Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Rogério Rosso: De pupilo de Joaquim Roriz a investigado da Lava Jato

Quarta, 31 de maio de 2017
Rogério Rosso: De pupilo de Joaquim Roriz a investigado da Lava Jato
Confira a trajetória de Rogério Rosso

Por Helena Mader, Renato Alves-CB.Poder
Blog do Sombra


Cria política de Joaquim Roriz, exerceu a função de governador-tampão do Distrito Federal, teve importante papel no governo de José Roberto Arruda, assumiu secretaria de Estado, dirigiu empresa privada, presidiu a Codeplan, administrou Ceilândia, foi candidato a presidente da Câmara dos Deputados. Até ontem, alimentava o sonho de comandar o Palácio do Buriti. O plano pode ser desfeito pelas investigações da Lava-Jato.
 
Essa é a síntese da trajetória política de Rogério Rosso. Hoje deputado federal pelo PSD-DF, ele ingressou na Câmara dos Deputados pelo PMDB, em 2006. Quatro anos depois, foi eleito governador do Distrito Federal, em 2010, em primeiro turno com 13 votos dos 24 parlamentares em eleição indireta na Câmara Legislativa. Era a solução para a sangria da capital da República, meio à tsunami da Operação Caixa de Pandora, que culminou na prisão e no afastamento de Arruda e no fim do breve governo de Paulo Octávio, o então vice-governador.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Testemunha joga Rogério Rosso, Santana e Bernardes na Caixa de Pandora

Quarta, 29 de junho de 2016
Do Metrópoles
Francinei Arruda afirmou ter gravações que ainda não foram apresentadas à Justiça. MPDFT pede que ele apresente o material

Por Manoela Alcântara
O homem responsável pela edição dos vídeos que embasam as ações da Caixa de Pandora fez uma revelação surpreendente na tarde desta quarta-feira (29/6). Francinei Arruda contou diante do juiz que o deputado federal Rogério Rosso, o vice-governador do DF, Renato Santana, e o secretário de Economia do GDF, Arthur Bernardes (todos do PSD), aparecem em vídeos gravados por Durval Barbosa, o delator da operação que, em 2009, varreu José Roberto Arruda do poder no DF.

O depoimento de Francinei Arruda ocorreu  7ª Vara Criminal de Brasília, durante uma das audiências de instrução da Caixa de Pandora. Na mesma tarde, o juiz Paulo Afonso Cavichioli Carmona também ouviu o testemunho do ex-deputado Alírio Neto.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Cardozo teve 4 horas para defender; Janaína e Reale, apenas uma hora. Isso pode? Isso é legal?

Segunda, 11 de abril de 2016
Da Tribuna da Internet
Por Jorge Béja
Resultado de imagem para cardozo na comissao do impeachment
Cardozo teve indevido tratamento privilegiado

Jorge Béja
A Comissão Especial do Impeachment tem forte conotação de semelhança com o Tribunal do Júri. Neste ano de 2016, no banco dos réus, Dilma. No Conselho de Sentença, os deputados integrantes da Comissão.Na defesa da ré, José Eduardo Cardozo. E na acusação (promotoria), os autores da ação, Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal. Daí porque nada mais justo, constitucional, legal e equitativo, do que conceder igualdade de tratamento à acusação e à defesa. É uma balança que não pode pender para um lado ou para o outro, minimamente que seja, sob pena da quebra do pétreo e sagrado princípio da isonomia, do equilíbrio, de paridade de armas.

Afinal, todos são iguais perante a lei, seja uma pessoa inocente ou uma pessoa acusada da prática de crime, pelo qual está sendo julgada. Vivemos numa democracia e no Estado Democrático de Direito. Habemus legem. E as leis que temos, na ordem jurídica nacional, penal, cível, administrativa, não contemplam a prepotência de uma parte sobre a outra, qualquer que seja o pleito.

DEPLORÁVEL
O que aconteceu hoje na Comissão Especial do Impeachment (e ainda está acontecendo enquanto este artigo está sendo escrito) é terrivelmente deplorável para a história jurídica do nosso país. A presidência da Comissão concedeu quase 4 horas para a defesa de Dilma, assim contadas: semana passada duas horas para seu advogado, o ministro Cardozo, mais 30 minutos para o ministro da Fazenda e outros 30 minutos para o professor da Uerj, eis que ambos também foram à Comissão defender Dilma.

E hoje, dia da votação do relatório, mais tempo para Cardozo defender Dilma, que discursou por 40 minutos. Tempo que o presidente Rogério Rosso estipulou para Cardozo falar.E a toda hora Rosso rendia a Cardozo homenagens e louvores, e frisava que Cardozo tinha sido convidado por ele próprio, Rogério Rosso.

Já do outro lado, o quadro foi completamente diferente. À acusação, foi concedida apenas uma hora para a sustentação oral, como se verificou na semana passada: 30 minutos para Miguel Reale Junior e mais 30 minutos para Janaína Paschoal! Que barbaridade! Que temeridade! Que desigualdade! Ainda assim, no final do dia de hoje ou já à noite, o relatório será acolhido e o processo de Impeachment seguirá seu curso, mesmo diante deste placar adverso de tempo (quase) 4X1 entre acusação e defesa.

VÃ ESPERANÇA
Semana passada (09.04.2016) escrevi artigo (“Presidente da Comissão do Impeachment Comete Erro Gravíssimo”) sobre essa deplorável anomalia. Mas ainda nutria esperança que o presidente da Comissão, deputado Rogério Rosso, também chamasse Reale Junior e/ou Janaína para a sessão de hoje, a fim de equilibrar as forças e dar às partes (acusação e defesa) o mesmo tempo para falar à Comissão. Ou seja, cumprir os mandamentos das leis.

Que nada! Me enganei redondamente. E não foi por falta de aviso. A Rosso enviei o artigo, cuja recepção me foi confirmada por sua assessoria. O advogado João Amaury Belem, leitor, comentarista e articulista nesta nossa TI, também não cruzou os braços. Indignado, mandou o artigo para o gabinete do presidente Rogério Rosso, com pedido de providências. A leitora Mara comentou aqui na TI que enviou o artigo para o deputado Rubens Bueno e dele recebeu resposta informando que tudo estava correto e que apenas Cardozo iria falar hoje!

Também enviei o artigo para Merval Pereira. E ontem Merval me respondeu. Disse que seria esse o tema da sua coluna no O Globo. Mas depois que soube que houve uma “composição” entre oposição e governo para chamar apenas Cardozo “não posso ser mais realista do que o rei”, arrematou Merval no delicado e elegante e-mail que me enviou. Mandei também para a advogada Janaína Paschoal, que acusou o recebimento do artigo.

INAÇÃO FRUSTRANTE
Agora, tenho comigo umas perguntas que não encontro respostas: por que tudo isso aconteceu? Por que os deputados da oposição não levantaram questão de ordem e exigiram também a presença da acusação (Reale e Janaína) na sessão de hoje? Por que o presidente Rogério Rosso permitiu que essa barbaridade jurídica, política e humana acontecesse? Por que Reale e/ou Janaína não reagiram, sendo eles professores de Direito e conhecedores da lei e dos encargos que sobre eles pesam quando decidiram denunciar Dilma à Câmara?

Será que foi uma “estratégia” dos dois juristas? Que conchavo é esse, entre situação e oposição, que permitiu dar mais tempo (que não foi pouco ) e mais vezes para Cardozo fazer a sustentação oral perante à Comissão? Saibam todos que impeachment é processo de ordem pública. Nele não se admite tergiversação, rodeios, evasivas, renúncia, abandono, desprezo e descumprimento daquilo que a lei determina. Titulares e donos de um processo de Impeachment, procedente ou não, são a coletividade, o eleitor, a cidadania…

Num paralelo, de menor intensidade e proporção, processo de impeachment guarda semelhança com a Ação Popular. Dono desta é a cidadão. E se quem a propôs dela desiste, qualquer que seja o motivo, incumbe ao Ministério Público prosseguir com a ação, tão pública, tão altiva e moralizadora ela é. No impeachment, se tira do cargo as autoridades da cúpula governamental que obraram contra a lei e os interesses da Nação. Na Ação Popular, delas e dos de inferiores níveis da hierarquia governamental, se busca a reparação do dano que causaram e se obtém outras punições. Nada mais democrático e sadio para uma República.

sábado, 9 de abril de 2016

Rogério Rosso, presidente da Comissão do Impeachment comete erro gravíssimo

Sábado, 9 de abril de 2016
Da Tribuna da Internet
Jorge Béja

Rosso está dando maior espaço à defesa do que à acusação

Jorge Béja
O curso, etapas e fases de todo e qualquer processo na ordem jurídica nacional sujeitam-se ao regramento previsto em lei. Impeachment, seja quem for a autoridade acusada, é processo com rito próprio, conforme disposto na Lei 1079/50 e nas determinações que o Supremo Tribunal Federal expediu ao julgar a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental 378, da autoria do PCdoB, ao fazer as adequações daquela antiga lei às normas da Constituição Federal de 1988.

sábado, 28 de novembro de 2015

Será que os eleitores sabem que o deputado Rogério Rosso é um dos lideres da operação salvamento do Eduardo Cunha?

Sábado, 29 de novembro de 2015
A pergunta do título da postagem foi feita no Twitter por Maria José Maninha, ex-deputada distrital e federal, que também foi secretária de Saúde do DF.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Projeto de Lei. Cristofobia: Um sacrilégio hediondo?

Segunda, 15 de junho de 2015 
Projeto altera o art. 208 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal

Cada dia que passa fico mais e mais surpreso com a criatividade humana.
 
O problema é quando toda esta verve vem acompanhada de muita desinformação e, principalmente, inutilidades e desserviços daqueles que cumprem funções essenciais para a democracia Eis abaixo o Projeto de Lei a que fomos brindados nos últimos dias: ...
Fonte: Por Yuri Felix, portal JusBrasil -
Fonte: Blog do Sombra

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Leia o texto completo do artigo publicado em jornal sobre a “nova” lei dos becos do Gama

Quinta, 7 de fevereiro de 2013
Para ler o texto integral publicado no Informativo Bico, dê um clique sobre a imagem acima.


Em 23 de janeiro passado o Gama Livre comentou sobre o artigo "Nova lei dos becos do Gama vai se espatifar na Justiça", publicado na edição número 311, de janeiro de 2013, do Informativo Bico. Com circulação mensal há mais de 25 anos, o Bico tem tiragem acima dos 30 mil, e é distribuído principalmente no Gama e Santa Maria.

Hoje, 7 de fevereiro, o Gama Livre posta o texto completo do artigo publicado no Informativo Bico, e que pode ser confortavelmente lido ao se dar um clique sobre a imagem. Se você quiser ver o andamento da Ação de Inconstitucionalidade contra a lei 857/2013, a “nova” lei dos becos do Gama, que insiste em doar a militares da PM e dos Bombeiros do DF as passagens públicas de pedestres das quadras residenciais do Gama, clique aqui.

É possível ler ainda a íntegra da Petição Inicial do Ministério Público do DF, onde é requerida ao Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal a anulação, desde a origem, da imoral lei.  

Acesse os links abaixo e entenda o caso das tentativas de destruição das passagens de pedestres entre conjuntos de casas das quadras residencias do Gama/DF pela "doação", ilegal e inconstitucional, dessas áreas públicas a militares da PM e dos Bombeiros.  
  1. A Lei 780 subiu no telhado
  2. Frouxidão ou leniência de Agnelo? Mais uma “invenção” dos distritais com os becos do Gama é anulada pelo Conselho Especial do TJDF
  3. Recordar revigora
  4. TJDF rejeita por unanimidade embargos de declaração impetrados pelo governo Wilson Lima referentes à declaração de inconstitucionalidade da Lei 780/2008, a Lei dos Becos do Gama
  5. Governador terá que cumprir decisão da Justiça
  6. “Becos” do Gama: Tem gente grande, mas que suas mentiras têm pernas curtas
  7. Becos do Gama: Justiça não aceita recurso extraordinário do governador do DF contra decisão do TJDF que anulou a Lei 780/2008. A lei está anulada.
  8. Rosso e a CLDF estão brincando com a Justiça
  9. Mais protestos. Arruda na berlinda
  10. Somos nós os bandidos?
  11. A morte anunciada
  12. A Lei 780 caiu do telhado
  13. Becos do Gama: Publicada sentença que anula a segunda lei que tentou doar áreas verdes da cidade
  14. “Becos” do Gama: está mais próxima a desocupação
  15. Beco sem saída
  16. Becos: Mais uma lei inconstitucional aprovada pela CLDF
  17. Judas do Gama
  18. Castigo dos Céus
  19. O governador interino tem que cumprir as decisões da Justiça
  20. Becos do Gama. A destruição continua, apesar das decisões da Justiça
  21. Por que te calas, ó deputado?
  22. Sinuca de bico
  23. Desocupação dos "becos" do Gama
  24. A lambança vem de longe
  25. Novela está próxima do fim. Becos do Gama devem ser desocupados, decide a Vara de Meio Ambiente Desenvolvimento Urbano e Fundiário do DF
  26. Resistência
  27. Becos do Gama. Procuradora-Geral de Justiça do Distrito Federal ajuizou ação direta de inconstitucionalidade contra a lei 826/2010
  28. PDL de São Paulo tem revisão anulada pela Justiça. Revisão do PDL do Gama vai pelo mesmo caminho
  29. Paulo Roriz derruba deputado da presidência da CCJ da CLDF
  30. Publicado hoje (14/4) o Acórdão que rejeitou os embargos de declaração do governador na Adin dos "Becos do Gama"
  31. Becos do Gama e becos do crack na Asa Norte
  32. Prudente, o imprudente
  33. Papai Noel
  34. Manifestação de moradores do Gama na CLDF
  35. Toma que o filho é teu
  36. † Necrológio †
  37. Cuidado! Homens trabalhando!
  38. Confusão nas áreas verdes do Gama tem vídeos no YouTube
  39. Veja quais os deputados que votaram pela destruição de 700 passagens de pedestres e áreas verdes do Gama/DF
  40. Vândalos destroem o verde
  41. “Nova” lei dos becos do Gama também sobe no telhado. MPDF entra com Ação Direta de Inconstitucionalidade no mesmo dia da publicação. A lei deverá ser anulada
  42. Cultura do egoísmo
  43. Becos do Gama - Justiça feita, desocupação já! [republicação]
  44. Publicada no Diário da Justiça a Ata de Julgamento do TJDFT da ação que derrubou a segunda lei que tentava destruir as áreas verdes e passagens de pedestres das quadras residenciais do Gama
  45. Força-tarefa erradica invasão em Taguatinga. Faltam as invasões dos becos do gama
  46. Becos do Gama - governo anulou hoje todos os alvarás de construção nas áreas intersticiais das quadras residenciais do Gama
  47. Tribuna do Brasil: MP mira os becos do Gama
  48. Anuência para coisa nenhuma
  49. Justiça concede liminar em Ação Popular movida por moradores do Gama-DF contra ocupação por policiais da PM e Bombeiros das passagens de pedestres das quadras residenciais do Gama
  50. Que sirva de aviso ao governador interino de Brasília
  51. Vergonha!
  52. Tá amargando, tá amargando
  53. Gama 49 anos - Três distritais, três votos contra o Gama
  54. Coisas estranhas acontecem no DF
  55. A mídia e as áreas verdes do Gama
  56. Verde, jardim, flores? Destruição!
  57. sexta-feira, 9 de novembro de 2012

    Ah, se eu fosse o Kassab. . .

    Sexta, 9 de novembro de 2012
    Por Edson Sombra
    O PSD nasceu para ser grande. Vendeu sua imagem como a força do novo e ergueu a tal bandeira da independência, que na verdade encobre sua tendência ao “coringuismo”. E deu certo. Com pouco mais de um ano de vida, o partido de Gilberto Kassab já é tido como um dos maiores do Brasil.
     
    Atraiu para seus quadros verdadeira salada ideológica. De extrema-direita aos mais esquerdistas, todos com espaço e liberdade para atuar. Foi a deixa que muitos precisavam para se desacorrentarem, respaldados pela lei eleitoral, dos partidos que os prendiam e passaram a desfrutar da sensação de pertencerem a uma sigla sem dogmas. Esse era o ideal de Kassab. Ou parece ser. ...
     
    Mas a política é cruel. Com a derrocada na capital paulista da candidatura de seu aliado, José Serra (PSDB), o ainda prefeito de São Paulo teve de se mexer antes de deixar a cadeira. Decidiu declarar apoio ao eleito Fernando Haddad (PT) e ainda acenar com a possibilidade de embarque na base de Dilma no Congresso Nacional.
     
    Apesar das discordâncias de alguns, era aceitável. Afinal, para esses, Dilma faz um governo pouco partidário. Assume a simpatia por nomes indigestos até para o partido que a elegeu, o de Lula, e não é tão rigorosa em exigir o companheirismo petista. Além do mais, é uma presidenta que tem o apoio da maioria da população brasileira. Tudo que o novato PSD precisa para justificar o mergulho de cabeça no projeto do atual governo federal.
     
    Nessa onda nacional, o PSD do DF tenta surfar da mesma forma. O ex-governador Rogério Rosso, que ganhou de bandeja a presidência regional da legenda, sente-se quase uma versão kassabiana no cerrado do quadrilátero do DF. Com algumas gritantes diferenças.
     
    Enquanto Kassab está no fim de seu mandato, e pelo jeito já à procura de uma cadeira para ocupar, Rosso já está fora do GDF há quase dois anos. E sem perspectiva de voltar. Kassab galga uma pasta forte no governo Dilma para oficializar o apoio ao mandato da primeira presidenta do Brasil. Rosso diz querer repetir no DF a aliança nacional e acena com a possibilidade de, em troca de algumas dezenas de cargos, embarcar no projeto sem norte do governo de Agnelo Queiroz (PT).   Leia a íntegra no Blog do Sombra

    quarta-feira, 19 de outubro de 2011

    Frouxidão ou leniência de Agnelo? Mais uma “invenção” dos distritais com os becos do Gama é anulada pelo Conselho Especial do TJDF

    Quarta, 19 de outubro de 2011

    Em 26 de agosto de 2010 o Gama Livre postou que: "A Lei 826, nova lei dos becos do Gama, começou a subir no telhado"

    Ontem (18/10/2011) ela se espatifou no chão.

    O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal fulminou ontem (18/10) mais uma lei distrital, mais uma lambança do governo do DF e CLDF. Foram 13 votos pela anulação e apenas um contra, na ação direta de inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público do Distrito Federal.

    A lei, anulada desde a origem, é a de número 826 de 14 de julho de 2010. Criada por puro interesse eleitoreiro, como dá para se inferir das notas taquigráficas das sessões da Câmara, a lei iludiu militares da PM e dos Bombeiros do DF. Muitos deles passaram a acreditar que ela, a lei, havia resolvido as questões da anulação de lei anterior, a 780 de setembro de 2008, que doava, isso mesmo, doava, a eles as áreas verdes entre conjuntos de casas das quadras residenciais do Gama, destruindo, assim, também as passagens de pedestres.

    A lei 780 de 2008 foi anulada pelo Conselho Especial do TJDF em 24 de novembro de 2009. A anulação foi também com efeitos ex tunc (desde a origem) e abrangência erga omnis (para todos). Com a anulação da 780 tornou-se nulas para todos os efeitos qualquer documento que tinha como base tal lei, documentos emitidos pela Codhab (Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF), pela Secretaria de Habitação, pela Administração Regional, ou por qualquer outro órgão do Governo do Distrito Federal. Ficou na condição de absoluta ilegalidade as ocupações dos chamados becos do Gama, seja o puro fechamento das passagens ou qualquer construção nelas realizadas. Não há sequer um alvará de construção que dê legalidade às obras nas passagens de pedestres das quadras residenciais do Gama.

    Mas como a CLDF é rica em gerar “soluções” que não são soluções, mas problemas em cima de problemas, fez aprovar a lei (826/2010) que ontem foi anulada pelo Conselho Especial do TJDF. Tão absurdo quanto à lei 780/2008 que destrói o projeto urbanístico do Gama foi o que aconteceu com essa tal lei 826. O governador-tampão, no desastroso governo de Rogério Rosso, cedeu às pressões do deputado cabo Patrício e encaminhou à CLDF no último dia de sessões do primeiro semestre de 2010 o projeto de lei complementar 158/2010 que os distritais transformaram na lei 826 de julho de 2010.

    O ex-governador e os distritais tiveram a coragem (ou seria desplante?) de chancelar, de assinar, uma lei que substituía um inexistente inciso de um artigo da lei do Plano Diretor Local do Gama. Absurdo? Na CLDF, não.

    Explico. Por duas vezes o Conselho Especial do TJDF declarou inconstitucional, nulo, portanto, o inciso IV do artigo 105 da Lei 728/2006, que é a lei do PDL da cidade. Suas excelências —governador Rosso e distritais— então definiram uma nova redação a tal inciso. A um inciso fantasma, fica claro. Mas o que mais tem no DF são fantasmas, não é? Tanto no Executivo quanto no Legislativo. Se fantasmas que comem nossos impostos não coram os governantes, um inciso fantasma iria corá-los?

    “Alterando”, melhor, substituindo o inexistente (pode?), governo e distritais tentaram empurrar por goela abaixo, com a lei 826/2010, que a opinião dos moradores do Gama não seria mais levada em conta, não precisando ouvi-la, como determina o PDL da cidade. Quando quisessem, os governantes doariam as passagens de pedestres e ninguém poderia contestar. Espertinho, esse pessoal!

    Mas a esperteza morreu na decisão de ontem do Conselho Especial do TJDF, ao ser a lei anulada desde a origem. Lei que, saliente-se, feriu os princípios que obrigatoriamente devem ser observados na Administração Pública, tais como o da moralidade, da legalidade, da economicidade, da razoabilidade, da motivação.

    Flagrantemente inconstitucional, a lei não poderia ter outro destino que não o lixo jurídico, para onde de fato foi encaminhada ontem pelo TJDF.

    Que o governador Agnelo não seja subjugado pelas pressões de distritais, especialmente do presidente da Câmara Legislativa, o deputado Patrício, e não passe a recorrer de cada decisão do Conselho Especial do TJDF, com o intuito exclusivamente de empurrar as coisas com a barriga, empurrar para estourar mais forte lá adiante. Um governo fraco, até que se perdoa. Mas um governo frouxo...

    Que fique claro para o governador e alguns distritais que as áreas verdes entre conjuntos de casas das quadras residenciais do Gama, que são passagens de pedestres, área de lazer de crianças, e que têm também a função de absorção e passagem das águas pluviais, serão recuperadas, reincorporadas ao patrimônio do povo, mesmo que para isso ainda leve algum tempo. Isso acontecerá pelas decisões da Justiça.

    Ainda há juízes em Brasília.

    Observações:

    1 – De quem será parente chefe da Agefis do Gama? Adivinhou? Teria ele a independência necessária para fazer a Agência agir contra certas ocupações irregulares? É apenas uma pergunta, não uma afirmação.

    2 – Por que a Agefis do Gama não exerce sua autoridade plena na desocupação irregular das áreas invadidas? Quem estaria “segurando” os auditores da Agência e suas ações?

    3 – Por que se fecham os olhos para ocupações irregulares que ocorrem até hoje, quase dois anos depois de anulada a lei 780, a que doava os “becos” do Gama?

    4 - Por que deixam invasões serem iniciadas até mesmo na semana passada, e a informação que se tem a respeito é que a Agefis irá visitar a área invadida dentro de 15 dias? Em 15 dias se fecha passagens de pedestres e se constrói alguma coisa para tentar  alegar fato consumado. Uma ilusão, mas tem gente que acredita.

    5 – Em que pé anda as apurações na Codhab e na Polícia Civil a respeito da venda de lotes (recebidos em “doação”) por militares? Ninguém mais ouviu falar, por quê?
    Esses são os tais "becos" do Gama. É isso que os nossos governantes e distritais têm destruído, tentando doá-los aos militares da PM e dos Bombeiros do DF. Mas a Justiça tem derrotado cada passo dos adversários das áreas verdes da cidade. Dê um clique na imagem em tamanho maior.

    Leia mais sobre becos do Gama e a famigerada lei 780/2008:
    1. Resistência
    2. A Lei 826, nova lei dos becos do Gama, começou a subir no telhado
    3. Becos do Gama - governo anulou hoje todos os alvarás de construção nas áreas intersticiais das quadras residenciais do Gama
    4. Tribuna do Brasil: MP mira os becos do Gama
    5. Recordar revigora

    quinta-feira, 28 de julho de 2011

    Mesmo com parecer contrário, tribunal aprova contas de 2010 do governo do DF

    Quinta, 28 de julho de 2011
    Da Agência Brasil
    28/07/2011 - 13h45
    Priscilla Mazenotti - Repórter
    Apesar das recomendações contrárias do Ministério Público e do relator no Tribunal de Contas da União, Renato Rainha, o Tribunal de Contas do Distrito Federal aprovou as contas do ex-governador José Roberto Arruda no exercício de 2010. No ano passado, Arruda ficou no cargo por 42 dias. Renunciou ao restante do mandato depois de ter sido preso e expulso do DEM, acusado de participação em esquema de corrupção no DF.

    Os conselheiros não foram unânimes. Três votaram a favor da rejeição e três, contra. A presidente do TCDF, conselheira Marli Vinhadeli desempatou e decidiu favoravelmente a Arruda. O entendimento da maioria dos conselheiros foi o de que as contas de Arruda, Paulo Octávio, Wilson Lima e Rogério Rosso, todos governadores do DF em 2010, não poderiam ser julgadas separadamente porque fazem parte de um único exercício.

    Os ministros aprovaram, então, todo o exercício de 2010. As contas de Rogério Rosso, no entanto, tiveram ressalvas. Ele foi o último a assumir o GDF e ficou na chefia do Executivo até 31 de dezembro.

    O parecer do relator apontava irregularidades na gestão e controle de contratações no período do governo Arruda referente ao ano passado, entre 1 de janeiro e 19 de fevereiro. O TCDF detectou problemas como sobrepreço e superfaturamento, despesas sem cobertura contratual, direcionamento de contratação, pagamento por produtos e serviços que não foram entregues ou prestados e falha na fiscalização de contratos.

    O relator, conselheiro Renato Rainha lembrou que apenas em 26 de fevereiro, quando Arruda não estava mais no cargo, o então governador, Wilson Lima (PR), determinou a suspensão de acordos entre a administração pública e empresas que tiveram contratos questionados.

    O governo não atendeu, também, a determinação de manter, pelo menos, metade dos cargos comissionados do GDF com servidores de carreira. Segundo o relator, dos 16,6 mil cargos comissionados, 53,4% foram ocupados por servidores sem vínculo efetivo com a administração pública. Em 28 órgãos do Executivo local, o índice de ocupação de cargos comissionados por funcionários não concursados chega a 90%.

    O representante do Ministério Público no TCDF, Demóstenes Albuquerque, disse que Arruda deveria ter tomado as medidas cabíveis desde 2009, quando a Operação Caixa de Pandora foi deflagrada. A Operação investigou irregularidades em contratos e contratações. Arruda aparece numa filmagem recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, delator do esquema.

    “No entender do Ministério Público, foi exigível que o titular do governo atuasse de forma efetiva e eficaz a partir do momento em que houve a deflagração da operação”, disse. “Medidas eram cabíveis de serem adotadas e não foi adotada nenhuma”, completou.

    O advogado de Arruda, Edson Smaniotto, no entanto, disse que as contas de Arruda não poderiam ser rejeitadas porque ele ficou no governo por um período curto. “A lei fala em período quadrimestral como o módulo mínimo para que nós analisemos as contas de alguém. A Lei de Responsabilidade Fiscal traz o poder de rever os atos administrativos, o poder de corrigenda. Como ele poderia exercer o direito de corrigir eventual irregularidade? Não haveria tempo material”, argumentou.

    Com a saída de Arruda, em fevereiro de 2010, o então vice-governador, Paulo Octávio assumiu o cargo. No entanto, ficou apenas 5 dias no governo. Renunciou alegando falta de apoio político de seu partido, o DEM, depois de também ser acusado de envolvimento no esquema.

    Com a renúncia de Paulo Octávio, o então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima, assumiu interinamente. Ficou no cargo por quase dois meses, até que os deputados distritais elegeram, por voto indireto, Rogério Rosso, que ficou no governo até o fim do mandato.

    O TCDF aprovou também as contas de Paulo Octávio diante do pouco tempo em que ficou à frente do GDF. “Poderia ter adotado medidas efetivas de controle, mas o curto espaço em que atuou e toda a situação conturbada em que estava passando, não era exigível a adoção de medidas de tamanha rapidez”, explicou o representante do MP junto ao TCDF, Demóstenes Albuquerque. O entendimento foi o mesmo do relator. Ele considerou “não ser razoável [Paulo Octávio] ser responsabilizado pelas improbidades em razão de seu breve tempo [no governo]”.

    Quanto a Wilson Lima, o TCDF aprovou as contas sob a alegação de que ele começou as medidas para regularizar a situação no DF. “Tendo em vista que deu início às medidas de proteção ao Erário”, disse o relator.

    As contas de Rogério Rosso também foram aprovadas, mas com ressalvas como ausência de demonstrativos, de comprovação da capacidade de pagamento e de endividamento do governo local, de edição de normas que aumentaram as despesas nos últimos 180 dias de governo, não inclusão no Orçamento do DF dos valores oriundos da União referentes à Educação e Saúde e descumprimento do percentual mínimo de ocupação dos cargos em comissão por servidores de carreira.

    O relator fez algumas recomendações. Entre elas estão a revisão do modelo institucional da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Empresa do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), Companhia de Planejamento (Codeplan) e da Sociedade de Transporte Coletivo de Brasília (TCB) e dar continuidade ao aprimoramento do sistema de controle interno.

    quinta-feira, 26 de maio de 2011

    Rosso embarca de mala e cuia no PSD de Kassab


    Quinta, 26 de maio de 2011
    No DF o novo (???) PSD ficará ruço. Melhor, Rosso. O ex-governador do DF, Rogério Rosso, assumiu ontem (25/5) —no mesmo dia em que se desfiliou do PMDB— a presidência da Comissão Provisória Estadual do partido na capital do país.

    O PSD é o partido fruto das maquinações eleitoreiras do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com as bênçãos não do Alto, mas do Planalto. O partido que coloca no seu estatuto que com ele não tem essa história de fidelidade partidária. Fidelidade para quê? O que importa é número, é só isso que importa aos grandes partidos brasileiros. É o partido que diz não ser de esquerda, nem de direita, nem de centro, muito pelo contrário. É um partido igual ao curto governo de Rosso no DF. Um partido que já nasce velho.

    Mas será uma tábua de salvação para os políticos que não conseguiram uma boquinha no governo que tem Tadeu Filippelli como vice. Militantes do PMDB insatisfeitos com Filippelli têm agora uma agremiação onde possam se agasalhar. É verdade que o cobertor não será dos melhores.