Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador quebra de sigilo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quebra de sigilo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Divulgação de informações sigilosas não se confunde com quebra e não é crime

Segunda, 19 de outubro de 2015
Do MPF
A decisão é do TRF3, que acolheu entendimento da PRR3 de que o crime de quebra de segredo de justiça pode ser atribuído, em princípio, apenas às pessoas que têm o dever legal de guarda do sigilo
Três jornalistas da TV Globo conseguiram habeas corpus para não serem indiciados em inquérito policial pelo crime de quebra de segredo de Justiça por divulgarem informações sigilosas de uma operação da Polícia Federal. A manifestação da Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR3) nesse caso foi de que esse crime é próprio, ou seja, pode ser atribuído apenas a determinadas pessoas, no caso, àquelas que têm acesso legítimo e direto ao procedimento de interceptação. Esse entendimento foi acolhido pela 2ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF3).
Trechos de conversas telefônicas de envolvidos na operação Sangue Frio, que constavam de inquérito sigiloso, foram divulgados em reportagem veiculada no dia 5 de outubro no programa Fantástico da TV Globo, o que levou o delegado da Polícia Federal a determinar o indiciamento de três jornalistas – Emerson Maurício Ferraz, Bruno Tavares de Menezes e Nélio Raul Brandão –, com base na Lei 9.296/96, que regulamenta a quebra de sigilo. A operação investiga desvio de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) em hospitais públicos de Campo Grande (MS), onde os responsáveis realizavam tratamentos de câncer fictícios em pacientes.
De acordo com a 2ª Turma do TRF3, a lei “busca repreender aquele que concretamente violou a obrigação legal de guarda de um sigilo decretado, ou seja, quem efetivamente procedeu à quebra, por possuir obrigação legal de resguardo, e não aquele que apenas divulgou dados recebidos de terceiros”. No caso, quando os jornalistas receberam o áudio com as conversas telefônicas, a quebra de sigilo já havia ocorrido.
Mesmo que fosse classificado de crime comum, “seria necessário que qualquer pessoa do povo viesse a praticar o ato caracterizado como quebra do segredo de justiça, como por exemplo, roubar a mídia de local protegido, ou qualquer outra ação concreta que se configurasse no crime tipificado pela lei”, ressaltou o colegiado. 
Entretanto, “não há informação de que os jornalistas tiveram acesso criminoso ao material sigiloso e o conteúdo do material publicizado revelou assunto de interesse de toda cidadania sem qualquer mácula a direitos da personalidade, devendo pois prevalecer o interesse público representado pela informação veiculada,” afirmou o procurador regional da República da 3ª Região Pedro Barbosa Pereira Neto, em sua manifestação sobre o caso.
Assim, ciente ou não do sigilo, o repórter investigativo que divulga dados que estavam em segredo de justiça, “não incorre na responsabilidade legal de resguardo da informação, como está previsto na lei”.
O procurador Pedro Barbosa destacou ainda o acesso à informação de interesse público, assegurado constitucionalmente. “A efetiva liberdade de informação jornalística, notadamente num país que já sofreu as agruras de uma ditadura militar, é instrumento fundamental para consolidação da sociedade democrática e pluralista”, afirmou.
HABEAS CORPUS Nº 0014097-92.2014.4.03.0000/MS 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

STF suspende quebra de sigilo telefônico de jornal e repórter do interior de SP

Sexta, 9 de janeiro de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, suspendeu hoje (9) decisão judicial que determinou a quebra do sigilo telefônico de um jornal do interior de São Paulo e de um repórter do veículo para investigar o vazamento de uma investigação policial.
A quebra foi requerida pelo Ministério Público Federal (MPF), após a publicação veicular reportagens sobre a Operação Tamburutaca, da Polícia Federal (PF), que investigou atos de corrupção na Delegacia do Trabalho de São José do Rio Preto (SP).
Atendendo liminar impetrada pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Lewandowski suspendeu a decisão que determinou a quebra de sigilo até que o mérito da ação seja julgada pelo relator, o que ocorrerá somente após o fim do recesso da Corte.
"Não há, a princípio, nenhum prejuízo na suspensão da decisão judicial ora combatida; ao revés, estar-se-á resguardando uma das mais importantes garantias constitucionais, a liberdade de imprensa, e, reflexamente, a própria democracia", disse o ministro.
Na decisão, o presidente do Supremo também destacou que o tema é da mais alta complexidade. "De um lado, está em jogo uma das garantias mais importantes à liberdade de imprensa e, portanto, à própria democracia: o sigilo da fonte. De outro, a violação do segredo de Justiça,  destinado a proteger os direitos constitucionais à privacidade, à intimidade, à honra, à imagem ou nos casos em que o interesse público o exigir, como, por exemplo, para assegurar a apuração de um delito", argumentou.
Em 2011, o jornal Diário da Região publicou duas matérias assinadas pelo repórter Allan de Abreu Aio, baseadas em trechos de interceptações telefônicas legalmente autorizadas. Após a divulgação, o MPF pediu à PF o indiciamento do jornalista por quebra de segredo de Justiça.
 Encerrado o inquérito, a PF arquivou a investigação. No entanto, os procuradores pediram à Justiça a quebra do sigilo telefônico dos aparelhos do repórter e da redação do jornal para identificar a fonte das informações. Os pedidos foram deferidos pelo juiz da 4ª Vara Federal de São José do Rio Preto (SP).
O caso chegou ao Supremo por meio de ação impetrada pela ANJ. A entidade alegou ao STF que a decisão representou grave violação às liberdades de informação e de expressão jornalística. O jornal e o repórter já tinham recorrido da decisão inicial na segunda instância da Justiça Federal, mas o recurso foi negado.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Especialistas defendem voto impresso para recontagem de resultado de eleição

Terça, 15 de outubro de 2013
Carolina Gonçalves, repórter da Agência Brasil
Brasília – Especialistas criticaram hoje (15) o fato de o Brasil ser o único país sem a confirmação impressa individual do voto. Durante audiência na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado, professores da Universidade de Brasília (UnB) e integrantes do Fórum do Voto Seguro na Internet disseram que o programa usado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não é seguro e defenderam que o processo eleitoral tenha um mecanismo que também confirme em papel a escolha do eleitor no momento da votação.

A bandeira defendida pelos especialistas é a de que esse voto impresso seja confirmado na hora pelo eleitor e descartado imediatamente após a checagem, ainda na zona eleitoral, para evitar a retomada da prática que ficou conhecida como “voto de cabresto”, quando eleitores eram coagidos a votar em determinado candidato.

Para o moderador do Fórum do Voto Seguro na Internet, Amílcar Brunazo Filho, que participou do processo de implantação das urnas eletrônicas no país, o sistema de votação atual não garante ao eleitor que a escolha dele foi gravada de fato no sistema eleitoral. “Só tem a confirmação na tela. Depois que o voto foi gravado, ele não pode ver, não pode conferir”, criticou.

Brunazo contou que na Alemanha a mesma situação foi considerada inconstitucional e a Justiça Eleitoral germânica determinou a impressão do voto para a recontagem dos levantamentos das urnas. “Não significa entregar para o eleitor [a cédula], mas permitir que ele veja [o voto] impresso, confirme ou cancele, e depois [a cédula] é jogada em uma sacola”, explicou.

A ideia é que com esse mecanismo seja possível confirmar o resultado das eleições a partir de uma recontagem dos votos por amostragem de 2% das urnas a serem checadas. 

O debate foi marcado para que especialistas no assunto pudessem apresentar diferentes aspectos do processo eleitoral antes que o senador João Capiberibe (PSB-AP) conclua o relatório sobre um projeto de lei (PLS 68/2010) que revoga a previsão legal da impressão do voto do eleitor. A proposta era descartar, já nas eleições de 2014, qualquer possibilidade de o comprovante de votação ser conferido e colocado, de forma automática e sigilosa, dentro da urna para auditoria posterior.

Pelos prazos da Lei Eleitoral, a medida não terá efeito para as eleições do ano que vem, mas o projeto continuará em análise no Senado. “Eu não consigo entender por que, como eleitor, não tenho o direito de ver o meu voto”, disse Capiberibe.

O professor de ciência da computação da UnB Diego Aranha garantiu que o “software do TSE é comprovadamente inseguro”. Aranha integrou em 2012 um grupo de professores contratados pelo tribunal para analisar a segurança do programa. Segundo ele, em testes aplicados durante cinco horas ficaram claras falhas que colocam em risco, inclusive, o sigilo do eleitor.

"O software é demonstradamente inseguro ou contém erros. Precisamos de um registro físico do voto para permitir verificação de que os resultados são, de fato, honestos. Precisamos de outro mecanismo redundante”, disse.

Integrantes do TSE foram convidados para participar do debate mas, segundo a secretaria da comissão, a ministra Carmem Lúcia, presidente da corte, explicou que como o tribunal pode ter que analisar as mudanças não seria adequado que qualquer integrante manifestasse opinião sobre o processo.

Aranha e Brunazo também fizeram um alerta para outros pontos do projeto de lei que garantem total autonomia do TSE sobre dados biométricos dos eleitores. Segundo eles, da forma como está previsto no texto, o tribunal é o detentor exclusivo das informações, mas pode compartilhar os dados com qualquer órgão e regulamentar o uso.

Os especialistas ainda criticaram o processo da biometria. Para eles, o sistema é injustificável, já que exige impressão digital de lado a lado dos dez dedos do eleitor e uma foto em alta resolução quando, no processo eleitoral, é apenas necessária a impressão digital de dois dedos e o título eleitoral não é sequer considerado como documento de identificação pelo próprio tribunal pelo fato de não ter foto impressa.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Espionagem e o cinismo de Barack Obama

Sexta, 14 de junho de 2013

(JB)- O mundo não conseguiu ainda sair do espanto causado pelas revelações do soldado Bradley Manning — cujo julgamento por traição começou há dias — e uma denúncia ainda mais grave foi encaminhada ao Guardian pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden. O denunciante era, até o dia 20 de maio, um dos maiores especialistas em segurança de informações da Booz Allen, contratada pelo governo norte-americano para assessorar a NSA (Agência Nacional de Segurança). 

De acordo com os documentos oficiais, filtrados por Snowden, e não desmentidos, Obama determinou a invasão dos sistemas de comunicação eletrônicos do mundo inteiro — também no próprio território norte-americano. Os meios técnicos permitem aos invasores capturar mensagens e documentos, apagar, reescrever, reendereçar e-mails. Mais ainda: os hackers oficiais poderão intervir no sistema de comandos dos computadores. Em tese, e de acordo com a tecnologia disponível, serão capazes de alterar a rota dos aviões, provocar incidentes militares nas fronteiras, falsificar telegramas diplomáticos, de forma a intrigar governos contra governos.

Atos de espionagem e de provocação são comuns na História, mas os meios tecnológicos de hoje os tornam catastróficos. A única esperança de que planos como o do presidente Obama sejam divulgados está nos cidadãos dos próprios países agressores que, os conhecendo, como é o caso de Bradley Manning e de Edward Snowden, se disponham a denunciá-los ao mundo.

Snowden, como Manning, é um homem ainda jovem. Aos 29 anos, ganhando um bom salário, de 200 mil dólares brutos por ano, vivia com conforto no Havaí, com sua jovem namorada, quando, ao tomar conhecimento das 18 páginas das diretivas de Obama aos serviços de segurança, resolveu revelá-los.

O governo norte-americano tenta minimizar a gravidade da denúncia, ao afirmar que um tribunal criado para supervisionar os serviços de informação e segurança aprovou a medida, da qual, também as comissões especiais do Congresso tomaram conhecimento e lhe deram endosso.

Há várias questões postas, que devem ser examinadas com serenidade. Em primeiro lugar, aquela velha presunção norte-americana de que eles foram predestinados ao domínio universal, e foi definida pelo senador Fullbright como "a arrogância do poder". Sentindo-se os mais poderosos, assim como os soberanos, julgam-se irresponsáveis pelos seus atos e inimputáveis. Não consideram que haja acima deles nenhum poder punitivo. Seus fundamentalistas protestantes, entre eles Bush II, acreditam agir com a cumplicidade de Deus. Foi assim que o então presidente justificou a segunda guerra contra o Iraque: — em conversa com o Todo-Poderoso, dele ouviu a ordem de caçar Saddam Hussein e eliminá-lo.

Outra lição do fato é a de que não há mais segredos no mundo, principalmente quando o rege a lógica do mercado. Há, de acordo com as informações oficiais, 25 mil pessoas envolvidas no sistema nacional de segurança dos Estados Unidos, a maior parte delas funcionárias de empresas privadas, como a Booz Allen, cujo faturamento, em 98%, é obtido em contratos com a Agência Nacional de Segurança. É impossível, assim, manter essas operações em sigilo.

Outra grande surpresa é o cinismo do presidente Barack Obama, que irrompeu no cenário norte-americano como aquele predestinado a recuperar os mais altos valores dos "pais fundadores" da grande república. Na campanha eleitoral de 2008, ele qualificou os vazamentos do mau comportamento do governo como "atos de coragem e patriotismo, que podem, muitas vezes, salvar vidas e, com frequência, poupar dólares dos contribuintes, e devem ser encorajados, em lugar de combatidos", como ocorria durante a administração Bush.

Na reação contra Manning e Assange, Obama absolve o "guerreiro" Bush. Snowden, em entrevista ao Guardian, diz que se sente mais ou menos seguro em Hong Kong, aonde chegou há três semanas. Mas os republicanos do Congresso pediram ao governo que exija a sua extradição. Como se sabe, a autonomia da antiga colônia britânica é limitada: o território está sob a soberania estatal chinesa. Será interessante verificar se o governo chinês decidirá acatar um pedido de extradição que um pequeno país, como o Equador, se nega a atender, no caso de Julián Assange.

Os observadores se dividem, na previsão do que virá a ocorrer, diante desse novo escândalo mundial. A maioria, com a mente já colonizada pela hegemonia norte-americana, acha que nada há a fazer. Em suma, é inevitável aceitar o mando norte-americano, para que nos salvemos do "terrorismo islamita", assim como foi melhor aceitar as inconveniências da Guerra Fria, para que nos livrássemos do comunismo ateu.

Há, no entanto, os que sabem ser necessária uma aliança da inteligência e da dignidade dos homens, a fim de reagir, enquanto há tempo, contra essa tirania universal.

Fonte: www.maurosantayana.com

Leia também: O império da hipocrisia

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Em defesa de Edward Snowden‏

Quinta, 13 de junho de 2013
Olá pessoal,


Com apenas 29 anos, Edward desistiu de sua carreira para denunciar o absurdo programa PRISM, uma medida do governo americano para espionar todos os nossos emails, mensagens de Skype e publicações no Facebook durante anos. Se milhões de pessoas agirem urgentemente em defesa de Edward Snowden, poderemos pressionar os EUA a acabar com o PRISM e não reprimir o autor da denúncia. Vamos apoiá-lo antes que seja tarde demais:



Este analista de sistemas de 29 anos deixou para trás toda a sua vida: sua namorada, seu emprego e sua casa, para denunciar um chocante programa do governo dos EUA chamado PRISM. Esse programa leu e arquivou uma cópia de todos os nossos emails, mensagens enviadas pelo Skype, publicações no Facebook, e telefonemas durante anos.

Quando o soldado Bradley Manning tornou público esse mesmo tipo de informação para o Wikileaks, os EUA o confinaram a uma cela solitária na prisão, nu e em condições que a ONU definiu como sendo "crueis, desumanas e degradantes".

As autoridades e a imprensa estão decidindo como lidar com este escândalo. Se milhões de vozes em nossa comunidade apoiarem Edward nas próximas 48 horas, isso vai transmitir uma poderosa mensagem de que ele deve ser tratado como alguém corajoso por ter feito esse tipo de denúncia, e que o programa PRISM – e não ele – deve ser o alvo do ataque dos EUA:

https://secure.avaaz.org/po/stop_prism_global/?bZUWYab&v=25841

A ideia de algo como o PRISM é perturbadora: o programa dá ao governo dos EUA acesso ilimitado a todos os nossos emails pessoais e contas em sites de redes sociais como Google, Youtube, Facebook, Skype, Hotmail, Yahoo! e muitos outros. Eles estão registrando e arquivando bilhões de mensagens todos os meses e a CIA poderá, a qualquer momento, usar essas informações para processar, perseguir ou chantagear todos: nós, nossos amigos e familiares!

Edward ficou horrorizado com essa violação sem precendentes da privacidade de cada um. Por isso, ele fez cópias de vários documentos que provavam a existência do programa, enviou os documentos para o jornal britânico The Guardian publicá-los e fugiu para Hong Kong. Sua coragem não apenas trouxe o o PRISM a público, como também deu início a um efeito dominó em todo o mundo, colocando sob os holofotes programas de espionagem do Canadá, Reino Unido e Austrália em questão de dias! Agora ele está isolado em Hong Kong esperando por sua prisão. Um protesto global pode salvá-lo de ser extraditado para os EUA e encorajar outros países a lhe garantir asilo.

Não podemos deixar que os EUA façam com Edward o mesmo que fizeram com o soldado Bradley Manning. É urgente ficarmos contra o PRISM e a favor de Edward Snowden:

https://secure.avaaz.org/po/stop_prism_global/?bZUWYab&v=25841

Certas vezes, as ações dos nossos governos são inacreditáveis. No passado, quando pessoas corajosas como Edward arriscaram seus direitos para trazer escândalos à tona, a comunidade da Avaaz se uniu, exigiu um tratamento justo e alcançou vitórias. Quando meio milhão de nós nos unimos a outras organizações e ativistas para pedir ao governo dos EUA que parasse com o tratamento cruel dado ao soldado Bradley Manning, ele foi levado para uma prisão de segurança média e saiu da solitária. Se agirmos rapidamente, poderemos fazer algo ainda melhor por Edward Snowden e ajudá-lo a vencer essa luta corajosa, pelo bem de todos nós.

Com esperança e determinação,

Emma, Oli, Dalia, Laura, Ricken, Rewan and the whole Avaaz team

PS - Muitas das campanhas da Avaaz são criadas por membros da nossa comunidade! Crie a sua agora e alcance a vitória sobre as mais diferentes questões em âmbito local, nacional ou global: http://www.avaaz.org/en/petition/start_a_petition/?bgMYedb&v=25795

MAIS INFORMAÇÕES:


O que é PRISM? (Gizmodo)
http://gizmodo.uol.com.br/o-que-e-prism/

Esquema de espionagem norte-americano pode ter afetado brasileiros (Folha de S. Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/dw/1293728-esquema-de-espionagem-norte-americano-pode-ter-afetado-brasileiros.shtml

Prism: porque nós deveríamos nos preocupar (Galileu)
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI339098-17770,00-PRISM+PORQUE+NOS+DEVERIAMOS+NOS+PREOCUPAR.html

Fonte que revelou rede espiã dos EUA deixa hotel em Hong Kong e busca asilo (Estadão)
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,fonte-que-revelou-rede-espia-dos-eua-deixa-hotel-em-hong-kong-e-busca-asilo-,1041059,0.htm

União Europeia vai debater com EUA programa de vigilância PRISM (Lusa)
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=3265292

Prism: 80 organizações pressionam Congresso norte-americano (IDG Now!)
http://idgnow.uol.com.br/internet/2013/06/12/prism-80-organizacoes-pressionam-congresso-norte-americano/

Além de telefonemas, EUA monitoram e-mails e redes sociais no exterior (Estadão)
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,alem-de-telefonemas-eua-monitoram-e-mails-e-redes-sociais-no-exterior,1039929,0.htm

Homem que vazou informações secretas dos EUA conta detalhes do monitoramento (Jornal Nacional)
http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/v/homem-que-vazou-informacoes-secretas-dos-eua-conta-detalhes-do-monitoramento/2626911/

quarta-feira, 13 de março de 2013

Transferência de responsabilidade

Qarta, 13 de março de 2013
Por Ivan de Carvalho
         1. Estou concluindo a leitura de um livro – Busque e Destrua. Com o subtítulo “Por que você não pode confiar no Google Inc.”. O autor, Scott Cleland, especialista em Google é considerado por muitos o principal crítico “da empresa mais poderosa do mundo”.

            Há toda uma robusta fundamentação e conclusões distribuídas nas suas 286 páginas (sem contar as 62 ocupadas pelas notas bibliográficas) que nos levam à impressão, quase convicção, de que o Google Inc. está se tornando a grande base para a imposição global do Big Brother – o Grande Irmão totalitário de “1984”, o livro profético de George Orwell.

Só um detalhe, quanto a isso: reagindo a um ataque massivo de hackers da China contra seus bancos de dados, o Google buscou a ajuda do mais poderoso e tecnológico serviço secreto norte-americano – a NSA, Agência de Segurança Nacional. Estabeleceu-se aí uma colaboração não mais interrompida entre o Google Inc. e a NSA. Objetivo declarado do Google: ter toda a informação do mundo. Sobre isso, muito mais está no livro.

Mas vamos a outro aspecto. A fundamentação de “Busque e Destrua” sustenta que só a privacidade do Google Inc. é importante para esta empresa. Não a das outras empresas, organizações e dos indivíduos. Nunca a teletela do Big Brother esteve tão operante quanto agora, graças ao Google. Pois bem. O Google grava tudo em seu sistema de servidores – e não apaga nunca, nunca. Mesmo que você mande para a lixeira e exclua, você apenas perdeu seu acesso ao material, mas o Google o mantém e pode entregá-lo a um governo que o solicite “legalmente”, inclusive o conteúdo dos emails que você envia ou recebe pelo Gmail e até o conteúdo dos rascunhos que você haja resolvido descartar. O Google bisbilhota sua lixeira, assegura Scott Clelland.

Ela quer saber absolutamente tudo sobre você e tem até um programa para aprender seu modo de mover a seta do mouse na tela. O objetivo é servir aos anunciantes da maneira mais eficaz possível (embora diga que sua prioridade são os usuários). Como a invasão da privacidade alheia é quase absoluta e como os sistemas de segurança do Google em relação aos dados de terceiros não são uma prioridade, também é grande o risco de invasões de hackers. Por esta e outras razões, o Google Inc. tornou-se especialista no que o livro de Scott Clelland chama de “transferência de responsabilidade”.

Um aspecto. Se seus dados armazenados no Google são “raqueados”, a empresa inverte a responsabilidade: ensina que os usuários devem ser cuidadosos, rápidos em avisar quaisquer anomalias notadas e tomar tantas precauções que parece que eles é que têm a obrigação de impedir que os hackers invadam os bancos de dados do Google. Ah, o Google Inc., segundo o livro de Clelland, se apresenta em pele de cordeiro, mas escolheu uma réplica de Tiranossaurus Rex em tamanho natural como sua mascote. A novilíngua de Orwell: Liberdade é Escravidão; Cordeiro é Tiranossaurus Rex.

            2. Bem, chega de Google. Mas não de transferência de responsabilidade. Lembre-se o leitor que as agências bancárias estiveram fechadas por alguns dias, por causa de uma greve dos vigilantes. Uma lei impede que uma agência bancária funcione sem pelo menos dois vigilantes (particulares) em seus postos. Mas, pela Constituição, a segurança pública é responsabilidade do Estado. A tal lei é uma transferência de responsabilidade, talvez até inconstitucional.

            Outro caso: entre os conselhos encontrados no site da Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia para aconselhar a população a se proteger está o de levar sempre o cidadão algum dinheiro para o ladrão. O agora chamado “imposto do ladrão”. Assim, haveria mais chances de ele ficar satisfeito e ir embora sem praticar outros crimes. Não vou dizer que o conselho é errado. Afinal, muitas pessoas, por conta própria, pois o Estado não fornece a grana, já levam – quando têm – o “dinheiro do ladrão”. Errado é o Estado estar transferindo aos cidadãos a responsabilidade pela segurança pública, que é dele. É quase como se dissesse: “Se os bandidos saírem matando pessoas por aí por não estarem levando o dinheiro para eles, a culpa é dos mortos”.
- - - - - - - - - - - - - - - - - -
Este artigo foi publicado originariamente na Tribuna da Bahia desta quarta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

sábado, 13 de outubro de 2012

Um ataque contra a sua privacidade

Sábado, 13 de outubro de 2012
Da Revista IstoÉ, edição 2240

Nova lei da internet, em discussão no congresso, coloca em risco as informações privadas dos brasileiros que acessam a rede

Izabelle Torres

Chamada.jpg
A privacidade dos 71 milhões de brasileiros que navegam na internet vale muito dinheiro e está em risco no debate em torno das regras para o funcionamento da rede mundial de computadores no Brasil. O texto do marco civil da internet em discussão no Congresso vem atraindo um jogo de lobbies e deixa brechas à proteção de dados dos usuários. A nova legislação permite que as informações pessoais que circulam pelos sites acionados pelos internautas sejam usadas para alimentar o mercado de publicidade direcionada.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sistema de identificação de veículos divide opiniões de especialistas

Quarta, 3 de outubro de 2012
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A implantação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), prevista para janeiro do ano que vem, divide opiniões entre especialistas no setor. Para alguns, a instalação de um dispositivo eletrônico em toda a frota rodoviária em circulação no país representa invasão de privacidade. Para outros, o rastreamento, que inclui informações sobre o deslocamento dos veículos em tempo real, aumenta a segurança e facilita o ordenamento do tráfego de pessoas e de cargas no território brasileiro.

Entre os contrários à medida está a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que pretende ajuizar ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal para contestar a instituição do sistema. Segundo o relator da matéria no Conselho Federal da OAB, Carlos Roberto Siqueira Castro, conhecer a exata localização do veículo de uma pessoa fere o direito constitucional à garantia de privacidade dos cidadãos.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ministra do STF mantém quebra de sigilo da Construtora Delta

Terça, 5 de junho de 2012
Relatora do mandado de segurança que tentava impedir a quebra de sigilo da Construtora Delta, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu esta noite (4) negar pedido da empreiteira.

Os advogados da empresa buscavam reverter a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira que determinou a quebra de sigilo bancário fiscal e telefônico da Delta, no último dia 29 de maio. Segundo os parlamentares, os dados são importantes para aprofundar as apurações sobre o esquema de corrupção montado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de explorar jogos ilegais.

No mandado de segurança encaminhado ao STF na sexta-feira (1º), os advogados contestaram a falta de fundamentação na decisão da CPMI. “A citação de reportagens jornalísticas sobre o suposto crescimento financeiro da empresa Delta, por si só, não é fundamento para se devassar as ligações telefônicas efetivadas pelos 30 mil funcionários”, destaca trecho do mandado de segurança.

A decisão de Weber negando a liminar está registrada no andamento do mandado de segurança no site do STF, mas as justificativas do voto ainda não foram divulgadas. A ministra determinou, ainda, prazo de dez dias para que a CPMI preste informações sobre o caso e abertura de prazo para manifestação do Ministério Público Federal.

Fonte: Agência Brasil  —  Débora Zampier, repórter

sábado, 26 de maio de 2012

Arapongagem

Sábado, 26 de maio de 2012

Da revista digital Quid Novi

A COMPRA DA MALA: O CERCO SE FECHA

Enquanto a Câmara Legislativa do Distrito Federal, em processo conturbado, tentava instalar a CPI da Arapongagem, a Comissão de Licitação da Casa comprou um equipamento de varredura de grampos, mas, que segundo especialistas, serve também para fazer escutas clandestinas. O mais interessante é que, com a Casa da Maldade,  aparelho repressor que funcionava na QL 12, Península dos Ministros, no Lago Sul, em Brasília, denunciada pelo Quidnovi, em 26 de setembro de 2011, “desativada”,  um de seus colaboradores é quem vai manusear o novo  e moderníssimo equipamento de arapongagem da Câmara Legislativa. O QuidNovi revela com exclusividade o fechamento da compra desses equipamentos, 30 dias antes da instalação da CPI.

A compra foi fechada em contrato, entre a Câmara e a empresa Berkana Tecnologia em Segurança Ltda,  assinado pelo presidente Cabo Patrício (PT), com o valor de R$ 301.200,00. Interessante é que o Cabo Patrício foi o único membro do PT que assinou o pedido de instalação da CPI. Paralelamente ele entregava para  seu homem de confiança, Maurílio de Moura  Lima Rocha, chefe da Segurança da CLDF, a guarda dos  equipamentos pagos pelo Governo do DF, em 23 de março de 2012, conforme a nota de empenho revelada agora com exclusividade pelo QuidNovi.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Esquema de Cachoeira teria violado e-mails do blogueiro Edson Sombra


Sexta, 6 de abril de 2012
Nessa história do Cachoeira cada dia rola mais água podre e envolve novos personagens. De contravenção (jogo) descamba, segundo a PF, para crime. Crime de corrupção e suborno de servidores públicos (de agentes da polícia civil a soldados da PM, de delegados a coronéis). Há também a indicação de que haveria crime contra a lisura em licitações e contratos com o governo, até mesmo no governo de Brasília.

Nos últimos dias foram revelados grampos que apontam para o crime de quebra de sigilo, inclusive de correspondências eletrônicas (e-mails) de parlamentares e jornalistas. Um dos esquemas envolveria, ainda segundo as investigações, uma conexão entre a turma de Cachoeira e um dos assessores de confiança do governador Agnelo, que teria providenciado a quebra de sigilo de jornalistas e blogueiros que fazem críticas ao governo de Brasília. Um desses jornalistas que teria suas correspondências capturadas e violadas é Edson Sombra, responsável por um dos mais bem informados e acessados blogs de Brasília, o Blog do Sombra.

Sombra foi um dos responsáveis por Roberto Arruda, na época ainda governador do DF, passar 60 dias no xadrez. Hoje é um dos críticos de Agnelo e de seu governo. Por isso, claro, é alvo da ira de alguns.

O jornal “Folha de S. Paulo” desta sexta (6/4) publica reportagem onde investigadores da Operação Monte Carlo teriam confirmado que uma das vítimas da violação de e-mails é o blogueiro Edson Sombra. Outra vítima teria sido Fernando Franscischini, deputado federal pelo PSDB paranaense e que tem denunciado da tribuna da Câmara dos Deputados o governador Agnelo Queiroz. Leia no Blog do Sombra a reportagem da Folha

Só uma perguntinha indiscreta do Gama Livre: Será que há outros jornalistas e blogueiros sendo vítimas dos crimes de violação de correspondências?

Deputado federal Francischini é alvo de grampo ilegal

Quinta, 5 de abril de 2012
A suspeita da Polícia Federal de que as interceptações ilegais, feitas pelo grupo do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira, atingem jornalistas e políticos, indignou o deputado Fernando Francischini (PSDB-Paraná) que pretende reforçar seu requerimento que pede a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o bicheiro e suas contravenções.
 
Francischini vai pedir a convocação de Cachoeira na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, da Câmara dos Deputados, para que, em audiência pública naquela Comissão, Cachoeira explique-se. O deputado Fernando Francischini é uma das vítimas das quebras ilegais de sigilo investigadas na operação Monte Carlo, deflagrada pela PF no mês passado e que aponta Cachoeira como líder de um grupo que explorava jogo ilegal e pagava propinas a agentes públicos e tinha interesses em licitações nos governos de Goiás e Distrito Federal. ”A quebra ilegal do sigilo de um Parlamentar que fiscaliza o uso do dinheiro público é uma afronta à democracia brasileira, ainda mais quando aparelhada pelo próprio Governo”, disse Francischini.
 
Segundo a investigação, uma empresa de um agente aposentado da Polícia Federal, Joaquim Gomes Thomé Neto, entregava relatórios com e-mails interceptados, dentre eles os e-mails do deputado do Paraná, o tucano Fernando Francischini. A empresa foi um dos alvos de busca e apreensão durante a operação. “Não me preocupo com a divulgação dos meus sigilos, pois sou um homem público e não tenho telhado de vidro”, afirmou Francischini.

Fontes: Assessoria de Comunicação do deputado Fernando Francischini - 05/04/2012
Blog do Sombra

terça-feira, 6 de março de 2012

Izalci repercute notícias de dossiês contra adversários do atual Governo do Distrito Federal, condena método e se solidariza com Cristovam

Terça, 6 de fevereiro de 2012
Izalci [deputado federal pelo DF] fez nesta segunda-feira [5/3], gravíssima denúncia na Tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados, ao repercutir notícias que estão sendo divulgadas por variados veículos de comunicação, segundo as quais, Órgãos de Segurança Pública do DF estão sendo utilizados para investigar, com métodos clandestinos, pessoas e não fatos. “Estão produzindo coletânea de dossiês que objetivam denegrir os adversários do atual GDF”, anunciou o deputado federal, continuando: “O plano vazou por um e-mail enviado a diversos órgãos de controle e dois Deputados Distritais (veja aqui).
 
Já se sabe que dois secretários de pastas importantes do GDF e um Tenente Coronel da PMDF são os mentores da brilhante ideia.”

Segundo as notícias, ainda compõem o mesmo núcleo, cinco delegados que estão operacionalizando as ações, diversos agentes escolhidos a dedo e lotados em delegacias estratégicas. “Fazem levantamentos, inclusive nos Estados onde nasceram os investigados”, afirmou o parlamentar em seu discurso. O Senador Cristovam Buarque (PDT/DF) estaria entre as vítimas do plano sórdido e, nos últimos dias, já reagiu por meio de entrevistas à mídia (veja aqui). Durante a fala, IZALCI se solidarizou com o senador, que tem feito frequentes discursos críticos ao governo Agnelo: “Cristovam é dos valores mais inquestionáveis da política no DF. Fabricar inverdades contra ele, é atacar a legalidade na tentativa de enganar barbaramente o eleitor.”

O deputado destacou que, por meio destas notícias, soube-se que até uma empresa de São Paulo foi contratada para rastrear e monitorar sigilos telefônicos, bancários e fiscais. “Depoimentos e testemunhos forjados estão sendo cevados, farão parte do grande plano.
 
Poderemos ter muito em breve pedido de prisões de parlamentares, jornalistas e servidores públicos que se opõem a alguns integrantes do GDF”, alertou IZALCI, renovando sua inteira disposição, inclusive diante da mídia, para esclarecer supostas questões que possam surgir em relação à sua pessoa ou a aliados.

Fontes: "Blog do Cafezinho" 
Blog do Sombra

segunda-feira, 5 de março de 2012

À luta contra o CTA

Segunda, 5 de março de 2012
Leia a seguir o apelo da Avaaz em sua luta contra o famigerado ACTA.
= = = = = = = = = = = = = = = = = 
Caros amigos,




Em poucos dias, os defensores do ACTA vão tentar usar os tribunais para reavivar sua tentativa fracassada de censura, levando-o ao Tribunal de Justiça da União Europeia sob uma ótica estreita, que certamente terá sinal verde. Nós podemos forçar o tribunal a buscar toda a verdade sobre o ataque do ACTA à nossa Internet livre e exterminar este tratado para sempre. Clique abaixo para participar:

Em poucos dias, a Comissão Europeia (CE) vai fazer uma última tentativa de reavivar o ACTA. Mas nós podemos trazer à luz esta jogada suja e acabar com seus planos.

Os governos estão virando as costas para o ACTA, um por um. Por isso a CE está pedindo ao Tribunal de Justiça que dê um sinal verde para o tratado e renove a sua dinâmica, mas eles planejam manipular o processo, dando ao tribunal apenas uma estreita e não controversa questão a considerar, na esperança de que isso os conduza a um resultado positivo.

Podemos pressionar o tribunal para enxergar a manobra da CE e examinar todas as implicações legais deste tratado de censura das nossas liberdades forçando uma decisão negativa que extinguirá o ACTA de uma vez por todas. Clique abaixo para assinar:

http://www.avaaz.org/po/acta_time_to_win//?vl

A Comissão Europeia passou cinco anos negociando o ACTA em segredo com as corporações, mas nas últimas cinco semanas nós abrimos o debate. Nesse exato momento, a Comissão está lutando para manter o acordo vivo, tentando receber a bênção do mais alto tribunal da União Europeia. A menos que atuemos agora, a Comissão, bem versada em evasivas burocráticas, pode apresentar ao tribunal apenas uma questão estreita, impedindo-o de avaliar os impactos do ACTA sobre a nossa liberdade de expressão, privacidade e democracia.

Nós forçamos os governos da Polônia, Alemanha, Bulgária e outros países a congelarem a ratificação. E agora, se vencermos esta batalha na Comissão Europeia, podemos impedir o ACTA para sempre. Se a UE não ratificar, o ACTA nunca se tornará um acordo global e os negociadores terão de voltar à prancheta para produzir um tratado que impeça abusos verdadeiros e proteja os nossos direitos.

Vamos urgentemente apelar à Comissão e ao Tribunal para oferecer uma completa e justa audiência ao ACTA, e garantir que toda a verdade sobre essa ameaça às nossas liberdades fundamentais seja revelada. Assine agora e envie para todos:

http://www.avaaz.org/po/acta_time_to_win//?vl

Milhões de nós se uniram para lutar pela liberdade na Internet e impedir as leis de censura dos Estados Unidos. Vencemos, mas agora esta ameaça em escala global está de volta com o ACTA. Nós fizemos o que ninguém pensava que poderia ser feito e impedimos a marcha pela ratificação do tratado. Vamos terminar o que começamos e derrotar o ACTA de uma vez por todas!

Com esperança e determinação,

Alex, Pascal, Laura, Alice, Ricken, Dalia, Diego e toda a equipe da Avaaz

PS.: Confira a cobertura da nossa forte petição de 2.4 milhões de assinaturas entregue no Parlamento Europeu na terça-feira -- fizemos muito barulho!

Mais informações:

UE: Avaaz entrega petição contra o Acta e Reddit prepara alternativa (Terra)
http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5638188-EI12884,00-UE+Avaaz+entrega+peticao+contra+o+Acta+e+Reddit+prepara+alternativa.html

Opositores do ACTA apresentam petição de 2 milhões de nomes para a UE (em inglês) (The Washington Post)
http://www.washingtonpost.com/business/opponents-of-acta-anti-counterfeiting-treaty-present-petition-with-2-million-names-to-eu/2012/02/28/gIQAmHCsfR_story.html

União Europeia revisará adesão ao Acta (Estadão)
http://blogs.estadao.com.br/link/europa-revisara-adesao-ao-acta/

Tribunal da UE avaliará projeto antipirataria (VEJA)
http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/tribunal-da-ue-avaliara-projeto-antipirataria

UE busca parecer legal sobre acordo anti-pirataria (Reuteurs)
http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE81L06L20120222

Comissão Europeia submete ACTA ao Tribunal Europeu de Justiça (euronews)
http://pt.euronews.net/2012/02/22/comissao-europeia-submete-acta-ao-tribunal-europeu-de-justica/

Acta: Tribunal da UE julgará acordo anti-pirataria (em inglês) (BBC)
http://www.bbc.co.uk/news/technology-17125469

= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = 
Leia ainda Polônica suspende participação na ACTA

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A postura tem que ser republicana

Quarta, 29 de fevereiro de 2012
 “Mensagens nada republicanas” é o título de uma das postagens de hoje (29/2) do Blog do Sombra. Aí ele denuncia que vazou através de um e-mail endereçado a diversos órgãos de controle e dois deputados distritais um plano de setores da Segurança Pública do DF que visa investigar com métodos clandestinos —e se clandestinos, criminosos— aqueles que são considerados adversários de integrantes do Governo do Distrito Federal.

Dá conta ainda o Blog do Sombra, que os mentores da ideia são dois secretários de pastas importantes do GDF (quem seriam? Alguém arrisca os nomes?) e um tenente coronel da PMDF. O plano contaria inclusive com delegados e agentes da Polícia Civil, que fariam até levantamentos nos estados de origem dos investigados, contando com a ajuda de empresa de São Paulo, que teria sido contratada (com qual dinheiro?) para rastrear e monitorar sigilos telefônicos, bancários e fiscais.

Ainda segundo o jornalista Sombra, o esquema lançaria mão de depoimentos forjados e “testemunhas de viveiro que estão sendo cevados”.

Agora o mais grave. Parlamentares, jornalistas e servidores públicos que se opõem a alguns integrantes do GDF podem ter, muito em breve, pedido de prisões.

Essas são, em resumo, as denúncias feitas pelo Blog do Sombra.

Cabe constitucionalmente ao governador Agnelo Queiroz, como chefe do Executivo do DF, apurar profundamente o caso. Se houver ações criminosas —e se o e-mail vazado tiver conteúdo verdadeiro, há crime—, não restará outra coisa ao governador do que a exoneração de imediato dos secretários que seriam os responsáveis pela criação do plano. O que deveria ocorrer também quanto aos demais servidores que pudessem estar envolvidos no problema. Afinal, a ninguém é dado o direito de executar uma ordem flagrantemente ilegal.

A não determinação da apuração se há ou não esse tal plano clandestino só irá jogar sobre os ombros do governador, no mínimo, as suspeitas de que poderia estar com medo dos seus auxiliares. E essa não é a postura que se espera de um governador. E de qualquer governador.

Se espera de um governador uma postura republicana.

Mensagens nada republicanas

Quarta, 29 de fevereiro de 2012
Do Blog do Sombra

Mensagens nada republicanas

 

Órgãos de Segurança Pública do DF estão sendo utilizados para investigarem com métodos clandestinos, pessoas e não fatos. Será a volta dos velhos tempos tão combatidos pelo PT?

Como não foi possível se organizarem totalmente durante a gestão Onofre de Morais, o núcleo instalado na Polícia Civil que visa denegrir os adversários de integrantes do GDF está se completando para dar continuidade a sanha.

O plano vazou através de um e-mail enviado a diversos órgãos de controle e dois deputados distritais.

Já se sabe que dois secretários de pastas importantes do GDF e um Ten. Coronel da PMDF são os mentores da brilhante ideia.

Compõe o núcleo cinco delegados que estão operacionalizando as ações, diversos agentes escolhidos à dedo e lotados em delegacias estratégicas para  fazerem os levantamentos, inclusive nos estados onde nasceram os investigados.

Uma empresa de São Paulo foi contratada para rastrear e monitorar sigilos telefônicos, bancários e fiscais. Depoimentos forjados e testemunhas de viveiro que estão sendo cevadas,  farão parte do grande plano.

Poderemos ter muito em breve pedido de prisões de parlamentares, jornalistas e servidores públicos que se opõe a alguns integrantes do GDF.

O documento enviado às autoridades, tem uma informação importante, o governador Agnelo Queiroz e seu chefe de gabinete Cláudio Monteiro não têm conhecimento do que está sendo tramado.

A história vazou e algumas pessoas já foram avisados pelos que receberam as informações.

Agora é esperar para ver. Se o governador não tomar providências imediatas, poderá sofrer mais um grande desgaste político, pois "as pessoas envolvidas não estão nem aí para ele."

Fonte: Edson Sombra

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Diário do Centro do Mundo: foi Palocci quem entregou pessoalmente à revista Época os dados bancários de Francenildo


Sexta, 20 de maio de 2011
Paulo Nogueira, ex-diretor editorial da Editora Globo, postou na última terça (17/5) em seu blog “Diário do Centro do Mundo” que foi mesmo Palocci quem entregou à revista Época as informações da conta bancário de Francenildo dos Santos, o caseiro que denunciou o que acontecia na chamada Mansão da Safadeza, no Lago Sul de Brasília.

Palocci, depois de ser o coordenador da campanha de Dilma Rousseff, tornou-se o homem forte do governo, assumindo a Chefia da Casa Civil.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Oposição resiste a controle


Sexta, 21 de janeiro de 2011
 Por Ivan de Carvalho
Praticamente não passa uma semana sem que aconteça uma nova idéia, proposta ou ação tendente a apertar mais um parafuso no sistema de monitoramento do indivíduo.

 A última novidade nessa direção tornou-se notória ontem, quando, à tarde, o PSDB protocolou uma representação no Ministério Público Federal para que investigue a iniciativa da Agência Nacional de Telecomunicações de monitorar, via Internet, as chamadas telefônicas fixas e móveis.

            A representação do PSDB é medida preliminar para que se investigue a possibilidade de afronta ao dispositivo constitucional que garante a inviolabilidade do sigilo telefônico dos cidadãos. O líder do partido no Senado, Álvaro Dias, que subscreve a representação, sustenta que a Anatel não convence ao negar a hipótese de quebra de sigilo telefônico.

“Pelo que está posto – frisa o senador da oposição – é um banco de dados que diz respeito à privacidade do cidadão. Não podemos afirmar taxativamente que a Anatel quer quebrar o sigilo, mas se há o risco, precisamos impedir que ele se concretize”. Álvaro Dias lembrou que a quebra do sigilo telefônico só pode ser feita mediante ordem judicial devidamente fundamentada, ou a pedido de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI).

Acresce que há requesitos constitucionais e legais para que a ordem possa ser emitida, requesitos nem sempre observados por muitos magistrados, que têm agido com excessiva e até extrema e abusiva liberalidade nesta questão. Exemplo disto é a autorização para a quebra do sigilo telefônico na fase ainda inicial de investigações, quando a Constituição a prevê como último recurso, se não foi possível obter provas por quaisquer outros meios e a quebra do sigilo – mesmo assim, nos estritos termos da lei (entre eles, apenas 15 dias, prorrogáveis por mais 15) se torna indispensável à investigação.

“Se o Estado dá sinais de que vai exercer o poder de polícia de forma descomunal, a oposição tem de agir”, assinala, com inteira razão, o senador Álvaro Dias. Ele poderia ter acrescentado (mas não era o seu tema no momento e certamente não quis dispersar atenções) que não se trata apenas desta má idéia do governo, via Anatel, de controlar as ligações por telefones fixos e celulares através da Internet. Poderia lembrar uma simples resolução do Contran (nem lei fizeram) que impõe chip de identificação e rastreamento nos veículos automotores.

Ou o planejado documento único do cidadão (com chip, claro), aparentemente facilitador para o usuário, na verdade facilitador do controle do indivíduo pelo estado. Documento único para cuja efetivação os passos iniciais já foram dados e apresentados à sociedade, recentemente, como se fosse uma boa coisa e um avanço.

Depois de todos os passos sucessivos e a criação do hábito, vai ser fácil convencer as pessoas de que um chip subcutâneo de identificação, utilização bancária e comercial e rastreamento é uma grande vantagem e sinal de status.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta sexta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

STF nega quebra de sigilo bancário de empresa pelo Fisco sem ordem judicial

Quarta, 15 de dezembro de 2010
Do STF
Por maioria de votos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deu provimento a um Recurso Extraordinário (RE 389808) em que a empresa GVA Indústria e Comércio S/A questionava o acesso da Receita Federal a informações fiscais da empresa, sem fundamentação e sem autorização judicial. Por cinco votos a quatro, os ministros entenderam que não pode haver acesso a esses dados sem ordem do Poder Judiciário.

O caso
A matéria tem origem em comunicado feito pelo Banco Santander à empresa GVA Indústria e Comércio S/A, informando que a Delegacia da Receita Federal do Brasil – com amparo na Lei Complementar nº 105/01 – havia determinado àquela instituição financeira, em mandado de procedimento fiscal, a entrega de extratos e demais documentos pertinentes à movimentação bancária da empresa relativamente ao período de 1998 a julho de 2001. O Banco Santander cientificou a empresa que, em virtude de tal mandado, iria fornecer os dados bancários em questão.

A empresa ajuizou o RE no Supremo contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que permitiu “o acesso da autoridade fiscal a dados relativos à movimentação financeira dos contribuintes, no bojo do procedimento fiscal regularmente instaurado”. Para a GVA, “o poder de devassa nos registros naturalmente sigilosos, sem a mínima fundamentação, e ainda sem a necessária intervenção judicial, não encontram qualquer fundamento de validade na Constituição Federal”. Afirma que foi obrigada por meio de Mandado de Procedimento Fiscal a apresentar seus extratos bancários referentes ao ano de 1998, sem qualquer autorização judicial, com fundamento apenas nas disposições da Lei nº 10.174/2001, da Lei Complementar 105/2001 e do Decreto 3.724/2001, sem qualquer respaldo constitucional.

Dignidade

O ministro Marco Aurélio (relator) votou pelo provimento do recurso, sendo acompanhado pelos ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso. O princípio da dignidade da pessoa humana foi o fundamento do relator para votar a favor da empresa. De acordo com ele, a vida em sociedade pressupõe segurança e estabilidade, e não a surpresa. E, para garantir isso, é necessário o respeito à inviolabilidade das informações do cidadão.

Ainda de acordo com o ministro, é necessário assegurar a privacidade. A exceção para mitigar esta regra só pode vir por ordem judicial, e para instrução penal, não para outras finalidades. “É preciso resguardar o cidadão de atos extravagantes que possam, de alguma forma, alcançá-lo na dignidade”, salientou o ministro.

Por fim, o ministro disse entender que a quebra do sigilo sem autorização judicial banaliza o que a Constituição Federal tenta proteger, a privacidade do cidadão. Com esses argumentos o relator votou no sentido de considerar que só é possível o afastamento do sigilo bancário de pessoas naturais e jurídicas a partir de ordem emanada do Poder Judiciário.

Já o ministro Gilmar Mendes disse em seu voto que não se trata de se negar acesso às informações, mas de restringir, exigir que haja observância da reserva de jurisdição. Para ele, faz-se presente, no caso, a necessidade de reserva de jurisdição.

Para o ministro Celso de Mello, decano da Corte, o Estado tem poder para investigar e fiscalizar, mas a decretação da quebra de sigilo bancário só pode ser feita mediante ordem emanada do Poder Judiciário.

Em nada compromete a competência para investigar atribuída ao poder público, que sempre que achar necessário, poderá pedir ao Judiciário a quebra do sigilo.

Divergência
Os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ayres Britto e Ellen Gracie votaram pelo desprovimento do RE. De acordo com o ministro Dias Toffoli, a lei que regulamentou a transferência dos dados sigilosos das instituições financeiras para a Receita Federal respeita as garantias fundamentais presentes na Constituição Federal. Para a ministra Cármen Lúcia, não existe quebra de privacidade do cidadão, mas apenas a transferência para outro órgão dos dados protegidos.

Na semana passada, o Plenário havia negado referendo a uma liminar (Ação Cautelar 33) concedida pelo ministro Marco Aurélio em favor da GVA.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

STJ: MP pode solicitar aos EUA quebra de sigilo bancário de membros da Igreja Universal

Quarta, 27 de outubro de 2010
Do STJ
O Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo pode solicitar a quebra de sigilo bancário de membros da Igreja Universal do Reino de Deus em instituições financeiras norte-americanas, com base no Tratado de Assistência Legal Mútua entre Brasil e Estados Unidos. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, suspendeu os efeitos de sentença da Justiça paulista que impedia a solicitação das informações.

A decisão do ministro Pargendler se deu ao analisar um agravo regimental (recurso interno) em suspensão de segurança. Ele reconsiderou decisão anterior que negava o pedido do MP. Ao reanalisar o caso, o ministro ponderou que a cooperação jurídica internacional, na modalidade auxílio direto, tem caráter de solicitação, de forma que seu atendimento ou não depende da legislação do Estado requerido.

Como a solicitação do MP foi dirigida a autoridade dos Estados Unidos, o ministro Pargendler entendeu que “nada importa, para esse efeito, o que a legislação brasileira dispõe a respeito. As investigações solicitadas serão realizadas, ou não, nos termos da legislação daquele país”.

O pedido de assistência legal aos Estados Unidos foi solicitado pelo Ministério Público no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar notícias de irregularidades praticadas por membros da Igreja Universal, como desvio de dinheiro da igreja para enriquecimento de particulares. Além de quebra de sigilo bancário de pessoas físicas e jurídicas, há também a solicitação de congelamento de bens.

A igreja impetrou mandado de segurança contra ato do promotor Saad Mazlum. A juíza de primeiro grau concedeu a ordem para tornar nula a solicitação do MP, por entender que o pedido de quebra de sigilo bancário precisava de prévia autorização judicial no Brasil. O tribunal de Justiça paulista também entendeu ser necessário o cumprimento das formalidades de lei nacional para se obter informações bancárias, ainda que por meio de cooperação internacional.

Primeiramente, o ministro Ari Pargendler havia concordado com a interpretação dos magistrados do Judiciário paulista. Contudo, após avaliar trabalho doutrinário do ministro Gilson Dipp, também do STJ, Pargendler reviu sua posição. Ele ficou convencido de que, no pedido de auxílio jurídico direto, o Estado estrangeiro não se apresenta na condição de juiz, mas de administrador. Nessa situação, não há o encaminhamento de uma decisão judicial a ser executada, mas uma solicitação de assistência para que, em outro território, sejam tomadas providências para satisfazer o pedido.