Sexta, 5 de novembro de 2011
Do Estadão
‘Estado’ fez levantamento de autoridades públicas citadas em 200 inquéritos e identificou que mesmo nos casos em que não já há segredo de Justiça só as iniciais são divulgadas, escondendo os nomes
Felipe Recondo
O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém em
sigilo a identidade de 152 autoridades suspeitas de cometer crimes. Um
procedimento adotado no ano passado como exceção, que visava a proteger
as investigações, acabou tornando-se regra e passou a blindar deputados,
senadores e ministros de Estado. Levantamento feito pelo Estado em aproximadamente 200 inquéritos mostrou que os nomes dos investigados são ocultados.
Apenas suas iniciais são expressas, mesmo que o processo não tramite em segredo de Justiça, o que torna praticamente impossível descobrir quem está sendo alvo de investigação. O Estado já havia revelado, em dezembro do ano passado, a adoção dessa prática no STF.
