Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

As chuvas de Pedro e o fogo de João

Segunda, 17 de outubro de 2011
Falta de planejamento, imprevidência, incompetência ou esperteza? O governo do DF anuncia que agora, só agora, vai montar um grupo, uma comissão, de emergência para discutir o que fazer para evitar os transtornos que as chuvas têm provocado aos brasilienses. Quase dez meses depois da posse do governador Agnelo, e uns 12 anos após o vice Tadeu Filippelli andar enrolado com chuvas e trovoadas, rorizes e arrudas, é que o GDF descobre que a coisa está acabando em água.

Dez meses para realizar trabalhos que minimizassem as conseqüências indesejáveis das chuvas, melhor, das omissões do próprio governo, os iluminados partem para discussão de alternativas. Terminarão as discussões, possivelmente, após as chuvas.

Pensando bem, o que o governador e o vice precisariam definir com urgência, e máxima urgência, não é o combate às águas de Pedro, mas ao “fogo” de João que cruza os céus de Brasília. Fui entendido pelas autoridades? Ou querem que eu desenhe?