Domingo, 6 de novembro de 2011
Por Chico Sant’Anna,
Como sede, ganharia benfeitorias, transporte coletivo de qualidade,
aeroporto novo, melhorias na sinalização e nas vias no trânsito. A
cidade embalada pela cantilena dos governadores Arruda, Rosso e Agnelo
sonhou até em ser a anfitriã do primeiro jogo e abrigar aqui toda a
mídia internacional.
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Santa inocência!
Com o andar da carruagem, o aeroporto vai ganhar mesmo é um puxadinho. O VLT não estará pronto a tempo para, além de transportar os turistas do aeroporto ao estádio, recuperar a Avenida W3 Sul. As vias expressas da EPTG e a BR-040 no
trecho Gama-Plano Piloto também não deverão estar concluídas.
Se ficarem prontas, pouco interfeririam na dinâmica dos jogos.
Pelo visto, o que ficará pronto mesmo é o mastodonte do novo estádio
Mané Garrincha – que perderá seu nome para ser chamado Estádio Nacional
de Brasília. Na obra faraônica, deverá ser injetado algo em torno de R$ 1
bilhão, recursos de empréstimos junto ao BNDES e à Terracap.
Na capital federal, serão apenas sete jogos da Copa do Mundo.
Numa matemática simples de escola primária, constatamos que, apenas
para cobrir os investimentos no estádio, seria necessário vender os
ingressos a R$ 2 mil.
Certamente os ingressos serão caros, mas a Fifa não deve chegar a tanto.
Significa que quem vai pagar mesmo pela obra serão os brasilienses, a
custa do sucateamento da saúde, da educação, do transporte e da
segurança pública.
Com a resposta, Agnelo Queiroz
