Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Joe Valle é escolhido para relatar processo contra Raad

Quinta, 2 de maio de 2013
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa escolheu na tarde desta quinta-feira (2) o deputado Joe Valle (PSB) para a relatoria do processo administrativo-disciplinar contra o deputado Raad Massouh (PPL), para apurar suposta quebra de decoro parlamentar. A escolha foi feita por meio de sorteio. Os nomes dos cinco membros da comissão foram colocados em uma urna, e uma pessoa presente à reunião retirou o nome de Valle.
 
Bruno Sodré - Coordenadoria de Comunicação Social da CLDF

Brasília pode perder abertura da Copa para Salvador

Quinta, 2 de maio de 2013
Nota do Correio da Bahia diz que “um dos dirigentes” da Fifa teria admitido possibilidade a “figuras do alto escalão” do Palácio de Ondina por causa do atraso nas obras do estádio Mané Garrincha, em Brasília. Nas redes sociais, internautas ironizam a situação.

Suamy e o outro comandante

Quinta, 2 de maio de 2013
Que a compra de 17 mil capas de chuva a título de equipar os policiais militares do DF para as copas da Confederação e do Mundo é um disparate, é. Mas reconheça-se no coronel Suamy Santana uma grande virtude. A de reconhecer, como reconheceu em entrevista coletiva, que ele, como comandante, tinha que assumir a responsabilidade pelo erro da aquisição. Não deu uma de “eu não sabia”, “eu não vi”, a “responsabilidade é do subcomandante” ou do sargento Garcia.

Pena que tem muito chefe por aí que finge não saber que responsabilidade não se delega. Autoridade, sim. Responsabilidade, nunca.

Mantida condenação do ex-deputado federal Talvane Albuquerque pelo assassinato de Ceci Cunha

Quinta, 2 de abril de 2013
Do MPF
Crime foi cometido em dezembro de 1998 no episódio conhecido como “Chacina da Gruta de Lourdes”
 
O ex-deputado federal Talvane Albuquerque e os demais condenados pelo assassinato da ex-deputada federal Ceci Cunha e de outras vítimas não conseguiram reverter a decisão do Tribunal do Júri e terão que cumprir as penas estabelecidas pela 1.ª Vara da Justiça Federal em Alagoas. Foi o que decidiu, por unanimidade, a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF5), no Recife, negando provimento ao recurso dos réus. A decisão acolheu o parecer do Ministério Público Federal (MPF), emitido pela Procuradoria Regional da República da 5.ª Região (PRR5).

A exoneração do comandante da PM e o uso de veículo a serviço da administração em tarefas de particulares

Quinta, 2 de maio de 2013
O governador Agnelo Queiroz exonerou ontem o comandante da Polícia Militar em razão de alegadas irregularidades na compra de capas de chuva para a corporação. Ótimo!

E vai demitir algum administrador por veículos a serviço da administração pública realizar trabalhos para particulares? E o pior, para transportar terra para invasão de lote público. Vai encarar a demissão, governador? Ou o administrador público, no caso, tem super proteção de quem derrubou o coronel Suamy Santana?

As imagens a seguir representam apenas uma ínfima parte do flagrante da irregularidade. O colaborador do Gama Livre teve a preocupação de preservar, nas imagens abaixo exibidas, a identidade do motorista da caçamba.

Em breve o Gama Livre poderá postar outras imagens, inclusive mostrando os outros três veículos a serviço da invasão de lote: Dois caminhões e um trator, esse último que saiu em desabalada carreira ao perceber que também estava sendo gravado. Não deu tempo nem dele espalhar a terra no lote. O tratorista ligou para alguém que deve ter o orientado a sair rápido do local. O risco na fuga foi o de provocar algum acidente nas pistas centrais do Gama.

Tudo indica que o Brasil caminha para uma espécie de chavismo pré-pago. Garotinho, presidenciável pelo Partido Socialista, teve 15 milhões de votos, Campos está por perto? As irregularidades impunes do PCdoB. Marco Maia não suporta o ostracismo. FHC presidente: ‘Sem medida provisória não há governabilidade’.

Quinta, 2 de maio de 2013
 
Helio Fernandes
Todas as análises e observações são preocupantes. O país caminha aceleradamente para a obsessão pelo Poder, manobrada perigosamente pelos que estão no Poder e querem mais. Ou seja, o que se vê, e não precisa de binóculo político ou eleitoral, é a implantação de uma espécie de chavismo pré-pago, e sem bolivarianismo.

Seria o terceiro golpe em 73 anos. É muito? Não é não, em vez do terceiro, poderíamos aumentar o número, passar a contar a partir de 15 de novembro de 1889, quando ocorreu a posse indireta dos marechais Deodoro e Floriano. Que vieram brigados da estranha Guerra do Paraguai. Fizeram as pazes, pelo Poder.

PARLAMENTARES ATACAM O SUPREMO E “LIVRAM A CARA” DO EXECUTIVO

Sempre foi o Executivo que oprimiu o Legislativo. É ele que tem o Poder de distribuir favores, cargos e privilégios, para que o Congresso aceite a “opressão”, gostosa e gloriosamente. O Judiciário não tem o que oferecer, a não ser julgamentos constitucionais.

Mais três condenados no julgamento do mensalão recorrem ao Supremo

Quinta, 2 maio de 2013
Alex Rodrigues e Thais Leitão
Repórter Agência Brasil
Condenados no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e o ex-deputado federal Romeu Queiroz apresentaram recursos hoje (2) contra as penas definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 25 condenados, dez já recorreram da sentença. O prazo para apresentação de recursos termina hoje.

Deputado do PMDB negociou com acusado de chefiar Máfia do Asfalto

Quinta, 2 de maio de 2013 
Itamar Borges mantinha intenso contato com empreiteiro apontado como líder de esquema de fraude de licitações em cidades do interior de SP

Fausto Macedo e Fernando Gallo - O Estado de S.Paulo
Escutas telefônicas com autorização judicial mostram intensa comunicação entre o deputado estadual Itamar Borges (PMDB) e o empreiteiro Olívio Scamatti, acusado de chefiar a Máfia do Asfalto no interior paulista. Um dos grampos sugere que uma secretária do parlamentar chegou a ligar para o empreiteiro a fim de perguntar se ele poderia esperar por uma emenda.
 
A conversa ocorreu no âmbito da Operação Fratelli, que desbaratou no início de abril um grupo acusado de fraudes em licitações de prefeituras com verbas de emendas parlamentares. Boa parte das obras era de asfaltamento, daí o nome Máfia do Asfalto.

Itamar é o terceiro deputado estadual que aparece em conversas com Scamatti nos grampos da polícia, e é o que conversa mais frequentemente ele. Foram flagrados também Roque Barbiere (PTB) e Carlão Pignatari (PSDB). Oito deputados federais de vários partidos (PT, PSDB, PSC, PRB e PC do B) caíram nos grampos ou foram citados por acusados de integrar o esquema.

Presidente da Bolívia expulsa agência norte-americana do país

Quinta, 2 de maio de 2013
Renata Giraldi* Repórter da Agência Brasil
O presidente da Bolívia, Evo Morales, determinou a suspensão das atividades e a expulsão dos integrantes da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (cuja sigla em inglês é Usaid). Morales acusa a organização de ingerência política nos sindicatos de camponeses e entidades sociais, além de conspiraração contra o governo. Ele admitiu que a decisão é também uma resposta aos Estados Unidos, que consideram a América Latina como quintal.

A agência atuava no país há 40 anos, desenvolvendo projetos em vários setores sociais, como saúde e meio ambiente. "Decidimos expulsar a Usaid da Bolívia, que saia a Usaid da Bolívia, peço ao irmão chanceler [David Choquehuanca] que comunique imediatamente à Embaixada dos Estados Unidos”, disse o presidente no discurso do Dia do Trabalho.

“Seguramente pensaram que aqui se poderia manipular politicamente e economicamente [os bolivianos], mas esses são tempos passados”, acrescentou Morales. Ele reiterou que o objetivo é manter relações de igualdade entre a Bolívia e os Estados Unidos, usando uma expressão em espanhol de “você para você”.  Segundo o presidente, não há mais espaço para a mentalidade de dominação.

“Seremos um pequeno país, mas igual, e merecemos respeito. A expulsão da Usaid é também um protesto ao chanceler [John Kerry], que disse que a América Latina é um quintal dos Estados Unidos”, disse Morales.

A Usaid está na Bolívia desde 1964 e atua na promoção de projetos de saúde pública, desenvolvimento sustentável e meio ambiente. Em novembro de 2008, o governo Evo Morales deu a mesma ordem para os integrantes da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (cuja sigla é DEA). Na ocasião, a acusação foi semelhante à da Usaid.
 
*Com informações da agência pública de notícias da Bolívia, ABI

O trabalho e a criação

Quinta, 2 de maio de 2013
Mauro Santayana

Agostinho da Silva foi adversário de Salazar em tudo: como filósofo, desmentiu o ditador, que afirmava não ser a sua raça (e a nossa) incapaz de abstrações filosóficas. É desse pensador, que passou grande parte de sua vida no Brasil como exilado político, a idéia de que o homem não nasceu para trabalhar, e, sim, para criar. Não é por acaso que o vocábulo “trabalho” vem do latim “tripalium”, que era um instrumento de tortura na Antiguidade.
 
            Os artesãos não “trabalham”, uma vez que criam suas peças; a elas, sem que percam o fim útil a que se destinam, acrescentam alguma coisa de si mesmos, do seu engenho e do seu sentido estético. Assim, são “obras de arte”.
 
          No mundo industrial de nossos dias já não existem artesãos, a não ser os que, por decisão própria, vivem à margem do sistema, embora por ele sejam também explorados. Os desenhistas industriais podem criar, mas o seu trabalho está sempre submetido às razões do mercado, o que lhes retira a liberdade. Só dele conseguem escapar plenamente os artistas, em estrito senso, quando não se deixam levar pela ambição do dinheiro.
 

O paradoxo da greve de fome

Quinta, 2 de maio de 2013
Por Ivan de Carvalho
Em 1981, dez ativistas da luta pela independência da Irlanda do Norte, presos pelo Reino Unido, então comandado pela primeira-ministra Margareth Thatcher, fizeram uma greve de fome para conseguir que o governo não os considerasse presos comuns, mas prisioneiros políticos. O movimento praticava atentados terroristas.

         Thatcher rejeitou a exigência e decidiu que lhes seria oferecida alimentação normal e, se necessário, administrada alimentação por todos os meios tecnológicos disponíveis, desde que os presos concordassem em ser alimentados. Seu governo avisou publicamente e a cada um dos grevistas de fome que, enquanto conscientes, eles poderiam optar por alimentar-se ou ser alimentados, mas se perdessem a consciência por inanição sem autorizar a alimentação, esta não seria administrada à revelia da vontade deles, antes manifestada. Não haveria alimentação compulsória. A vontade dos grevistas seria respeitada, dizia o governo.

         No dia 5 de maio de 1981, após 66 dias de greve de fome e sem haver autorizado a alimentação, morreu o primeiro dos grevistas, Bobby Sands, de 27 anos. Na sequência, morreram os outros nove grevistas do grupo. Uma montanha de críticas desabou sobre a primeira-ministra Thatcher e seu governo em todo o mundo, ainda mais que na época ainda estava muito ativa a propaganda comunista dirigida desde a URSS, que demonizava Thatcher. Insensível, malvada, a Bruxa Má do Oeste.

         Agora, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enfrenta outra greve de fome na prisão para prisioneiros da guerra do Afeganistão suspeitos de ligação com o terrorismo, em Guantânamo, Cuba. Obama prometeu e tem tentado fechar a prisão, levando os presos para território americano, mas o Congresso vem atrapalhando.

         E então prisioneiros de Guantânamo iniciaram, no começo de fevereiro, uma greve de fome. Ainda não morreu nenhum. Os grevistas estão sendo alimentados compulsoriamente. Um grupo extra de médicos e enfermeiros foi enviado para o campo de detenção na base naval americana de Guantânamo para cuidar da ingestão, pelos prisioneiros, de alimentos líquidos e pastosos (através de sonda nasal) de modo a não deixar que algum prisioneiro morra.

         Aí começou a complicar. Advogados americanos lançaram um alerta de que alimentar os prisioneiros pode ser uma forma de tortura. Então a Associação de Médicos dos Estados Unidos manifestou o receio de que essa prática viole o Código de Ética profissional (e dos demais profissionais de saúde, naturalmente). Números oficiais talvez já ultrapassados dão conta de que dos 166 prisioneiros em Guantânamo, 100 estão fazendo greve de fome. Advogados estimam o número atual de grevistas em 130.

         Estava pronto o cenário para a ONU interferir. E foi o que fez o Alto Comissariado dos Direitos Humanos da organização. “A alimentação forçada nunca é aceitável”, afirmou Rupert Colville, porta-voz da alta comissária, Navi Pillay. “A alimentação acompanhada por ameaças, coerção e com o recurso da força ou imobilização física é uma forma de tratamento desumano e degradante”, disse Colville, citando um documento da Associação Médica Mundial. Esse documento acrescenta: “Assim como é inaceitável a alimentação forçada de alguns detentos com o objetivo de intimidar ou de obrigar os outros em greve de fome”.

         Parece que os dois casos de greves de fome – o dos irlandeses do norte no Reino Unido e o dos prisioneiros de Guantânamo, muitos deles presos há dez anos sem culpa formada – deixam uma questão em aberto. Houve em 1981 ataques severos à decisão do governo britânico de não alimentar à força ou contra a vontade os presos em greve de fome e surgem agora ataques também severos à decisão do governo americano de alimentar compulsoriamente os presos de Guantânamo em greve de fome, quando houver risco para a vida deles.

         Qual das duas seria a conduta correta nestas situações? Ou haveria uma terceira via – atender às reivindicações dos presos? Quanto a essa terceira via, cumpre assinalar a preliminar: cada caso é um caso.
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Este artigo foi publicado originariamente na Tribuna da Bahia desta quinta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

Os federais estão te filmando

Quinta, 2 de maio de 2013
Bezerra da Silva

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Troca de amabilidades

Quarta, 1 de maio de 2013
Você é torturador, deveria estar na cadeia, bandido. (Ivan Valente, deputado federal pelo Psol/SP, para Jair Bolsonaro, colega (?) do PP/RJ) 

Se eu tivesse participado daquele regime, você estaria no saco, imbecil. (Jair Bolsonaro, para Ivan Valente)

Mensalão do PT: Defesa de Dirceu apresenta recurso ao Supremo Tribunal Federal

Quarta, 1 de maio de 2013
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Condenado a mais de dez anos de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu também apresentou hoje (1º) recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, seus advogados pedem a redução da pena, a publicação de trechos do julgamento omitidos no acórdão, com detalhes das decisões dos ministros, e reivindicam um novo relator para o embargo de declaração protocolado eletronicamente nesta quarta-feira.

Esse tipo de recurso - embargo declaratório - é utilizado para esclarecer pontos da decisão que não foram bem delimitados pelos ministros no julgamento. Alguns advogados usam o instrumento para tentar alterar o teor das decisões, mas isso raramente ocorre no STF. Os ministros entendem que os embargos declaratórios servem apenas para pequenos ajustes.

Dois anos antes de renunciar, CEO do Santander foi condenado por enviar inocentes para a prisão

Quarta, 1 de maio de 2013
Por Eva Belmonte*                        

Governo e monarquia trabalharam para manter o executivo incriminado pela justiça à frente do Santander; no Brasil, banco é o terceiro do ranking

Imagine que um executivo de alto escalão em um dos bancos mais importantes do mundo manda empresários para a prisão, em artimanha combinada com um juiz corrupto, para chantageá-los e cobrar algumas dívidas. Imagine que o engodo é descoberto e que o banqueiro é condenado, mas os sucessivos governos de seu país – todos, das mais diferentes cores – fazem e desfazem conforme sua vontade para evitar que ele cumpra a pena. Imagine que ele continue no cargo durante mais de dois anos, inatingível, apesar de seus antecedentes criminais. Imagine, além disso, que por esse cargo ele recebeu € 11,604 milhões em 2011 (mais de US$ 15 milhões), remuneração superior a do CEO do Morgan Stanley (US$ 13 milhões), por exemplo.

Parece uma história de filme, de poderosos modificando as leis de acordo com sua vontade, reescrevendo as normas do Estado de direito em seu próprio benefício. Mas esse homem é Alfredo Sáenz, o CEO do banco Santander – o maior banco da zona do euro – até sua renúncia neste 29 de abril. A saída “voluntária” do braço direito de Emílio Botín deu-se momentos antes do Banco da Espanha decidir se ele deveria ser impedido de exercer o cargo, em um processo que pôs fim a uma longa história de favores políticos destinados a garantir a posição do executivo depois de uma sentença judicial que o havia tornado inabilitado para dirigir bancos.

As abelhas estão salvas. Pelo menos por enquanto

Quarta, 1 de maio de 2013
Cara comunidade da Avaaz,

Conseguimos -- a Europa acabou de votar uma proibição aos pesticidas de abelhas! Grandes empresas como a Bayer lutaram com toda força contra a proposta, mas o poder popular, a ciência e a boa governança foi mais forte!!

Morte das abelhas na Alemanha
Abelhas "morrem" em frente à sede da Bayer em Colônia, na Alemanha
Vanessa Amaral-Rogers, da organização especializada em conservação, Buglife, disse:
"Foi um voto apertado, mas graças à enorme mobilização dos membros da Avaaz, criadores de abelhas e outros grupos, nós vencemos! Não tenho dúvidas sobre o quanto as enchentes de telefonemas e emails enviados aos ministérios, as ações presenciais em Londres (Reino Unido), Bruxelas (Bélgica) e em Colônia (Alemanha), e a gigante petição com 2.6 milhões de assinaturas foram responsáveis por esse resultado. Obrigado Avaaz e a todos que trabalharam tão arduamente para salvar as abelhas!"
As abelhas são responsáveis por polinizar ⅔ de todos os nossos alimentos. Por isso, quando os cientistas começaram a notar que, silenciosamente, as abelhas morriam em proporções aterrorizantes, a Avaaz entrou com tudo, e não parou até alcançar uma vitória. A vitória dessa semana é fruto de dois anos de campanhas que começaram com o envio de mensagens para ministros de governos, organização de protestos para chamar a atenção da mídia junto com criadores de abelhas, comissionamento de pesquisas de opinião e muito, muito mais. Foi assim que fizemos, juntos:
  • Assegurando a posição da França. Em janeiro de 2011, 1 milhão de pessoas assinaram nosso pedido para a França fazer valer a lei sobre o banimento de pesticidas neonicotinoides mortais. Membros da Avaaz participaram, junto com criadores de abelhas, de uma reunião com o Ministro da Agricultura francês, irradiando força e pressionando-o para que ele não se intimidasse pelo lobby da indústria e mantivesse a proibição aos pesticidas, assim enviando um forte sinal para outros países europeus.
  • Bernie em Bruxelas
    Bernie, a abelha gigante inflável, ajudou na entrega de nossa petição com 2.6 mihões de assinaturas em Bruxelas
  • Cara à cara com a indústria. Bayer viu a Avaaz e seus aliados protestarem ferozmente nos últimos 3 encontros anuais da empresa. Os gerentes e investidores da gigante produtora de pesticidas foram recebidos pelos criadores de abelhas, que faziam bastante barulho e carregavam banners enormes mostrando nossa petição de mais de 1 milhão de assinaturas; a petição exigia a suspensão do uso dos neonicotinoides até que os seus efeitos na natureza fossem avaliados pelos cientistas. A Avaaz até mesmo fez uma apresentação dentro do encontro dos investidores, mas a Bayer insistiu no 'não'.

  • Destacando a importância da ciência. Em janeiro de 2013, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos descobriu três pesticidas que colocavam as abelhas em risco. Foi aí que entramos novamente, buscando garantir que os políticos europeus respondessem ao apelo dos cientistas. Nossa petição cresceu rapidamente e chegou a 2 milhões de assinaturas. Após várias conversas com tomadores de decisão da União Europeia, a Avaaz entregou as nossas vozes à sede da UE em Bruxelas. Logo depois, naquele mesmo dia, a Comissão Europeia propôs uma proibição de 2 anos aos pesticidas!
  • Marcha dos criadores de abelha
    Criadores de abelhas ajudam a entregar nossa enorme petição em Downing Street, Londres
  • Aproveitando a oportunidade. A batalha para salvar as abelhas pegou fogo nos meses de fevereiro e março. Em toda União Europeia, membros da Avaaz estavam prontos para dar uma resposta enquanto os 27 membros da UE decidiam se aceitariam ou não a proposta de proibição dos pesticidas. Quando grandes países agricultores como Reino Unido e Alemanha disseram 'não', a Avaaz conduziu pesquisas de opinião pública que mostraram que a maioria dos britânicos e dos alemães eram a favor da proposta de proibição. Além disso, membros da Avaaz enviaram meio milhão de emails para os Ministros da Agricultura dos países do bloco europeu. Aparentemente temendo mais os cidadãos do que o lobby da indústria, o ministro do Reino Unido, Owen Paterson, queixou-se de um "ciber-ataque", algo que os jornalistas trataram como uma história a nosso favor! E então veio o Bernie, nossa abelha inflável de 6 metros de altura situada em Bruxelas. Uma forma bem criativa de entregar a petição, enquanto as negociações chegavam na reta final. Os jornalistas cercavam o Bernie, e descobrimos que nossa atuação ajudou a garantir que o ministro espanhol olhasse com mais atenção para a ciência e mudasse o seu posicionamento acerca do tema para proteger as abelhas. Mas nesse dia não conseguimos a maioria necessária para assegurar a proibição.
  • Bernie no The Independent
    Bernie ganha destaque no jornal britânico The Independent
  • Do alerta vermelho para o sinal verde. Em abril, a proposta que poderia salvar as abelhas é enviada ao Comitê de Recursos, dando-nos um raio de esperança se finalmente conseguíssemos trazer mais alguns países-membros para o nosso lado. Na reta final, a Avaaz junta-se à outros grupos como a Environmental Justice Foundation, Amigos da Terra e a Pesticides Action Network, além dos criadores de abelha e estilistas famosas, para organizar uma ação do lado de fora do Parlamento do Reuno Unido. Na Alemanha, os criadores de abelha lançam sua própria petição no site da Avaaz direcionada ao governo, e 150.000 cidadãos alemães juntam-se à campanha em apenas dois dias; pouco depois as assinaturas são entregues em Colônia. Mais telefonemas são feitos para os gabinetes de ministros em diferentes capitais europeias, enquanto a Avaaz respondia a uma emenda destruidora feita pela Hungria no acordo de proibição e posicionava Bernie, a abelha, novamente em uma ação em Bruxelas. As empresas de pesticidas compraram espaços de publicidade no aeroporto de Bruxelas para chamar a atenção das comitivas diplomáticas, e aumentaram a pressão sugerindo propostas como a plantação de flores selvagens. Mas a máquina de propaganda deles é ignorada. Primeiro foi a Bulgária que mudou de posição. Depois, veio a grande vitória: a Alemanha muda de ideia a favor das abelhas e carimba nossa vitória. Mais da metade dos países da União Europeia votaram pela proibição dos pesticidas!
Conseguir essa vitória foi um processo longo, e isso não seria possível se não fosse a participação dos cientistas, especialistas, oficiais de governo, criadores de abelha e todos os nossos parceiros de campanha. Podemos ficar orgulhosos do que conseguimos fazer juntos!

Forte defensor das abelhas, Paul de Zylva, chefe da Unidade de Polinização e Pesticida da organização Amigos da Terra, disse:
"Obrigado aos milhões de membros da Avaaz que se mobilizaram online e nas ruas. Sem dúvida, a enorme petição e as campanhas criativas da Avaaz ajudaram a pressionar pela proibição dos pesticidas, complementando o nosso trabalho e o de outras ONGs."
Chegou a hora de festejar a conquista desse espaço para uma das criaturas mais importantes e preciosas de nosso planeta. Entretanto, a proibição da UE durará apenas dois anos até ser revisada. E, ao redor do mundo, as abelhas continuam a morrer por causa dos pesticidas que as enfraquecem e deixam-nas confusas, além da perda de seu habitat natural causada pela expansão das cidades. Na Europa, e ao redor do mundo, há ainda muito o que fazer para garantir que a ciência seja a condutora das nossas políticas agrícolas e ambientais. E somos a comunidade perfeita para tornar isso realidade. :)

Com esperança e alegria,

Ricken, Iain, Joseph, Emily, Alex, Michelle, Aldine, Julien, Anne, Christoph e toda a equipe da Avaaz

PS: Vamos continuar nossa luta -- ajude-nos a lançar campanhas rápidas e de impacto sobre questões que são importantes para todos nós: https://secure.avaaz.org/po/bees_victory/?bZUWYab&v=24678

PPS: Muitas das campanhas da Avaaz, como a campanha criada por um criador de abelhas alemão, foram iniciadas por indivíduos ou grupos de indivíduos. Clique aqui para descobrir como começar sua própria campanha: http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?rba13

FONTES

Puxaram a capa do comandante da PM

Quarta, 1 de maio de 2013
A crise provocada pela compra desnecessária de caríssimas 17 mil capas de chuva para a PM deu o último empurrão em Suamy Santana, coronel que até a tarde de hoje era o comandante da PMDF. As capas entraram no grande rolo das copas. Seriam, as capas, para uso durante o calor escaldante e tempo seco próprio do mês que se disputará a copa do mundo de 2014. Custariam mais de R$5 milhões.

O governador poderia adotar este comportamento daqui para a frente, quando houvesse irregularidades em aquisições feitas pelo GDF.

Entrou água nas capas do GDF

Quarta, 1 de maio de 2013
Tem que haver o controle da imprensa, sim. Como é que pode a imprensa denunciar como coisa estranha, por exemplo, que o governo do Distrito Federal comprou capas caríssimas para uso (ou não) durante a Copa do Mundo de 2014. Aquisição pra lá dos R$5 milhões. As capas seriam para a Polícia Militar. Destinavam-se a um período de estiagem no DF.

Que foi uma compra absurda, foi. Que a imprensa, essa danada, essa golpista, foi a responsável pela divulgação desse rolo, foi. É também a imprensa a responsável pelo que acaba de acontecer sobre esse rumoroso caso das caríssimas capas. O governo acaba de mandar cancelar o processo de compras.

Fica agora a dúvida maior. Se compraram, e depois cancelaram, quem fez a lambança? Alguém será responsabilizado?

Primeiro de maio

Quarta, 1º de maio de 2013
Gilvan Rocha*
Há um clichê que se repete, a cada ano, no primeiro de maio, quando costumam dizer: Primeiro de maio dia de luto e de luta. Na verdade, o primeiro de maio é uma alusão ao confronto entre operários e as forças da repressão em 1º de maio de 1886, na cidade de Chicago, nos EUA. Quanto ao fato de se proclamar que também, o primeiro de maio é um dia de luta, precisamos definir bem a natureza dessa luta.

Os trabalhadores do mundo inteiro são movidos a lutar por uma pauta imediata, que contemple as suas reivindicações em torno de melhores salários, melhores condições de trabalho e segurança em seus empregos, quando os têm. Esse é o caráter imediato da luta dos trabalhadores. Trata-se de reivindicações que se atêm aos limites do próprio sistema capitalista. Quando os trabalhadores vão além dessa pauta de lutas imediatas e avançam no sentido de questionar o próprio sistema socioeconômico vigente, eles se colocam em um patamar bastante superior. Eles, os trabalhadores, quando têm consciência de que o sistema capitalista consiste na existência de uma classe exploradora, a burguesia, que monopoliza os meios de produção e submete os que trabalham a um regime de exploração, então buscam a superação dessa ordem econômica e se propõem a conquistar uma nova ordem econômica e social, onde não exista a exploração do homem pelo homem, isto é, passam a lutar pelo socialismo. 

Assim, fica claro que, apesar de importante, a luta cotidiana de resistência ou de conquistas que minorem as agruras das classes trabalhadoras, necessário se faz um avanço na qualidade de suas lutas, colocando as massas de explorados e oprimidos, em uma postura inequivocamente anticapitalista. Não devem, pois os trabalhadores, limitarem-se à conquista de migalhas que sobram do banquete da burguesia. Seu destino histórico pode estar muito além, uma vez que, sua possível determinação, poderá conduzir não só à sua libertação das amarras do capitalismo, e isto se dando, redundará na conquista da emancipação da humanidade e se terá então um mundo de igualdade, justiça e paz. Portanto, é nesse contexto que devemos nos reportar ao grande momento que pode ser o primeiro de maio.
 
*Gilvan Rocha é o presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos – CAEP.

Leia também "Lula, o patriota"

Bob Fernandes: O Estado mata e quer debater a maioridade penal

Quarta, 1º de maio de 2013
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Deu no Terra Magazine e na TV Gazeta (SP)

Bob Fernandes

Nas manchetes a questão da maioridade penal aos 16 anos. Assunto recolocado depois da barbaridade que foi o assassinato da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, queimada viva por assaltantes que se enfureceram ao encontrar apenas R$ 30 em sua conta bancária.
 

Maioridade penal aos 16 anos. Esse é um daqueles debates em que, a princípio, argumentos soam razoáveis de parte a parte. Por exemplo: milhares e milhares de pessoas tiveram seus filhos, pais, irmãos assassinados e foram obrigados a engolir menores assumindo a culpa. Culpados ou não. Como no caso da dentista. Ou em tantos outros.
 
Na oposição à maioridade penal aos 16 anos haverá dezenas de argumentos. Vale, então, examinar os fatos, a realidade. A polícia de São Paulo está investigando grupos de extermínio. Esquadrões da Morte, para ser exato. Só na região de Osasco tais grupos seriam responsáveis por mais de 40 assassinatos nos últimos meses. PMs são investigados.
 
A Polícia Civil suspeita que, em outros pontos da Grande São Paulo, grupos de extermínio estão agindo há anos. Também com PMs entre os suspeitos. Muitos dos executados são menores de idade, às vezes, com menos de 16 anos. Muitas vezes, executados ao acaso. Por estarem no lugar errado, na hora errada.
 
Nisso tudo, uma certeza: nenhum PM é menor de idade. São todos maiores de idade. E a própria polícia investiga e admite: PMs estão executando pessoas. Cabe então uma primeira observação: o Estado quer mudar a maioridade penal, mas o Estado não consegue controlar seus policiais que matam.
 
Se agentes do Estado, policiais, se disfarçam, se agem como assassinos, que autoridade moral tem o Estado para propor esse debate, o da maioridade penal aos 16? Por mais que existam, e existem, argumentos também a favor.
 
No Rio de Janeiro, as milícias, o conluio de bandidos, policiais e políticos. Na Bahia, policiais são suspeitos em dezenas de execuções. Idem em Alagoas. Brasil afora, agentes do Estado são suspeitos de integrar grupos de extermínio. De matar aos montes, sejam bandidos ou apenas adversários no tráfico ou em questões pessoais, o que for.
 
Quando alguém pesquisar, descobrirá: nas últimas décadas, milhares de pessoas foram executadas no Brasil por grupos de extermínio. Uma pergunta que todos deveríamos nos fazer: como é possível debater maioridade penal a sério se nossas polícias, ou seja, o Estado, que deveria garantir a segurança dos cidadãos, ainda abriga grupos de extermínio? 

Todos sabemos que agentes da lei, policiais cometem assassinatos e ficam impunes. Quase sempre, com amplo e cego apoio da sociedade. Antes de debater a maioridade penal o Estado deveria dar uma resposta e o Brasil deveria se perguntar: por que tantos menores de idade e tantos policiais matam impunemente?

No 1º de Maio, o Hino da Internacional Socialista

Quarta, 1º de maio de 2013