Domingo, 16 de outubro de 2011
Da "Auditoria Cidadã da Dívida"
Diversos jornais do mundo inteiro noticiam a manifestação global de
hoje [15/10], que incluiu a reivindicação da auditoria das dívidas. Jornais de
Portugal mostram que os manifestantes em Lisboa ocuparam a praça em
frente ao Parlamento e se reuniram em Assembléia Popular, para aprovar a
realização de uma Auditoria Cidadã da Dívida.
O Portal Ópera Mundi traz entrevista com a deputada grega Sofia Sakorafa, realizada durante o Seminário Internacional “Alternativas de Enfrentamento à Crise”.
Na entrevista, Sofia mostra a grande mobilização do povo grego contra
as medidas nefastas impostas pelo FMI e a União Européia, e defende a
alternativa da auditoria da dívida no enfrentamento da crise. A
entrevista relembra o emocionante momento do discurso de Sofia no
Seminário, e também traz momentos importantes da carreira da deputada,
ex-atleta olímpica e recordista mundial de lançamento de dardo.
A
Folha Online mostra que o governo brasileiro anunciou novamente a
intenção de colocar mais dinheiro no FMI, sob a justificativa de
combater a crise. Porém, desta forma, o Brasil contribui para que este
organismo possa ampliar ainda mais os pacotes de “salvamento” dos países
europeus, sempre acompanhados de medidas nefastas, como o corte de
gastos sociais, privatizações e demissões em massa. Além do mais, este
dinheiro que pode ser enviado ao FMI é obtido por meio de mais dívida
interna, que paga as maiores taxas de juros do mundo às custas do povo
brasileiro.
Notícia da Istoé Dinheiro mostra a fala da Presidente
Dilma Rousseff, dizendo que discorda das imposições do FMI, e que este
organismo não teria mais influência nas políticas brasileiras. Porém, os
aportes do Brasil ao Fundo (tais como o recente “empréstimo” de US$ 10
bilhões) só tem ampliado a atuação nefasta deste organismo junto aos
países europeus.
A notícia também mostra que, enquanto Dilma
discursava, servidores públicos protestavam por reajuste salarial,
mostrando que na prática o governo brasileiro também aplica as políticas
recomendadas pelo Fundo, referentes ao ajuste fiscal e contenção de
salários.

