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(Millôr Fernandes)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

As medidas anunciadas por Ibaneis para conter a crise na Saúde do DF também estão fadadas ao fracasso. Partem de informações e dados falsos e maquiados

Quarta, 9 de janeiro de 2019
O que a população esperava de Ibaneis era a instalação de uma auditoria em todos os setores da Secretaria de Saúde, e acompanhada pelas entidades representativas da sociedade civil e pelas organizações representativas dos servidores do setor e dos usuários.


Por
Maria José MANINHA, ex-deputada distrital e federal e ex-secretaria de Saúde do DF


A situação de emergência na saúde vem de longe. Passou pelos governos de Roriz (que extinguiu o programa Saúde em Casa), foi uma Secretaria abandonada pelo governo Arruda, negligenciada por Agnelo Queiroz, e por fim, não foi prioridade no governo Rollemberg, cuja maior iniciativa foi a privatização do Hospital de Base, que em nada contribuiu para enfrentar a crise no setor.

Agora o governador Ibanez decreta o que o povo do Distrito Federal já sabia: o estado de calamidade pública no setor. As medidas anunciadas para conter a crise também estão fadadas ao fracasso. Partem de informações e dados falsos e maquiados.

As despesas para manutenção do "INSTITUTO HOSPITAL DE BASE", além de não respeitarem o cronograma de pagamentos da Secretaria de Saúde, ainda incorre em situações, no mínimo, questionáveis. Ninguém sabe quanto recebem os profissionais contratados sem concurso para gerirem esse Instituto.

O que a população esperava de Ibaneis era a instalação de uma auditoria em todos os setores da Secretaria de Saúde, e acompanhada pelas entidades representativas da sociedade civil e pelas organizações representativas dos servidores do setor e dos usuários.

A decretação dessas medidas do governador parece que tem endereço certo, que é transferir mais recursos públicos para entidades do setor privado, com a "compra" de serviços de serviços de entidades do setor privado.

Ações anunciadas como essa de contratar médicos aposentados para suprir carências de pessoal, também não irão resolver a dramática situação da saúde. Temos que lembrar que a única forma de ingresso no serviço público é através de concurso.