de marcante ele deixou como lição e exemplo está sendo enterrado nas profundezas de um esquecimento inexorável, como se sua palavra inquieta estivesse fora do prazo de validade.
E enterrado, paradoxalmente, pelos que se apoderaram dos seus restos mortais, na pérfida exploração de uma herança desfigurada pelo mais torpe complô que o oportunismo pode forjar.
Por obra e graça dos que fizeram do seu partido um humilhado penduricalho dos podres poderes, o brizolismo é hoje uma escamoteada mensagem de transformação social, seja na adulteração dos seus compromissos pétreos ou no adesismo de natureza exclusivamente fisiológica a qualquer governo, em qualquer nível, em troca de algumas patacas que certas prebendas ensejam.
A destruição do que havia de essencialmente positivo no discurso que tanto incomodou às elites se dá com uma torrente semelhante ao impiedoso temporal que tantas vidas ceifou nas fraldas de nossas montanhas mais belas.
Bandeira esfarrapada
Há uma determinação traiçoeira de amputar as exigências básicas da velha bandeira, esfarrapando-a no vendaval de um leilão depravado de sua memória.
O que poderemos dizer aos pósteros sobre os 82 anos de vida daquele que mais despojadamente desafiou os poderosos interesses internacionais e impediu com a mobilização do povo a antecipação do golpe militar de 1964, ao assegurar a posse de João Goulart, em 1961?
O que ficou de seus quixotescos embates com os donos do Brasil e com os donos do mundo? Foi para ver o Ministério do Trabalho transformado numa grotesca caricatura, excluído ostensivamente de sua função mater – a gestão das relações trabalhistas - até mesmo da condição de primeira porta das reivindicações sindicais, que Brizola lutou até o último minuto de sua vida?
Foi para ver seus “continuadores” de pires na mão, agachados, indiferentes a qualquer desvio de conduta, a qualquer má idéia, interessados exclusivamente nas boquinhas marotas, que ele legou seu partido e sua coerência?
Não precisa ser brizolista para deplorar a emasculação de sua herança, alternativa histórica a esse modelo econômico colonial. Não faz bem ao país que joguem suas palavras contestatórias no esgoto de uma sociedade sem próceres.
Hoje, mais do que nunca, a defesa do país soberano, da libertação pela educação pública de tempo integral, de qualidade, da busca da justiça social, do tratamento humano, prioritário e dignificante das populações excluídas, esses anseios que se incorporaram à figura de Brizola dão a tônica dos melhores propósitos.
A corrosão pelo servilismo
Pode ser que o prostíbulo em que vicejam figuras abjetas e arrivistas mantenha ainda por algum tempo a fraude de uma continuidade “revisada” de episódios inesquecíveis que deram realce a momentos emblemáticos da história pátria. Pode ser, afinal, a carne é fraca.
Tudo é possível quando se está do lado do poder, quando se entra no jogo sujo da impostura e da mistificação. Há pepitas disponíveis para calar os pobres de espírito, há uma máquina azeitada, rica no ofertório de migalhas sedutoras, ao feitio de militantes de araque, mal intencionados, para os quais os interesses do povo se resumem nas suas próprias ambições pessoais.
É possível que até mesmo os herdeiros necessários, à falta valores éticos e morais, sem habilitação para um mercado de trabalho cada vez mais fechado, estejam servindo sem cerimônia àqueles que diariamente tratam de denegrir e criminalizar a obra e a memória do grande estadista.
Tudo é possível num ambiente de consagração da mediocridade, do cinismo e do “salve-se quem puder”. Tudo é possível quando o país perdeu o respeito pela vida inteligente, quando as cabeças rolam na navalha do suborno e da capitulação inercial.
O velho caudilho está lá no túmulo dos vencidos, na campa dos traídos. Já não se lembram dos seus ensinamentos, embora a fina flor da hipocrisia lhe ofereça a missa e o sermão surrados de todos os anos como prêmio de consolação.
Mas sua alma ainda há de rasgar a mortalha das cores berrantes da traição e da capitulação. Se não forem as gerações de hoje, outras ouvirão sua voz e romperão com a farsa que mantém a pirâmide social intacta e o país dependente, lembrando que um dia o gaúcho corajoso quis abrir caminho para um Brasil brasileiro, justo e transformador.
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Este artigo do jornalista carioca encontra-se em:
http://www.porfiriolivre.info/2011/01/ate-que-rasguem-mortalha-da-traicao-e.html

Crianças são resgatadas de trabalho escravo em lavoura de fumo

Segunda, 24 de janeiro de 2011
Da Radioagência NP
Onze crianças e adolescentes, com idade entre 12 e 16 anos foram resgatadas de trabalho semelhante ao escravo, no município de Rio Negrinho, em Santa Catarina. Na mesma operação, 12 adultos também foram libertos. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), eles atuavam na colheita do fumo e na aplicação de agrotóxicos sem o uso de equipamentos de proteção.

Os menores eram transportados em uma caçamba de trator que os recolhia em casa às seis horas da manhã e só retornavam às oito da noite. O trabalho em plantações de fumo é proibido para menores de 18 anos, pois provoca câncer e outras doenças degenerativas, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com o MTE, os trabalhadores adultos não possuíam registro em carteira, não faziam o descanso semanal remunerado, nem gozavam dos demais direitos trabalhistas. O empregador não disponibilizava banheiro para os funcionários e os alimentos fornecidos nas refeições eram estocados junto aos agrotóxicos.

O proprietário da fazenda foi autuado pelos mesmos motivos há dois anos. Dessa vez, deverá desembolsar R$ 60 mil, referentes ao pagamento de verbas rescisórias. Além disso, cada trabalhador receberá aproximadamente R$ 1 mil de indenização por danos morais.

Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra, somente no Brasil existem aproximadamente 25 mil trabalhadores que vivem como escravos.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

DF abandonado

Segunda, 24 de janeiro de 2011
"Confesso que não está nada fácil ver o DF tão abandonado. Aliás, continua! Só povo mobilizado mudará a situação." (Toninho do Psol, ex-candidato a governador de Brasília, alfinetando no Twitter)

Cerca de 45% dos brasileiros usam ônibus para se locomover

Segunda, 24 de janeiro de 2011
Da Agência Brasil
Flávia Albuquerque - Repórter

O transporte público, principalmente o ônibus, é o meio de locomoção mais usado nas cidades brasileiras, de acordo com o estudo Sistema de Indicadores de Percepção Social: Mobilidade Urbana, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o estudo divulgado hoje (24) na capital paulista, 44% dos brasileiros se locomovem dessa forma.

Em segundo lugar aparece o carro, com 23,8%, seguido por motocicleta com 12,6%. O levantamento feito com 2.770 famílias em todo o país constatou ainda que 12,3% se locomovem a pé.

Originais de petições digitalizadas serão eliminados a partir do dia 26

Segunda, 24 de janeiro de 2011
Do STJ
A Coordenadoria de Gestão Documental do Superior Tribunal de Justiça (STJ) irá eliminar a partir do dia 26, quarta-feira, lotes de petições que foram protocoladas e digitalizadas para juntada aos processos eletrônicos. 

Quem tiver interesse na devolução dos documentos originais, desde que devidamente qualificado para isso, poderá requerê-los à coordenadoria até o dia 25. O edital de eliminação de documentos foi publicado dia 20.

Empresa deve indenizar por guarda-roupa vendido com defeito

Segunda, 24 de janeiro de 2011

Do TJDF
A empresa Carlos Saraiva Importação e Comércio LTda foi condenada a indenizar em R$ 1.829,00, por danos morais e materiais, um consumidor que comprou um guarda-roupa e o recebeu com defeito. A decisão é do juiz do Juizado Especial do Guará e cabe recurso.

O autor contou que comprou no estabelecimento comercial um guarda-roupa com seis portas, pelo valor de R$ 329,00. Na montagem, o produto apresentou defeitos e as portas não estavam bem ajustadas. O autor explica que reclamou, mas o problema não foi solucionado, além de ter sido tratado com descaso pelos funcionários da loja. O consumidor procurou o PROCON e a empresa se comprometeu a devolver o dinheiro, mas não o fez.

A empresa ré afirmou ser parte ilegítima no processo, já que o fabricante do guarda-roupa era facilmente identificável. Além disso, alegou que não houve danos no ato da montagem e a inexistência de danos morais.

O juiz afirmou que os fornecedores de produto de consumo durável respondem solidariamente pelos vícios de qualidade que tornem o bem inadequado para o consumo. O magistrado explicou que há nos autos provas suficientes dos vícios de qualidade alegados, inclusive confirmados pela própria ré.

Em seu julgamento, o magistrado trouxe o Código de Defesa do Consumidor, que determina o conserto do vício do produto pelo fornecedor no prazo de 30 dias. Depois desse prazo, o consumidor pode escolher se substitui o produto ou recebe de volta o valor pago. O magistrado determinou a rescisão do contrato entre as partes e condenou a empresa a restituir ao autor a quantia de R$ 329,00 e pagar R$ 1.500,00 por danos morais.
Nº do processo: 29134-2/10
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Leia a sentença

Dia do Sofredor

Segunda, 24 de janeiro de 2011
Hoje, 24 de janeiro, é considerado o Dia do Aposentado. Nada a comemorar. A lamentar, a posturas dos governos frente à destruição do sistema de aposentadoria e pensões de trabalhadores, quer sejam da iniciativa privada ou do Estado. Aumento de salário só para deputados, senadores, governadores, ministros e secretários de Estado.

OMS pede regulamentação de propaganda de alimentos voltados para crianças

Segunda, 24 de janeiro de 2011
Da Agencia Pulsar Brasil
A Organização Mundial da Saúde, OMS, pediu aos países que reforcem uma série de medidas para evitar que as crianças adotem uma dieta rica em calorias e outros elementos nocivos.
www.brasil.agenciapulsar.org
Alimentos nocivos para as crianças (masascriancassr)

De acordo com informações da Rádio ONU, a OMS lembrou que a TV é responsável por uma grande parte da propaganda de alimentos nocivos. No ano passado, os países-membros da agência endossaram uma nova lista de recomendações sobre o marketing de alimentos e bebidas para crianças.
 

Em todo o mundo, 43 milhões de crianças em idade pré-escolar estão gordas ou obesas. Uma dieta ruim é um dos quatro maiores fatores associados à doenças como câncer, diabetes, problemas cardiovasculares e complicações no pulmão. Essas doenças também matam 35 milhões de pessoas todos os anos.
 

Entre as medidas recomendas pela OMS, estão a redução da exposição de menores à propaganda sobre alimentos nocivos e aulas nas escolas para promover uma dieta saudável.
 

A agência também pede aos países que combatam o marketing que atravessa fronteiras, além de regular a propaganda de alimentos voltada para crianças. (pulsar

Adoção do teste NAT reduziria risco de infecções em transfusões de sangue, diz associação

Segunda, 24 de janeiro de 2011

Da Agência Brasil
O diretor administrativo da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Dante Mário Longhi Júnior, disse que se o teste NAT (a sigla em inglês para Teste de Ácido Nucleico) fosse obrigatório no país, o risco de infecções contraídas por meio de transfusões de sangue diminuiria em até 20 vezes.

O teste NAT brasileiro é uma das inovações tecnológicas que estão sendo desenvolvidas para o combate às doenças retrovirais. A implementação gradual é feita pelo Ministério da Saúde, por meio da Coordenação da Política de Sangue. O procedimento serve para detectar o HIV e HCV (hepatite C), além de ampliar a segurança nos serviços de hemoterapia no Brasil.

Ele manifestou preocupação com a demora na adoção do teste, que ocorre devido ao custo significativo. “Não podemos, devido à justificativa econômica, deixar de garantir a maior segurança possível na transfusão realizada no Brasil. Os órgãos governamentais defendem a ideia de que esse teste tem custo relativamente elevado e que o Brasil está desenvolvendo um produto nacional. É pertinente, mas o Brasil deveria adotar esses testes que já existem no mercado e, só depois, desenvolver o nacional", disse em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Dante Longhi disse que o país está no sentido inverso. "Temos que tratar como prioridade a segurança nas transfusões e só então buscar novas opções, economicamente viáveis”, acrescentou.

Segundo ele, diversos estudos demonstram a segurança maior com a utilização do teste NAT, entre eles, um do Hospital das Clinicas, da Universidade de São Paulo.

“A transfusão de sangue é segura no Brasil, mas ainda deixa a desejar. O teste aumenta a segurança da transfusão, pois investiga a presença de alguns agentes infecciosos como, por exemplo, o HIV e os vírus da hepatite C e B, o que faz uma triagem do sangue que vai ser doado". Se o sangue tiver material genético de algum desses vírus, ele é desprezado.

Governo italiano de Berlusconi está blefando

Segunda, 24 de janeiro de 2011
Deu no "Estadão"
Ameaça da Itália de ir a Haia por Battisti é blefe, avalia Planalto

Estudo feito por juristas do governo mostra que tribunal internacional não tem competência para interferir no processo

Felipe Recondo - O Estado de S. Paulo

A ameaça feita pelo governo da Itália de recorrer à Corte de Haia caso o Brasil não extradite o ex-ativista italiano Cesare Battisti pode ser simplesmente um blefe. Estudo feito por juristas do governo e a análise do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello mostram que o tribunal internacional não tem competência para interferir no processo. Assim, se o STF decidir que não pode mexer na decisão do ex-presidente Lula de negar-se a entregar Battisti, o caso estará encerrado.

Celso de Mello afirmou que o processo de Battisti não se enquadra em nenhuma das hipóteses que permitiriam que a Corte de Haia fosse acionada para julgar se o Brasil violou ou não o tratado de extradição firmado com a Itália quando se recusou a entregar o ex-ativista. Os advogados do governo que estudaram a matéria chegaram exatamente à mesma conclusão.

O processo de Battisti poderia ser revisto pela Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, se os governos brasileiro e italiano acordassem em levar o processo para a instância internacional. Esse pacto não existe. Se a Itália tem disposição em acionar o Brasil, o governo brasileiro não tem o menor interesse em submeter uma decisão da Presidência da República à jurisdição internacional.

Outra hipótese seria a previsão expressa no tratado de extradição firmado entre Brasil e Itália para que eventuais conflitos fossem resolvidos pela Corte de Haia. No texto do tratado não há menção a isso.

Ministro da Justiça da Itália reitera pedido em favor da extradição de Battisti

Segunda, 24 de janeiro de 2011
Da Agência Brasil
Renata Giraldi - Repórter
O ministro da Justiça da Itália, Angelino Alfano, reiterou que a expectativa do governo italiano é que o Brasil reveja sua decisão e faça a extradição do ex-ativista político Cesare Battisti, de 52 anos. A defesa em favor da extradição foi feita durante a reunião do conselho de ministros e depois de o Parlamento Europeu ter aprovado a moção italiana que faz um apelo para que o Brasil mude a decisão de manter no país o ex-ativista.

“É precisamente para proteger o direito fundamental que a Itália está lutando pela extradição de Battisti com base em tratado bilateral com o Brasil e os princípios do direito internacional”, afirmou Alfano em comunicado publicado na página do Ministério da Justiça da Itália na internet. O caso Battisti deve ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro.

No último dia 20, o Parlamento Europeu aprovou a moção encaminhada pelo governo italiano. O Brasil deverá ser comunicado oficialmente. A decisão tem o peso de uma recomendação do governo italiano.
A comunicação será feita à presidenta Dilma Rousseff e aos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Marco Maia (PT-RS), além do presidente da Comissão Parlamentar do Mercosul, senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS).

Também na última semana, a Presidência da República confirmou que Dilma recebeu uma carta do presidente da Itália, Giorgio Napolitano, sobre o caso Battisti. Na correspondência, Napolitano reitera o pedido de extradição do ex-ativista. Mas a carta foi enviada antes da decisão do Parlamento Europeu e do Senado da Itália.

O caso Battisti gerou polêmica e reações na Itália, que considera o ex-ativista um criminoso comum. Na Itália, ele é acusado de envolvimento em quatro assassinatos e foi condenado à revelia à pena de prisão perpétua. No último dia 31, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter Battisti no Brasil com base nas argumentações da Advocacia-Geral da União.

Há pouco mais de três anos, Battisti está preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele fugiu da Itália rumo à França e, em 2004, chegou ao Rio de Janeiro. Ex-integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), ele nega todos os crimes que lhe são atribuídos.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Um gim à família


Domingo, 23 de janeiro de 2011
A revista “Época” publica mais uma do senador Gim Argello (PTB-DF). Filha de grande empresário de Brasília e namorada de Argello Júnior, Mariana Naoum desde dezembro de 2008 é servidora comissionada do gabinete do senador. Atualmente o salário da namorada do filho de Gim é de R$6 mil.
Senador Gim Argello  Foto: Senado
As estripulias do senador de Brasília são de deixar qualquer um contribuinte zangado. Há um rosário de acusações contra ele.

Ai!

Domingo, 23 de janeiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

Movimento quer inventor brasileiro do rádio incluído em currículos escolares

Sábado, 22 de janeiro de 2011
Da Agência Brasil
Daniel Mello - Repórter

O padre brasileiro Landell de Moura, que inventou o rádio há mais de 100 anos, ainda não é apresentado nas escolas como um dos grandes idealizadores das telecomunicações. É justamente esse descuido histórico que o Movimento Landell de Moura (MLM) busca corrigir. A organização é formada por pesquisadores, jornalistas e entusiastas do rádio.
Segundo um dos integrantes do movimento, o jornalista Eduardo Ribeiro, o abaixo-assinado eletrônico pedindo uma posição oficial sobre a reivindicação conseguiu, somente nessa sexta-feira (21), cerca de 300 assinaturas. O apoio cresceu devido à divulgação de informações sobre o inventor, por conta dos 150 anos de seu nascimento em Porto Alegre (RS).

Mas as assinaturas no documento são pouco perto da “magnitude do movimento”, de acordo com Ribeiro. “O que realmente faz a diferença é a divulgação ampla, sobretudo pelos meios de comunicação”. Além disso, ele destaca as ações de reconhecimento pontuais feitas por órgãos públicos. Ontem, por exemplo, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) colocou em circulação um selo em homenagem ao padre.
      
Apesar de toda a documentação, experimentos públicos e até reportagens sobre os trabalhos de Landell para a transmissão de voz pelo ar sem condutores, a fama de "pai do rádio" acabou ficando para o italiano Guglielmo Marconi. Ribeiro atribui o desfecho a diversos fatores, entre eles a nomenclatura dos inventos e o conservadorismo da sociedade brasileira à época.
      
Na opinião do jornalista, “o caldo cultural do Brasil” no período não era favorável a Landell. “Os mais graduados o viam como louco e os menos graduados achavam que ele falava com o demônio”.

Houve ainda a questão dos nomes dos inventos. Como o de Marconi se chamava radiotelégrafo, por transmitir o Código Morse sem o uso de cabos, os créditos de tudo que era relacionado acabaram ficando para o italiano. Isso ocorreu mesmo com Landell tendo feito, 15 anos antes de Marconi, em 1900, uma demonstração pública, na Avenida Paulista, da transmissão de voz pelo ar.

Tudo dá errado, mas ele continua

Sábado, 22 de janeiro de 2011

Em qualquer organização que se preze, um gerente com o desempenho apresentado pelo ministro Fernando Haddad seria demitido. O gerente da Educação (?) só nos últimos tempos falhou várias vezes. Vazamentos de provas do Enem pipocaram por todos os lados. Agora é o Sisu, que aproveita para as faculdades públicas os melhores concorrentes do Enem. Só deu problema.

Enem o ministro sequer ficou sisudo. Dá desculpas para tudo. E continua no emprego.

Serra cobra oposição

Sábado, 22 de janeiro de 2011 
Por Ivan de Carvalho
A configuração de poder no Brasil para o futuro em médio prazo – até 2014, para quando estão previstas as próximas eleições federais e estaduais – é francamente desfavorável às oposições.
            
          Há algumas dificuldades também na situação, mas, vistas de agora as coisas, são pouco relevantes quando comparadas às dificuldades oposicionistas.

O governo da presidente Dilma Rousseff enfrenta problemas na área financeira. Está delineada faz já algum tempo uma crise cambial, que não é exclusiva do Brasil, mas nos atinge severamente e tende a se agravar. O Banco Central está encontrando cada vez maior dificuldade para conter a apreciação do real frente ao dólar e isto prejudica as exportações e estimula as importações.

Não fosse o excelente desempenho das comodities – principalmente alimentos – e a balança comercial já estaria em crise total. Uma outra ajuda que o país tem recebido é a oferta “generosa” de investimentos estrangeiros, especulativos, muitos, direcionados à produção ou ao comércio e serviços, outros. Isso está ajudando a manter sem traumas o balanço de pagamentos.

Mas o governo Dilma enfrenta a ainda moderada, mas perigosíssima (por causa da tradição brasileira) herança maldita da inflação deixada pelo último ano do mandato de Lula, o ano eleitoral, da gastança eleitoreira sem censura. Inflação agravada pelo progressivo inchaço da máquina de poder federal durante os oito anos de mandato do ex-presidente.

Por conta dessa inflação, o Copom acaba de inverter a tendência de queda de juros, elevando em 0,5 por cento a taxa básica de juros (Selic). O reajuste real do salário mínimo será de 0,16 por cento ao dia. Cortes profundos estão sendo planejados para os orçamentos setoriais, inclusive no setor da Saúde, no qual, em relação direta, quando se cortam reais, cortam-se vidas. Uma maldade inominável.

E o governo também enfrenta problemas políticos. Os principais, por enquanto, relacionam-se com a insatisfação contida, mas não vencida, do PMDB com a posição subalterna reservada ao grande e fundamental aliado pelo novo governo petista.

Mas pior estão as coisas nas oposições. Vejamos apenas, ligeiramente, os dois maiores partidos. O Democratas está empenhado numa luta fratricida entre duas facções por causa de um prefeito, Gilberto Kassab, de São Paulo, que ninguém sabe (talvez nem ele mesmo saiba ainda) se ficará no DEM ou passa para o PMDB. E o DEM, ou boa parte dele, já vê com maus olhos seu papel tradicional de coadjuvante do PSDB.

Enquanto isso, no PSDB, o maior partido oposicionista, os dois principais políticos militantes, José Serra e Aécio Neves, treinam para o embate que sabem inevitável, já que nenhum deles se dispõe a deixar de concorrer a presidente (Serra pela terceira vez) da República em 2014. Serra luta para manter-se à tona, trabalhando para ser eleito presidente nacional da legenda. E, pasmem, pede ao partido que faça oposição de verdade (ele que nem no governo paulista e nem mesmo na campanha eleitoral para presidente fez isso). Aécio lutará com armas que ainda não exibe. Sua postura de oposicionista ante o governo Dilma espera por definição. E seu trabalho de atração do PMDB tem que esperar que surjam a oportunidade e o momento certos.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia deste sábado.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

Trapalhada

Sexta, 21 de janeiro de 2011
Mais uma trapalhada na área da educação. Secretaria da Educação convoca 1.545 professores aprovados em concurso realizado em 2010, mas minutos depois tira a convocação do site oficial. O Sindicato dos Professores no DF está convocando a categoria para na próxima segunda-feira (24/1), às 11 horas, participar de ato de protesto em frente ao Buriti

O estranho é que o governo está convocando professores para contratos temporários. Para esses pode. Para os concursados, não.

Anteriormente o governo do DF exonerou os diretores dos estabelecimentos de ensino. Logo depois convocou esses diretores para que permanecessem mais algum tempo na direção das unidades para evitar descontinuidade dos serviços.

São trapalhadas que acabam por atingir a imagem da nova secretária de Educação. E do próprio governo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tem mais babaca

Sexta, 21 de janeiro de 2011
Ontem (20/1) foi amplamente noticiado nas TVs e rádios, além de ampla divulgação na internet, o caso do delegado paulista que estacionou seu carro em vaga exclusiva de deficientes e depois ainda espancou um cadeirante que protestou pela irregularidade que cometia.

Hoje (21/1), por volta das 12h30, no estacionamento do Carrefour Sul, em Brasília, um bando de quatro “bombados” em velocidade acima da prudente para o local estacionou o carro em vaga exclusiva de deficiente. Os fortões pareciam crentes de que estavam abafando. São, na verdade, uns babacas. Fortes pelos efeitos das “bombas”, fracos de caráter e de educação.